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quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Unidade básica de saúde fluvial realiza mutirão de cirurgias na Amazônia Legal

Objetivo é realizar 170 procedimentos, desde oftalmológicos a cirurgias pequenas de hérnia e de retirada de cisto

As equipes do programa Saúde da Família Fluviais e expedicionários da saúde realizam jornada cirúrgica em comunidades da Amazônia Legal. A expectativa é que sejam realizadas 170 cirurgias, desde oftalmológicas a cirurgias pequenas de hérnia e de retirada de cisto. Para atender os moradores da região, os profissionais dessas equipes precisam se deslocar de barco. A jornada vai ocorrer em um pequeno hospital montado na comunidade de Mentai, que fica próxima ao rio arapiuns, em Santarém no Pará. A unidade é a primeira do tipo no país que recebe recursos do Ministério da Saúde.

A coordenadora da Estratégia de Saúde da Família no município de Santarém (PA), Maria das Graças Rocha, conta que a Unidade Básica de Saúde Fluvial "reduziu a mortalidade infantil e a mortalidade materna. Nós conseguimos fazer uma melhor cobertura de imunização assim como de todos os outros programas. É uma área que nós já usamos como referência para os outros que nós temos esse tipo de serviço, ou seja, que até temos porém com menos frequência. Que nós voltamos lá de três em três meses" .

Segundo Maria das Graças, um dos principais problemas de levar atendimento para essas comunidades é o acesso difícil por causa dos rios. Ela conta que a unidade fluvial facilita bastante o trabalho. " Se para nós, enquanto município, enquanto gestão, é difícil chegar à população, para a população é muito mais difícil. O transporte na maioria dessas comunidades só é feito por barco e ainda tem outro problema que influi negativamente é a questão que na Amazônia nós trabalhamos seis meses com água e seis meses é período de seca. Então a nossa população fica praticamente isolada. E com esse serviço nós damos a oportunidade para nossa população de receber o atendimento lá na comunidade sem muito sacrifício" .

A Unidade Básica de Saúde Fluvial de Santarém é formada por médicos, enfermeiros, técnicos em enfermagem, dentistas, bioquímicos e outros profissionais da saúde. Além dos profissionais, a unidade conta ainda com duas ambulâncias fluviais para casos de emergência. A embarcação atende atualmente 38 comunidades. A mais distante fica a 12 horas do município de Santarém. No ano passado, o ministério aprovou a liberação de dinheiro para construção de 13 novas unidades no país. Outras 19 devem ser aprovadas ainda este ano.

Fonte isaude.net

Pacientes com câncer vão receber atendimento integrado em novo prédio do INCA

Instalação vai reunir, em um só lugar, áreas de pesquisa, assistência, educação, prevenção, vigilância e diagnóstico

Pacientes com câncer vão poder contar com novo campus integrado do Instituto Nacional de Câncer (INCA). A nova instalação vai reunir, em um só lugar, as áreas de pesquisa, assistência, educação, prevenção, vigilância e diagnóstico precoce da doença. Atualmente o INCA funciona em dezoito lugares diferentes, o que dificulta o dia a dia de combate à doença. A nova terá 438 leitos de internação, sendo 90 de terapia intensiva e semi-intensiva e 118 consultórios.

Para o diretor-geral do INCA, Luiz Antonio Santini a construção da nova sede, no Rio de Janeiro, vai fortalecer o combate à doença, além de prevenir e reduzir ainda mais o número de novos casos de câncer no país. Santini informa que com a nova sede do INCA, o instituto vai poder receber mais pacientes para tratamento. " Ele vai aumentar em 32 por cento as internações e pelo menos 22 por cento das consultas médicas. Além de permitir pela nova estrutura, pela organização de todos os nossos processos uma ampliação do número de casos de pacientes envolvidos em projetos de pesquisa clinica" .

Santini lembra também que o novo campus da instituição ligada ao Ministério da Saúde faz parte da politica de atenção ao câncer lançada no ano passado pelo governo federal. " Esse projeto faz parte de toda uma politica de atenção ao câncer no país que inclui uma serie de ações em relação ao controle do câncer de mama, controle do câncer de colo do útero e a expansão da oferta do serviço de radioterapia, além da qualificação dessa oferta. Então, esse projeto do Inca ele está inserido em um projeto amplo de qualificação, ampliação e desenvolvimento de conhecimento e pesquisa na área de câncer no país" .

A previsão é que o novo prédio do INCA esteja pronto até 2015.

Fonte isaude.net

Instituto do Joelho do HCor registra crescimento de 30% nas lesões em mulheres e crianças

Segundo o levantamento, as artes marciais respondem por 20% das cirurgias

Com o fenômeno do UFC, muitas pessoas buscam aprender artes marciais e, embora qualquer tipo de exercício físico seja benéfico ao organismo, é preciso tomar cuidado para não lesionar articulações e ligamentos.

Um levantamento realizado pelo Instituto do Joelho do HCor (Hospital do Coração), em São Paulo, revelou que as artes marciais já respondem por 20% das cirurgias do joelho em esportistas feitas no segundo semestre do ano passado.

O ortopedista Dr. Rene Abdalla, responsável pelo Instituto do Joelho HCor, garante que o impacto das lutas pode provocar o aumento de lesões no local.

— O crescimento de adeptos das artes marciais no País tem provocado um aumento expressivo de lesões no joelho devido ao alto impacto das lutas.

Do total de cirurgias realizadas, o futebol ocupa o primeiro lugar do ranking, representando 70% dos atendimentos, enquanto tênis, vôlei, basquete respondem por 10%.

Segundo Abdalla, no primeiro semestre deste ano aumentaram em 30% as lesões de joelho em mulheres, crianças e adolescentes comparado com o segundo semestre de 2011.

Fonte R7

Estudo associa barriga à queda da função cerebral

Situação pode estar ligado às alterações metabólicas, como altas taxas de açúcar ou de colesterol

O sobrepeso não é algo que compromete apenas as funções do coração e de outros órgãos vitais, a barriguinha pode também prejudicar o funcionamento do cérebro, de acordo com pesquisadores da Grã-Bretanha que ligaram pela primeira vez a obesidade ao declínio do desempenho cognitivo.

Os motivos que levam indivíduos obesos a terem queda da função cerebral ainda não foram descobertos pelos especialistas britânicos, porém essa situação pode estar ligado às alterações metabólicas, tais como altas taxas de açúcar ou de colesterol no sangue.

A obesidade já foi apontada no passado como um fator de risco para a demência.

O trabalho, publicado na revista Neurology, acompanhou a saúde de 6.401 britânicos. Indivíduos de ambos os sexos e com idade entre 35 e 55 anos foram submetidos a testes de memória e outras habilidades cognitivas durante um período de mais de dez anos.
Pesquisadores responsáveis pelo estudo notaram que as pessoas obesas que apresentavam alterações metabólicas tiveram um declínio das funções cerebrais muito mais rápido em comparação com os demais pacientes acompanhados pelo estudo.

Os especialistas enfatizaram que eles só foi acompanhada a função cognitiva, não a demência. O limite entre o envelhecimento normal, o comprometimento cognitivo leve e a demência ainda é bem confuso - nem todos os danos levam à demência.

Os participantes do estudo são de um grupo de servidores públicos, o que pode significar que os resultados podem não se aplicar de modo mais geral a outras populações.

Fonte R7

Atividade física ajuda a combater obesidade sarcopênica em idosos

Mal é associado a mudanças na composição corporal com envelhecimento; tema é alvo de estudo da Unesp de Botucatu

Dieta adequada e atividade física ajudam a combater a obesidade sarcopênica, mal que é associado a mudanças na composição corporal com envelhecimento. O tema foi alvo de um estudo da pesquisadora Kátia Cristina Portero McLellan, professora da Faculdade de Medicina (FM) da Unesp de Botucatu, no interior de São Paulo.

Em dois trabalhos apresentados em um evento internacional este ano, a autora demonstrou que a obesidade sarcopênica está relacionada com o estado pró-inflamatório e com o aumento da prevalência da síndrome metabólica e seus componentes alterados.

Os resultados de estudos preliminares da pesquisadora enfatizam ainda a importância do consumo adequado de leguminosas, frutas, fibras e proteína, além de uma dieta de boa qualidade, para prevenção da obesidade sarcopênica na população estudada

Obesidade sarcopênica
Diversos estudos mostram que a obesidade sarcopênica representa uma condição negativa para a saúde do idoso, devido ao aumento do risco de quedas e fraturas, diminuição da capacidade de realizar atividades da vida diária, perda de independência, além de estar associada com aumento da mortalidade.

A obesidade sarcopênica vem se tornando prevalente na população de idosos. Além do próprio processo de envelhecimento, esta doença pode ser desenvolvida precocemente, devido aos padrões alimentares inadequados, sedentarismo, doenças crônicas e tratamentos medicamentosos.

Fonte isaude.net