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segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Como preparar uma marmita saudável

Nem toda comida caseira pode ser consumida no ambiente de trabalho. Saiba quais são os alimentos adequados e a melhor forma de armazená-los

Durante a crise econômica ou na necessidade de emagrecer, a marmita é sempre uma boa opção. Além de economizar o vale-refeição, garante uma alimentação de qualidade e impede os excessos (in)volutários dos restaurantes por quilo ou a la carte.

Antes de aposentar o ticket e garantir o almoço do dia seguinte com a sobra do jantar, é preciso seguir à risca as orientações dos nutricionistas. Nem toda comida pode ser transportada e sofrer oscilações de temperatura. Carnes e molhos pesados, feitos à base de creme de leite, por exemplo, devem permanecer na geladeira de casa, nunca do trabalho.

O microondas comunitário, embora garanta uma refeição quentinha, é um potencial foco de contaminação. Uma escolha equivocada pode resultar em infecção ou intoxicação alimentar.

A pedido do iG Saúde, Patricia Bertolucci, nutricionista da PB Consultoria e Roseli Rossi, nutricionista da clínica Equilíbrio Nutricional, respondem às principais dúvidas do tema e ensinam a preparar uma marmita saudável.

Quais alimentos devem ser banidos de marmitas, ou seja, não são recomendados?
Os alimentos mais perecíveis. Os que requerem maiores cuidados com relação à temperatura de transporte e armazenamento são os menos recomendados: carne de porco, peixes, frituras, empanados, molhos cremosos ou gordurosos (com linguiça, paio, bacon), maionese (creme industrializado e salada), molho branco e feijoada.

“Caso utilize estas preparações em marmitas, tenha cuidado redobrado com relação à manutenção de temperatura de transporte, armazenamento e reaquecimento. O risco de contaminação é muito mais alto”, alerta Patricia Pertolucci.

Molhos à base de leite, creme de leite, maionese ou iogurte (molho branco, creme de milho, creme de espinafre) tendem a azedar mais facilmente com oscilações de temperatura.

As frituras também devem ser evitadas, explica Roseli Rossi. “Elas perdem a característica e o sabor ao serem requentadas, além de serem ricas em gorduras e substâncias prejudiciais a saúde. Por isso dê preferência a outros tipos de preparação como assados ou cozidos.”

Fechando a lista dos itens contraindicados está o tomate. A fruta não é uma boa opção, pois solta muita água e acaba umedecendo a comida toda.

Quais os alimentos mais indicados?
Carnes magras (frango, ovo, peixe). A carne bovina e de porco contêm bactérias muito resistentes, que permanecem vivas mesmo em altas temperaturas.

Tubérculos, hortaliças e legumes sem temperos. Grãos como o feijão, a ervilha a lentilha e o grão-de-bico também têm passe livre.

A proposta da marmita é favorecer uma alimentação saudável. Para isso, é importante escolher a combinação dos nutrientes equilibrando a quantidade de carboidratos (arroz integral, feijões, batata, massas), proteínas (carnes, peixes e frango – assados, cozidos ou refogados), legumes e verduras (brócolis, abobrinha, cenoura, chuchu, pepino, couve, escarola – refogados, crus ou cozidos no vapor), indica Patrícia.

Se a comida for aquecida no forno de microondas, também é aconselhado que as carnes não sejam somente grelhadas, para não ficarem secas. Elas podem ser cozidas ou podem ser acompanhadas de algum molho leve, como chutney de manga, molho de maracujá ou molho de alcaparras.

Como escolher os alimentos na hora de prepará-la?
Escolha alimentos de boa qualidade, respeite a sazonalidade, higienize adequadamente e opte por uma técnica de preparo que seja grelhada, assada ou cozida. Sempre submeta à temperatura e ao tempo que mantenha o total cozimento do alimento para garantir menor risco de contaminação. Evite ingredientes condimentados, que sejam acrescidos de bacon, linguiça e outros embutidos e com molhos cremosos.

Dê preferência aos alimentos mais frescos, para minimizar os riscos de contaminação. “Não recomendamos a utilização de produtos que foram preparados a mais de dois dias. O ideal é que as marmitas sejam montadas com alimentos feitos, no máximo, na noite anterior”, endossam as nutricionistas.

Na hora de montar a marmita, escolha um tipo de proteína (carne, frango, peixe ou ovo – omelete ou ovo mexido), um ou dois tipos de carboidrato (arroz integral e feijão, arroz com lentilha, batata ou mandioquinha, por exemplo) e um tipo de verdura cozida (cenoura, abobrinha, berinjela, chuchu). Em um recipiente à parte, monte uma salada com folhas cruas e legumes crus. E ainda leve uma fruta de sobremesa ou para ser consumida uma hora depois do almoço.

Quanto tempo a marmita pode ficar sem refrigeração?
Durante o inverno é permitido manter fora de refrigeração por no máximo duas horas. No verão, apenas 60 minutos. Segundo recomendações da ANVISA, não se deve deixar os alimentos cozidos expostos a temperatura ambiente (até 21ºC) por mais de duas horas. Em temperaturas mais elevadas o tempo de exposição deve ser ainda menor.

Como minimizar os possíveis danos para quem não tem geladeira no ambiente de trabalho?
Manter em bolsa térmica com géis de gelo. Neste caso, é possível congelar (o prato principal à base de proteínas) e refrigerar o restante até o momento de montar a marmita na bolsa térmica. Manter em local fresco até o momento de levar ao microondas e aquecê-la por mais tempo, em alta temperatura.

Para evitar grandes chances de multiplicação de bactérias recomenda-se a utilização de sacolas ou bolsas térmicas para conservação das marmitas. Elas podem ser congeladas e transportadas na bolsa térmica mantendo assim a temperatura inferior a 5ºC. Assim, é possível diminuir os riscos de desenvolvimento de microorganismos prejudiciais nos alimentos.

Se a marmita for congelada, melhor evitar também as seguintes preparações: maionese, vegetais crus, ovo cozido, batata cozida, preparações com creme de leite e tomate.

Alguma dica para que a salada não amoleça, fique opaca e sem sabor?
Pode-se colocar um pouco de água gelada nas folhas e escorrer antes de consumir. O ideal é levar o tempero à parte. O risco de contaminação cruzada entre os crus e cozidos é alto, além de ser prejudicial à aparência e qualidade da preparação.

Como compor a marmita em cada dia da semana, pensando em uma dieta balanceada?
O ideal é que sempre na composição tenha: vegetais (folhas, verduras e legumes), 1 carboidrato (arroz integral OU batata OU MILHO ou macarrão integral) + 1 proteína (frango OU carne OU peixe OU ovos) + 1 fruta. Recomenda-se o consumo de peixes 1 vez por semana e as carnes vermelhas 2 vezes na semana, frango 3 vezes e ovos 1 vez por semana.

O ideal é levar a salada com folhas e vegetais crus, alimentos que fornecem fibras e minerais necessários para o dia a dia. Como fonte de energia escolher de um ou dois carboidratos, de preferência aos de baixo índice glicêmico, como o arroz integral, arroz 7 cereais ou quinua, além das leguminosas como o feijão, grão-de-bico e lentilha. Estes alimentos fornecem energia ao corpo de forma mais lenta, não elevando a glicemia.

Ao escolher as proteínas, prefira as magras (frango sem pele, carne bovina sem gordura aparente, peixes que são ricos em ômega 3 – acido graxo essencial) e evite as frituras.

Como opções de guarnição, dê preferência aos legumes e verduras refogados, cozidos ou assados, temperados com açafrão ou ervas como tomilho, salsinha e alecrim. O mais importante é que haja uma variação nos tipos de alimentos consumidos durante a semana para que o organismo consiga equilibrar e utilizar todos os nutrientes que precisa.

A marmita é uma boa opção para quem deseja perder peso? Nesses casos, quais as recomendações?
O ideal é fazer a marmita sem se privar de nenhum alimento e equilibrar as quantidades e a qualidade dos alimentos levados. Por exemplo, se levar arroz e feijão exclua o purê de batata, pois o arroz e feijão já oferecem a porção de carboidratos necessária para o almoço.

“Planejar a alimentação com antecedência também ajuda a evitar os exageros que cometemos na hora da fome e com a oferta de alimentos pouco saudáveis nos restaurantes”, recomenda Patrícia.

Comer no trabalho aumenta a fome ao longo do dia? Como evitar que isso ocorra?
Não se recomenda comer no ambiente de trabalho, escritório, mesa de trabalho, em frente ao computador, pois não se presta atenção ao que se come. É fundamental que a refeição seja realizada no refeitório da empresa ou em algum ambiente que permita uma pausa no dia.

Como esquentar essa comida? Existe alguma forma mais adequada?
Para reaquecer a marmita, o correto é encher uma assadeira com água para que cubra até 2/3 do recipiente (há marmitas que já vêm com uma linha indicadora de até onde deve se encher de água). Deixe a água chegar a uns 70ºC a 75ºC e deixe cozinhar, dependendo do tipo de alimento leva um tempo. No microondas é só colocar o tempo que varia conforme o alimento.

Como armazenar e transportar frutas? Descascar antes ou somente na hora de ingerir o alimento?
As frutas devem ser descascadas somente na hora do consumo. Embrulhe com papel toalha, passe um filme plástico e, por fim, papel alumínio.

Fonte iG

Como ter uma dieta saudável sem gastar demais

Ao contrário do que muitos pensam, comer para nutrir bem o corpo não precisa ser caro. Veja dicas para economizar

Uma das desculpas mais comuns dada por pessoas que querem fugir de uma dieta balanceada é o custo dos itens que fazem parte de uma alimentação considerada saudável.

Nem sempre, no entanto, é necessário aumentar a conta do supermercado para manter uma dieta equilibrada rica em nutrientes.

Entre as dicas, estão priorizar as frutas da estação, que têm preço inferior às de outras épocas, e saber aproveitar melhor os alimentos.

Confira as sugestões das nutricionistas:

Lave, corte e embale em casa
Embalagens de saladas, frutas ou carnes em pequenas porções são realmente práticos, mas podem dobrar o custo de um produto. Não adianta: se você quer economizar sem abrir mão da saúde, a dica é fazer tudo em casa. Em vez de comprar aquela alface lavadinha, pronta para colocar no prato, compre o pé inteiro e...mãos à obra!

Troque a carne por outros tipos de proteína
Sim, a carne é um dos itens mais caros da cozinha brasileira. Mas para manter o aporte necessário de proteína, não é preciso recorrer a ela todo santo dia. Segundo a nutricionista Paula Zubiaurre, do Centro da Obesidade e Síndrome Metabólica do Hospital São Lucas da PUCRS, é possível encontrar boas fontes de proteína em alimentos como ovos, leite, iogurte, queijo, soja, grão-de-bico, feijão, ervilha, lentilha, queijo de soja (tofu), leite de soja e arroz integral.

Faça seu próprio suco
O jeito mais barato de beber sucos é fazê-los a partir da própria fruta – sucos industrializados custam caro e não são frescos como os feitos na hora. Essa é a dica da nutricionista Gabriela Maia, do Rio de Janeiro. Veja o exemplo: com um pedaço grande de melancia ou um abacaxi inteiro é possível fazer vários copos da bebida. Segundo Gabriela, deve-se evitar os sucos em pó, normalmente baratos, pois eles contêm somente 1% de fruta – os outros 99% são de corantes artificiais, aromatizantes, adoçantes e outros aditivos que não fazem nada bem ao organismo.

Programe-se e vá à feira
A nutricionista Milene Pufal, do Centro da Obesidade e Síndrome Metabólica do Hospital São Lucas da PUCRS, lembra que as feiras são ótimos momentos para se comprar frutas e verduras a bons preços, principalmente ao final, durante a famosa xepa, quando os valores são ainda mais reduzidos. Priorizar os ingredientes da época também ajuda economizar e ainda garante mais frescor na dieta.

“Fique atento também para os dias de promoção no supermercado que você frequenta. Geralmente, há uma grande variedade de alimentos com preços bem em conta”, diz ela.

Faça em casa e faça mais saudável
Almoçar na rua todos os dias pode representar um peso no orçamento, e comer sempre sanduíche ou comidas pré-prontas não são as melhores opções para a saúde. Por isso, a dica da nutricionista Gabriela Maia é preparar a comida em casa e levar para o trabalho em um pote de vidro. Caso não haja local para esquentar o alimento, é possível optar por saladas – uma salada bem feita e com uma boa apresentação é tão irresistível como um prato em um restaurante.

Não jogue as cascas no lixo
Muitas frutas e verduras podem ser aproveitadas por completo, incluindo a casca. É o caso, por exemplo, do pepino.
 
Veja dicas da nutricionista Gabriela Maia:
  • Casca de pepino: apresenta mais potássio do que a polpa. A dica é misturá-la em sucos ou em saladas
  • Folhas da couve-flor: 100g de folha de couve-flor contêm 122mg de vitamina C, o que é quatro vezes o mesmo volume contido na polpa da laranja. Essas folhas podem ser refogadas e servirem de acompanhamento para o frango, o peixe ou a carne
  • Casca da limão: é rica em fibras, contendo cerca de 6,7g. Ela pode ser utilizada em sucos, vitaminas e geleias, além de dar um gosto especial em algumas receitas de bolo
  • Semente de melão: cheia de cálcio, pode ser utilizada em sucos e vitaminas

Prepare-se para comprar
Você já deve ter experimentado ir às compras com fome e sabe que essa não é a melhor decisão. Com fome, acabamos comprando mais do que precisamos. Por isso, a melhor dica para economizar é fazer uma lista antes de ir às compras, e segui-la à risca.

Outra alternativa que pode valer a pena é se associar a lojas que vendem por atacado. Muitas vezes elas conseguem oferecer os mesmos produtos dos outros supermercados por preços inferiores, mas em maiores quantidades.

Fonte iG

Primeiros Socorros: Reação Alérgica Aguda

Ela surge quando há intolerância do organismo a alguma substância (alimento, pólen, medicamento, veneno de insetos, entre outros). O contato com elas causa, em minutos, reações violentas do corpo, como o edema de glote e o choque anafilático.

O edema de glote é conhecido popularmente como “garganta fechada”. A glote é uma estrutura localizada na laringe. Ela se abre para permitir a passagem do ar para os pulmões e se fecha para impedir que eles recebam líquidos e alimentos destinados ao estômago. Ao inchar, a glote obstrui a passagem de ar e causa insuficiência respiratória.

O choque anafilático se caracteriza pela coceira generalizada, pela presença de placas avermelhadas distribuídas pelo corpo e pelo inchaço na boca, na língua ou na garganta. Essa ocorrência pode provocar vômitos e diarreia, convulsões e também pode levar à morte.

Como agir:
  • Chame o atendimento de emergência e monitore os sinais vitais da vítima
  • Se a vítima entrar em parada cardiorrespiratória, inicie a reanimação imediatamente

Como prevenir:
  • Investigue quais substâncias desencadeiam as crises alérgicas e evite-as
  • Se já teve uma reação alérgica grave, converse com seu médico sobre a possibilidade de carregar um kit contendo medicamentos para uso em uma emergência
  • Carregue com você um cartão com informações sobre suas alergias e jamais esqueça de informá-las antes de receber atendimento médico
  • Leia sempre as bulas dos medicamentos que irá usar
  • Se é alérgico a algum alimento pergunte sobre a presença dele ou de traços dele na comida

Fonte iG

Como atenuar crises de alergia

Prestar atenção aos agentes causadores e buscar ajuda médica reduz os transtornos com as crises alérgicas

A alergia é uma resposta exagerada do sistema imunológico a uma ou mais substâncias estranhas ao organismo. Simples de entender, não? Quem sofre com crises constantes, no entanto, sabe que a resolução deste problema pode ser bem mais complicada.

Sabe-se que a herança genética tem um papel importante nas alergias – a chance de uma pessoa desenvolver asma ou rinite quando os pais têm alergia é de 40%. Já os fatores que desencadeiam as crises, outra questão determinante, variam de pessoa para pessoa. É justamente aí que começa o problema.

Entre as causas mais comuns de alergia estão pólen, pelos de animais e, principalmente, ácaros. No Brasil, cerca de 90% dos quadros de alergia respiratória estão ligados a estes micro-organismos, que se desenvolvem em ambientes úmidos e escuros e estão comumente presentes em colchões, tapetes, almofadas, sofás, bonecos de pelúcia e roupas de camas.

Mesmo sem causar alergias respiratórias, agentes ambientais irritantes (produtos de limpeza, inseticidas, perfumes, fumaça e até variações de temperatura) podem agravar os sintomas e desencadear crises.

“Quando o alérgico entra em contato com determinados agentes ambientais, substâncias que causam pouca ou nenhuma irritação em pessoas sem alergia, o organismo reage de forma exacerbada, provocando sintomas como coceira, dificuldade para respirar e até choque anafilático”, explica Maria Teresinha Malheiros, alergista do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos, de São Paulo.

É importante destacar que a reação é individual, ou seja, nem todos os alérgicos são sensíveis às mesmas coisas. Por isso às vezes é tão difícil identificar o fator causador. E tem mais: no frio, a dificuldade em identificar o fator causador da alergia ganha um complicador extra, que é diferenciar a crise alérgica de uma gripe ou resfriado , condições de saúde típicas do inverno.

Os sintomas clássicos de uma crise alérgica respiratória são muito semelhantes àquelas de uma gripe: obstrução nasal, coriza, espirros e coceira no nariz, nos ouvidos, nos olhos e na garganta, que ocorrem por mais de dois dias consecutivos e por mais de uma hora na maior parte dos dias. Pode haver ainda tosse seca associada a pigarro, devido à descida de secreção do nariz até a garganta. Nos casos crônicos ou mais graves, há inclusive a possibilidade de perda de olfato e paladar.

É hora de procurar um médico quando a pessoa tem sua qualidade de vida afetada pelos sintomas (como faltas frequentes ao trabalho, redução da qualidade do sono e fadiga ao longo do dia com redução da produtividade) ou quando apresenta outros sinais sugestivos de complicações, orienta Natália Raye Maciel, otorrinolaringologista do Hospital Israelita Albert Sabin, do Rio de Janeiro, e membro da Sociedade Brasileira de Otorrinolaringologia.

Apesar de os fatores desencadeadores de uma crise alérgica serem diversos e entrarem em contato com a pessoa tanto por via respiratória quanto gastrointestinal ou pele, a solução para o problema é invariável: uma vez identificado o causador da crise alérgica, deve-se evitar o contato ou realizar um tratamento para redução da sensibilidade do organismo a ele.

“Para determinar os agentes causadores da alergia é importante relatar ao seu médico com qual frequência e em quais momentos surgem as crises” orienta Natália.

Quando os agentes não forem encontrados, podem ser determinados por meio de testes cutâneos com estimulação direta. Neles, o alergista expõe pequenas áreas da pele a diversas substâncias e avalia a reação posterior do corpo. Após o diagnóstico, é possível fazer tratamento mais direcionado com vacinas a fim de reduzir a frequência ou intensidade das crises.

Podendo surgir em qualquer etapa da vida e sem aviso prévio, as alergias não têm cura – e a demora em procurar tratamento pode agravar o quadro e dificultar o controle das crises.

“As mudanças bruscas de temperatura e o tempo seco característicos do inverno brasileiro são fatores desencadeantes das crises de alergia respiratória. Já a chuva, a umidade e a baixa insolação ajudam a criar um ambiente favorável para o desenvolvimento de ácaros” diz Maria Teresinha.

Além disso, no inverno as pessoas deixam a casa mais fechada e usam edredons, cobertores e agasalhos sem arejá-los. Tudo isso cria um ambiente favorável para o acúmulo de pó e o desenvolvimento de ácaros.

Para quem sofre com as crises, a boa notícia é que é possível controlar os sintomas de maneira significativa. O tratamento consiste em diminuir a ação dos fatores alérgicos e irritantes nos ambientes mais frequentados pelo paciente e no uso de medicamentos.

“No caso da rinite alérgica são usados medicamentos que diminuem o processo inflamatório, antialérgicos e descongestionantes. Para asma, são usados broncodilatadores e corticoides inalatórios. É importante lembrar que a automedicação pode levar a um agravamento dos quadros, por isso é imprescindível buscar atendimento médico” alerta a alergista.

Conheça os principais tipos de alergia
Respiratória:
uma característica constante nesse tipo de alergia é a coceira constante nos olhos, no nariz e na garganta. A rinite alérgica causa obstrução e prurido nasal, “ataques” de espirro e secreção nasal clara constante. Já a asma gera falta de ar, respiração acelerada, ofegante e com chiado. Os fatores causadores e desencadeantes de ambas são os mesmos.

Atópica: as alergias atópicas ou da pele são caracterizadas por quadros de inflamação, coceira e esfoliação da pele, mas podem envolver muitos outros sintomas. Às vezes, é difícil descobrir o agente causador da crise. Ao perceber uma reação a um produto, ele deve ser tirado completamente do cotidiano do alérgico sempre que possível. Quem tem esse tipo de alergia deve usar produtos específicos para alérgicos.

Alimentar: estas podem causar inúmeros sintomas, como coceira no corpo, urticária, vermelhão na pele e até crises respiratórias. Alguns alimentos causam reações características – com o camarão, por exemplo, a reação é imediata e pode chegar a choque anafilático. Quando a alergia surge na vida adulta e não causa uma reação exacerbada, é muito difícil identificar o agente causador. Um diário alimentar pode ajudar o médico a restringir o diagnóstico, mas podem ser necessários exames de laboratório.

Evite crises alérgicas em casa:
  • Mantenha os ambientes em que se circula sempre limpos, iluminados e arejados
  • Limpe a casa com pano úmido em vez de varrer com vassoura
  • Retire do quarto elementos que acumulam poeira, como cortinas, bichos de pelúcia e tapetes
  • Limpe semanalmente o filtro do ar condicionado e as pás do ventilador
  • Troque a roupa de cama uma vez por semana
  • Não permita a entrada de animais de estimação nos quartos
  • Evite produtos químicos com cheiro, perfumes, etc.
  • Prefira roupas de algodão às roupas de tecidos sintéticos
  • Não use amaciante e enxague bem roupas, toalhas e lençóis, para retirar completamente os produtos de limpeza
  • Se não puder deixar de comprar os alimentos que causam alergia, separe-os em uma área específica do armário e da geladeira, para evitar consumi-los por engano

Fonte iG

Programa Pré-Natal do Homem chegará a 190 cidades paulistas até 2014

São Paulo – O Programa Pré-Natal do Homem, que atende parceiros sexuais de gestantes com sífilis ou HIV e funciona desde 2007 em 45 cidades paulistas, será ampliado para 190 municípios até 2014. A ideia é reduzir a transmissão vertical (de mãe para filho) e atrair mais homens para cuidarem da própria saúde ao mesmo tempo em que as parceiras fazem o acompanhamento da gravidez.

Na primeira consulta do pré-natal a grávida leva os resultados dos exames e o parceiro é convidado a comparecer para um atendimento individual, no qual serão oferecidos exames para sífilis e HIV, além de orientações sobre o risco e a prevenção das doenças sexualmente transmissíveis (DST), as práticas sexuais seguras e a saúde do bebê.

De acordo com Patrícia Marques, psicóloga da Área de Prevenção do Centro de Referência e Treinamento em DST/Aids do Estado de São Paulo, essa é uma proposta para reduzir a transmissão da sífilis e do HIV para o bebê, pois se a mãe e o seu parceiro (não necessariamente o pai) não fizerem o tratamento há grandes riscos de a criança nascer com as doenças.

A sífilis congênita pode provocar aborto, má-formação ou morte do bebê, além de sequelas como cegueira, surdez e deficiência mental.

“Ainda temos dificuldades em tratar o parceiro e essa é uma oportunidade para que ele faça o tratamento ao mesmo tempo em que a gestante. Não adianta tratar depois, e sim, quando são detectadas as doenças na gestante e nele. Também fazemos um aconselhamento para conversar sobre outras questões de saúde integral do homem.”

O tratamento simultâneo é necessário porque se só a mãe tiver esse cuidado, e ao longo da gravidez mantiver relações sexuais com o parceiro infectado, pode ser reinfectada no caso da sífilis e ter a carga viral aumentada no caso do HIV.

“Nesses casos pode afetar o bebê. A mãe sempre é tratada, mas o parceiro sexual tem que ser tratado também para não haver reinfecção da gestante”. A recomendação é que, ao longo da gravidez, o homem faça exames pelo menos no primeiro trimestre, podendo também repeti-los no terceiro trimestre.

Quando tanto a mãe quanto o parceiro sexual tem o HIV, o ideal é que sempre usem preservativos porque o vírus é mutagênico (todo agente físico, químico ou biológico que, em contato com as células, pode causar mutação). Além disso, o vírus da mãe pode não ser igual ao do parceiro, o que obriga cada um a ter um esquema de tratamento.

“Se o homem não fizer o tratamento pode agravar a saúde da mãe, justamente por essa questão de carga viral. E se ele não estiver em tratamento, pode virar um caso de aids porque vai aumentando a carga viral no organismo.”

De acordo com estudos, a taxa de transmissão vertical do HIV no Brasil era 16% em 1997 e caiu para 7% em 2002. Já em São Paulo, a taxa de transmissão era 2,7% em 2006. Segundo a secretaria estadual de Saúde, a queda está associada ao diagnóstico precoce e à introdução da terapia antirretroviral como prevenção durante a gestação.

Fonte Agência Brasil