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segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Médico é preso suspeito de abusar de pacientes em São Paulo

Um médico de 48 anos foi preso em São Paulo na manhã desta sexta-feira suspeito de abusar sexualmente de duas pacientes, mãe e filha, de 49 e 24 anos.

Rogério Pedreiro, que diz ser ginecologista, está inscrito como clínico-geral no Cremesp (Conselho Regional de Medicina de SP). Ele foi detido em seu consultório no Campo Belo, bairro nobre da zona sul.

Segundo a delegada que o prendeu, Lisandrea Colabuono, da 2ª Delegacia de Defesa da Mulher, as vítimas relataram que o médico as tocou de maneira desnecessária na vagina e no ânus e fez insinuações constrangedoras.

"O médico demorou oito minutos para fazer o exame de toque na vagina da mãe. Esse exame costuma ser muito rápido", disse a policial.

Ao fazer o mesmo exame na filha, segundo relato da vítima à polícia, o médico perguntou se ela sentia prazer. "Ele chegou a dizer que ela devia fazer muito sexo porque tinha o clitóris grande."

A delegada decidiu pedir a prisão preventiva do médico depois de constatar que havia outras quatro queixas semelhantes contra ele, feitas em 2006, 2008 e 2010.

A prisão foi determinada pela 23ª Vara Criminal. Ao ser detido, o médico negou as acusações. Seu advogado, Rogério Nogueira de Abreu, disse que foram exames normais (leia abaixo).

O crime do qual Pedreiro é suspeito é o de violação sexual mediante fraude, previsto no artigo 215 do Código Penal: "ter conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com alguém, mediante fraude ou outro meio que impeça ou dificulte a livre manifestação de vontade da vítima".

"Esse crime é mais grave porque o profissional não dá direito de defesa à vítima e a engana porque ela pensa que tudo o que está acontecendo faz parte de um exame", disse a delegada. Se condenado, a pena é de dois a seis anos de prisão em regime fechado.

Outros casos
A consulta de mãe e filha aconteceu em 18 de junho. Ambas denunciaram o médico no final de julho. De acordo com a Polícia Civil, foi a quinta queixa contra ele.

Em todas, as reclamações das pacientes eram as mesmas. "Não sei porque ele não foi preso antes. Mas, pelo que apurei, ao menos um dos inquéritos chegou à Justiça", afirmou a delegada.

Em um dos casos, uma vítima dizia que o médico inseriu um aparelho para fazer o exame transvaginal e perguntou se ela se masturbava.

Como a resposta foi negativa, ele, segundo a delegada, começou a movimentar o aparelho como um vibrador.

O Cremesp abriu sindicância para apurar a conduta profissional do médico, mas não soube dizer se havia outra denúncia contra ele.

Outro lado
O advogado Rogério Nogueira de Abreu, que defende o médico, disse que o seu cliente não cometeu nenhum crime.

Ele negou que o médico tenha cometido algum procedimento irregular, tanto no caso recente de mãe e filha que o denunciaram, quanto em outras quatro queixas feitas anteriormente à polícia.

"Ele fez exames clínicos normais nas duas pacientes [mãe e filha]. São procedimentos de consultório, que duraram menos de dez minutos, sem nenhuma irregularidade", afirmou o defensor.

Sobre outras quatro denúncias contra o médico, o advogado disse que seu cliente se comportou com ética, dentro da legalidade e que, por isso mesmo, não foi detido naquelas ocasiões.

"Foram registrados boletins de ocorrência, mas nenhum crime foi provado. Ele conseguiu comprovar que não fez nada de errado."

O defensor disse que hoje mesmo entraria com um pedido na Justiça para tentar obter a libertação do médico, que estava detido na carceragem da 2ª Delegacia de Defesa da Mulher, no Campo Belo.

Ele deveria, porém, ir para a cadeia do 31º Distrito Policial (Vila Carrão), onde ficam presos com curso superior.

Rogério Pedreiro é formado em medicina há 23 anos e em direito há quatro.

Questionado pela delegada sobre a duração dos exames de toque que fazia, o médico afirmou que é um profissional cuidadoso e diligente e que, por isso examinava suas pacientes por tanto tempo.

A clínica Pe Esse, onde o médico trabalha, localizada no Campo Belo, ficou fechada durante toda a tarde.

No local, havia apenas placas informando que o consultório fazia ultrassom e era especializado em emagrecimento e endocrinologia.

Fonte Folhaonline

'Viciados' em jogos preocupam pais e psicólogos

Jogos de RPG on-line estão criando uma legião de adolescentes dependentes e levando à especialização do atendimento psicológico e psiquiátrico no Brasil.
 
Fenômeno recente, esse tipo de vício fez também com que clínicas para dependências químicas (como álcool e tabagismo) se adaptassem para tratar a nova patologia.
 
A Associação Americana de Psiquiatria chegou a considerar a inclusão do vício em videogames na nova e quinta versão do DSM (Manual de Diagnósticos e Estatísticas), mas decidiu que ainda não há evidências suficientes.
 
Não é raro, porém, que psiquiatras e psicólogos se deparem com casos de adolescentes e adultos jovens com graves consequências em suas vidas por causa do uso excessivo dos jogos. Pesquisas também mostram semelhanças entre os jogos on-line e os de azar, como bingos.
 
Entre os jogos de videogame, aqueles que têm o maior potencial de criar dependência são conhecidos como MMORPG ("massively multiplayer online roleplaying game"). Traduzindo: diversos participantes se aventuram em desafios e simulações de guerras (para citar um dos cenários do RPG) de forma intensa, por muitas horas ou até dias seguidos.
 
O poder viciante desses jogos tem a ver com suas características: não há "game over"; o sucesso depende das horas investidas; e os desafios requerem um grupo de jogadores (para lutar contra o próprio jogo ou contra outras equipes), o que os torna responsáveis pelo time e os desestimula a deixá-lo.
 
Editoria de Arte/Folhapress
Em bando
Há também um sistema de recompensa pelos desafios enfrentados, e a interação entre os jogadores acaba funcionando como rede social.
 
"Muitos dos pacientes contam que o mais legal é a interação com os colegas no jogo. Dizem se sentir mais valorizados, queridos e eficazes no jogo do que em casa ou na vida", diz Cristiano Nabuco, pesquisador na área de dependência em internet do Instituto de Psiquiatria da USP.
 
A psiquiatra Analice Gigliotti, chefe do setor de dependências químicas da Santa Casa do Rio de Janeiro e médica do Espaço Cliff, conta que começou a tratar dependentes de tabaco há 20 anos, mas há pouco tempo teve de aprender a lidar com os jogadores compulsivos.
 
"A internet é a dependência da vez, com um uso cada vez mais distribuído. Nela, os jogos on-line são os mais perversos", afirma.
 
Além do Rio, há serviços especializados em dependências tecnológicas em São Paulo e Porto Alegre. Psiquiatras e psicólogos que tratam de transtornos do impulso também têm lidado mais e mais com jogadores on-line.
 
Em outros países, o problema é mais discutido e também mais grave: Coreia do Sul, China e Estados Unidos têm casos de mortes de jovens em decorrência de dias ininterruptos de jogos. Nos EUA, no início do mês, um garoto de 15 anos foi hospitalizado por exaustão e desidratação após jogar "Call of Duty" por quatro dias inteiros.
 
Serviços especializados em jogos on-line também são mais numerosos e existem desde 2006 na Europa. Na Coreia do Sul há até um acampamento de "desintoxicação" de jogos para meninos, onde eles fazem atividade física e reaprendem a brincar.
 
Passatempo
A tendência, dizem especialistas, é que o problema comece cada vez mais cedo, até porque já há redes sociais com jogos para crianças, e o uso de eletrônicos é estimulado pelos próprios pais.
 
"Sempre se pensou que era um passatempo inofensivo. Mas começamos a ver uma situação curiosa nas famílias: o problema estava dentro do quarto dos adolescentes, enquanto os pais achavam que assim estavam seguros", afirma Daniel Spritzer, psiquiatra e coordenador do Grupo de Estudos de Adições Tecnológicas, em Porto Alegre.
 
É o caso de Julio (nome fictício), 18, do Rio de Janeiro. Sua mãe, que também preferiu não se identificar, percebeu que o simples gosto por jogos eletrônicos havia se tornado um vício quando o filho parou de estudar e perdeu o interesse em sair de casa.
 
"O problema piorou aos 15 anos. Se eu pedia para ele sair do computador, começava a briga. Ele mentia dizendo que ia dormir, mas ficava jogando. O que mais doeu foi o afastamento da família. Não sabia mais o que fazer."
 
Ela conta que a coisa piorou de vez quando ele repetiu de ano e começou a colocar dinheiro na conta de outra pessoa para que seu personagem no jogo ficasse mais poderoso. A solução foi buscar tratamento em uma clínica privada, no início do ano.
 
"Ele não está 100%, mas já melhorou muito. Faz terapia e usa remédio para controlar a compulsão", diz a mãe.
 
Segundo Gigliotti, é importante que os pais busquem ajuda porque esse comportamento pode se arrastar e atrapalhar durante toda a vida.
 
Quanto à abordagem, Spritzer diz que os pais precisam se aproximar do filho sem recriminá-lo para abrir um canal de comunicação.
 
"Não adianta virar policial do filho. A ideia do tratamento é reaprender a usar o computador e colocar outras atividades no lugar."
 
Fonte Folhaonline

Jovem teve 3 crianças com Down

Sem acesso a exames genéticos, a paraibana Stephanie Paixão não sabia que possui maior chance de gerar crianças com a síndrome

A dona de casa paraibana Stephanie Paixão tem 26 anos e três filhos com síndrome de Down - uma situação bastante incomum, especialmente por conta de sua pouca idade. Apesar de ter tido o primeiro filho com Down aos 19 anos, Stephanie nunca recebeu aconselhamento genético para evitar que tivesse outras crianças com a síndrome.

Ela tem uma condição genética rara: possui uma translocação do cromossomo 14 com o 21, o que faz com que ela tenha 33% de risco de ter um filho com Down. Apenas de 3% a 5% de todos os casos de Down estão associados à translocação cromossômica.

O exame do cariótipo de Stephanie (que avalia o conjunto de cromossomos nas células) demonstrou que ela precisa de orientação genética caso queira ter outros filhos. O problema é que esse exame não é oferecido pelo SUS e só foi realizado após o nascimento do terceiro filho. Os custos (cerca de R$ 800) foram pagos pela Fundação de Apoio ao Deficiente (Funad), entidade vinculada ao governo da Paraíba, onde Stephanie faz o acompanhamento das crianças.

"Para prestarmos uma assistência adequada, era preciso saber por que a Stephanie teve três filhos com Down. O SUS não oferece esse exame, então a Funad resolveu oferecer. Só que essa é uma política de exceção, quando deveria ser coletiva", diz o médico Eduardo Borges da Fonseca, consultor da Funad.

Falhas
A história de Stephanie foi cercada por várias falhas. Ela engravidou aos 19 anos do primeiro marido. A gestação transcorreu normalmente, mas durante o pré-natal não foi submetida ao exame de translucência nucal - feito entre a 11.ª e a 13.ª semanas de gestação para descobrir se o feto possui alguma malformação ou síndrome genética.

Quando Sophia nasceu, Stephanie sequer sabia o que era síndrome de Down, por isso não se abalou quando soube que havia se tornado mãe de "uma criança especial". "Eu não tinha percebido nada. A médica me explicou o que era a síndrome, disse que ela teria de fazer fono, fisio, ir a psicólogos. Todo mundo chorou, mas eu não. Eu não entendia por que tanto desespero", conta.

A partir de então, ela passou a viajar mais de 100 km duas vezes por semana, indo até Campina Grande, onde Sophia recebia atendimento especializado. Nesse período, engravidou de novo.

A notícia da segunda gravidez caiu como uma bomba - Stephanie estava se separando. Dessa vez, procurou um médico e perguntou: "Já tenho um filho com Down. Como faço para evitar que este também tenha?". E ouviu que a única possibilidade seria fazer o exame de translucência nucal e, se confirmada a síndrome, abortar. "Não abortaria de jeito nenhum. Então nem quis fazer o exame. Continuei meu pré-natal e só rezava para o bebê não ter nada mais sério."

Pietro nasceu em 2008 e, de novo, ela não recebeu orientação genética para planejar o próximo filho. Separou-se e se mudou para João Pessoa, onde deu continuidade ao tratamento dos dois filhos.

Foi lá que conheceu Roberto, com quem se casou depois de seis meses de namoro. O casal queria filhos. "Sentia que nasceria com Down de novo. Ele dizia que não, porque ele tinha genética diferente do meu ex-marido."

Técnica
A essa altura, Stephanie já sabia que existia a possibilidade de fazer uma fertilização, com seleção de embrião sem a síndrome. Mas nunca cogitou a hipótese, pois não tinha dinheiro para isso. "Quando me tornei mãe de Down, passei a estudar. Nunca ninguém me explicou sobre como evitar. E o SUS não oferece o tratamento."

O casal engravidou e Stephanie comprovou seu "sexto sentido": Petrus, que hoje tem 7 meses, também nasceu com a síndrome. Após o parto, ela pediu para fazer laqueadura, mas o hospital recusou, alegando que ela ainda é "muito jovem".

Hoje Stephanie diz que lida melhor com o preconceito.

"Já me perguntaram se meus filhos eram mongoloides. É muito difícil ouvir isso. Também tive dificuldades para colocá-los na escola. Fala-se muito em inclusão, mas as escolas não estão preparadas para atender essas crianças", conta a mãe.

A maior dificuldade, diz, é manter três filhos apenas com 1 salário mínimo que ela recebe de auxílio-doença do governo. Seu sonho? Que os filhos cresçam com saúde, estudem, casem e tenham filhos. "Quero a casa cheia de netos."

Fonte Estadão

Síndrome que reduz massa muscular de idosos pode ser tratada

Ela atinge até 40% das pessoas acima de 60 anos e mais de 50% dos que têm 80 anos ou mais

Idosos com limitações físicas são muitas vezes vistos como vítimas naturais do processo de envelhecimento, o que não significa que a condição seja inevitável. Quem por exemplo sofre de sarcopenia, uma síndrome geriátrica que reduz a massa muscular, pode receber tratamento.

Estima-se que até 40% das pessoas acima de 60 anos e mais de 50% dos idosos com mais de 80 anos tenham problemas de mobilidade e força muscular em razão da sarcopenia. Ela ocorre quando a assimilação de proteínas e a síntese muscular tornam-se prejudicadas.

— O mais importante na prevenção da sarcopenia é receber orientação médica adequada e ter atividades físicas como rotina desde cedo. Alimentação balanceada, rica em proteínas e vitamina D também auxiliam nessa prevenção — diz o médico geriatra João Toniolo, membro da Coordenadoria de Ensino e Pesquisa do Hospital São Paulo e chefe da disciplina de Geriatria e Gerontologia da Universidade Federal de São Paulo.

Segundo ele, a redução muscular não está necessariamente ligada à redução significativa do peso. Por isso nem sempre é aparente. Como afeta a qualidade do músculo, com infiltração de gordura e alteração do tipo de fibra, mesmos os idosos de aparência mais forte podem ter dificuldades de subir escadas, levantar-se da cadeira ou carregar sacolas.

Embora essas limitações sejam muitas vezes percebidas como algo normal do processo de envelhecimento, elas podem ser tratadas. A atividade física e a alimentação rica em proteínas são fatores que contribuem para a prevenção da sarcopenia. Idosos sedentários, comprovadamente, apresentam menor massa muscular do que aqueles que praticam algum tipo de exercício.

Além disso, a alimentação é muito importante no desenvolvimento ou progressão da síndrome. O consumo deficiente de proteínas tem grande impacto, principalmente na população idosa, que passa a se alimentar em menores quantidades. Isso compromete a ingestão de nutrientes, diminui as reservas naturais e mobiliza os tecidos musculares, tornando-os mais suscetíveis.

— Com a idade e as alterações próprias do envelhecimento, intensificam-se as perdas de massa muscular e vitamina D, que é muito importante na construção muscular e na força. Por isso, além de suplementos proteicos, é indicada a reposição da vitamina D — diz Toniolo.

Fonte Zero Hora

Conselho de Nutrição lança campanha pela alimentação saudável fora de casa

Aumento do consumo alimentar em restaurantes e maior procura por comidas prontas preocupa nutricionistas

Com o mercado de trabalho aquecido, aumenta a população que se alimenta em restaurantes, lancherias, refeitórios de empresas ou que levam sua "marmita" de casa. Além das consequências para o bolso — despesas com alimentação fora do domicílio já representam 31,1% do total de gastos dos brasileiros com alimentos, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) — a saúde também pode sair prejudicada.

Quase metade dos adultos no Brasil está com sobrepeso e chega a 15% a taxa de obesidade. Considerando que o excesso de peso é fator de risco para doenças crônicas não transmissíveis, como câncer, diabetes, enfermidades respiratórias e doenças cardiovasculares, refletir sobre a qualidade nutricional e a segurança dos alimentos é sinônimo de qualidade de vida.

Marcando a passagem do Dia do Nutricionista, comemorado em 31 de agosto, o conselho federal da categoria lançou a campanha "Alimentação Fora do Lar". Durante um ano, serão realizadas ações em todo o país para conscientizar a população sobre a escolha de alimentos saudáveis, desde combinações e substituições de alimentos, até a interpretação de rótulos de produtos industrializados e a escolha do restaurante adequado para as refeições.

— É papel dos conselhos profissionais orientar a sociedade. As doenças cardiovasculares tiveram um aumento na incidência no mundo todo e elas são totalmente preveníveis com um estilo alimentar adequado — destaca a nutricionista Carmem Franco, presidente do Conselho Regional de Nutrição (CRN) do Rio Grande do Sul.

Conscientização deve ser permanente
Na avaliação do cardiologista Justo Leivas, presidente da Sociedade de Cardiologia do Rio Grande do Sul (Socergs), é importante abordar esse assunto de maneira continuada, assim como outros fatores de risco para o desenvolvimento da doença cardiovascular, como o sedentarismo e o tabagismo.

— A informação nunca esteve tão disponível como nos dias de hoje, mas paradoxalmente, nunca tivemos números tão assustadores em relação às consequências de hábitos alimentares errados para a saúde. Talvez tenhamos que ser mais incisivos, através de leis, como a proibição do sal nas mesas dos restaurantes e fabricação de produtos menos calóricos — comenta o médico.

O Ministério da Saúde firmou um acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (Abia) na terça-feira, para redução da quantidade de sódio em alimentos industrializados, como temperos prontos, margarina vegetal e cereais matinais.

Uma projeção da OMS indica que o Brasil será o primeiro em indívíduos acima do peso considerado saudável, se não mudar o curso de seus hábitos nos próximos 20 anos.

Sinaleira da saúde

Sinal vermelho — evite frituras, alimentos com excesso de gorduras, excesso de sal e de açúcar, sucos artificiais ou adoçados, refrigerantes, biscoitos recheados e salgadinhos.

Sinal amarelo — cuidado com o excesso de carboidratos refinados, como pães, massas, biscoitos, arroz branco, farinhas e outros.

Sinal verde — prefira água, frutas, verduras cruas, legumes, feijões, lentilha, carnes magras (ex.: frango sem pele, peixes, suínos e bovinos), ovos, alimentos integrais, oleaginosas (ex.: amendoim, nozes e castanhas).

Dez passos para uma alimentação saudável

1. Faça pelo menos três refeições e dois lanches por dia. Inicie por um café da manhã saudável. Não pule as refeições.

2. Consuma até seis porções ao dia de cereais (milho, trigo, pães e massas), tubérculos (batatas), e raízes (aipim) nas refeições. Prefira grãos integrais e alimentos naturais.

3. Aumente e varie os tipos de frutas, verduras e legumes. Consuma seis porções ao dia.

4. Coma arroz e feijão, no mínimo, cinco vezes por semana. Esse prato brasileiro é uma combinação completa de proteína e outros nutrientes.

5. Consuma diariamente três porções de leite e derivados e uma porção de carne, aves, peixes ou ovos. Prefira esses alimentos sem gordura.

6. Reduza o consumo de alimentos gordurosos: frituras, no máximo, uma vez por semana; óleos vegetais, azeite, manteiga, no máximo, uma porção por dia.

7. Evite o consumo de bebidas alcoólicas, refrigerantes, sucos artificiais, doces e guloseimas.

8. Reduza o consumo de sal. Tire o saleiro da mesa.

9. Mantenha-se hidratado. Beba, pelo menos, dois litros de água por dia.

10. Torne sua vida mais saudável. Pratique atividade física por 30 minutos ao dia e mantenha seu peso adequado.

Fonte: CFN, baseado no Guia Alimentar para a População Brasileira, do Ministério da Saúde

Por Zero Hora