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quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Ministério da Saúde culpa demora no uso do Tamiflu por mortes de gripe A

Secretaria da Saúde garantiu que a distribuição do remédio em larga escala sempre foi a estratégia no RS

Após revisar prontuários das pessoas que morreram em decorrência da gripe A em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa, admitiu que o Brasil errou na política de combate à gripe A.

– Em vez de usarmos uma estratégia que já se mostrava eficaz (o uso do antiviral oseltamivir), ficamos discutindo quem vacinar, se vamos vacinar jovens ou não. Não aprendemos com os ensinamentos de 2009 – disse, referindo-se ao ano da pandemia.

Para Barbosa, o país travou um "debate enviesado" em relação à importância da vacina. Ele comparou a estratégia adotada pelo governo brasileiro, centrada na vacinação, com a utilizada pelo Chile naquele ano.

– O Chile, que possui um inverno muito mais forte, teve um terço das mortes das Regiões Sul e Sudeste do Brasil – a taxa de mortalidade no Chile ficou em 0,8 por 100 mil habitantes e aqui, em 3,2 por 100 mil habitantes. A diferença básica é que o Chile usou o oseltamivir em larga escala. O Chile perdeu uma grávida; o Brasil, 200 – afirmou.

A revisão feita pelo ministério nos prontuários dos mortos em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul mostra que a grande maioria das vítimas "ou não teve acesso ou teve acesso atrasado" ao antiviral oseltamivir, disse Barbosa.

O secretário estadual da Saúde, Ciro Simoni, não tomou conhecimento ainda do resultado da análise feita pelo Ministério da Saúde. Ele garante, no entanto, que a distribuição do Tamiflu em larga escala sempre foi a estratégia no Rio Grande do Sul.

– Colocamos a distribuição como a coisa mais importante, e o ministério nos disponibilizou o Tamiflu em grande quantidade. Tivemos o cuidado de fazer uma avalição quase que diária em todos os municípios da quantidade de medicamentos que tinha. Nunca faltou medicação e não está faltando – afirmou o secretário estadual.

Segundo o ministério, a causa do problema é a pouca tradição do brasileiro de tratar gripe A com remédios. É comum os pacientes chegarem tarde aos serviços de saúde porque tentaram driblar os sintomas da gripe A com chás e receitas caseiras. Essa cultura afeta os médicos, que não prescrevem o oseltamivir, conhecido pela marca Tamiflu.

Antes da chegada do inverno, o ministério emitiu alerta aos médicos sobre as doenças respiratórias e distribuiu um material com orientações – principalmente para os Estados do Sul, além de São Paulo e Minas Gerais – sobre o período adequado para a medicação e a dosagem.

No Rio Grande do Sul, foram 63 mortes em 2012, conforme balanço divulgado na segunda-feira. Até 20 de agosto, o país teve 2.398 casos da doença e 307 mortes.

Fonte Zero Hora

Conheça os benefícios dos grãos para a perda de peso e a melhora da saúde

A linhaça é rica em fibras e ajuda a regular o intestino, diminuir
a ansiedade e a inflamação em células de gordura
Médica com atuação em terapia ortomolecular indica quantidades recomendadas e formas de consumo no dia a dia

Linhaça, feijão-branco e quinoa são aliados da dieta. De acordo com a médica Anna Bordini, com prática ortomolecular, os grãos completam uma dieta e podem auxiliar na diminuição do peso, além de prevenir outros problemas de saúde. São indicados para quem tem sobrepeso, obesidade, prisão de ventre, colesterol, celulites ou para quem está em busca de uma alimentação saudável.

Anna recomenda adicionar os grãos em frutas, saladas, iogurtes ou sopas. Uma colher de sopa em cada refeição já é suficiente. A seguir, conheça os benefícios de cada tipo de grão e confira dicas de como inclui-los na alimentação diária.

Linhaça
Rica em fibras, a linhaça pode ser encontrada na forma de grãos, óleo ou farinha. Ela regula o intestino, diminui a ansiedade e a inflamação em células de gordura.

— Uma das funcionalidades da linhaça é consumir bastante espaço no estômago e impedir que ele seja esvaziado rapidamente. Sem contar que as fibras existentes no grão também estimulam a produção de hormônios ligados à saciedade, que avisam ao cérebro que a barriga está cheia — comenta a médica.

A linhaça pode ser adicionada em frutas, sucos, iogurtes e até em refeições, sendo salpicada na comida. Antes de consumi-la, triture as sementes e guarde em potes de vidro bem fechados e conserve na geladeira durante três dias. Você pode também germinar as sementes, deixando-as de molho por 24 horas num recipiente com água. Em seguida, bata no liquidificador até formar um gel, que deve ser guardado na geladeira em um pote por até cinco dias. Este gel pode ser usado em sucos, vitaminas e sopas.

Quinoa
Fonte de proteína, carboidratos, vitaminas, minerais, aminoácidos e cálcio, a quinoa é o melhor e mais completo alimento de origem vegetal. É rico em fibras e ajuda no funcionamento intestinal, reduz a absorção de lipídeos, diminui os sintomas da TPM, é uma ótima fonte de vitaminas E, D e do complexo B. Os médicos permitem o uso diário deste grão, sendo duas colheres de sopa por dia.

A quinoa pode ser aproveitada na preparação de folhas refogadas, no mesmo processo de preparo de couve ou espinafre. O grão também pode ser cozido com o arroz e temperado em saladas, ou no preparo de sopas. A farinha da quinoa pode ser usada para preparar mingaus, pães, pudins, massa para panqueca e biscoitos.

Chia
Semente mexicana que tem um sabor parecido com o de nozes, a chia pode ser encontrada em forma de grão, óleo ou farinha. A sua composição ajuda a perder até três quilos em dois dias. Além disso, controla a pressão, melhora o humor, auxilia no tratamento de câncer de mama, reduz diabetes e deixa a pele mais bonita.

Ela pode acompanhar os sucos ou, se preferir, a pessoa pode comer uma colher de sopa antes do almoço e outra antes do jantar. Mas atenção: o excesso desse grão pode provocar efeito contrário no organismo.

Feijão branco
O feijão branco tem uma proteína de reserva chamada de faseolamina. Quando ingerida, ela inibe a digestão do carboidrato e retarda a absorção de açúcares no sangue e também ajuda a melhorar o aspecto da pele.

O ideal é consumir esse grão por meio de farinha. É recomendada uma ingestão por, no máximo, 30 a 40 dias, e de apenas uma colher de café antes do almoço, diluída em uma pequena quantidade de água. Isso porque o feijão cru tem toxinas, que, em grandes quantidades, podem ser prejudiciais à saúde. Ele também pode ser acrescentado em receitas de pães e no molho citronet especial para saladas, além da feijoada.

Amaranto
Cereal auxilia na perda de peso, reduz o nível de colesterol no sangue, rico em cálcio e fortalece os ossos. Além de combater o envelhecimento precoce da pele é uma fonte de cálcio biodisponível (melhor absorção no organismo), o que não acontece com outros tipos de vegetais.

Os flocos de amaranto podem ser processados para transformá-lo em farinha, que pode substituir a farinha branca nas receitas, desde que respeitando o consumo de uma colher de sopa por dia, conforme recomenda Anna Bordini.

Painço
Da mesma família de grãos de arroz e milho, o painço contribui no processo digestivo, ajuda a manter a resistência dos ossos e age no controle de absorção de glicose. Ele pode ser consumido diariamente, na quantidade máxima de duas colheres de sopa.

Ele deve ser cozindo em água fervente e servido igual ao arroz. Preste atenção: o consumo exagerado pode causar diarreia e levar ao ganho de peso.

Fonte Zero Hora

Após morte por superbactéria, maior emergência de SC é fechada

Ala do Hospital Regional de São José ficará fechada para desinfecção até quinta-feira

A confirmação de que a morte de um paciente foi causada pela superbactéria KPC (Klebsiella Pneumonia Carbapenemase) levou a Secretaria do Estado da Saúde a fechar, por três dias, a emergência do Hospital Regional, em São José, na Grande Florianópolis. A ala deve ser reaberta na quinta-feira, às 20h.

De acordo com o superintendente dos Hospitais Públicos Estaduais, Walter Gomes Filho, esta foi a primeira morte deste ano no Estado causada pela superbactéria. O paciente deu entrada na emergência com problemas respiratórios e, com complicações, chegou a ser internado na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI). Gomes Filhos não quis passar informações sobre a vítima e não soube precisar quanto tempo ela passou internada.

O promotor de São José, da área da cidadania, Jádel da Silva Junior, está acompanhando o caso para ver se cabe uma ação por parte do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC).

A última morte por KPC havia sido sido registrada no final do ano passado, também no Regional. O hospital segue um protocolo internacional de desinfecção que está na rotina da unidade, mas a que está sendo feita diante da identificação da superbactéria, exige um trabalho diferenciado, inclusive, com o fechamento da ala. A última vez que o regional passou por uma procedimento assim foi em 2009.

Outras emergências não devem ser sobrecarregadas
O Hospital Regional tem a maior emergência de Santa Catarina com uma média de 40 mil atendimento por mês. Segundo o superintendente, porém, cerca de 70% dos casos atendidos ali poderiam ser resolvidos em postos de saúde e unidades e pronto atendimento (UPAs)

—A nossa recomendação é que as pessoas recorram a estes locais para que não sobrecarregue as emergências dos outros hospitais como Celso Ramos e Florianópolis—explicou Gomes Filho.

Primeiro dia foi complicado
No primeiro dia de fechamento da emergência do Hospital Regional, muitas pessoas ainda estiveram lá procurando atendimento. O superintendente explicou que isso já era esperado.

—O fechamento aconteceu de uma forma abrupta, mas porque queremos reabrir antes do feriado. Por isso estamos recorrendo à imprensa para que este assunto seja amplamente divulgado e chegue à população.

Gomes Filho explicou que Samu e Bombeiros estão avisados de que os atendimentos devem ser encaminhados para outras unidades, mas uma equipe está preparada para atender casos muito urgentes que a regulamentação julgue não ter condições de ser transferida.
 
—Temos profissionais voltados para este tipo de atendimento e a emergência cardiológica, que está funcionando normalmente, está servindo de apoio—concluiu o superintendente.

 
Fonte Diário Catarinense

Associação alerta para necessidade de diagnóstico precoce do mal de Alzheimer

Rio de Janeiro - Uma campanha para alertar sobre o avanço do mal de Alzheimer e esclarecer famílias sobre como apoiar o tratamento dos pacientes foi lançada ontem (4) pela Associação de Parentes e Amigos de Pessoas com Alzheimer (Apaz - Rio). A estimativa da entidade é que 6% dos 15 milhões de idosos no país sofram com a doença.

Para mostrar como a doença impacta no cotidiano do paciente e de seus familiares, foi feita uma performance pelo Grupo de Teatro Velhinhas de Santa Teresa. A ideia era esclarecer, de forma descontraída, os sintomas que começam com a perda de memória. A ação é parte de uma campanha mundial, promovida em setembro, quando é comemorado o Dia do Alzheimer (21).

O mal de Alzheimer é uma doença degenerativa, sem cura, que provoca perda da capacidade de orientação, aprendizado e de linguagem. O paciente fica “totalmente dependente” de ajuda para tarefas cotidianas como se alimentar e fazer a própria higiene, relata a presidente da associação, Maria Aparecida Guimarães - que por 14 anos conviveu com a doença da mãe.

Para ela, com o aumento da expectativa de vida da população mundial e do número de idosos - faixa em que a doença é mais frequente – novas campanhas de conscientização sobre os sinais e capacitação de profissionais para o diagnósticos precoce são necessárias. A doença não tem cura, reforça Aparecida, mas o tratamento torna mais lento o avanço do mal.

“O paciente, então, sofrerá menos com os efeitos colaterais, terá uma vida mais estável, sem muitas variações de humor, de depressão, de agressividade e isso também é importante para a família, para quem convive com o doente”, destacou a presidente da associação. Ela cobra a regulamentação, pelo Congresso Nacional, da profissão de cuidador de idoso.

O tratamento com medicamentos é oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e conta com unidades de referência no Rio de Janeiro como o Hospital dos Servidores. Como as causas também não são conhecidas, o Ministério da Saúde recomenda manter a mente ativa por meio da leitura, jogos de memória, exercícios de lógica e atividades sociais em grupo.

Fonte Agência Brasil

Anvisa suspende proibição da venda de produtos suspeitos de contaminação pela bactéria do botulismo

São Paulo - A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) concluiu, por meio de análise, que os produtos suspeitos de estarem contaminados com a bactéria Clostridium botulinum - que causa o botulismo - não estão infectados.

A suspeita surgiu após quatro pessoas de uma mesma família em Santa Fé do Sul (SP), na região de São José do Rio Preto, serem internadas com sintomas da doença e levou à proibição, no último dia 23, da venda dos lotes 1E0712 da mortadela da marca Estrela e 300437 do milho verde em conserva da marca Quero.

As pessoas com suspeita da doença foram internadas no dia 19 com diarreia, vômito, dificuldade para andar e visão dupla. Foi necessária a colaboração da Polícia Militar (PM), que cedeu um helicóptero para levar, da capital até Santa Fé do Sul, o soro de combate à intoxicação. A bactéria que causa o botulismo normalmente está no solo e também pode ser encontrada em alimentos mal conservados, em enlatados e embutidos.

O último registro da doença no estado de São Paulo foi em 2009. Desde o ano de 1997, quando a doença passou a ser de notificação compulsória, o estado registrou 22 casos com cinco mortes. O botulismo é uma infecção bacteriana que provoca um quadro de intoxicação grave.

Segundo nota da Anvisa, a toxina responsável pela doença não foi identificada no resíduo do alimento encontrado na casa da família, preparado a partir da conserva de milho e da mortadela. De acordo com as informações, a análise foi feita a partir de uma amostra da mortadela e de uma lata vazia do milho. “Apesar de as investigações continuarem, a medida cautelar de não consumir esses produtos fica suspensa a partir da divulgação destes resultados”, disse em nota a Anvisa.

Fonte Agência Brasil