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quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Ministério Público vai investigar oito hospitais de Goiás

Com foco em assegurar a qualidade e a adequação no tratamento de pacientes atendidos pelo SUS de Goiás, o Ministério Público Federal (MPF-GO) vai apurar ações e omissões ilícitas da União, do Estado de Goiás e de municípios goianos sobre a adequação e a qualidade dos serviços públicos de saúde ofertados aos usuários do Sistema Único de Saúde.

Os hospitais que serão investigados são: de Doenças Tropicais (HDT), de Urgências de Goiânia (Hugo), das Clínicas (HC/UFG), Materno Infantil (HMI), Geral de Goiânia (HGG), Urgências de Aparecida de Goiânia (Huapa), Urgências Henrique Santillo e Urgência da Região Sudeste.

De acordo com o MPF-GO, essas investigações são desdobramentos de um processo instaurado no fim de 2011, com o objetivo de apurar a situação do SUS em Goiás.

Fonte SaudeWeb

ANS: ferramenta facilita pareceres técnicos

Com relação às coberturas assistenciais previstas no novo Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde, a ANS irá oferecer uma ferramenta de consulta em seu sítio eletrônico

Para facilitar o acesso do Poder Judiciário, Ministério Público e dos demais agentes representativos da sociedade aos pareceres técnicos da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), com relação às coberturas assistenciais previstas no novo Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde, a ANS irá oferecer uma ferramenta de consulta em seu sítio eletrônico.

Os documentos poderão ser consultados e utilizados como subsídios para a tomada de decisão e instrução processual. Segundo a Agência, a ferramenta estará em permanente revisão e levará em consideração as perguntas mais frequentes encaminhadas por esses órgãos à ANS.

“É importante destacar que os documentos técnicos que estarão disponíveis não pretendem esgotar os entendimentos referentes a questões sobre a cobertura assistencial da saúde suplementar. O objetivo é que eles sejam fonte permanente de esclarecimentos para os questionamentos técnicos relacionados”, afirmou a Agência, em comunicado.

Ferramenta para consulta aqui.

Fonte SaudeWeb

Drunkorexia: Universitários que praticam exercícios físicos são mais propensos a exagerar na bebida

Estudo revela comportamentos disfuncionais em relação ao consumo de álcool, alimentação e atividades físicas entre jovens

Estudo divulgado pelo Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (Cisa) aponta que estudantes universitários que praticam exercícios físicos com maior intensidade e frequência são mais propensos a beberem demais e possuírem comportamentos disfuncionais em relação à alimentação.

A pesquisa envolveu 26.685 estudantes universitários nos Estados Unidos e buscou investigar a coocorrência de comportamentos como o consumo de álcool, alimentação desordenada, a prática de atividades físicas e o controle de peso, em um fenômeno conhecido popularmente como "drunkorexia".

A drunkorexia é utilizada para descrever uma série de comportamentos disfuncionais relacionados ao consumo de álcool e a alimentação, entre eles: pular refeições e/ou praticar exercícios físicos demasiadamente a fim de que a ingestão calórica decorrente do consumo de bebidas alcoólicas seja compensada, e ingerir álcool excessivamente para que o mal-estar físico decorrente da intoxicação alcoólica gere a eliminação de alimentos consumidos anteriormente.

Os resultados mostraram que os estudantes que praticam atividade física moderada apresentaram uma associação negativa em relação ao consumo excessivo de álcool. Em contrapartida, os que praticam exercícios com maior intensidade e frequência são mais propensos a fazer uso pesado episódico de álcool. O Instituto Nacional de Abuso de Álcool e Alcoolismo dos Estados Unidos define como abuso episódico o consumo de cinco ou mais doses alcoólicas por homens ou de quatro ou mais doses por mulheres, dentro de um período de duas horas.

Os pesquisadores enfatizam que os resultados desse estudo são importantes para a avaliação criteriosa de indivíduos que apresentam, de modo relacionado, tanto o comportamento de uso pesado do álcool como comportamentos de controle de peso, ocorrendo conjuntamente, e destacam a importância de avaliar os níveis e a frequência de consumo de álcool ao diagnosticar ou tratar os alunos que apresentam comportamentos alimentares disfuncionais.

Os resultados mostraram que os estudantes que praticam atividade física moderada apresentaram uma associação negativa em relação ao consumo excessivo de álcool. Em contrapartida, os que praticam exercícios com maior intensidade e frequência são mais propensos a fazer uso pesado episódico de álcool. O Instituto Nacional de Abuso de Álcool e Alcoolismo dos Estados Unidos define como abuso episódico o consumo de cinco ou mais doses alcoólicas por homens ou de quatro ou mais doses por mulheres, dentro de um período de duas horas.

Os pesquisadores enfatizam que os resultados desse estudo são importantes para a avaliação criteriosa de indivíduos que apresentam, de modo relacionado, tanto o comportamento de uso pesado do álcool como comportamentos de controle de peso, ocorrendo conjuntamente, e destacam a importância de avaliar os níveis e a frequência de consumo de álcool ao diagnosticar ou tratar os alunos que apresentam comportamentos alimentares disfuncionais.

Fonte Zero Hora

Bactéria pode estar por trás de 90% das gastrites crônicas

H. pylori
Classificada, em 1994, pela Agência Internacional para Pesquisa do Câncer (IARC) como uma bactéria cancerígena, a Helicobacter pylori aumenta em até nove vezes o risco de um câncer de estômago e está presente em 90% dos pacientes com gastrite crônica.

Visando avaliar a importância do tratamento capaz de impedir a progressão de tal bactéria até provocar a doença, um estudo do Programa de Pós-Graduação em Genética do Unesp de São José do Rio Preto tem pesquisado pacientes infectados pela bactéria e submetidos a terapia padrão com antibióticos e anti-inflamatórios e analisado como cada paciente reage ao tratamento.

O objetivo é verificar se houve eliminação da bactéria e se a expressão de genes da mucosa gástrica que participam do processo inflamatório e crescimento das células voltam ao mesmo estado em que estavam antes da contaminação.

Iniciada em 2010, a pesquisa é realizada pela doutoranda Aline Cristina Targa Cadamuro, sob a orientação da geneticista Ana Elizabete Silva, do Departamento de Biologia do Instituto. O estudo tem a parceria do Hospital de Base (HB) de Rio Preto e AME (Ambulatório por Médico de Especialidades). A análise está sendo feita por meio de biópsias recolhidas em endoscopias de sessenta pacientes infectados.

– A resposta inflamatória que a bactéria Helicobacter pylori causa é uma defesa do organismo para combater o microorganismo. Mas, se houver anos de infecção pela bactéria sem tratamento, as células normais do estômago sofrem lesões, causando gastrite e outras doenças do estômago – afirma Ana.

Inflamação provoca várias lesões até virar câncer

Antes de se tornar um câncer, a inflamação provoca vários tipos de lesões, por múltiplas fases, começando pela gastrite crônica, progredindo para uma atrofia das glândulas do estômago (perda das células normais) e passando por lesões pré-cancerosas.

– Tal progressão pode durar anos e é influenciada por fatores genéticos, pelas características da bactéria, por hábitos alimentares e por fatores de risco, como o fumo e o álcool – completa a doutoranda Aline.

As pesquisadoras notaram que, em alguns pacientes, o tratamento não é eficiente na erradicação da bactéria e, em outros casos, que o paciente sofre recontaminação por pessoas próximas da família, por exemplo:

– O tratamento busca, além de eliminar a bactéria, reverter as lesões causadas por ela e evitar que a inflamação progrida para um câncer. Mas, em alguns casos, o organismo do paciente não responde efetivamente à terapia – explica Aline.

A doutoranda, que já apresentou resultados do trabalho em congressos de Genética na Inglaterra e no Brasil, diz que os - por: resultados poderão ajudar na realização de mudanças para melhorar o tratamento. “Para isso, precisamos entender a variabilidade genética dos pacientes e da bactéria e quais genes são importantes na inflamação e progressão da doença”, afirma Ana.

– As respostas a essas questões trazem possibilidades futuras de terapias mais efetivas dessas lesões e prevenção da progressão ao câncer gástrico pela bactéria – avalia Aline.

Fonte Blog do Vida

Reposição hormonal pode ajudar homens a emagrecer

Estudo mostrou redução da barriga de 107 para 98 centímetros
Reposição hormonal pode ajudar homens a emagrecer

Homens acima do peso que já fracassaram em uma ou mais tentativas de emagrer podem estar com deficiência de testosterona, o hormônio sexual masculino. Nesses casos, fazer um programa de reposição hormonal em conjunto com exercícios físicos e dieta tem eficiência comprovada no controle do peso.

É o que afirma uma pesquisa mundial conduzida por uma divisão do grupo Bayer. De acordo com o estudo, homens com carência de testosterona fizeram reposição hormonal e perderam em média 16 quilos em cinco anos de tratamento — que incluiu também dieta e exercícios. Em termos de circunferência abdominal, redução média foi de 107 para 98 centímetros.

O endocrinologista João Eduardo Salles, do hospital Santa Casa de Misericórdia, em São Paulo, destaca que 40% dos pacientes masculinos obesos apresentam baixos níveis de testosterona.

— A obesidade desencadeia um processo conhecido como resistência insulínica, que seria a menor ação da insulina em várias partes do organismo. No organismo, uma das principais partes afetadas é a glândula do hipotálamo, situada no cérebro, causando a diminuição de hormônios que estimulam a hipófise, o que, por sua vez, acarreta uma menor produção de hormônios que estimulam os testículos a produzirem a testosterona — explica Salles.

Fonte Zero Hora