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quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Especialistas alertam para a síndrome do melanoma familiar

Pessoas com histórico de melanoma possuem risco pelo menos 30 vezes maior de desenvolver a doença e necessitam de acompanhamento dermatológico

Pessoas com histórico familiar de melanoma possuem risco pelo menos 30 vezes maior de desenvolver a doença e necessitam de acompanhamento dermatológico contínuo a fim de obter um diagnóstico precoce, alertaram especialistas durante o 14º Congresso Mundial de Câncer de Pele, realizado em São Paulo.

“Entre 5% e 10% dos casos de melanoma estão relacionados a mutações genéticas hereditárias, que tornam esses pacientes e seus familiares mais suscetíveis a desenvolver o tumor. É o que chamamos de síndrome do melanoma familiar”, explicou a dermatologista Susana Puig, do Hospital Clinic Barcelona, na Espanha.

Puig lidera um grupo de pesquisadores da América Latina ligados ao GenoMEL, consórcio internacional com sede na Inglaterra que tem como objetivo identificar mutações que aumentam a propensão a esse tipo de câncer e estabelecer protocolos para o acompanhamento de pacientes de alto risco.

“Além do histórico familiar, existem outros fatores que usamos como marcadores para medir o risco. Pessoas com mais de cem pintas ou com pintas consideradas atípicas, ou seja, bordas irregulares e mais de uma cor, são mais propensas a desenvolver a doença”, disse Puig.

Se, além dessas características, o paciente tiver histórico anterior de melanoma, a probabilidade de ter um novo tumor é 500 vezes maior que a de uma pessoa comum. Se ainda por cima seu teste genético for positivo para uma das mutações já conhecidas, afirmou Puig, a probabilidade é mil vezes maior.

“Esses pacientes de alto risco, se não forem identificados e adequadamente tratados, poderão morrer de melanoma . Mas, com o diagnóstico precoce, podemos praticamente zerar a mortalidade”, afirmou.

Segundo o professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) Gilles Landman, as chances de cura de um melanoma com até 1 milímetro (mm) de profundidade são de 90%. “Mas, nos casos em que a lesão é diagnosticada com mais de 4 mm, 50% dos pacientes morrem nos primeiros cinco anos”, disse.

Em 2007, quando ainda trabalhava no Hospital A.C. Camargo, Landman foi convidado pelo GenoMEL para coordenar no Brasil as investigações sobre melanoma familiar. “O consórcio já vinha pesquisando as mutações genéticas na Europa, nos Estados Unidos e na Austrália e também queriam conhecer o perfil genômico dos pacientes da América Latina”, contou.

Com financiamento da FAPESP, por meio da modalidade Auxílio à Pesquisa - Regular, Landman montou um grupo com profissionais de diversas especialidades, reuniu 50 famílias com características da síndrome do melanoma familiar e coordenou o sequenciamento genético desse grupo.

“Selecionamos pacientes em tratamento para melanoma que tinham pelo menos mais um familiar de primeira ou segunda geração com a doença. Também foram incluídos pacientes com histórico familiar de câncer de pâncreas, cérebro ou melanoma ocular, tumores associados à síndrome”, contou Landman.

Além disso, foram incluídos casos de melanomas múltiplos, mesmo sem histórico da doença na família. “Quando uma pessoa desenvolve vários tumores, as chances de possuir uma mutação que a torna mais suscetível à doença são grandes”, disse o pesquisador.

Desvendando os genes
Segundo Puig, já foram descritas cinco mutações genéticas relacionadas à síndrome do melanoma familiar, mas os cientistas acreditam que deve haver muitas outras ainda desconhecidas e pouco frequentes.

“Entre as alterações conhecidas, a mais importante é a que ocorre no gene CDKN2A. Ela atinge cerca de 10% a 15% das famílias com mais de dois casos de melanoma. O índice sobe para 25% quando há mais de três casos na família, para 50% em famílias com quatro casos e para 70% em famílias com pelo menos cinco casos”, contou Puig.

A investigação coordenada por Landman tinha como principal objetivo medir a frequência dessa mutação no grupo de pacientes com melanoma familiar. “Esse gene codifica uma proteína chamada P16, que tem como função bloquear a proliferação celular. Quando essa proteína está mutante, deixa de cumprir seu papel adequadamente”, explicou o pesquisador.

Entre as 50 famílias estudadas, apenas nove apresentaram a mutação no gene CDKN2A. Oito casos foram detectados entre os 32 pacientes com histórico de melanoma na família e um entre os 18 pacientes com melanoma múltiplo.

“Isso mostra que o problema é muito mais complexo do que parece. Precisamos estudar muito ainda para descobrir os outros genes envolvidos”, avaliou Landman.

Após o término do sequenciamento, o Hospital A. C. Camargo decidiu continuar o trabalho com melanoma familiar e criou o primeiro ambulatório do país específico para atender pacientes com esse perfil.

“Além dessas 50 famílias, que continuam conosco, localizamos outras 68 com a síndrome. Fazemos o acompanhamento do portador de melanoma e de seus familiares, principalmente os de primeiro grau”, disse Bianca Sá, coordenadora do ambulatório.

Os atendidos têm de responder a um questionário relatando o histórico de exposição solar e os casos de câncer na família. Além disso, têm todas as pintas do corpo mapeadas e fotografadas. “Pelo menos uma vez por ano eles devem voltar para refazer o exame, tirar novas fotos e comparar com as anteriores”, contou Sá.

O teste que identifica a mutação no gene CDKN2A, padronizado durante a pesquisa do GenoMEL, também está disponível no hospital mediante pagamento, mas seu uso fora do contexto de pesquisa ainda é controverso.

“O grande questionamento é: em que o resultado vai mudar a vida do paciente? Pessoas com melanoma têm de ser acompanhadas de perto, pois o risco de um novo tumor é grande. O seguimento para elas, portanto, não mudaria muito. Talvez fosse interessante testar seus filhos. Caso dê positivo, ficariam mais orientados a se prevenir”, avaliou Sá.

Mas como ainda há mutações desconhecidas, ponderou Landman, um resultado negativo não significa que a pessoa não seja portadora da síndrome.

“Além disso, esse gene não tem o que chamamos de penetrância completa. Isso significa que apenas 67% dos portadores da mutação vão desenvolver melanoma antes dos 80 anos. Não são todos. Não sei se é adequado deixar o paciente na dúvida”, disse.

Fonte Estadão

Fusão cria uma das maiores empresas brasileiras de tecnologia para a saúde

As empresas brasileiras Pixeon e Medical Systems anunciam fusão; nova empresa recebe mais um aporte de recursos da Intel Capital

As empresas brasileiras Pixeon e Medical Systems anunciam nesta terça-feira, 4 de setembro, a fusão de suas operações, criando uma das maiores empresas nacionais de tecnologia voltada para o segmento de saúde. A nova empresa, chamada Pixeon Medical Systems, já nasce com uma carteira de mais de 1.200 clientes espalhados por todos os estados do Brasil, além de Argentina e Chile. A nova empresa também recebe mais um aporte da Intel Capital, braço de investimentos estratégicos da Intel, que já era acionista minoritária da Pixeon.

A Pixeon, com sede em Florianópolis (SC), é uma das maiores empresas brasileiras no segmento de PACS (sigla em inglês para Sistemas de Comunicação e arquivo de imagens), tecnologia que permite a gestão e processamento de imagens médicas de forma totalmente digital. Baseada em São Bernardo do Campo (SP), a Medical Systems possui a maior base instalada no país de sistemas de gestão com foco em centros de medicina diagnóstica - RIS (Sistema de informação radiológica) e LIS (Sistema de informação laboratorial). Juntas, as empresas são capazes de oferecer soluções completas para centros diagnósticos, clínicas e laboratórios de medicina diagnóstica. A nova empresa conta com 150 funcionários, 30% deles atuando diretamente em projetos de pesquisa e desenvolvimento.

Roberto Ribeiro da Cruz, antigo CEO da Medical Systems, assume como CEO da nova empresa, enquanto Fernando Peixoto, ex-CEO da Pixeon, passa a atuar como presidente do conselho e diretor de Pesquisa e Desenvolvimento. Os outros sócios da empresa também continuam à frente do negócio, com Rodolfo Sini Ruiz (Medical Systems) como diretor Comercial e Iomani Engelmann (Pixeon) como diretor de Marketing. O processo de integração dos negócios será coordenado por Cláudia Goulart, ex-CEO da GE Healthcare na América Latina, que possui ampla experiência no mercado de saúde, e que também atuará como conselheira independente da nova empresa.

A união das duas empresas acontece em um momento de maturidade de ambos os negócios e de franco crescimento. A Pixeon registrou só no primeiro semestre de 2012 um crescimento de 120% em faturamento e foi apontada por pesquisa da consultoria Frost & Sullivan como a empresa do ano em PACS. "Esta fusão representa um grande avanço no mercado brasileiro de tecnologia para a área da saúde, pois fortalece um negócio nacional com pleno domínio tecnológico”, aponta Cláudia Goulart. “Nos últimos anos, percebemos uma desnacionalização desta indústria com o avanço das multinacionais. A Pixeon Medical Systems faz o movimento contrário, avançando, inclusive, na oferta de suas soluções para países latino-americanos".

Integração e oferta conjunta de soluções para medicina diagnóstica
A Pixeon Medical Systems surge em um momento de forte consolidação do mercado de TI para a saúde, que conta com forte presença de empresas multinacionais. A empresa passa a ser a única com operações de pesquisa em software para medicina diagnóstica 100% radicadas no país. A sinergia gerada pela fusão das operações coloca a Pixeon Medical Systems em uma posição de vantagem para crescer no mercado brasileiro e latino-americano. As duas empresas já atuavam em parceria no atendimento de alguns clientes, onde identificaram a necessidade de integração entre as soluções de PACS da Pixeon com os RIS/LIS da Medical Systems.

A integração das soluções permitirá mais agilidade às atividades de medicina diagnóstica de clínicas e hospitais. No momento que um paciente faz um exame, por exemplo, todas as informações cadastrais ficam à disposição do estabelecimento por meio do RIS/LIS e as imagens médicas digitais armazenadas pelo PACS permanecem integradas a este cadastro. A solução conjunta acompanha todo o ciclo e fluxo de trabalho de um exame de um paciente em um centro de diagnóstico, trazendo agilidade e precisão ao atendimento.

"A proposta de valor da Pixeon Medical Systems é oferecer ao mercado uma solução que atenda amplamente a cadeia de medicina diagnóstica, proporcionando uma grande diferenciação na experiência dos usuários de nossas tecnologias. Inovação em mobilidade e cloud computing e usabilidade serão alguns dos nossos diferenciais", explica Roberto da Cruz, CEO da nova empresa.

Reforço nos times comercial e de pesquisa e desenvolvimento
“A tecnologia será um dos principais diferenciais competitivos do produto final ofertado ao mercado, pois nosso time integrado dominará todo o processo de desenvolvimento de soluções", explica Fernando Peixoto, diretor de P&D. Para ampliar o portfólio de soluções, a empresa já conta também com mais de R$ 3 milhões captados em projetos de P&D com recursos não reembolsáveis, principalmente do Governo Federal, e também irá intensificar as parcerias com universidades e instituições de pesquisa.

A expectativa é que em 2013, todas as soluções da nova empresa sejam ofertadas de forma integradas por meio da internet, utilizando recursos de computação nas nuvens (cloud computing), tecnologia que já está presente em algumas das soluções oferecidas pela empresa.

A fusão também traz vantagens para a força comercial, que passa a ter conhecimento completo do fluxo de trabalho dos clientes. A empresa irá aumentar sua atuação no país por meio de equipes comerciais e de suporte técnico descentralizado, nas principais regiões brasileiras. As soluções oferecidas continuarão a ter a possibilidade de integração com soluções de outras empresas - nacionais e internacionais.

“Queremos estar mais próximos de nossos clientes, atuando como consultores estratégicos capazes de auxiliá-los na escolha da melhor solução para suas necessidades particulares”, explicou Rodolfo Sini, diretor comercial. “Com a ampliação de nossa força de venda, seremos capazes de entregar serviços mais completos em todas as regiões do país.”

Nova rodada de investimento da Intel Capital
A Intel Capital, que adquiriu participação minoritária na Pixeon no final de 2011, realizou um novo aporte de capital na nova empresa. Para a Intel Capital, a Pixeon Medical Systems desponta como uma grande oportunidade para incentivar a inovação nacional e acelerar o desenvolvimento de um mercado ainda em maturação. “Enquanto nos Estados Unidos e na Europa os sistemas de gestão de imagens diagnósticas já apresentam alto grau de digitalização, no Brasil apenas 8% das clínicas e laboratórios possuem esse tipo de tecnologia. A Pixeon Medical Systems reúne a expertise e a tecnologia necessária para ajudar a modernizar o sistema de saúde do país”, comentou David Thomas, diretor geral da Intel Capital para a América Latina.

O aporte permitirá que a nova empresa expanda sua atuação com bastante agilidade, e também disponibiliza recursos para a futura aquisição de empresas com atuação complementares ao negócio, bem como nos esforços de expansão da carteira de clientes.

David Thomas é Diretor Executivo da Intel Capital, sendo responsável por todas as atividades de investimento da Intel Capital na América Latina. O time da Intel Capital na região inclui os profissionais Alexandre Villela, Fábio de Paula e Ricardo Arantes, todos eles situados em São Paulo. Alexandre é o Diretor de Investimentos responsável pela Pixeon Medical Systems. A Intel Capital possui um intenso histórico de atuação na região, com presença local desde 1999.

Mais informações sobre a Pixeon Medical Systems podem ser encontradas no site www.pixeonmedicalsystems.com.
 
Sobre a Pixeon Medical Systems
A companhia, que atua no desenvolvimento e comercialização de soluções nacionais em PACS, RIS e LIS, é resultante da fusão das empresas Pixeon e Medical Systems, consolidada em agosto de 2012. Os sistemas da empresa estão presentes em hospitais, clínicas e centros de diagnóstico de todos os Estados brasileiros e, de forma integrada, oferecem uma solução completa, nacional e adaptada à realidade de estabelecimentos de saúde de todos os portes. A empresa possui sedes em Florianópolis (SC) e São Bernardo do Campo (SP), com unidades de negócios distribuídas pelo País. No total, são mais de 1200 clientes nas soluções de digitalização, armazenamento e distribuição de imagens médicas, e de informatização dos principais processos de operação de um centro de medicina diagnóstica.

Sobre a Intel Capital
A Intel Capital, a organização de investimentos estratégicos da Intel, concentra seus investimentos em novas empresas que busquem a inovação tecnológica em todo o mundo. A Intel Capital investe em uma ampla gama de empresas que ofereçam hardware, software e serviços para os segmentos empresarial, doméstico, mobilidade, saúde, Internet, manufatura de semicondutores e tecnologias limpas. Desde 1991, a Intel Capital já investiu mais de USD 10.4 bilhões em mais de 1212 empresas em 51 países. Nesse período, 196 empresas do portfólio tornaram-se públicas em várias bolsas de valores de todo o mundo e 291 foram adquiridas ou participaram de fusões. Em 2011, a Intel Capital investiu cerca de USD 526 milhões em 89 investimentos, com aproximadamente 51 por cento da verba sendo investida fora dos Estados Unidos e Canadá. Para mais informações sobre a Intel Capital e suas vantagens diferenciadas, favor visitar www.intelcapital.com.
 
Sobre a Intel
A Intel (NASDAQ: INTC) é líder mundial em inovação. A empresa projeta e fabrica as tecnologias essenciais que servem como base para os dispositivos computacionais de todo o mundo. Mais informações sobre a Intel estão disponíveis em http://newsroom.intel.com/community/pt_br.
 
Fonte Rodrigo Lóssio-  Dialetto Comunicação Estratégica

O futuro das informações online sobre saúde

Se os potenciais pacientes forem capazes de identificar seus sintomas em um robusto sistema de informações sobre saúde, poderá ajudar a reduzir o número inadequado de consultas

Existe uma demanda crescente por informações sobre saúde na internet em países com economias emergentes. No entanto, temos muitos desafios, dentre eles o de manter a qualidade das informações online. Além deste, existem outros.
Veja abaixo quais são eles, segundo a Bupa Health Pulse (2010).


Tecnologias móveis : Oferecem um caminho acessível para atingir pessoas em países cuja economia é emergente, onde a infraestrutura de banda larga ainda é limitada. Já em países como a China, sites com informações sobre saúde tem sido adequados para serem acessados tanto por computadores como por aparelhos móveis. Novas tecnologias móveis também são capazes de influenciar não só a maneira pela qual obtemos informações sobre saúde, mas também o tipo de informações que buscamos online. A percepção que os dispositivos móveis sejam mais pessoais e anônimos quando comparados aos computadores está levando muitas pessoas nos EUA a usar dispositivos móveis para obter informações sobre problemas de saúde sexual. O papel das novas formas de tecnologia móvel se tornará ainda mais evidente à medida que a geração de jovens, mais familiarizados com mídias sociais e tecnologias móveis, envelhecer e encarar mais desafios na saúde.

Existe uma ampla variação na qualidade de informações online sobre saúde: O aumento da consciência individual de utilizar informações online sobre saúde com cautela é algo que precisa ser disseminado para todo mundo. A internet não tem fronteiras e, muitas vezes, também, não está clara a origem do website. Dessa maneira, há necessidade de ajudar os consumidores a buscar informações com indicadores de qualidade e sinais de alerta sobre a informação de má qualidade. Mas qual conselho pode ser dado e como encontrar essa informação? Como a quantidade de material relacionado a saúde aumenta, e muito, na Internet, como pode o governo e prestadores de Informação em saúde assegurar a precisão das informações?

Procedimentos de acreditação podem ser usados para identificar sites de confiança, mas isso terá algum impacto sobre como as pessoas fazem uso da internet? A natureza global da Internet irá mostrar que muitos sistemas de acreditação diferentes podem se desenvolver. Ele será importante para aumentar a consciência pública, porém está longe de ser suficiente.

Precisamos entender como fazer melhor uso das mídias sociais: O uso de novas formas de mídias sociais para acessar informações sobre saúde aparece ainda de maneira modesta. No entanto, a mudança acontecerá a medida que as pessoas tornarem-se mais familiarizadas com estas tecnologias. Mídias sociais podem se tornar um caminho potencial para atingir as pessoas que perderam informações sobre saúde. Embora o número de indivíduos que postam comentários ou escrevem em blogs sobre saúde seja representativo, são desconhecidos pela grande parte da população. Isso precisa estar na cabeça de quem fornece esse tipo de informação.

Benefícios econômicos: Há muitos potenciais benefícios com maior acesso à informação em saúde, de alta qualidade, online. Se os potenciais pacientes forem capazes de identificar seus sintomas em um robusto sistema de informações sobre saúde, poderá ajudar a reduzir o número inadequado de consultas. Como a pesquisa da Bupa Health Pulse 2010 mostrou, quase metade dos respondentes (46 %) já tentam o auto-diagnóstico usando o a Internet. A internet pode, potencialmente, reduzir os custos de comunicação.

Fonte: Adaptado de Online Health: Untagling the web (www.portalsaude.com.br)

Por SaudeWeb

Big data é tendência para provedores de saúde

Dois estudiosos de TI em saúde argumentam que provedores já possuem uma profusão de “pequenos” dados para melhorar trabalho com pacientes; basta usá-los corretamente

Big data tem se tornado uma tendência altamente atrativa para provedores de saúde que buscam se preparar para uma atuação mais responsável. Mas os consultores David C. Kibbe e Vince Kuraits, em recente post no The HealthCare Blog, argumentam que, em vez se seduzirem pelas soluções analíticas para big data, os provedores deveriam focar em fazer um melhor uso dos “pequenos” dados. Em outras palavras, eles aconselham os provedores a se concentrarem em dados clínicos já disponíveis em formatos digitais e usar apenas ferramentas de TI em saúde já aplicadas diretamente à gestão dos cuidados clínicos.

As implantações de big data estão baseadas em sofisticadas soluções analíticas e na análise de um amontoado de dados vindos de diversas fontes para descobrir padrões que poderiam ser úteis na solução de diversos problemas. Em saúde, por exemplo, pesquisadores aplicam essa abordagem para estudos genéticos e de fatores ambientais em esclerose múltipla e, assim, encontrarem um tratamento personalizado; também usam para lidar com grandes bancos de dados da área genética e chegarem a melhores caminhos para o tratamento do câncer; ou, ainda, para combinar informações geográficas com os bancos de dados clínicos e, assim, correlacionar problemas de saúde com os locais onde as pessoas vivem.

Algumas dessas pesquisas podem trazer boas economias, mas as organizações de TI não esperam por isso. Como Kibbe e Kuraits pontuam, as empresas de tecnologias abordam soluções analíticas ligadas ao big data como algo essencial para os sistemas de saúde e grupos médicos que buscam se tornarem o que, em inglês, tem se chamado de Accountable Care Organization (ACO), ou uma instituição com modelo de entrega e pagamento que busca relacionar reembolsos com métricas de qualidade e redução no custo total de assistência. Como essas ACOs e provedores de saúde de forma geram tentam buscar lucratividade por meio de compartilhamento de economia e contratos de riscos, os proponentes acreditam que o big data pode ajudá-los na ampliação da qualidade e na economia de recursos.

No ultimo semestre, a Ewing Marion Kauffman Foundation, com sede na cidade do Kansas, apresentou um relatório clamando pelo uso do big data em pesquisa médica e cuidado com paciente. John Wilbanks, um dos autores do documento, afirmou que os dados em saúde armazenados pelos médicos, hospitais, farmacêuticas e seguradores deveriam ser disponibilizados para esse tipo de iniciativa.

Combinar informações para avaliar a resposta a um determinado medicamento com dados genômicos, avaliou o especialista, poderia ajudar as pessoas a receberem o tratamento correto. “Isso poderia reduzir, substancialmente, a necessidade da medicina baseada em testes e erros e que traz todo um desconforto, custo elevado e alguns erros trágicos.”

Alguns provedores já utilizam a abordagem de big data no cuidado com paciente. De acordo com a revista BusinessWeek, “muitos provedores estão buscando companhias como Microsoft, SAS, Dell, IBM e Oracle para sua área de mineração de dados”. E soluções analíticas em saúde é um mercado crescente. A Frost & Sullivan projeta que metade dos hospitais usarão software de análise avançada até 2016, comparado com 10% atualmente.

Kibbe e Kuraitis afirma que é prematuro e desnecessário usar big data em cuidado com paciente. Apesar disso, eles acreditam que os provedores deveriam aplicar intervenções mais orientadas aos dados, usando até tecnologias mais simples, para melhorar a gestão do paciente.

Eles sugerem o estabelecimento de registro eletrônico para identificar e gerenciar riscos e custos de paciente. Os dados eletrônicos de saúde, notam os especialista, podem gerar sumários clínicos conhecidos como documentos para continuidade dos cuidados, para os quais os provedores poderiam exportar dados. Eles também têm esperança de que a capacidade de mensageria embarcada nos sistemas de dados eletrônicos tornará mais fácil a troca de dados clínicos durante uma transição de cuidados.

A mineração simples de dados tem sido usada com sucesso para:

- Identificação de pacientes com múltiplos diagnósticos e que precisam de cuidado mais próximo;

- Relatórios específicos para pessoas com diabetes, assim como para pessoas com pressão alta ou colesterol elevado;

- Encontrar pacientes com visitas específicas à seção de emergência;

- Reconhecer lacunas nos cuidados preventivos para pacientes diabético durante as visitas e assegurar um cuidado mais bem gerenciado.

Fonte: Ken Terry | InformationWeek EUA; replicada pela InformationWeek Brasil

Por SaudeWeb

Distrito Federal deve construir 10 UPAs até o final do ano

 

A cidade de São Sebastião, localizada a 25 quilômetros de Brasília, recebeu uma das três unidades de Pronto-Atendimento (UPA) em funcionamento no Distrito Federal (DF). As outras duas estão localizadas em Samambaia e no Recanto das Emas.

A previsão inicial do governo era inaugurar um total de 14 UPAs em todo o DF até dezembro de 2011 – cada uma com expectativa de atender até 450 pacientes por dia. Entretanto, apenas o Núcleo Bandeirante integra a lista de cidades a serem contempladas ainda este ano.

De acordo com o secretário de Saúde do Distrito Federal, Rafael Barbosa, dez UPAs devem ser construídas em 2012, mas não entregues. A dificuldade, segundo ele, está na contratação de profissionais de saúde para o atendimento.

Em relação às denúncias sobre falta de pediatras nas UPAs do DF, Barbosa disse que a meta da secretaria é disponibilizar médicos à população – não necessariamente de diferentes especialidades.“Infelizmente, se cobra o pediatra. Há um grande gargalo na pediatria na rede pública e também na privada”, disse. “Mas o médico está pronto para atender qualquer tipo de caso”, completou. A previsão é que a UPA de São Sebastião conte com quatro a seis profissionais de saúde por turno.

Durante a cerimônia de entrega da unidade, o coordenador-geral da UPA, Marcus Costa, e a administradora regional da cidade, Janine Rodrigues, cobraram do governador Agnelo Queiroz a construção de um hospital na região.

Em resposta, Agnelo disse que o hospital integra o planejamento da Secretaria de Saúde, mas que a UPA deve reduzir a demanda imediata por unidades de saúde. “Estamos mudando a cultura do pronto-socorro no DF”, explicou. “O hospital era a salvação e a saída para todos os casos, mas atende uma vez só e a pessoa vai para casa”, completou.

O secretário de Saúde confirmou que a reivindicação por um hospital em São Sebastião é antiga e avaliou que a construção deve acontecer “em um futuro não muito distante.”

Fonte SaudeWeb