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quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Cientistas africanos anunciam novo remédio contra a malária

Maputo, Moçambique - Cientistas da Universidade da Cidade do Cabo, na África do Sul, anunciaram o desenvolvimento de um novo remédio para combater a malária. Sem nome comercial, é apresentado pela sigla MB 390048.

O medicamento promete combater os cinco tipos conhecidos da doença com um único comprimido, tomado uma só vez. Testes realizados em animais mostram que o micro-organismo causador da malária, o protozoário chamado Plasmodium, desapareceu do organismo após uma só dose do produto. E o medicamento ainda impede que o mosquito Anopheles transmita o mal a outras pessoas depois de picar alguém infectado.

Em 2010, a Organização Mundial da Saúde, órgão ligado a ONU, registrou 216 milhões de casos em todo o mundo. A malária causa, entre outras coisas, febre, mal-estar, fortes calafrios e anemia. Sem o tratamento adequado, que deve ter início logo após aparecerem os primeiros sintomas, a doença pode levar à morte.

No ano passado, cerca de 1 milhão de pessoas morreram de malária no mundo – 890 mil só na África Subsaariana. No Brasil, 97% dos casos ocorrem na Amazônia. As principais vítimas são as crianças. As autoridades de saúde estimam que, no Continente Africano, uma criança morra a cada quarenta e cinco segundos por causa da malária.

Os cientistas sul-africanos comemoram o feito: é a primeira vez que uma pesquisa feita na África por pesquisadores locais chega a resultados tão concretos. Em um continente marcado por miséria, grandes distâncias e comunidades isoladas na selva, o remédio recém-descoberto traz grande esperança. Segundo os pesquisadores, com a nova tecnologia, em duas ou três décadas pode ser possível erradicar a malária em todo o mundo.

Fonte Agência Brasil

O consumo de água mineral pode diminuir o acesso ao flúor

Diversos fatores são importantes para saber se você está recebendo ou não flúor suficiente.

Se a água mineral for sua fonte principal de água de consumo, você poderá não estar obtendo flúor em quantidade suficiente. Enquanto o flúor é adicionado na água de abastecimento público em 60% dos municípios do Brasil para reduzir a cárie dental, a maioria das águas minerais disponíveis no mercado não contém níveis ideais de flúor.

Diversos fatores são importantes para saber se você está recebendo ou não flúor suficiente, entre eles:
- O nível de flúor na sua água mineral, que pode variar muito entre as diferentes marcas. Se a quantidade de flúor não aparecer no rótulo, peça informações à empresa responsável.
 
- A quantidade de água mineral que você bebe durante o dia.
 
- Se você usa a água mineral para beber, cozinhar ou preparar sopas, sucos e outras bebidas.
 
- Se você também bebe água fluoretada na escola, trabalho ou outros lugares.

Se você bebe principalmente água mineral, você deve conversar com seu dentista sobre a necessidade de tratamentos complementares com flúor -especialmente se tiver filhos. Seu dentista pode recomendar complementação de flúor se achar que seu filho não está recebendo níveis adequados de flúor.

Fonte Colgate-Palmolive

Irmãos gêmeos receberão rins de irmãs, também gêmeas

Consideradas compatíveis para o transplante, as gêmeas doarão um rim cada. Com isso, irmãos que sofrem de insuficiência renal crônica evitarão a hemodiálise

A reversão de uma insuficiência renal crônica dos irmãos gêmeos Fábio Gomes da Silva e Fabiano Gomes da Silva, de 35 anos, poderá ser feita com uma "solução caseira".

As irmãs deles, Luciana de São José e Silvana Minatel, 42 anos, se colocaram à disposição, realizaram os exames necessários e foram consideradas compatíveis com a dupla. Um detalhe: elas também são gêmeas.

Com isso, as duas se transformaram em doadoras de rins para os irmãos, que em breve teriam de começar a hemodiálise, caso não conseguissem os órgãos. O primeiro transplante , de Luciane para Fábio, está previsto para o próximo dia 20, na Santa de Casa de Maringá (Noroeste do Paraná) onde a família mora.

Fabiano, que trabalha como auxiliar administrativo, conta que houve muita comoção dentro de casa quando a compatibilidade foi confirmada.

"Quando soubemos dessa possibilidade foi uma emoção muito grande, pois estávamos com a doença adiantada, já tínhamos inclusive todo material para hemodiálise, mas graças a Deus tivemos essa surpresa, foi uma coisa muito positiva", diz.

Fabiano soube que tinha o mesmo problema do irmão algumas semanas depois dele ter sido diagnosticado. "Não sentíamos nada, não havia nenhum sinal, tanto que ao descobrir já estava com mais de 70% dos rins comprometidos. Primeiro foi o Fábio que descobriu. Em seguida eu também resolvi fazer alguns exames que me apontaram o mesmo problema", conta.

Fabiano está seguindo uma rígida dieta alimentar – sem carnes vermelhas e com alimentos que mantenham regulares os níveis de potássio – e deve ser submetido à cirurgia alguns dias depois do irmão.

Fonte iG

Vacina contra dengue tem eficácia de 30%

Foto Flickr
O resultado dos testes feitos com 4 mil crianças na Tailândia pode parecer tímido, mas até hoje não há nem vacina, nem tratamento específico contra a doença, argumentam cientistas

Pela primeira vez, uma vacina demonstrou eficácia parcial contra a dengue, doença que infecta todos os anos até 100 milhões de pessoas, das quais meio milhão, sobretudo crianças, desenvolvem a forma hemorrágica, que pode ser letal.

Segundo um estudo publicado na edição desta terça-feira (11) da revista médica The Lancet, uma "vacina candidata" desenvolvida pela companhia farmacêutica francesa Sanofi Pasteur demonstrou eficácia de 30,2% em um teste de fase 2, realizado com 4.000 crianças da Tailândia.

O resultado pode parecer tímido, mas até hoje não há nem vacina, nem tratamento específico contra a dengue, doença provocada por um vírus transmitido pelo mosquito 'Aedes aegypti', endêmica em todas as regiões tropicais e subtropicais do planeta.


O desenvolvimento de uma vacina contra a doença, também chamada de "gripe tropical", é considerado complexo porque não existe um, e sim quatro subtipos de vírus de dengue que circulam paralelamente.

"Nosso estudo representa a primeira prova de que uma vacina eficaz contra a dengue é possível", comentou Derek Wallace, da Sanofi Pasteur, um dos autores do artigo.

Entratanto, em um primeiro momento, o teste ( objeto de um primeiro comunicado da empresa farmacêutica em julho ) se revelou decepcionante, com uma taxa de eficácia "menor do que a projetada", segundo o artigo.

Mas em um segundo momento, os pesquisadores se deram conta de que a vacina candidata, denominada "CYD-TDV", tinha sido perfeitamente eficaz contra três dos quatro subtipos do vírus.

Assim, a taxa de eficácia foi estabelecida entre 60% e 90% para os sorotipos DEN-1, DEN-3 e DEN-4. Apenas o vírus do sorotipo DEN-2 "resiste aos efeitos da vacina", apontou o estudo.

"Contra este sorotipo, nenhuma proteção foi obtida com este teste, apesar da imunogenicidade (reação imunológica) satisfatória", escreveram os pesquisadores da Sanofi, que assinam o artigo em conjunto com acadêmicos e clínicos tailandeses.

"Esta falta de eficácia junto ao DEN-2 (...) é surpreendente e deverá ser objeto de novas pesquisas", continuaram.

O especialista americano em dengue Scott Halstead se questionou sobre a eficácia final desta vacina "parcialmente eficaz", levando em conta o fato de que os quatro subtipos de vírus circulam paralelamente.

Será preciso utilizar "modelos matemáticos" para saber como esta vacina eficaz contra três dos quatro sorotipos "se comportará se for utilizada", indicou o especialista em comentário publicado na revista.

Enquanto aguarda, a Sanofi iniciou um teste mais amplo, agora com mais de 30 mil voluntários, em seu estudo de fase 3. Os voluntários foram recrutados em dez países de Ásia e América Latina. O objetivo é testar a mesma "vacina candidata" em "diferentes contextos epidemiológicos" com a esperança de evidenciar um "benefício significativo".

Segundo estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS), entre 50 e 100 milhões de pessoas são infectadas todos os anos com o vírus da dengue, das quais 500.000, sobretudo crianças, desenvolvem a forma hemorrágica, que costuma exigir hospitalização e ser fatal em 2,5% dos casos, em média.

"A incidência da dengue avançou de forma espetacular" nos últimos anos, reporta a OMS, destacando um aumento preocupante das transmissões em áreas urbanas e a expansão para áreas mais temperadas, como a Europa.

Segundo o artigo, o teste do Sanofi vai ao encontro dos objetivos estabelecidos pela OMS de reduzir à metade a mortalidade por dengue até 2020.

Fonte iG

Na corrida, o melhor treinador pode ser você mesmo

Estudo mostrou que iniciantes conseguem melhorar mesmo sem orientações sobre como correr da forma certa

Será que as pessoas podem se tornar corredores melhores e mais eficientes por conta própria, simplesmente correndo? Essa pergunta, aparentemente tão inofensiva, causa divisões notáveis no momento. De um lado estão os especialistas em corridas, sugerindo que os corredores sejam ensinados especificamente e de forma idealizada. Do outro, os adversários, argumentando que a melhor maneira é cada um correr de um jeito que lhe faça sentir-se bem.

Poucas publicações científicas, no entanto, estão disponíveis a respeito de se os corredores precisam de instruções técnicas ou devem intuir naturalmente suas habilidades. Agora, uma pesquisa recente sugere que novos corredores conseguem chegar a uma melhor forma correndo. Simples assim.

Para o estudo, que será publicado na edição de setembro do periódico Medicine & Science in Sports & Exercise, pesquisadores do Grupo de Pesquisa sobre Bioenergética e Performance Humana da Universidade de Exeter, na Inglaterra, se voltaram para um grupo de mulheres adultas que tinham recentemente se juntado a um grupo de corrida.

As integrantes do grupo estavam planejando iniciar com um treino de 10 semanas, um programa de ritmo individual para corrida, com uma meia-maratona como incentivo à conclusão do programa para aquelas que desejavam competir.

Todas as mulheres que concordaram em ser estudadas eram saudáveis, na casa dos 20 ou 30 anos, com peso normal, e completamente iniciantes na corrida. Cada uma recebeu um par de tênis que não iria influenciar sua mecânica natural, e visitou o laboratório antes de iniciar o programa de corrida.

No laboratório, as mulheres foram equipadas com sensores de captura de movimento, monitores de frequência cardíaca e outros equipamentos de medição, e foi solicitado que elas corressem em uma esteira enquanto eram filmadas. Posteriormente, os cientistas calcularam o condicionamento aeróbico de cada corredora, a biomecânica – ou a forma particular de corrida –, e a economia da corrida.

A economia de corrida, também conhecida como eficiência da corrida, é a medida da quantidade de oxigênio que uma pessoa usa para correr em um determinado ritmo – ou seja, a dificuldade que ela tem para executar essa velocidade. A eficiência é considerada um dos determinantes no sucesso da corrida. Um corredor mais econômico exige menos energia e, presumivelmente, é capaz de correr mais ou mais rápido.

As corredoras iniciantes no novo estudo não eram muito econômicas no começo, o que é típico de novos corredores. Elas corriam muito pouco no início. Na primeira semana alternaram a corrida com caminhadas, com o objetivo de se tornarem capazes de correr por 30 minutos ininterruptos.

Cada mulher treinou por conta própria e em seu próprio ritmo, embora elas tenham se reunido uma vez por semana para uma sessão em grupo com um líder que as incentivava e as encorajava, mas que não oferecia conselhos para a corrida ou para o treinamento. Nenhuma das corredoras iniciantes teve alguma lesão, nem perdeu peso.

Ao longo do programa de 10 semanas, elas se tornaram corredoras melhores, conforme mostrado por testes laboratoriais posteriores. Sua velocidade e sua resistência aumentaram – não em escala de categoria nacional, mas a maioria foi capaz de correr durante 30 minutos a uma velocidade de cerca de 7,5 a 8 km por hora. Elas também se tornaram notavelmente mais econômicas, com um aumento de 8,5% da capacidade de utilização do oxigênio.

Parece claro para os autores do estudo como as mulheres se tornaram mais econômicas: elas mudaram de maneira sutil a forma como se moviam, em um esforço inconsciente para tornar a corrida mais fácil.

Talvez o mais interessante seja que a maioria delas, apontam os pesquisadores, alterou essa forma de se mover de maneira semelhante. Durante a impulsão realizada pelos dedos na passada, elas começaram a dobrar os joelhos e a flexionar um pouco mais os tornozelos, de modo que as pernas estavam mais flexionadas quando elas deixavam o chão, explica Isabel Moore, pesquisadora da Universidade de Exeter, que liderou o estudo.

“Estando mais flexionadas ou dobradas, as pernas podem voltar mais rapidamente para o chão para a passada seguinte.”

Todas as mulheres estavam com a parte traseira do pé um pouco instável quando começaram a correr, mas após 10 semanas já estavam mais estáveis quando atingiam o chão. Como um grupo, a maioria já atingia a parte traseira do pé, o que significa que seus calcanhares eram os primeiros a fazer contato com o solo, apesar de várias aterrissarem naturalmente com o meio do pé.

Nenhuma delas mudou a forma de aterrissagem durante as 10 semanas, o que entra em conflito com o conselho de muitos dos atuais treinadores de corrida, que muitas vezes defendem que a aterrissagem deve ocorrer no meio ou na parte anterior do pé para melhorar a performance na corrida e reduzir o risco de lesões.

Os resultados "levantam uma questão interessante no que diz respeito a ensinar as pessoas a correr", disse Moore.

"Se os corredores podem se auto-otimizar", como as mulheres neste estudo parecem ter feito, então "talvez devamos ensinar os corredores a aprender a entender como sentir seus movimentos", disse ela, em vez de mudarem completamente a forma de correr para uma forma padronizada ou qualquer outra.

Claramente, esse foi um pequeno estudo de curto prazo para um tipo muito específico de corredor: iniciante, adulto, feminino e lento. Se os resultados se aplicam igualmente a atletas jovens, experientes, rápidos e do sexo masculino, isso não está claro.

Também é impossível dizer se o estilo de corrida escolhido pelas mulheres pode em longo prazo reduzir ou contribuir para um risco de lesão, disse Moore. Mas ela acrescenta que a mensagem geral do estudo é provavelmente relevante para a maioria dos corredores.

“Você pode otimizar sua marcha naturalmente, tornando-se mais consciente de seus movimentos na corrida, e de como sentir esses movimentos. Seu corpo, ao menos nos estágios iniciais de se tornar um corredor, pode ser um bom e experiente treinador.”

A maioria das mulheres no programa, afinal, terminou a meia-maratona, disse Moore. E muitas estão correndo até hoje.

Fonte iG