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sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Maracujá azedo

Nome científico
Passiflora edulis Sims.

Nomes alternativos
Maracujá-peroba, maracujá-comum, maracujá roxo, maracujá-de-comer, maracujá-amarelo.

Descrição
O gênero botânico da Passiflora tem cerca de 400 espécies e várias são conhecidas como maracujá. A Passiflora edulis é nativa das zonas tropicais e subtropicais das Américas e se apresenta como uma trepadeira lenhosa de 5m a 10m de comprimento, com ramos de cor verde-escura e flores esbranquiçadas.

Esse é o maracujá mais consumido como fruta ou suco no Brasil e é encontrado nas variedades amarela ou roxa.

Parte utilizada
Folhas e frutos.

Uso medicinal
A farmacopeia brasileira indica seu uso como calmante suave nos quadros leves de ansiedade e insônia.

Modos de uso
Como alimento (sucos, doces, geleias, licores), chá de infusão das folhas, cápsulas, comprimidos, tintura, xarope e em fitoterápicos como Passiflorine, Sedantol e MaxVeggSlim.

Cuidados e contraindicações
Não é recomendado para pessoas que apresentam pressão baixa e nem deve ser usado junto com medicamentos sedativos e depressores do sistema nervoso. Não utilizar cronicamente.

Efeitos colaterais
Sonolência, pressão baixa, pode potencializar os efeitos do álcool, de anti-histamínicos e da morfina. Em excesso pode ser tóxico para o fígado e o pâncreas.

Fonte iG

Mortalidade infantil tem importante queda no mundo em 20 anos

AFP / Khem Sovannara
Segundo o Unicef, as mortes de crianças com menos de cinco
anos caíram de 12 milhões em 1990 para 6,9 milhões em 2011
Segundo estimativas do Unicef, o número de mortes de crianças com menos de cinco anos caiu de quase 12 milhões em 1990 para 6,9 milhões em 2011

O mundo fez avanços importantes e rápidos desde 1990 para reduzir a mortalidade infantil, demonstra um informe do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), publicado na quinta-feira (13).

Segundo estimativas do Unicef, o número de mortes de crianças com menos de cinco anos caiu de quase 12 milhões em 1990 para 6,9 milhões em 2011.

Os autores do estudo destacaram que estes avanços foram constatados em países de renda baixa, média e alta, o que significa que o nível de desenvolvimento econômico não é necessariamente um obstáculo para fazer recuar a mortalidade infantil.

Entre os países mais pobres citados estão Bangladesh, Libéria e Ruanda, enquanto Brasil, Mongólia e Turquia estão entre os países de renda média e Omã e Portugal, entre os países com maior renda.

De acordo com o Unicef, estes países conseguiram reduzir em dois terços os índices de mortalidade até os cinco anos entre 1991 e 2011.

Embora tenha comemorado os avanços, o diretor-geral da organização, Anthony Lake, lembrou que "milhões de crianças de pouca idade continuam morrendo anualmente por, na maior parte dos casos, doenças evitáveis para as quais há tratamentos eficazes ou acessíveis".

"Estas vidas poderiam ser salvas com vacinas, alimentação adequada, bem como com cuidados médicos elementares para crianças e suas mães", insistiu Anthony Lake.

A mortalidade de crianças menores de cinco anos se concentra cada vez mais na África subsaariana e no sul da Ásia que, juntas, somaram mais de 80% dos óbitos nesta faixa etária em 2011.

Em média, uma criança em cada nove morre na África subsaariana antes dos cinco anos.

Mais da metade dos óbitos ocorreu por pneumonia e diarreia, que representam conjuntamente quase 30% das mortes de crianças com menos de cinco anos, em apenas quatro países: República Democrática do Congo, Índia, Nigéria e Paquistão, diz o informe.

As doenças infecciosas atacaram de forma desproporcional os pobres e as populações vulneráveis que têm pouco acesso a cuidados e tratamentos preventivos, acrescenta o Unicef.

Desde junho, mais da metade dos governos do planeta renovaram o compromisso de combater a mortalidade infantil, destaca o estudo.

Em junho de 2010, a ONU pediu para transformar em prioridade o combate à mortalidade infantil e o fomento da saúde materna, temas contidos nos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, que devem ser cumpridos até 2015.

Adotados no ano 2000, os oito objetivos incluem a redução à metade da pobreza, a redução das grandes pandemias, a queda da mortalidade infantil e do analfabetismo, bem como conseguir a igualdade entre os sexos, a melhoria da saúde materna e a proteção ao meio ambiente. O oitavo é a criação de uma associação mundial para o desenvolvimento.

Fonte iG

Nova York aprova proibição a refrigerantes tamanho grande

Críticos dizem que medida fere a liberdade individual e pretendem entrar na Justiça para derrubar a medida antes que ela entre em vigor, em março de 2013

A cidade de Nova York aprovou nesta quinta-feira (13) a primeira proibição dos Estados Unidos aos refrigerantes de tamanho grande, na mais recente e polêmica medida para combater a obesidade e suas complicações letais em um país que está mais gordo do que nunca.

Com oito votos a favor e uma abstenção, o conselho de saúde da cidade proibiu as bebidas ricas em açúcar com mais de 16 onças fluídas (aproximadamente 470 ml) praticamente em todos os locais em que são vendidos, com a exceção das lojas de conveniência e mercados. Quem violar a proibição, que não inclui os refrigerantes diet, poderá ser multado em 200 dólares.

Os opositores, que acreditam que a medida fere a liberdade pessoal e chamaram o prefeito Michael Bloomberg de "babá", prometeram continuar com a oposição, possivelmente entrando na Justiça para barrar ou derrubar a medida antes que ela entre em vigor, em março de 2013.

"É triste que o conselho queira limitar nossas escolhas. Somos inteligentes o bastante para tomar nossas decisões sobre o que comer e beber", disse em um comunicado Liz Berman, comerciante e presidente da organização New Yorkers for Beverage Choices.

O secretário de Saúde Thomas Farley comemorou a aprovação da medida como um passo importante para tornar os nova-iorquinos mais saudáveis e disse que é provável que ela seja copiada em outros lugares do país – assim como a proibição ao cigarro e à gordura trans.

"Esse é um passo histórico para tratar de um problema de saúde importante de nossa época", afirmou Farley na reunião imediatamente depois da votação.

Recentemente Farley disse que, se os resultados da lei "reduzirem apenas um refrigerante por pessoa a cada duas semanas de 20 onças para 16 onças, os nova-iorquinos poderiam evitar o ganho coletivo de 2,3 milhões de libras (cerca de 1 milhão de quilos) por ano. Isso reduziria a epidemia de obesidade e evitaria muitas doenças desnecessárias".

Cerca de um terço dos norte-americanos são obesos e aproximadamente 10 por cento da conta da saúde do país está ligada a doenças relacionadas à obesidade, como o diabetes do tipo 2, doenças do coração e hipertensão , de acordo com a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Fonte iG

11 trocas que ajudam a reduzir o colesterol

Pequenas mudanças na dieta podem funcionar sim. Saiba escolher o que comer para garantir mais saúde ao coração

Considerado um dos piores inimigos do coração– o tabaco é outro – o excesso de colesterol na corrente sanguínea aumenta o risco de desenvolvimento de aterosclerose , infarto e acidente vascular cerebral (AVC) .

Os dois principais subtipos de colesterol são o HDL, conhecido como colesterol "bom", e o LDL, também chamado de colesterol "ruim". Enquanto o último se deposita nas paredes das artérias, promovendo a aterosclerose, o primeiro tem um papel inverso: ele ajuda a “limpar” as paredes das artérias, livrando-as do colesterol ruim. Tanto níveis altos de LDL ou níveis muito baixos de HDL representam um maior risco de desenvolver doenças cardiovasculares.

“Uma dieta equilibrada e saudável, com redução da ingestão de gorduras, é bastante eficaz em reduzir os níveis de colesterol LDL, enquanto atividades como parar de fumar e realizar exercícios regulares ajudam a elevar o HDL, que tem efeito protetor contra o desenvolvimento dessas doenças”, explica Alex Felix, cardiologista do Sergio Franco Medicina Diagnóstica, do Rio de Janeiro.

Assim, o objetivo é chegar a um equilíbrio entre os níveis dos dois tipos de colesterol, e não eliminá-los completamente, como muitos acreditam.

“Precisamos de colesterol no corpo: ele é fonte energética e faz parte da membrana que recobre as células. O que devemos evitar é o excesso dele na corrente sanguínea” explica Antonio Carlos Till, clínico e cardiologista do Vita Check-Up Center, também da capital fluminense.

Para evitar esse excesso, os principais aliados são a prática regular de atividades físicas e a boa a velha alimentação. Quanto mais rica em fibras e pobre em gorduras saturadas for a dieta, melhor. O motivo é que parte do colesterol do corpo é proveniente da ingestão direta do colesterol contido em alimentos de origem animal ou com a ingestão de gorduras "ruins" – as saturadas, encontradas em carnes "gordas" e no leite integral, por exemplo.

Vale lembrar que o colesterol elevado nem sempre é fruto exclusivo de uma alimentação inadequada. Algumas vezes, distúrbios hormonais, doenças e fatores hereditários tornam mais difícil o controle das taxas dessa gordura no sangue, sendo necessário o uso de medicamentos.

Veja 11 exemplos de trocas simples e diretas que podem ser feitas no cardápio do dia a dia para ajudar a manter em equilíbrio os níveis de colesterol:
 
Leite: aposente o integral e invista no desnatado. Com quantidades similares de proteínas, cálcio e vitaminas, ele tem baixo teor de gordura saturada.
 
No café da manhã: troque o cereal industrializado (rico em açúcar e pobre em fibras) por aveia em flocos e aumente a ingestão de fibras solúveis.
 
Pão: troque o francês pelo integral e aumente o consumo de fibras. Elas reduzem a absorção de gorduras (entre elas, o colesterol) pelo organismo.
 
Em cima do pão: em vez da manteiga, que é rica em colesterol, use queijo cottage, que tem baixo teor de gordura, colesterol e poucas calorias.
 
Óleo de cozinha: troque o de soja pelo de oliva, que tem bem menos gorduras insaturadas (elas atuam diretamente na redução do LDL, o colesterol ruim).
 
Tire a pele do frango antes mesmo dele ir para a panela, para evitar que a gordura e o colesterol penetrem na carne magra e mais saudável.
 
Macarrão: use integral (mais fibras e mais saciedade no prato) e troque o molho branco por molho de tomate (menos gorduroso).
 
Suco: substitua o de laranja pelo de uva, que é rico em flavonoides – antioxidantes poderosos que evitam a formação de placas nas paredes das artérias.
 
Lanche rápido: em vez de salgadinho, vá de pipoca. Feita na panela (esqueça a de micro-ondas) ela aporta fibras. Já os salgadinhos, só fornecem gordura e sódio.
 
Carne: troque a vermelha por peixe 2 vezes na semana. Isso vai ajudar a reduzir as quantidades de LDL ingerido na primeira e a aumentar o HDL (peixe é rico em ômega 3).
 
Vegetais: priorize os crus em vez dos cozidos: a vantagem desta troca é aumentar o consumo de fibras, que ajudam a diminuir a absorção de colesterol.
 
Donte iG

Brasil enfrenta "epidemia" de acidentes de trânsito, diz Ministério da

Brasil vive "epidemia" de acidentesNo ano passado, mais de 153 mil pessoas foram internadas vítimas de acidentes de trânsito. Internações geraram gasto de R$ 200 milhões aos cofres públicos

Levantamentos feitos pelo Ministério da Saúde sobre internações hospitalares e gastos com tratamento mostram que o Brasil enfrenta “uma epidemia” de acidentes de trânsito, segundo a coordenadora da Área Técnica de Vigilâncias e Acidentes da pasta, Marta Maria Alves da Silva. Em 2011, foram internadas em hospitais da rede pública 153.565 vítimas de acidentes de trânsito, o que gerou um gasto de R$ 200 milhões aos cofres públicos.

A agravante é que, do total das internações, praticamente a metade – 48% – envolveu motociclistas . “Isso caracteriza uma situação epidêmica, e as causas mais comuns são: direção perigosa e condução das motos por pessoas alcoolizadas”, destacou Marta Alves, ao participar hoje (13) do seminário Políticas para o Trânsito Seguro de Motos, promovido pela Comissão de Assuntos Sociais do Senado.

A técnica disse que o governo como um todo e não apenas o Ministério da Saúde tem desenvolvido uma série de ações para reduzir os números de acidentes no trânsito. Os investimentos são destinados principalmente à reestruturação dos centros de saúde e hospitais do Sistema Único de Saúde (SUS), além da preparação dos profissionais de saúde.

O problema, segundo Marta Alves, é que apesar dos investimentos feitos as estatísticas demonstram crescimento no número de acidentes e principalmente de óbitos ano a ano. “É preciso inverter essa tendência com investimentos maciços em prevenção, especialmente para conscientizar sobre o perigo do excesso de velocidade e de dirigir alcoolizado”, frisou a técnica. Segundo ela, 30% dos leitos dos prontos-socorros são ocupados por vítimas de acidentes de trânsito, e 25% dos condutores que dão entrada nos hospitais morrem.

Os dados da Associação Brasileira de Medicina no Tráfego (Abramet) corroboram os levantamentos feitos pelo Ministério da Saúde. O presidente da entidade, Dirceu Rodrigues Alves Júnior, ressaltou que a cada dez leitos ocupados nas unidades de terapia intensiva (UTIs), quatro são por acidente de trânsito, especialmente condutores de motos.

“O que acontece, não temos lugar para internar na UTI pessoas vítimas de outras ocorrências, como infarto e doenças crônicas. O que fazemos é transferi-los para enfermarias”, disse o presidente da Abramet. Para ele, o problema só vai ser revertido com a melhoria dos serviços de qualificação dos motoristas, especialmente motociclistas. Dirceu Rodrigues destacou que os cursos oferecidos hoje são “pobres” e, na maioria deles, não têm profissionais capacitados para preparar o cidadão que adquire um veículo de duas ou quatro rodas.

O presidente da Associação Brasileira de Motociclistas (Abram), Lucas Pimentel, defendeu o melhor preparo dos centros de formação de condutores – autoescolas – com prioridade na direção defensiva. Ele ressaltou que existem recursos específicos para o Estado desenvolver programas de educação no trânsito. “Infelizmente o que vemos todos os anos são esses recursos contingenciados pelo governo e, na realidade, não chegam às escolas.”

Fonte iG