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sábado, 15 de setembro de 2012

Taboão da Serra (SP) vai dar vacina contra HPV para meninos

Quase 3.000 meninas e meninos entre nove e 12 anos de Taboão da Serra (SP) serão vacinados contra o HPV (papilomavírus humano) a partir da próxima semana. É a primeira cidade do país a vacinar também garotos.

A aprovação da imunização para meninos foi feita no ano passado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Antes, a vacina só era recomendada para meninas e mulheres.

As doses ainda não foram incorporadas ao calendário nacional de vacinação. A versão quadrivalente, que protege contra quatro tipos do vírus, é oferecida para meninas em Campos dos Goytacazes (RJ), São Francisco do Conde (BA), São Pedro de Alcântara (SC) e, de forma experimental, em Barretos (SP).

Segundo o secretário da Saúde de Taboão, Milton Parrom, mil crianças da faixa etária alvo não serão vacinadas porque os pais não autorizaram a imunização. "Tem muita resistência. Os pais acham que a vacina prepara a menina para a vida sexual."

Das 2.800 crianças que serão imunizadas, 45% são meninos e receberão a primeira dose ainda em setembro.

Verrugas
Estudos mostram que a vacina reduz em 90% as lesões genitais causadas pelo HPV. Pesquisa com 4.065 homens em 18 países, inclusive o Brasil, comprovou a eficácia da vacina contra lesões dos tipos 6, 11, 16 e 18 do vírus.

No Brasil, a vacina quadrivalente é a única aprovada para a prevenção das verrugas genitais em homens. Para mulheres, há também a bivalente, contra os vírus mais associados ao câncer do colo do útero-- o 16 e o 18.

Para o cirurgião oncológico Luiz Paulo Kowalski, do Hospital A.C. Camargo, a vacinação de meninos contra o HPV é importante porque estão aumentando os casos de câncer de boca e orofaringe relacionados à infecção pelo vírus por meio do sexo oral.

"Nos EUA, já é uma epidemia. E a forma mais eficaz de contê-la é a vacinação."

O índice de tumores provocados pelo vírus é três vezes superior ao registrado no fim da década de 1990.

Fonte Folha de São Paulo

Cerca de 30% dos brasileiros têm mau hálito; veja como não entrar nesta lista

Cerca de 30% dos brasileiros, aproximadamente 50 milhões de pessoas, têm mau hálito. A informação é da Associação Brasileira de Halitose, baseada em pesquisas realizadas no Brasil.

Halitose ou mau hálito é a liberação de odores desagradáveis pela boca ou mesmo pela respiração. A halitose não é uma doença, mas pode mostrar que há algo de errado no organismo.

“Há mais de 60 causas distintas”, afirma Ivan Stabnov, médico gastroenterologista e endoscopista, do Hospital Adventista Silvestre, do Rio de Janeiro. E em mais de 90% dos casos, a origem se dá na cavidade bucal - acompanhada ou não de alterações sistêmicas como diabetes, distúrbios renais e prisão de ventre, por exemplo.

Alguns alimentos, aliados a ações saudáveis, podem ajudar a combater a halitose. Os principais, que diminuem e evitam a halitose, são os que ajudam o sistema digestivo e que têm poder adstringente.

Por outro lado, os alimentos também podem ser os vilões da chamada halitose transitória, aquela que se manifesta de repente e desaparece pouco tempo depois, como cebola e alho. Outros exemplos:
 
Combatem o mau hálito:
 
Alimentos crus e com casca, como a maçã, a cenoura e o pepino. "São alimentos que auxiliam na limpeza dos dentes e impedem o acúmulo de bactérias", afirma a dentista Daniela Aggio, diretora da Clinica Saúde e Sorriso. "A maçã tem uma ação adstringente bem interessante", reforça a dentista Rosa Yana, mestre em odontologia pela Universidade Cruzeiro do Sul.
 
O chá de boldo, que proporciona inúmeros benefícios à saúde, como o alívio dos sintomas de intolerâncias alimentares. "Auxilia na má digestão e no bom funcionamento do intestino", diz a dentista Daniela Aggio, diretora da Clínica Saúde e Sorriso.
 
 
"Gengibre é um alimento que ajuda a estimular os processos digestivos. O ideal é tomar uma xícara de chá logo após as refeições, que evita a formação de gases", afirma a dentista Daniela Aggio.
 
 
 
"O iogurte natural sem açúcar reduz os níveis de gás sulfídrico em nosso organismo", aponta a dentista Daniela Aggio. O gás sulfídrido é umas das principais causas do mau hálito, que pode ser reduzido pelas bactérias ativas do iogurte, segundo estudo realizado por cientistas japoneses e apresentado em um encontro da Associação Internacional para Pesquisa Dental.
 
O iogurte light também pode ajudar segundo a nutricionista Cynthia Roman Monteiro, docente de nutrição no Centro Universitário São Camilo, o consumo de comidas com altos níveis de açúcar é uma das principais causas de cáries, que podem trazer os problemas bucais e, consequentemente, a halitose.
 
 
Suco de limão, que tem poder adstringente e bactericida. "Ajuda a eliminar bactérias presentes na boca e em todo sistema digestivo", afirma a dentista Daniela Aggio. "Por controlar a acidez do estômago e do intestino, o limão também é indicado em casos de azia e má digestão", diz a nutricionista Cynthia Roman Monteiro.
 
 
"Hortelã estimula o sistema digestivo e proporciona um aroma agradável", afirma a dentista Daniela Aggio.
 
 
 
Tomar água estimula as glândulas salivares e ainda ajuda a eliminar resíduos de todo organismo, inclusive da boca. "O ideal é beber de 2 litros de água por dia. A baixa ingestão pode reduzir o fluxo salivar o provocar a halitose", alerta a nutricionista Cynthia Roman Monteiro.
 

 
 Provocam o mau hálito:
 
Alguns alimentos também podem ser os vilões da chamada halitose transitória, aquela que se manifesta de repente e desaparece pouco tempo depois. Para evitar isso, o ideal é fugir de alimentos com odor forte, como o alho, cebola, picles, repolho, couve, couve-flor e brocólis.
 
 
As gorduras e alimentos gordurosos também contribuem para halitose", aponta o médico gastroenterologista e endoscopista, do Hospital Adventista Silvestre, do Rio de Janeiro.
 
 
 
O álcool e o café também podem produzir halitose. As bebidas alcoólicas causam halitose, entre outros motivos, por produzirem compostos voláteis após serem metabolizadas, por exemplo.
 
 
 
"Os queijos amarelados, ovos, condimentos, chocolate, salame, presunto e mortadela liberam compostos voláteis", diz a nutricionista Cinthia Romam Monteiro .
 
 
 
 
Causas e como combater
A halitose crônica geralmente é causada pela doença periodontal, resultado da má higienização bucal. “A falta de higiene bucal pode acumular placas bacterianas nos dentes e amígdalas e também nas gengivas, causando sangramento, gengivite e periodontite”, afirma Aggio.

A língua também deve ter a nossa atenção na hora da limpeza bucal e deve ser sempre escovada após as refeições. “A saburra lingual, material branco ou amarelado no dorso posterior da língua, é uma massa bacteriana e pode produzir um odor ruim”, diz a dentista Rosa Yana.
 
“A halitose, quando não cuidada pode tornar-se um problema desagradável, que dificulta as relações pessoais tanto no trabalho quanto na vida íntima”, completa ela.

Entre outras causas da halitose, estão a TPM e a prisão de ventre. A tensão emocional causada no período pré-menstrual pode provocar diminuição da salivação e aumentar a saburra lingual, com consequente mau hálito.

“Apesar disso, a maioria das mulheres não percebe alteração no hálito no período pré-menstrual e menstrual”, diz Aggio.
 
E para aquelas pessoas que ficam muito tempo sem evacuar, o mau hálito também pode aparecer. “O organismo pode reagir a essa alteração no funcionamento intestinal gerando odores no hálito”, diz Stabnov.
 
Os portadores de diabetes também podem desenvolver mau hálito, geralmente cetônico, também relacionado a pessoas que ficam muito tempo em jejum.
 
Teste do mau hálito
A tecnologia também ajuda no combate a halitose. Existe atualmente um teste desenvolvido no Japão e é utilizado por muitos pesquisadores em vários países. É um dispositivo de análise de saúde oral, já existente em clínicas e laboratórios odontológicos, que mede três gases causadores o mau hálito.

“É um teste que identifica a situação da higiene oral, doença periodontal e distúrbios do sistema gastrointestinal, que ajuda o profissional a orientar o paciente”, conta Aggio. “O mau hálito tem um impacto negativo na vida das pessoas. O ideal é vencer o preconceito e buscar ajudar profissional. A halitose tem cura e deve ser tratada com muito respeito”, acrescenta.
 
Como alertar anonimamente a quem tem o problema
Avisar alguém que está com mau hálito é uma das situações mais constrangedoras que existe. Para ajudar nesta tarefa meio ingrata, a Associação Brasileira de Halitose (ABHA) criou o serviço "SOS Mau Hálito", que avisa, por meio de e-mail ou carta, quem possivelmente está com o problema - sem revelar quem mandou a informação.
 
"Numa pesquisa feita por nós em 2008, constatamos que 99% das pessoas que tinham mau hálito, gostariam de ter sido avisadas antes", diz Marcos Moura, presidente da associação e dentista. O serviço já funciona desde 1990. "É uma forma rápida, eficiente e sem traumas de deixar as pessoas a par desta situação". Antigamente o serviço era automático, bastava a pessoa colocar a mensagem e enviar. Hoje em dia, passa por uma triagem.
 
"Infelizmente ainda tem pessoas que usam o serviço para brincar com um amigo", afirma Moura. Para usar o alerta, basta acessar o site da Associação e entrar no link "SOS Mau Hálito", onde a pessoa escreve os dados de quem receberá a mensagem e se será por carta ou e-mail. ABHA envia por mês, em média, 600 pedidos do serviço. "Acreditamos que estamos beneficiando os portadores de halitose. É provado que quem tem mau hálito não sente, pois há uma fadiga olfatória e as células do nariz se acostumam ao odor", explica Moura.
 
Ao receber a carta ou e-mail da ABHA sobre o possível mau hálito, o destinatário recebe também uma lista de profissionais indicados pela Associação, que são especialistas no assunto. No próprio site da ABHA, é possível obter várias informações de como combater a halitose. O dia 22 de setembro foi escolhido como o Dia Nacional do Combate à Halitose e serão promovidos vários eventos no Brasil todo para alertar e instruir o público sobre o assunto.
 
Como prevenir o mau hálito
 
  • Realizar pequenas refeições a cada três horas: jejum prolongado pode comprometer seu hálito
  • Evitar alimentos que contribuam para o ressecamento bucal (muito salgados, quentes ou condimentados)
  • Ter uma dieta balanceada, incluindo uso de alimentos duros e fibrosos; evitar álcool e fumo em excesso
  • Ingerir bastante líquido, de preferência água (média de 2 litros/dia)
  • Realizar adequada higiene bucal (incluindo limpeza da língua), o uso de fio dental e evitando o uso de soluções para bochecho com álcool na composição
  • Visitar o dentista semestralmente, prevenindo assim problemas dentários e gengivais (ex: tártaro, sangramentos,etc)
  • Realizar exames de saúde geral (check-up) anualmente
  • Praticar atividades físicas
  • Reduzir o estresse
 
Fonte: Associação Brasileira de Halitose
 
Por Uol

Ebola causa 30 mortos na RDC, segundo o Governo

Kinshasa, 14 set (EFE).- O surto de ebola causou 30 mortos, entre maio e setembro deste ano, na Província Oriental da República Democrática do Congo (RDC), confirmaram nesta sexta-feira à Agência Efe fontes do Ministério da Saúde do país.
 
Esse dado está incluído em um relatório divulgado pelo ministro de Saúde congolês, Félix Kabange Numbi. "Após a compilação e análise dos dados, o comitê internacional de coordenação técnica e científica de luta (contra o ebola) estima que a epidemia começou em maio de 2012, e que foram registrados 69 casos, incluindo pessoal médico", informa o texto.
 
Segundo o relatório, divulgado nesta quinta-feira, a epidemia causou um total de 30 mortos, por isso que as autoridades pedem à população para tomar medidas preventivas para frear sua propagação.
 
Félix - citado pela "Rádio Okapi", promovida pela ONU - assinalou que a virulência do surto ainda não está "em fase descendente porque o contato com animais persiste". "É possível que haja novas infecções que podem causar um segundo pico e preferimos permanecer nesta fase de alerta na região", acrescentou o ministro.
 
O ebola é uma febre hemorrágica que mata uma grande percentagem de infectados, atua com rapidez e contagia com facilidade através do contato.

Fonte R7

Identificados genes que determinam formato do rosto

Teoria é de que a polícia será capaz de reconstituir o formato do rosto de um suspeito a partir do DNA encontrado na cena do crime

Cientistas na Holanda identificaram cinco genes que determinam o formato do rosto humano.

Em um estudo com mais de 10 mil pessoas, publicado esta semana na revista científica Plos Genetics, os cientistas usaram imagens feitas a partir de ressonância magnética para analisar as diferentes características do rosto de cada um.

A partir destas imagens e de retratos fotográficos, eles calcularam os comprimentos de cada rosto.

Em seguida, eles verificaram quais genes essas pessoas com características físicas parecidas tinham em comum - em uma análise conhecida como "associação genômica ampla".

A equipe da Erasmus University Medical Center de Rotterdã, na Holanda, acredita que o formato e os traços do rosto humano são definidos pelo genes PRDM16, PAX3, TP63, C5orf50 e COL17A1.

Os autores do estudo acreditam que a descoberta pode ter repercussões importantes no trabalho de peritos forenses. A teoria é de que a polícia será capaz de reconstituir o formato do rosto de um suspeito a partir do DNA encontrado na cena de um crime.

No entanto, eles admitem que esse tipo de tecnologia ainda está longe de ser desenvolvida. Manfred Kayser, que liderou o estudo na instituição holandesa, disse:

— Estes primeiros resultados são animadores e marcam o começo de uma compreensão genética da morfologia facial humana.

— Talvez em algum tempo seja possível desenhar um retrato 'fantasma' de uma pessoa baseado unicamente no DNA deixado para trás, o que pode ter aplicações interessantes em campos como a perícia forense.

Fonte R7

Doença desconhecida deforma aparência de mulher

Pesando 28 kg, Lizzie não tem gordura corporal e vive a base de suplementos vitamínicos

Lizzie Velasquez, de 23 anos, que mora no Texas (EUA), possui uma doença desconhecida que deformou a sua aparência.

A mulher não possui tecido adiposo, o que significa que ela não tem gordura corporal e, apesar de comer 60 pequenas refeições por dia, ela pesa somente 28 kg.

Ao nascer quatro semanas antes da data prevista, os médicos descobriram que havia pouco líquido amniótico para protegê-la no ventre. Além disso, eles disseram que Lizzie não poderia andar, falar ou ter uma vida normal.

Apesar de um diagnóstico negativo e por ter uma estatura pequena, os ossos e os órgãos da mulher se desenvolveram normalmente.

Hoje, Lizzie faz parte de um estudo genético executado pelo professor Abhimanyu Garg, da Universidade do Texas. Ele e sua equipe acreditam que ela tenha Síndrome Neonatal Progeroides, uma condição que acelera o envelhecimento, a perda da gordura no rosto e no corpo e a degeneração dos ossos.

Mesmo nessas condições, ela não toma medicamentos, mas vive a base de suplementos vitamínicos e de ferro para se manter saudável.

Com essa história de vida, Lizzie já escreveu seu segundo livro sobre sua luta para ser aceita e, com isso, tenta ajudar outras pessoas, em situação semelhante, a enfrentar o bullying, a negatividade e a fazer bons amigos.

Fonte R7