Aplicativos, carreira, concursos, downloads, enfermagem, farmácia hospitalar, farmácia pública, história, humor, legislação, logística, medicina, novos medicamentos, novas tecnologias na área da saúde e muito mais!



quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Sete dicas para evitar e aliviar coceira nos olhos durante a primavera

É importante hidratar bem a área ao redor dos olhos, afirma especialista

Quem é alérgico a pó, pólen e poluição geralmente fica mais vulnerável na primavera. Além das doenças respiratórias, pálpebras e cílios podem coçar a ponto de ferir a pele ao redor dos olhos e até mesmo desencadear infecção ocular.

De acordo com Renato Neves, médico oftalmologista e diretor-presidente do Eye Care Hospital de Olhos, em São Paulo, pálpebras e cílios protegem os olhos de corpos estranhos, mantendo a córnea lubrificada.

— Aos primeiros sinais de irritação em torno dos olhos, é importante tomar medidas que contenham o avanço do problema e procurar um oftalmologista se a coceira persistir. Outro alerta importante é que crianças alérgicas são mais propensas a desenvolver ceratocone, doença degenerativa do olho — afirma.

Durante a estação, é importante hidratar bem a área ao redor dos olhos, aprendendo a identificar os agentes que mais facilmente irritam a pele.

— Além da poluição do ar, que se intensifica nos dias quentes e secos, a pessoa deve checar se a coceira não é proveniente de produtos que entram em contato com a pele e os olhos — avisa o especialista, que completa:

— Delineador, lápis, rímel, sombra e pó compacto, por exemplo, podem ser tão agressivos a determinadas pessoas que acabam desencadeando conjuntivite. Isso também acontece quando os olhos entram em contato com alguns tipos de xampu e condicionador.

Renato Neves diz quais cuidados devem ser observados para evitar e aliviar a coceira nos olhos:
  • Lavar os cílios durante o banho com uma gota de xampu neutro para tirar qualquer resíduo prejudicial aos olhos.
  • Usar compressas geladas durante o dia e à noite.
  •  
  • Pingar lágrimas artificiais para lubrificar bem o cristalino.
  • Retirar e higienizar as lentes de contato antes de dormir.
  •  
  • Usar óculos escuros sempre que estiver ao ar livre.
  • Investir em maquiagem de boa procedência, tomando cuidado de manter sempre limpos os pincéis e escovas que entram em contato com os olhos, cílios e sobrancelhas.
  •  
  • Remover a maquiagem, lavar bem o rosto com sabonete infantil e hidratar a região ao redor dos olhos antes de dormir.

Fonte Zero Hora

Menopausa precoce pode atrapalhar planos de aumentar a família

Há fortes indícios de tratar-se de problema genético que atinge uma em cada 100 mulheres

A ciência ainda não sabe ao certo, mas há fortes indícios de que a menopausa precoce — ou insuficiência ovariana primária — é um problema genético que atinge uma em cada 100 mulheres. Enquanto a maior parte do público feminino chega à menopausa por volta dos 50 anos de idade, esse grupo começa a apresentar falhas no ciclo menstrual antes mesmo dos 40 anos.

Como muitas mulheres têm adiado os planos de formar ou aumentar a família por causa da carreira, é cada vez mais comum se depararem com esse problema pela frente e terem de recorrer a um especialista em medicina reprodutiva. Entre 5% e 10% delas atingem seu objetivo.

De acordo com o doutor Assumpto Iaconelli, diretor do Fertility Centro de Fertilização Assistida, em São Paulo, mulheres com mais de 35 anos que desejam ter filhos devem consultar um especialista para avaliar sua fertilidade o quanto antes, buscando tratamento quando necessário.

— Quando a pessoa tem 20 anos, as chances de não engravidar depois de um ano de tentativas é de 5%. Essa taxa aumenta para 30% ou mais a partir dos 35 anos. Já em pacientes com insuficiência ovariana primária, pode chegar a 80% ou 90%. Daí a importância de avaliar sem demora a reserva ovariana para checar se há óvulos disponíveis para dar início a um tratamento de fertilização assistida — afirma.

O exame de reserva ovariana também contribui para individualizar o tratamento e adotar um protocolo com mais chances de sucesso.

— Atualmente, a dosagem de hormônio antimulleriano (AMH) e a contagem de folículos antrais (CFA) são os melhores preditores da reserva ovariana. A contagem já é realizada durante o ultrassom pélvico basal e é, sem dúvida, de grande utilidade, pela facilidade de realização e boa acurácia — diz Iaconelli.

Com o aumento do nível educacional e a maior participação feminina no mercado de trabalho, já houve aumento significativo na incidência de infertilidade relacionada à idade reprodutiva da mulher.

— Os casais, de modo geral, deveriam considerar alguns fatores importantes antes de adiar os planos de ter filhos. A drástica diminuição da fertilidade é um deles. Outro é a incidência de problemas relacionados ao aparelho reprodutor feminino, como a menopausa precoce, por exemplo, que podem dificultar ainda mais uma gravidez. No caso da insuficiência ovariana primária, a paciente precisa receber inclusive um acompanhamento médico para evitar outros desdobramentos, como osteoporose, doenças endócrinas e cardiovasculares, devido ao baixo nível de estrogênio — alerta o especialista.

Fonte Zero Hora

Fosfomicina é o antibiótico que apresenta mais eficácia no combate à cistite

Necessidade de urinar com frequência, dores na bexiga e febre são alguns dos sintomas

Infecções do trato urinário estão entre as mais frequentes em mulheres e têm recebido a atenção de médicos do mundo inteiro, que buscam aliviar os sintomas da doença e sua reincidência. Um estudo coordenado por Kurt Naber, da Universidade Técnica de Munique, da Alemanha, desenvolvido em nove países incluindo o Brasil, mostrou que a fosfomicina é o antibiótico que possui menor taxa de resistência bacteriana entre todos os testados.

Foram avaliadas 4.264 mulheres, sendo mais de 500 brasileiras, com infecção urinária. As pacientes foram diagnosticadas clínica e laboratorialmente, e o tratamento foi ministrado em dose única de três gramas de fosfomicina trometamol por via oral.

Com isso, obteve-se 96,4% de cura das pacientes, sendo que os sintomas desapareceram até o terceiro dia após a administração do antibiótico. O tratamento apresentou baixa incidência de efeitos colaterais, sempre de caráter leve. Além disso, a praticidade da dose única foi um fator importante na adesão do paciente à posologia. As conclusões serão apresentadas por Naber, acompanhado dos especialistas brasileiros Luis Seabra Rios e Ariel Scafuri, no 12° Congresso Paulista de Urologia, o maior evento da área na América Latina em 2012, realizado no início deste mês em São Paulo.

O estudo avaliou quais eram as bactérias mais evidentes nas infecções urinárias e quais os antibióticos capazes de combatê-las. As bactérias que foram capazes de combater com maior eficácia o problema foram as substâncias fosfomicina trometamol (97%) e menicilinam (95%), esta última não disponível no Brasil. Os mais prescritos por aqui, como os da classe das quinolonas, apresentaram taxas de sensibilidade ao redor de apenas 90%, e o mais popular, sulfametoxazol-trimetoprima, de 55%.

O que é cistite
É uma infecção e/ou inflamação da bexiga. Em geral, é causada pela bactéria Escherichia coli, presente no intestino e importante para a digestão. No trato urinário, porém, essa bactéria pode infectar a uretra (uretrite), a bexiga (cistite) ou os rins (pielonefrite). Outros microorganismos também podem provocar cistite.

Homens, mulheres e crianças estão sujeitos à cistite. No entanto, ela é prevalente nas mulheres porque as características anatômicas femininas favorecem sua incidência. A uretra da mulher, além de muito mais curta do que a do homem, está mais próxima do ânus.

Nos homens, depois dos 50 anos, o crescimento da próstata, e a consequente retenção de urina na bexiga pode causar cistite.

Sintomas
  • Necessidade de urinar com frequência
  •  
  • Pouco volume de urina
  •  
  • Ardor durante a micção
  •  
  • Dores na bexiga, nas costas e na região do baixo ventre
  •  
  • Febre
  •  
  • Pode haver sangue na urina nos casos mais avançados

Fonte Zero Hora

Cigarro eletrônico, alternativa contestada no combate ao tabagismo

Propagandeado em sites como alternativa ao tratamento do tabagismo, mas proibido no Brasil, o cigarro eletrônico — também conhecido como e-cigarro —, ainda é questionado por órgãos de saúde.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) desaconselha o uso desse produto a quem quer parar de fumar, orientação seguida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) desde 2009 e apoiada por entidades como a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT) e Aliança de Controle do Tabagismo (ACT).

A Food and Drug Administration (FDA), agência de vigilância sanitária dos Estados Unidos, faz ressalvas aos e-cigarros em seu site, advertindo que eles podem conter ingredientes cuja toxicidade para humanos é desconhecida. Não há comprovações científicas nem de que o cigarro eletrônico é eficiente no tratamento do tabagismo nem da segurança de sua composição.

— A descrição desses produtos é insuficiente e as fórmulas não são patenteadas, o que não nos dá garantia de procedência — argumenta o pneumologista Luiz Carlos Corrêa da Silva.

Em um reservatório, o cigarro eletrônico armazena uma solução de nicotina líquida, inalada pelo fumante no momento da tragada. Teria, portanto, função semelhante à de um adesivo ou goma de nicotina, com a vantagem de imitar o gesto de levar o cigarro até a boca e expelir fumaça, no caso, vapor d'água. A diferença é que os adesivos tiveram eficácia comprovada, o que não ocorre com o e-cigarro.

— A norma da Anvisa abre margem para que os fabricantes submetam produtos desse tipo à aprovação da agência, mediante apresentação de estudos toxicológicos e testes científicos específicos que comprovem as finalidades alegadas. Até hoje, nenhum estudo foi submetido a análise — diz o chefe da unidade de Controle de Produtos da Anvisa, André Luiz Oliveira da Silva.

Sem efeitos contra o vício
A Anvisa categoriza esses produtos como derivados do tabaco, sujeitos, portanto, às mesmas restrições e obrigações do cigarro comum. Nesse caso, para obter autorização ao comércio, deveriam usar mensagens de advertência, em vez de divulgar benefícios à saúde. Como isso não interessa aos fabricantes, as cigarrilhas de nicotina seguem irregulares no Brasil.

— O que esses produtos fazem é propaganda enganosa, estão se aproveitando de um nicho para vender um produto com risco associado — considera a diretora-executiva da ACT, Paula Johns.

Uma das fabricantes do e-cigarro, a americana Cigarti, alerta que "o produto contém nicotina, que é altamente viciante. Não é um dispositivo médico e não há nenhuma comprovação científica que o usuário possa deixar de fumar por causa dele".

Hábito não seria abandonado
Para o psiquiatra Angelo Campana, integrante do conselho consultivo da Associação Brasileira de Estudos do Álcool e Drogas, o uso de cigarrilhas de nicotina pode se prestar mais à redução dos danos temporários causados pelo fumo do que a ajudar o tabagista a abandonar o hábito.

— Com a cigarrilha, o fumante está ingerindo a droga de uma forma muito semelhante ao cigarro — comenta Campana.

O psiquiatra destaca que a reposição de nicotina é uma terapia reconhecida, com eficácia aumentada se associada a outras técnicas, como a administração do antidepressivo brupopiona e a terapia cognitivo-comportamental.

Pesquisas divergem sobre reações
Um estudo publicado pelo American Journal of Preventive Medicine, da Escola de Saúde Pública da Universidade de Boston, nos Estados Unidos, afirma que o uso do cigarro eletrônico pode ajudar a largar o hábito de fumar. Mas outro, da universidade de Atenas, na Grécia, expõe exatamente o contrário: a pesquisa grega mostrou que a novidade pode causar danos aos pulmões.

Os cientistas contaram com 32 voluntários, sendo que oito nunca haviam fumado e 24 eram fumantes. Cada uma das pessoas usou os cigarros eletrônicos. Depois, os pesquisadores mediram a capacidade pulmonar dos indivíduos. Em quase todos os casos, aumentou a dificuldade de respiração.
 
respiração.
 
* Colaborou Lara Ely

Fonte Zero Hora

Médicos reconhecem perigo do excesso de exames como tomografias computadorizadas

Consequências do uso da radiação incluem custos médicos desnecessários e riscos para a saúde

A radiação, assim como o álcool, é uma faca de dois gumes. Ela traz inegáveis benefícios médicos: pode revelar problemas escondidos, que vão de ossos quebrados a lesões pulmonares, problemas cardíacos e tumores. Além disso, ela pode ser utilizada para tratar e, às vezes, para curar o câncer.

Porém, a radiação tem uma grave desvantagem: sua capacidade de corromper o DNA e, 10 ou 20 anos mais tarde, causar um câncer. As tomografias expõem três quartos dos americanos a uma radiação de 100 a 500 vezes maior do que a de um exame de raio X normal e acredita-se que seja responsável por 1,5% de todos os casos de câncer dos Estados Unidos.

Reconhecer o perigo envolvido no aumento do número de exames radiológicos levou inúmeros especialistas a exigir mais parcimônia antes de pedir exames por imagem.

— Houve um aumento no volume de todos os tipos de exames de imagem, mas as tomografias respondem pela maior parte. Esse tipo de exame está sendo pedido em excesso. Todos os anos, mais de 10% dos pacientes estão sendo expostos a doses altíssimas de radiação — afirma Rebecca Smith-Bindman, da Universidade da Califórnia, em San Francisco.

Balanceando os riscos potenciais
O segredo para utilizar a radiação médica da forma apropriada seria balancear os riscos potenciais e os benefícios conhecidos. Entretanto, esses riscos não são levados em conta. As consequências incluem custos médicos desnecessários e riscos para a saúde.

Tanto os médicos quanto os pacientes têm a responsabilidade de compreender melhor os benefícios e os riscos e considerá-los cuidadosamente antes que os pacientes sejam submetidos a um procedimento radioativo.

Os pacientes podem se surpreender ao descobrir que alguns dos usos mais recentes das imagens radiológicas, incluindo tomografias de artérias coronárias para procurar por acúmulos de cálcio, ainda não foram testados cientificamente em ensaios clínicos apropriados, de forma que seus benefícios são apenas conjecturais.

Especialistas estimam que o uso generalizado dos exames em artérias coronárias — que expõem o paciente a radiações 600 vezes maiores do que as de um exame de raios X no peito — poderiam resultar em 42 novos casos de câncer a cada 100 mil homens e 62 casos a cada 100 mil mulheres que se submetessem ao exame. A cada mil pessoas que realizam uma tomografia, a radiação acrescenta um novo caso de câncer aos 420 que normalmente ocorreriam. O risco pode parecer pequeno, mas não para a pessoa que for afetada por um câncer que poderia ter sido evitado.

Embora os efeitos radioativos que causam o câncer sejam cumulativos, ninguém calcula o volume de radiação ao qual os pacientes foram expostos antes que o médico peça um novo exame. Além disso, um câncer causado pela exposição à radiação só apareceria depois de muitos anos e não poderia ser facilmente ligado a procedimentos feitos no passado.

Todas as pessoas são expostas a uma determinada quantidade de radiação de fundo — cerca de três millisieverts por ano, oriundos de raios cósmicos, do gás radônio e de elementos radioativos na terra. Em 1980, de acordo com a The Harvard Health Letter, diversas novas fontes de radiação, como exames médicos, usinas nucleares, vazamentos nucleares, aparelhos de televisão, monitores de computador, detectores de fumaça e equipamentos de monitoramento em aeroportos acrescentaram, em média, mais 0,5 millisieverts por pessoa por ano.

Entretanto, agora, a quantidade de radiação utilizada para fins médicos supera a radiação de fundo, acrescentando mais três millisieverts a cada ano em média para cada pessoa. (Uma mamografia envolve 0,7 millisieverts e a dose é duas vezes maior com as mamografias 3D).

Fonte Zero Hora