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sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Americano indenizado em US$ 7 mi por doença causada por fumaça de pipoca

Wayne Watson venceu processo de quase 5 anos contra empresa fabricante de pipoca de micro-ondas
 
Um americano será indenizado em US$ 7,2 milhões (R$ 14,5 milhões) depois de alegar que desenvolveu uma doença conhecida como "pulmão de pipoca" por inalar manteiga artificial de pipocas de micro-ondas.
 
Um júri no Estado americano do Colorado decidiu a favor de Wayne Watson e determinou que a empresa fabricante das pipocas, Gilster-Mary Lee Corp., deve passar a colocar avisos em suas embalagens, dizendo que é perigoso inalar a fumaça dos pacotes.

Advogados da companhia argumentaram que os problemas de Watson teriam sido causados por anos de trabalho com produtos químicos de limpeza de carpetes.

Ele desenvolveu problemas respiratórios em 2007, depois de comer pipoca regularmente, e deu início à ação na Justiça em 2008.

"Pulmão de pipoca", grave forma de doença irreversível relacionada com a inalação de aromatizantes e condimentos, que constringe os bronquíolos do pulmão, dificultando a passagem do ar.

O veredito contra empresas fabricantes de pipocas de micro-ondas é o mais recente em uma série de casos, que incluem processos de funcionários de fábricas de pipoca que ficaram doentes.

Os casos relacionam a inalação do diacetil, um dos ingredientes usados no produto para conferir o "sabor de manteiga", aos problemas de saúde.

Os jurados decidiram que a Gilster-Mary Lee Corp. é responsável por 80% da indenização. A rede de supermercados Kroger Co. foi considerada responsável pelos outros 20%.

Watson já havia feito um acordo com a companhia produtora de aromatizantes FONA International Inc.

"(A empresa fabricante) não fez nenhum teste para checar se o consumidor poderia estar correndo riscos", disse Watson ao canal de TV americano CBS.

A decisão favorável a Watson teve o auxílio do testemunho de Cecile Rose, a médica que o diagnosticou.

Ela havia sido consultora para a indústria de aromatizantes e viu a mesma doença que Watson desenvolveu entre trabalhadores expostos ao químico, segundo a agência de notícias Reuters.
 
Fonte Estadão

Descoberto gene que intervém nos cânceres de ovário mais agressivos

No experimento, especialistas bloquearam o gene nas células tumorais resistentes ao tratamento - BBC
BBC   No experimento, especialistas bloquearam o gene
 nas células tumorais resistentes ao tratamento
De acordo com os pesquisadores, novidade científica pode ser utilizada para prever se as pacientes responderão adequadamente ao tratamento de quimioterapia
 
Cientistas de uma universidade britânica identificaram um gene que intervém em tumores de ovário muito agressivos e que poderia ser utilizado para prever se as pacientes responderão adequadamente à quimioterapia.
 
A descoberta, publicada no último número da revista médica "British Journal of Cancer", é fruto do trabalho de um grupo de pesquisadores da Universidade de Dundee (Escócia) liderados pela doutora Gillian Smith.
 
Os pesquisadores descobriram que esse gene, chamado FGF1, se encontra em grandes quantidades nas células tumorais de pacientes resistentes aos tratamentos com quimioterapia combinada com platina.
 
A equipe de Gillian considera que seria possível analisar os níveis deste gene para determinar se uma mulher responderá adequadamente a esses fármacos, antes de adminsitrá-los.
 
Em seu estudo, os pesquisadores analisaram uma grande variedade de genes que pareciam intervir no câncer de ovário de 187 pacientes e descobriram que o FGF1 desempenhava o papel principal na hora de determinar a evolução do tumor.
 
Os cientistas descobriram também que a atividade desse gene aumenta ainda mais quando as células do tumor se tornam resistentes à quimioterapia.
 
Em seu experimento, os especialistas bloquearam o gene nas células tumorais resistentes ao tratamento, que alcançaram vencer para torná-las sensíveis de novo à quimioterapia.
 
"Nosso estudo abre caminho para o desenvolvimento de novos testes que determinem se a quimioterapia funcionará nestes casos e sugere que os fármacos dirigidos ao gene FGF1 poderiam ser efetivos para um grupo de mulheres com um tipo de câncer de ovário que atualmente é muito difícil de tratar", explicou Gillian.
 
Fonte Estadão

Infecção mamária

A maioria das infecções ocorre na fase de amamentação,
quando bactérias entram na mama por meio de fendas
 no mamilo. Em infecções graves, podem ocorrer abscessos
Definição
Uma infecção mamária é uma infecção no tecido da mama.
 
Nomes alternativos
Mastite, infecção - tecido mamário, abscesso mamário
 
Causas, incidência e fatores de risco
As infecções mamárias são geralmente causadas por uma bactéria comum (Staphylococcus aureus) encontrada na pele normal. A bactéria entra através de uma rachadura ou fissura na pele, geralmente no mamilo.
 
A infecção acontece no tecido adiposo da mama e causa inchaço. Esse inchaço empurra os dutos de leite. O resultado é dor e caroços na mama infectada.
 
As infecções mamárias geralmente ocorrem em mulheres que estão amamentando. As infecções mamárias que não estão associadas à amamentação podem ser uma forma rara de câncer de mama.
 
Sintomas
     
  • Aumento de apenas um lado da mama
  • Caroço mamário
  • Dor na mama
  • Febre e sintomas semelhantes aos da gripe, inclusive náusea e vômito
  • Coceira
  • Secreção do mamilo (pode conter pus)
  • Alterações nas sensações do mamilo
  • Inchaço, sensibilidade, vermelhidão e calor no tecido mamário
Exames e testes
Geralmente, mulheres que amamentam não realizam exames. Entretanto, um exame é frequentemente útil para confirmar o diagnóstico e descartar complicações, como um abscesso.
 
 
Às vezes, para infecções reincidentes, é realizada uma cultura do leite do mamilo. Em mulheres que não estão amamentando, os testes podem incluir uma mamografia ou biópsia da mama.
A mama é composta principalmente por tecido adiposo
 entremeado com tecido fibroso ou conjuntivo. A região em
torno do mamilo (auréola) frequentemente é de cor diferente
 
Tratamento
Os cuidados pessoais incluem a aplicação de calor úmido no tecido da mama infectada por 15 a 20 minutos quatro vezes ao dia.
 
Os medicamentos antibióticos costumam ser muito eficazes no tratamento de infecções mamárias. Durante o tratamento, a paciente é encorajada a manter a amamentação ou a extrair o leite produzido para aliviar as mamas.
 
Expectativas (prognóstico)
Geralmente, a doença desaparece rapidamente com terapia à base de antibióticos.
 
Complicações
Em infecções mais graves, pode surgir um abscesso. Os abscessos precisam ser drenados, seja por meio de um procedimento ambulatorial ou uma cirurgia. As mulheres com abscessos podem ser recomendadas a interromper a amamentação.
 
Ligando para o médico
Ligue para seu médico se:
  • Qualquer parte do tecido mamário ficar avermelhado, sensível, inchado ou quente
  • Você desenvolver febre alta enquanto estiver amamentando
  • Os nódulos linfáticos na axila ficarem sensíveis ou inchados
 
Prevenção
As seguintes dicas podem ajudar a reduzir o risco de infecções mamárias:
  • Cuidados com os mamilos para prevenir irritações e rachaduras
  • Amamentar com frequência e extrair leite com uma bomba para prevenir o inchaço da mama
  • Técnicas adequadas de amamentação, fazendo com que o bebê segure o mamilo corretamente
  • Desmame lento ao longo de várias semanas, em vez da interrupção repentina da amamentação
 
Referências
Newton ER. Breast-feeding. In: Gabbe SG, Niebyl JF, Simpson JL, eds. Obstetrics: Normal and Problem Pregnancies. 5th ed. Philadelphia, PA: Churchill Livingston Elsevier; 2007:chap 22.
 
Grobmyer SR, Massoll N, Copeland EM III. Clinical management of mastitis and breast abscess and idiopathic granulomatous mastitis. In: Bland KI, Copeland EM III, eds. The Breast: Comprehensive Management of Benign and Malignant Disorders. 4th ed. Philadelphia, Pa: Saunders Elsevier;2009:chap 6.
 
Fonte iG

Doença renal misteriosa atinge milhares em 2 continentes e intriga pesquisadores

Anna Barry Jester / Center for Public Integrity
Agricultor afetado por doença renal faz diálise
em Visakhapatnam, na Índia
Cientistas não conseguem encontrar a causa da doença, mas acreditam que os químicos usados na agricultura são ao menos parcialmente responsáveis pelo problema
 
Uma doença renal misteriosa vem atacando milhares de pessoas em comunidades rurais do sudeste asiático e da América Central.
 
O aparecimento da doença intriga os pesquisadores, que ainda não conseguiram identificar as causas exatas da enfermidade.
 
No vilarejo de Halmillawetiya, na Província Centro-Norte do Sri Lanka, o agricultor Sampath Kumarasinghe, de 21 anos, descansa em um banco de madeira em frente à casa que divide com a mãe, viúva.
 
Apesar do calor, ele usa um gorro de lã e seus movimentos são bastante lentos para alguém de sua idade.
 
Como a maioria dos moradores do vilarejo, ele é um plantador de arroz, mas ultimamente ele não tem tido forças para trabalhar. Os rins de Kumarasinghe não funcionam direito. Eles não estão mais conseguindo filtrar seu sangue.
 
"Meu corpo está fraco", ele diz.
 
O agricultor é mantido vivo pela diálise, que realiza duas vezes por semana em um hospital regional. Ele espera conseguir um transplante de rim. Kumarasinghe é uma das milhares de pessoas na Província Centro-Norte sofrendo de doença renal crônica.
 
Segundo o Ministério da Saúde do Sri Lanka, 15% da população local foi afetada, a maioria cultivadores de arroz.
 
Ilha das Viúvas
A milhares de quilômetros de distância, Maudiel Martínez abre a porta de sua casa simples na comunidade La Isla, no oeste da Nicarágua. Um pano faz as vezes de porta e deixa ver o rosto pálido de Martínez, com ossos protuberantes. Ele anda como um idoso, apesar de ter apenas 19 anos. A epidemia misteriosa vem ganhando terreno na América Central e já é a segunda maior causa de mortes de homens em El Salvador. Na Nicarágua, a doença mata mais que a aids e o diabetes combinados.
 
"Essa doença é assim. Você me vê agora, mas em um mês eu posso não estar mais aqui. Ela pode me levar de repente", afirma Martínez.
 
Ele sabe do que está falando. Seu pai e um avô morreram com a doença. Três de seus irmãos também têm o problema. Todos eles trabalhavam no cultivo da cana-de-açúcar. A doença renal crônica já matou tantos homens na comunidade de La Isla que o local já é conhecido popularmente como "La Isla de las Viudas" (A ilha das viúvas, em português).
 
Anna Barry Jester / Center for Public Integrity
Agricultora mostra foto de seu marido e de colegas
 afetados pela doença na Nicarágua
Epidemia
A epidemia já atinge seis países da América Central, em suas regiões ao longo da Costa do Pacífico. Também foi identificada na Índia e no Sri Lanka. A causa ainda é desconhecida, mas os pesquisadores acreditam que as vítimas estejam sendo contaminadas como resultado de seu próprio trabalho.
 
As epidemias nas três regiões têm vários pontos em comum. As vítimas são em sua grande maioria relativamente jovens agricultores. Muito poucos sofriam de diabetes e de pressão alta, os fatores de risco mais comuns para doença renal. Todos sofrem com um problema conhecido como nefrite túbulo-intersticial, que provoca desidratação grave e envenenamento do sangue.
 
O problema afeta áreas geográficas específicas que são bastante férteis e muito quentes. As vítimas em sua maioria fazem trabalhos manuais pesados, têm pouca educação formal e pouco acesso a cuidados médicos. Em todas as áreas, os primeiros casos apareceram nos anos 1990.
 
Os cientistas acreditam que o problema pode estar ligado a algum produto químico presente ou utilizado nas lavouras desses locais, mas as pesquisas até hoje não conseguiram identificar exatamente o causador da doença. Com isso, não há tratamento disponível para a doença, nem uma maneira conhecida de preveni-la.
 
"É importante que a doença renal crônica, que afeta milhares de trabalhadores rurais na América Central, seja reconhecida pelo que é – uma grande epidemia com um tremendo impacto na população", afirma Victor Penchaszadeh, epidemiologista da Universidade Columbia, nos Estados Unidos, e consultor da Organização Pan-Americana de Saúde sobre doenças crônicas na América Latina.
 
Estudo
Apesar de o mistério ainda permanecer sobre as causas da doença, uma pesquisa iniciada há quatro anos pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo governo do Sri Lanka começa a indicar possíveis caminhos.
 
Os pesquisadores testaram a população e o ambiente, tomando amostras de sangue, urina e tecidos das pessoas e de alimentos, de água e do ar da região. Os resultados, divulgados há poucas semanas, sugerem que os culpados podem ser dois metais tóxicos – cádmio e arsênico – que estariam contaminando os alimentos e o ar.
 
Segundo o Ministério da Saúde do Sri Lanka, os exames indicaram níveis relativamente altos dos dois metais no sangue e na urina da população da Província Centro-Norte. Apesar de os níveis estarem geralmente dentro do que é considerado seguro, a exposição contínua a esses elementos pode ser prejudicial.
 
O novo estudo também indica que os metais poderiam estar vindo de fertilizantes e pesticidas, baratos e superutilizados na região.
 
Muitos médicos e cientistas familiarizados com o estudo concordam que mais pesquisas ainda são necessárias, mas acreditam que os químicos usados na agricultura são ao menos parcialmente responsáveis pelo problema.
 
Mas ainda há muitas questões sem resposta: os níveis de cádmio e arsênico encontrados nos corpos das pessoas são altos o suficiente para provocar danos? Qual metal provoca a doença, o cádmio ou o arsênico? Ou uma combinação dos dois? Os metais vêm principalmente de pesticidas ou de fertilizantes? E se esses produtos são a causa da doença, por que os agricultores de outras partes do país, que também os usam, não estão sendo afetados?
 
As perguntas ainda são muitas, mas os especialistas esperam estar um pouco mais próximos de conseguir finalmente resolver o problema.
 
* The World é um coprodução de rádio do Serviço Mundial da BBC com a americana PRI e a emissora WGBH, de Boston. Esta reportagem foi produzida com a colaboração do International Consortium of Investigative Journalists (ICIJ), um projeto do The Center for Public Integrity.
 
Fonte iG

Dieta e exercícios ajudam a proteger o cérebro do Alzheimer

Conheça as atitudes que você pode adotar para reduzir o risco de desenvolver esta doença que causa a perda gradual da memória e das funções cerebrais

O que de fato funciona na prevenção do Alzheimer ? Esta é uma questão bastante debatida entre os pesquisadores do tema e ainda não existem respostas simples para ela, em parte porque é preciso estudar mais a doença em um número muito grande de voluntários de populações variadas.

Algumas atitudes, no entanto, podem ser úteis se incorporadas à rotina diária, principalmente em pessoas que têm um histórico familiar de demência ou de Alzheimer. Os médicos advertem: adotá-las não significa evitar a doença, mas pode ajudar a reduzir o risco de tê-la ou mesmo retardar o surgimento dela.
 
Veja as recomendações do Instituto Nacional do Envelhecimento dos Estados Unidos:
 
  • Cuide do seu coração: o risco de ter Alzheimer ou demência vascular é maior em quem tem doença cardiovascular.
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  • Coma peixes de água fria (atum, salmão e cavala) pelo menos 2 vezes na semana: eles são ricos em ômega-3, uma gordura boa para o coração.
  • Aposte nas verduras de cores escuras: elas são ricas em carotenoides, antioxidantes que protegem os vasos sanguíneos do cérebro.
  • Controle a pressão arterial: a hipertensão adoece os vasos sanguíneos, inclusive os que fornecem oxigênio e sangue ao cérebro.
  • Não se isole e cultive uma vida social ativa: contato social deixa o cérebro mais saudável e afasta a depressão.
  • Mantenha-se ativo mentalmente (leitura, estudo, palavras-cruzadas, curso de línguas, etc.): isso aumenta as conexões entre os neurônios, deixando o cérebro mais saudável.
  • Pratique exercícios regularmente: evidências mostram que eles aumentam o fluxo de sangue e a oxigenação cerebral, beneficiando as células cerebrais.
  • Adote ingredientes da dieta Mediterrânea como grãos integrais, frutas, peixes, nozes e azeite de oliva: o efeito protetor do coração ajuda também o cérebro.
  • Pare de fumar o quanto antes: o tabaco favorece o surgimento das doenças cardiovasculares e aumenta o risco de Alzheimer.
  • Mantenha um peso saudável: a obesidade é outra condição ligada ao aumento do risco de demência e Alzheimer.
  • Controle o diabetes: ele lesa os vasos sanguíneos, gerando doença cardiovascular e aumentando o risco de demência e Alzheimer.
  • Durma bem: recentes estudos mostram que a quantidade e a qualidade do sono podem estar relacionadas ao desenvolvimento de demência e Alzheimer.
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Fonte iG