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sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Exames: Biópsia por aspiração de um nódulo no pescoço (Código AMB: 3.02.12.12-0)

Material a ser estudado: Tecido obtido por punção de uma massa tumoral no pescoço.
 
Objetivo do exame: Determinar se uma massa no pescoço é maligna ou benigna.
 
Confiabilidade do exame: muito boa.
 
Tempo gasto para realizar o procedimento: 1 hora.
 
Preparação do paciente: Antes do dia do exame o paciente será submetido a uma rotina pré-operatória mínima, assim como a exames por imagens, para determinar a situação topográfica exata da massa.
 
Geralmente é realizado com anestesia local. Em alguns casos, pode ser necessário um sedante ou, em casos raros, anestesia geral.
 
Tempo necessário para obter resultados: 3 a 5 dias.
 
Técnica usada para obter resultados: uma amostra do tecido é obtida para ser analisada no laboratório de patologia.
 
Método utilizado: Através de uma agulha, guiada por tomografia computadorizada ou por ecografia, e com o fim de encontrar a massa a ser estudada. A ponta da agulha é colocada dentro da massa e mediante aspiração, se obtém uma pequena quantidade de tecido, que será submetido a uma análise anátomo patológica.
 
Resultado: Descrição das características histológicas da amostra de tecido, que irá orientar para o diagnóstico e tratamento de cada caso específico.
 
Fatores que podem alterar os resultados: Amostra inadequada. Movimentos do paciente durante o exame.
 
Fontes:
- Manual de exames: Instituto de Patologia clinica Hermes Pardini 2003/2004
- A clínica e o laboratório - Alfonso Balcells Gorina, Medsi Editora 1996
- Henry: Clinical Diagnosis and Management by Laboratory Methods, 20th ed., 2001.
 
Por Boa Saúde

Pesquisa aponta que mulher fica mais viciada em cocaína que homem

A segunda parte da pesquisa "Levantamento Nacional de Álcool e Drogas", divulgada nesta quinta-feira, revelou que embora os homens sejam maioria entre os usuários de cocaína no país, as mulheres ficam mais dependentes e usam a droga com mais frequência.
 
Segundo a pesquisa, 6,8% dos homens já usaram cocaína aspirada uma vez na vida, contra 1,7% das mulheres.
 
Entretanto, 40% delas dizem usar a droga mais de duas vezes por semana ou todo dia, número que entre os homens é de 24%. Além disso, 54% das mulheres ficaram viciadas na droga, contra 46% dos homens.
 
A pesquisa, feita pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), ouviu 4.607 pessoas com mais de 14 anos em 149 cidades do Brasil.
 
A psicóloga Clarice Madruga, coordenadora do trabalho, explicou que o organismo feminino aumenta a dependência da droga. Ela disse que estudos mostram que os hormônios femininos potencializam os efeitos da droga, o que causa maior dependência.
 
Outra razão para o vício feminino é que a variação hormonal causada pelo ciclo menstrual atrapalha as mulheres que tentam sair da dependência. "O corpo se adapta a uma configuração [quando a mulher interrompe o uso da droga], mas o ciclo menstrual muda e o corpo entende que deve mudar também. Isso confunde organismo feminino", disse Madruga.
 
A pesquisa aponta ainda que as mulheres tem maior tendência a misturar cocaína com álcool do que os homens.
 
A primeira parte do levantamento, que tem a direção do psiquiatra Ronaldo Laranjeira, revelou que o Brasil é o segundo país com maior número de consumidores de cocaína no mundo, ficando atrás somente dos Estados Unidos.

Fonte Folhaonline

Instituto Dante Pazzanese ganha laboratório de biologia molecular

O Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia ganhou ontem (21) dois novos laboratórios de ciência básica. Um deles é o Limc (Laboratório de Investigação Molecular em Cardiologia), que estudará a relação entre as doenças cardiovasculares e suas possíveis causas genéticas.
 
O laboratório, liderado pelo professor de ciências farmacêuticas da USP Mario Hirata, vai desenvolver 20 projetos de pesquisa já em andamento. Alguns deles se debruçam sobre a tendência de pessoas jovens terem infartos e a resistência a tratamentos para hipertensão e colesterol alto, por exemplo.
 
"A pesquisa básica nunca foi o foco do instituto, mas ele está ficando com essa 'cara'", diz Amanda Sousa, diretora geral do Dante Pazzanese.
 
Além do Limc, serão abertos hoje ao público o Laboratório de Doença de Chagas Elias Boainain e o novo Ambulatório de Angioplastia Coronária, que foi reformado e ampliado. O espaço, voltado para pessoas com doença arterial coronariana, tinha 12 consultórios e passa a ter 19. O espaço também conta com uma sala de eletrocardiografia, uma sala de reuniões e um miniauditório.
 
O busto do médico Dante Pazzanese (1900 - 1975), doado por sua família, também será inaugurado hoje no instituto.
 
O investimento nos novos espaços foi de cerca de R$ 2 milhões, segundo a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo.
 
Fonte Folhaonline

Plano de saúde terá 48 h para explicar exame negado

O convênio que negar a autorização para que o cliente realize exames ou outros procedimentos médicos deverá explicar, em até 48 horas, o motivo da negativa, ou pagará uma multa de R$ 30 mil.
 
A normativa deverá começar a valer em janeiro, segundo a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar).
 
De acordo com o órgão, até outubro, a regra ficará em consulta pública, período no qual clientes, empresas e especialistas podem dar opiniões e sugerir mudanças. Depois, a agência analisará as sugestões e aprovará a regra, possivelmente em janeiro.
 
Segundo a ANS, a decisão de estabelecer prazos para a operadora justificar a negativa foi um pedido feito pelo CNJ (Conselho Nacional de Justiça) em julho deste ano.
 
Como é habitual um cliente recorrer à Justiça quando tem um procedimento negado pelo convênio, o CNJ quer tornar mais fácil e mais rápido identificar os motivos da negativa e se ela é irregular.
 
Por escrito
A advogada especialista em planos de saúde Tarcilla Campanella diz que, com a justificativa da operadora, o cliente que recorrer à Justiça poderá acelerar o processo.
 
"Hoje é complicado, porque o usuário dificilmente tem algum documento que comprove a negativa, além do protocolo de atendimento."
 
Se a regra entrar em vigor, o cliente terá, por escrito, o motivo da negativa. O documento deverá ser enviado por e-mail ou por carta, de acordo com a escolha do usuário. Nos casos de urgência e emergência, a comunicação deverá ser feita imediatamente.
 
As operadoras costumam negar exames complexos (como o pet-scan, que detecta câncer) e procedimentos que não estão na lista de cobertura obrigatória da ANS --e que a Justiça costuma garantir "em caso de necessidade".
 
A reportagem não conseguiu ouvir ninguém da FenaSaúde (federação que reúne as maiores operadoras).
 
 
Editoria de Arte/Folhapress

Fonte Folhaonline

Campinas investiga surto de tuberculose de recém-nascidos em maternidade

A Secretaria de Saúde de Campinas (SP) está investigando um surto de tuberculose em recém-nascidos na ala 3 da maternidade do Hospital Madre Theodora. Três casos foram confirmados de bebês gerados este ano na unidade. Pais de 354 crianças nascidas entre janeiro e junho de 2012 neste setor do hospital já começaram a ser chamados por carta para fazer testes em seus filhos. Numa segunda fase, mais 1,3 mil famílias serão convocadas.
 
A secretaria informou que, de acordo com a literatura médica, esse é o segundo caso descrito de transmissão inter-hospitalar de tuberculose em recém-nascidos no mundo – o primeiro aconteceu na Itália. A origem da contaminação foi uma técnica em enfermagem que trabalha no hospital e foi diagnosticada com tuberculose. Ela estava em férias e foi afastada antes de voltar ao trabalho para tratamento.

A confirmação de contaminação dos recém-nascidos aconteceu em agosto e foi divulgada na manhã desta quinta-feira, 20, pela Secretaria de Saúde e pela direção do hospital, que é particular.

As três crianças, nascidas entre fevereiro e maio, receberam o diagnóstico em atendimento nos hospitais Maternidade Celso Pierro, Hospital Mário Gatti e Centro Médico, de Campinas. De acordo com a coordenadora do Departamento de Vigilância em Saúde (Covisa), Brigina Kemp, os bebês já iniciaram o tratamento e respondem bem. Apenas um continua internado.

“Tivemos dois casos de bebês diagnosticados com tuberculose e fomos atrás de pessoas próximas com a doença e não achamos. Descobrimos então que, em comum, elas tinha o fato de terem nascido no mesmo local, num período próximo de tempo. Foi quando apareceu o terceiro caso, com as mesmas origens”, explicou Brigina.

Cura
A tuberculose é uma doença infecciosa que tem cura. Em recém-nascidos, tanto o diagnóstico como o tratamento são mais difíceis. Transmitida pela bactéria Mycobacterium tuberculosis, o bacilo de Koch, é uma doença conhecida por afetar principalmente os pulmões, mas também pode atingir ossos, rins e meninges (membranas que envolvem o cérebro). Transmitida pelo ar, pelas gotículas de saliva, bebês não são transmissores da bactéria.

Uma das características mais comuns para identificação da tuberculose em adultos é tosse com duração superior a três semanas. Em bebês, não há tosse. Sintomas como febre vespertina, sudorese noturna e emagrecimento, comuns nos adultos, também não aparecem. Geralmente as crianças apresentam problemas pulmonares, que são tratados e retornam, e dificuldades de ganho de peso.

Para análise das crianças nascidas nesse período no Madre Theodora, foi montado pela Secretaria de Saúde um protocolo de diagnóstico em parceria com as universidades de Campinas. Ele prevê, entre outras coisas, análise de curva de crescimento, desenvolvimento dos bebês, raio X de tórax e testes com reagentes.

“Não há motivo para pânico. Pode ser considerado um surto porque foi uma ocorrência inusitada, em um determinado local, que foi o ambiente hospitalar, em um determinado período de tempo. Não significa que houve grande número de contaminação, mas sim uma transmissão focal”, explica a coordenadora da Covisa.

O hospital informou que já começou a enviar cartas para os pais das crianças nascidas entre janeiro e junho na ala 3 e que tiveram contato direto com a fonte da doença. Em seguida, outras 1 mil recém-nascidos desse período e da mesma ala deverão ser chamados para exames. Todos os 730 funcionários e terceirizados do Madre Theodora estão sendo examinados. “Como se trata de transmissão com foco definido e já contido, não há motivos para preocupações”, disse Brigina.

O pai de uma recém-nascida em abril na maternidade, que pediu para não ser identificado, afirmou que , assim que soube da notícia pela mulher, ligou para o hospital. “Ficamos preocupados, mas a nenê graças a Deus nunca teve nada. Mas vamos agora ver o que fazer”, afirmou o especialista em informática, que ainda não recebeu carta do hospital.

A Secretaria Municipal de Saúde emitiu um documento técnico alertando todos os profissionais de saúde da região de Campinas, como centros médicos e hospitais, para verificação de crianças que apresentarem sintomas da doença e que tenham nascido na maternidade do Madre Theodora este ano para que façam o encaminhamento para a Covisa.
 
Fonte Estadão