Aplicativos, carreira, concursos, downloads, enfermagem, farmácia hospitalar, farmácia pública, história, humor, legislação, logística, medicina, novos medicamentos, novas tecnologias na área da saúde e muito mais!



segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Infecção vaginal por fungo

Candida, mancha fluorescente
A infecção vaginal por fungos é uma infecção normalmente causada pelo fungo Candida albicans.
 
Este filme microscópico (identificado na figura ao lado) mostra uma mancha fluorescente de Cândida. A Cândida é uma levedura (fungo) que causa doenças brandas, mas em indivíduos imunodeficientes, pode provocar enfermidades fatais.
 
Nomes alternativos
Infecção por fungos – vagina; Candidíase vaginal; Monilíase vaginal
 
Causas, incidência e fatores de risco
A maioria das mulheres terá uma infecção vaginal em algum período da vida. O Candida albicans é um tipo comum de fungo. É frequentemente presente em pequenas quantidades na vagina, na boca, no trato digestivo e na pele. Geralmente, não causa doença nem sintomas.
 
O Candida e muitos outros germes ou micro-organismos habitam normalmente a vagina em estado de equilíbrio. Entretanto, quando a vagina desenvolve algumas condições favoráveis, o número de Candida albicans aumenta, originando a infecção.
 

Algumas dessas condições favoráveis incluem:
    - Antibióticos usados para tratar de outras infecções, que alteram o equilíbrio natural entre os organismos na vagina ao reduzir a quantidade de bactérias protetoras
     
    - Gravidez, sofrer de diabetes, ou obesidade – todas essas situações criam condições que facilitam o aumento dos fungos
A candidíase vaginal não é uma doença sexualmente transmissível (DST). Entretanto, um pequeno número de homens desenvolvem sintomas como coceira e erupções no pênis após relações sexuais com uma parceira infectada.
 
Apresentar muitas infecções vaginais por fungos pode ser um sinal de outros problemas de saúde. Outras infecções vaginais e secreções podem ser confundidas com a candidíase vaginal.
 
Infecções que se repetem logo após o fim de um tratamento ou uma infecção por fungos que não responde a nenhum tratamento pode ser um sinal prévio de infecção do vírus HIV.
 
Sintomas
  • Secreção vaginal anormal
  • Secreção branca que varia de levemente líquida a grossa e encorpada (similar ao queijo cottage)
  • Dor na relação sexual
  • Dor ao urinar
  • Inchaço e vermelhidão da vulva
  • Coceira e queimação na vagina e nos lábios vaginais
Exames e testes
Será realizado um exame pélvico. Ele pode mostrar um inchaço (inflamação) na pele da vulva, na vagina ou no colo uterino (cérvix). O médico pode encontrar placas brancas e secas na parede vaginal.
 
Uma quantidade de secreção vaginal é examinada usando-se um microscópio (exame chamado citologia vaginal e teste do KOH). Esses testes comprovam o Candida.
 
Infecção secundária
Às vezes, uma cultura é feita quando a infecção não desaparece com tratamento ou quando ela retorna muitas vezes.
 
O médico também pode optar por testes para averiguar outras causas para os sintomas.
 
Tratamento
Existem apresentações de medicamentos para infecções vaginais por fungos tanto em cremes vaginais quanto em supositórios.
 
O seu médico pode indicar miconazol, clotrimazol, tioconazol e butoconazol. Não interrompa o tratamento só porque os sintomas desapareceram. É necessário um ciclo de 3 a 7 dias, dependendo do medicamento. Se os sintomas forem mais graves ou houver muitas recorrências desta infecção, poderá ser necessário um ciclo mais longo, de até 14 dias.
 
Algumas mulheres que apresentam a infecção por fungos recorrentemente podem precisar ministrar o supositório vaginal de clotrimazol ou uma dose oral de fluconazol semanalmente para evitar futuras infecções.
 
 
Para auxiliar na prevenção e no tratamento do corrimento vaginal:
  • Mantenha sua área genital limpa e seca. Evite sabonetes e lave-se somente com água. Banhos de assento mornos, mas não quentes, podem aliviar os sintomas
  • Evite o uso de ducha vaginal. Embora muitas mulheres sintam-se mais limpas se utilizarem a ducha após a menstruação ou após relações sexuais, ela pode na verdade piorar o corrimento vaginal, pois remove a camada bacteriana saudável que protege a vagina de infecções
  • Consuma iogurte probiótico ou use tabletes de Lactobacillus acidophilus quando estiver sob o uso de antibióticos para prevenir a infecção por fungos
  • Use preservativos para evitar pegar ou passar doenças sexualmente transmissíveis
  • Evite o uso de qualquer produto de higiene íntima feminina
  • Evite vestir calças ou shorts apertados, que podem causar irritações
  • Use roupas íntimas de algodão ou meias-calças com forro de algodão. Evite roupas íntimas feitas de seda ou nylon, pois esses materiais não são muito absorventes e restringem a passagem de ar. Isso leva ao aumento de suor na região genital, provocando uma irritação
  • Prefira absorventes externos aos internos
  • Se for diabética, mantenha sua glicemia controlada
Evolução (prognóstico)
Os sintomas geralmente desaparecem completamente com o tratamento adequado.
 
Complicações
Infecções crônicas ou recorrentes podem surgir quando não há tratamento adequado, quando há reinfecção ou quando há uma outra doença subjacente.
 
Pode ainda ocorrer uma infecção secundária. Coçar-se intensamente ou por muito tempo pode causar fissuras na pele da vulva, o que aumenta as chances de uma infecção.
 
Ligando para seu médico
Marque uma consulta com seu médico se:
  • Esta for a primeira vez em que há sintomas de candidíase genital
  • Há suspeita de infecção por fungos
  • Os sintomas não desaparecerem após o uso de cremes vaginais
  • Surgirem outros sintomas
Prevenção
Evite hidratação persistente e excessiva na região genital optando por roupas íntimas ou meias-calças com forro de algodão e calças largas. Evite usar roupas de banho ou roupas para exercícios por períodos longos e lave-as após o uso.
 
Referências
Nviriesy P. Vulvovaginal candidiasis and bacterial vaginosis. Infect Dis Clin North Am, 2008;22:637-652.
 
 
Eckert LO, Lentz GM. Infections of the lower genital tract: vulva, vagina, cervix, toxic shock syndrome, HIV infections. In: Katz VL, Lentz GM, Lobo RA, Gershenson DM, eds. Comprehensive Gynecology. 5th ed. Philadelphia, PA: Mosby Elsevier; 2007:chap 22.
 
Fonte iG

Estudo indica que psicopatas têm olfato pouco desenvolvido

AFP
Pesquisa indica que psicopatas têm o olfato menos desenvolvido
do que pessoas sem o transtorno de personalidade.
Na foto, homem cheira uma trufa
Pesquisadores australianos testaram a habilidade olfativa de 79 portadores do distúrbio de personalidade e verificaram que os participantes não conseguiam identificar odores
 
Os psicopatas têm o sentido do olfato notavelmente pobre, revelou um estudo publicado esta quinta-feira (20).
 
Cientistas australianos testaram uma teoria segundo a qual a psicopatia - u m distúrbio severo de personalidade caracterizado por falta de empatia, comportamento antissocial e insensibilidade - pode estar vinculada a uma reduzida habilidade olfativa.
 
Os dois fenômenos foram rastreados de forma independente à disfunção em uma região do cérebro denominada córtex orbito-frontal (COF).
 
Mehmet Mahmut e Richard Stevenson, do Departamento de Psicologia da Universidade Macquarie, em Sydney, testaram as habilidades olfativas de 79 indivíduos com idades entre 19 e 21 anos, diagnosticados como psicopatas não criminosos e residentes na comunidade.
 
Usando "bastões inaláveis" - 16 canetas contendo diferentes aromas, tais como laranja, café e couro - eles verificaram que os jovens tinham problemas em identificar corretamente um odor e então discriminá-lo perante outro.
 
Os indivíduos que obtiveram a maior pontuação em um teste padrão de traços de psicopatia apresentaram os piores resultados no teste de odores, mesmo sabendo que estavam inalando algo.
 
A descoberta pode ser útil para identificar psicopatas, que são hábeis manipuladores em interrogatórios, destacou um artigo sobre o estudo, publicado no periódico Chemosensory Perception.
 
"Medições olfativas representam um marcador potencialmente interessante para traços de psicopatia porque as expectativas de desempenho não são claras em testes de odores e podem, portanto, ser menos suscetíveis a tentativas de criar respostas 'boas' ou 'más'", acrescentou o artigo.
 
O córter orbitofrontal é uma parte do cérebro responsável pelo controle de impulsos, pelo planejamento e pelo comportamento conforme normas sociais.
 
Também parece ser importante no processamento de sinais olfativos, embora a função precisa não esteja clara, segundo um estudo anterior.
 
Moléculas de odores se ligam a células nervosas específicas na base do nariz, que então envia os sinais através do trato lateral olfativo para o córtex olfatório primário.
 
Dali, os sinais vão para o COF através de uma parte do cérebro denominada núcleo mediodorsal, situada no tálamo.
 
O estudo esclarece que ter um olfato pobre em si não significa que alguém seja psicopata. A disfunção olfativa também pode ocorrer em indivíduos com esquizofrenia, mal de Parkinson e Alzheimer, destaca.
 
Fonte iG

Exames para a terceira idade

Confira a lista de exames para um check-up completo
 
Para ficar com a saúde em dia, a palavra-chave é prevenção. Os cuidados devem ser constantes em qualquer fase da vida, mas é fato que a terceira idade exige mais atenção. “Hoje, a expectativa de vida é alta. Se não prevenir doenças aos 60 anos, a pessoa passará mais 20 anos doente”, explica Rossana Maria Russo Funari, geriatra do Hospital Edmundo Vasconcelos, de São Paulo. O colesterol alto – um mal comum entre os idosos e associado a um maior risco cardíaco – é um bom exemplo. Se descoberto cedo, os próximos anos podem ser vivenciados de maneira tranquila, controlando a taxa de gordura no sangue e a alimentação.
 
E quando é hora de passar do clínico geral para o geriatra? Segundo os especialistas, para a mulher, o ideal seria consultá-lo logo que a menopausa aparecer, por volta dos 55 anos; já para os homens, a indicação é a partir dos 60. A ida ao consultório deve ser anual ou, se houver algum problema, realizada três vezes por ano.
 
“O geriatra deve orientar na prevenção de quedas, cobrar a visita ao ginecologista e outras especialidades, observar se a carteira de vacinação está em dia e ficar atento à alimentação do idoso”, afirma Funari.
 
Para um check-up completo nessa fase da vida, a presidente da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, Silvia Ferreira, indica a relação de exames que devem ser realizados.
 
Hemograma: por meio do exame de sangue o médico pode identificar diversos aspectos da saúde. É possível ver se o paciente está anêmico ou se o número de glóbulos brancos está dentro do normal. Também é importante que ele possa verificar a creatinina, para averiguar as funções do rim; as transaminases, que darão indícios sobre as funções do fígado, e a albumina – proteína que revela se o paciente está ou não bem nutrido.

Mas é também através desse exame rápido e simples que o médico consegue avaliar índices importantes como o colesterol (tanto o LDL, o colesterol ruim, quanto o HDL, conhecido como bom colesterol) e o perfil lipídico, que revela se há ou não risco para aterosclerose, AVC ou hipertensão arterial.
 
TSH: a medição do nível de hormônio da tireoide é importante para verificar se há alguma alteração significativa em seu funcionamento.
 
Mamografia: o exame é indicado a partir dos 35 anos, ou a partir dos 30 em mulheres com casos de câncer de mama na família. Ele deve ser realizado a cada cinco anos até os 70 anos.
 
Densiometria óssea: deve ser feito tanto por homens quanto por mulheres, só que em idades diferentes. Para elas, a indicação é logo após a menopausa e para eles acima dos 60 anos. A finalidade é evitar a osteoporose e também possíveis complicações decorrentes de quedas, que afetam 30% dos idosos e podem até levar à morte.
 
Colonoscopia: recomendado a partir dos 50 anos e até os 85. Pacientes com casos de câncer na família devem repetir o exame de cinco em cinco anos, os demais devem repetir a cada 10 anos. O objetivo é rastrear câncer de colorretal. Um único exame de reto e da última parte do cólon (partes do intestino) em pessoas entre os 55 e os 64 anos permite reduzir a mortalidade por câncer colorretal em 43%.
 
Raio-X de tórax: imprescindível para quem é fumante, a fim de avaliar os pulmões. O médico consegue rastrear câncer nesses órgãos, além disso, esse exame também pode identificar o inicio de uma pneumonia, doença perigosa na terceira idade.
 
Eletrocardiograma: Ferreira indica que o eletrocardiograma seja realizado logo que o paciente passe a consultar com o geriatra. “Assim, o médico terá exames para comparação se houver alteração no futuro”, afirma. A saúde cardíaca deve ser acompanhada de perto pelo profissional, mas é sempre recomendado ir a um cardiologista.
 
Exames ginecológicos: papanicolaou e exame de toque devem fazer parte da lista até os 70 anos. “Muitas mulheres não querem fazer porque não tem mais vida sexual ativa. É preciso ficar claro que algumas infecções independem disso e que esse é um exame importante”, ressalta Funari.

Toque retal: apesar de ainda ser temido por muitos homens, esse exame detecta anomalias importantes na próstata, como um câncer.

PSA (sigla para Antígeno Prostático Específico): outro indicativo essencial para a saúde masculina. O índice desse antígeno é classificado como o mais eficaz na detecção do câncer de próstata, um dos mais letais para o público masculino.

25-hidroxi vitamina D: “A vitamina D tem sido considerada essencial para a boa saúde, principalmente dos idosos”, afirma Ferreira. Estudos têm comprovado a importância dessa vitamina na prevenção de doenças como a osteoporose. A vitamina D é produzida pelo corpo naturalmente depois da exposição ao sol. A geriatra, no entanto, pondera que este não é um exame essencial. “Ainda não está disponível na rede de saúde pública, por exemplo. Mas se ele puder ser relizado, melhor.”
 
Fonte iG

Superséries de exercícios para idosos preocupam especialistas nos EUA

Uli Seit/The New York Times
O consultor Ron Weiner fazendo uma supersérie com o
personal trainer: orientação e respeito aos limites
Séries intensas e quase sem intervalos entre os exercícios viraram moda entre idosos e especialistas dão o alerta: ganho de massa muscular vem acompanhado de lesões
 
"Tenho 39 anos", afirmou o homem sem camisa em um comercial na TV, "e estou em melhor forma agora do que quando era nadador no colegial".
 
Ele sorri e flexiona seus músculos grandes e bem definidos, enquanto a voz ao fundo exalta as virtudes do programa "Insanity", que o homem afirma ter utilizado para chegar a essa forma física. A voz também conta que esse é "o exercício mais pesado da história da televisão!".
 
Nos EUA, infomerciais desse tipo são frequentes na TV a cabo, e Ron Weiner, de 71 anos, os vê enquanto caminha pela esteira no porão de sua casa em Searingtown, Nova York. Quando sintoniza o canal de notícias, Weiner – consultor do setor madeireiro – assiste aos comerciais atentamente. Ele admira a barriga de tanquinho e os bíceps intimidadores, escuta as histórias inspiradoras de pessoas flácidas que entraram em forma – e não para de caminhar.
 
"Eu sei que isso não é pra mim", afirmou Weiner. "Acho que é necessário ter uma certa condição física e a idade correta para fazer algumas dessas coisas com frequência."
 
Programas de "alta intensidade" extremamente divulgados na televisão, como o Insanity e o P90X, são populares entre milhões de americanos, inclusive o candidato à vice-presidência Paul Ryan, que é famoso por praticar o P90X. Isso faz parte de uma tendência do setor, que aplica exercícios rápidos e eficientes em casa e em academias de ginástica, deixando pouco tempo de descanso entre cada série.
 
Mas isso faz bem para os idosos? Surpreendentemente, a resposta parece ser "talvez". Conforme sugere a reação de Weiner aos infomerciais, exercícios de alta intensidade são um tipo de atividade que os idosos acreditam ser destinadas para os filhos e netos, assim como baixar músicas do Justin Bieber ou fazer tatuagens.
 
"Um dos meus colegas diz o seguinte", afirmou Hank Willifor, cientista de exercícios da Universidade Auburn, em Montgomery, Alabama: "O Insanity é insanidade para os mais velhos?".
 
Entretanto, "alta intensidade" é uma expressão relativa. Basta ver o programa de Weiner: além dos 6,4km de caminhada diária – feitos em um piscar de olhos, com 15 minutos por série de 1,6km –, ele levanta pesos três vezes por semana na academia que montou em casa com a ajuda do personal trainer Bob Phillips.
 
Ainda que Phillips pegue um pouco mais leve com os clientes mais velhos – incluindo Weiner, que fez uma cirurgia dupla para substituir o quadril – isso não significa que ele só faz brincadeiras durante a sessão de 60 minutos.
 
"Nós diminuímos o tempo de descanso entre cada série", afirmou Phillips, que vive em Melville, Nova York, e é treinador há 26 anos.
 
Weiner afirmou ter perdido 13 quilos ao longo dos 13 anos em que vem trabalhando com o personal trainer, e agora pesa 85 quilos. Ele melhorou sensivelmente a força, o que pode ser comprovado por sua capacidade de se manter em posição de ponte por dois minutos. Weiner também é capaz de fazer de 10 a 12 séries de supino com 54kg. Apesar da melhora na forma física de Weiner, Phillips afirma que não prescreveria um programa como o Insanity ou o P90X para seus clientes mais velhos.
 
“Eu adoro esse tipo de treinamento explosivo de musculação, mas será que vale a pena tentar isso com uma pessoa ou um casal de mais de 60 anos, com problemas ortopédicos da vida real? Eu não acho que isso combine” afirmou Phillips.
 
Do outro lado do país, em San Diego, Floyd Humphries, de 70 anos, tentou fazer o P90X. "Era difícil", afirmou Humphries, uma corredora veterana que também pratica ciclismo e musculação três vezes por semana, sob a supervisão de um personal trainer.
 
Ela recomendaria esse programa para alguma de suas amigas? "Não", respondeu assertivamente.
 
"Meu Deus, basta olhar para essas propagandas. Essas mulheres e esses caras com 30 ou 40 e poucos anos e corpos de pedra. Tenho amigas que estão chegando à casa dos 70 anos e elas se machucariam se tentassem fazer algo assim."
 
Williford também se preocupa com as contusões, destacando que diversos estudos, nos quais pessoas idosas foram colocadas em programas de exercícios de alta intensidade, mostraram ganho de massa muscular, mas também uma taxa de contusões significativa.
 
"O risco provavelmente é maior do que os benefícios em diversos aspectos dos programas de alta intensidade", afirmou Williford, especialista em exercícios para idosos.
 
Entretanto, uma importante exceção a esse ponto de vista apareceu em um estudo apresentado no encontro nacional da Sociedade Americana de Medicina Esportiva, no mês de maio, em São Francisco.
 
No estudo, realizado na Universidade do Alabama, em Birmingham, 70 adultos com idades entre 60 e 75 anos receberam tipos de exercícios aleatórios, de acordo com diferentes protocolos de treinamento e níveis de intensidade durante um período de 30 semanas.
 
Os sujeitos que mais se beneficiaram foram aqueles que seguiram os programas que envolviam sessões de musculação de alta intensidade durante 45 minutos, duas vezes por semana, com uma sessão semanal de intensidade média e com a mesma duração.
 
Ainda que não fosse um programa como o Insanity ou o P90X, as atividades feitas em aparelhos de resistência eram difíceis. Eles envolviam "superséries" – uma forma consagrada de aumentar a intensidade do exercício por meio da realização de oito a doze repetições de uma determinada série de musculação, pulando para a próxima sem intervalo. Após cada supersérie, os sujeitos, que eram supervisionados durante cada sessão, podiam fazer uma pausa de 60 segundos antes de continuar.
 
Os resultados: as pessoas que faziam as superséries de alta intensidade duas vezes por semana ganharam 2 quilos de massa muscular, em média. Além disso, o líder da pesquisa, Marcas Bamman, acrescentou que isso foi feito sem qualquer caso de contusão. De que maneira outras pessoas idosas podem alcançar resultados similares com treinamentos de alta intensidade?
 
"Elas precisam da instrução correta", afirmou Bamman, diretor do Centro de Medicina do Exercício da universidade.
 
Todos os sujeitos envolvidos no estudo, que foi financiado por uma verba do Instituto Nacional do Envelhecimento, passaram por um programa introdutório de quatro semanas, durante as quais aprenderam os conceitos básicos da musculação e como realizar os exercícios da forma correta. Bamman afirma que isso lhes deu a confiança necessária para participar dos treinamentos de alta intensidade – além da vontade de tentar. Segundo ele, "o esforço é a chave do sucesso".
 
Jeff Potteiger, cientista do exercício da Universidade Grand Valley State em Grand Rapids, Michigan, não discorda, mas acrescenta que começar uma atividade física, independentemente do nível de intensidade, é o primeiro passo para qualquer idoso.
 
"Se você estiver em forma, trabalhe um pouco mais e veja o resultado. Se não estiver, levante da cadeira e comece a fazer alguma coisa", recomenda.
 
* Por John Hanc
 
Fonte iG

Após intoxicação de 18 crianças, fábrica de leite em SC é interditada

Laudos apontaram presença de nitrito até 10 vezes superior ao tolerado em amostras de leite pasteurizado produzido pela empresa
 
As secretarias de Saúde e de Agricultura do Estado de Santa Catarina lacraram no sábado a sede da empresa Papenborg Comércio de Laticínios Ltda., que produz o leite da marca Holandês, no município de Biguaçu, na região metropolitana de Florianópolis.             
Até o início da tarde deste domingo (23), 18 crianças que consumiram o produto, embalado em pacotes plásticos, haviam sido internadas nos últimos dias por intoxicação, a maioria delas com menos de 2 anos. Algumas delas precisaram de ventilação mecânica. Dez já haviam obtido alta e oito ainda permaneciam em hospitais das regionais de Florianópolis e de Itajaí.
 
Laudos preliminares produzidos em laboratório pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) apontaram presença de nitrito até dez vezes superior ao máximo tolerado em amostras de leite pasteurizado produzido pela empresa.
 
Entre os sintomas da intoxicação por nitrito estão arroxeamento da região em volta dos lábios e falta de ar. A substância induz a oxidação do ferro da hemoglobina, o que impede o sangue de transportar oxigênio.
 
"As internações são de crianças pequenas porque elas têm o organismo mais frágil. Em adultos, a exposição contínua ao nitrito pode causar câncer", explicou o médico infectologista Fábio Gaudenzi, diretor de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina, em entrevista à Agência Brasil. "A substância não deveria estar presente no leite, a não ser em quantidade muito pequena, porque ela até pode ser encontrada em adubos que, no pasto, são consumidos pelos animais."
 
A intoxicação por nitrito é grave e pode levar à morte. "Os casos notificados até agora têm sido relativamente leves, mas as pessoas precisam estar atentas e procurar rapidamente os serviços médicos no caso de algum sintoma", diz Gaudenzi. "O que chama a atenção é o fato de que, entre os casos de internação, há cinco crianças com menos de 6 meses e que deveriam estar sendo alimentadas exclusivamente por leite materno."
 
O caso mais grave registrado até o momento é de uma criança de 3 meses. "Muitas vezes por falta de recursos financeiros, as mães utilizam um produto que não é recomendado para a idade da criança", observa o médico infectologista. "Uma criança nessa faixa etária deveria estar sendo amamentada com leite da mãe ou consumindo um composto lácteo, que pode custar até R$ 60 a lata."
 
Inicialmente, as autoridades sanitárias haviam determinado a retirada do mercado de dois lotes do leite Holandês, mas uma nova reunião realizada sábado determinou a apreensão e a inutilização de todos os estoques do produto, produzidos até a última sexta-feira (21). Com prazo de validade de até cinco dias, o leite teria distribuição restrita a algumas regiões de Santa Catarina.
 
Fonte iG