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sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Brasil tem maior sistema público de transplantes do mundo, mas burocracia ainda atrapalha

Brasília – Apesar de contar com o maior sistema público de transplantes do mundo, “dificuldades burocráticas” comprometem a melhoria dos índices no Brasil, disse o coordenador do Sistema Nacional de Transplantes do Ministério da Saúde, Heder Murari.
 
Segundo ele, a pasta deve apresentar em 2013 um novo sistema de informação dentro da rede de transplantes, capaz de gerenciar uma lista única de receptores de órgãos, utilizando uma plataforma tecnológica mais moderna. A atualização dos dados dos pacientes, por exemplo, poderá ser feita pelo profissional de saúde por meio de um smartphone.
 
Durante evento para marcar o Dia Nacional da Doação de Órgãos e Tecidos - lembradoontem (27) - Murari destacou que a legislação brasileira atual exige o laudo de dois neurologistas para atestar casos de morte encefálica (quadro caracterizado pela perda definitiva e irreversível das funções cerebrais e que abre caminho para a doação de órgãos do paciente).
 
De acordo com o coordenador, há uma proposta de autoria do Conselho Federal de Medicina (CFM) para que a exigência, em caso de morte encefálica, passe a ser o laudo de dois médicos com qualificação em terapia intensiva, e não mais em neurologia.
 
“Vamos aproveitar para adequar o decreto à proposta do CFM, que é quem determina o critério de morte encefálica pela lei brasileira e, ao mesmo tempo, modernizar uma série de itens”, explicou. A previsão é que as alterações sejam encaminhadas à Casa Civil até o fim deste ano.
 
Segundo Murari, o ministério deve anunciar hoje uma portaria que trata da capacitação em transplantes. O texto, segundo ele, vai instituir a atividade de tutoria em transplantes e prevê o repasse de recursos para instituições definidas como tutoras.
 
“Vamos institucionalizar o ensino do processo de doação de órgãos e de transplantes”, disse. “Vai acabar a necessidade de pessoas jurídicas se organizarem para dar cursos em estados menos desenvolvidos”, completou.
 
Dados do governo federal indicam que alguns estados, como o Rio Grande do Norte, já conseguiram zerar a fila de transplantes. O termo é utilizado quando o tempo médio de espera por um órgão não ultrapassa 30 dias. A expectativa da pasta é que, até 2015, todos os estados brasileiros tenham zerado suas filas.
 
Outra meta definida pelo governo é contabilizar 15 doadores de órgãos para cada 1 milhão de habitantes – o melhor índice na América Latina. Nos primeiros quatro meses de 2012, o número registrado no país foi 13 doadores para cada 1 milhão de habitantes.
 
Fonte Agência Brasil

Anvisa quer mais controle na venda de medicamentos tarja vermelha



 
Brasília - A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) abriu discussão em audiência pública ontem(27) para debater sobre a necessidade de apresentação de receita médica para compra de medicamentos de tarja vermelha. A proposta da Anvisa é implementar medidas de fiscalização e educação para alertar sobre os riscos da automedicação e estimular o consumo racional de medicamentos no país.
 

Os medicamentos de tarja vermelha correspondem a 65% do mercado de medicamentos e para a maioria desses produtos, a legislação sanitária exige apenas a apresentação da receita médica no ato da compra. As farmácias não são obrigadas a reter as receitas.
 
Maria Eugênia Cury, chefe do Núcleo de Gestão do Sistema Nacional de Notificação e Investigação em Vigilância Sanitária, diz que existem “estudos consistentes” apontando que 44% dos remédios comprados para a automedicação estão nesse grupo de medicamentos.
 
Dirceu Barbano, diretor-presidente da Anvisa, diz que essa falta de controle, considerada por ele danosa para a sociedade, é uma falha em um sistema que tem um início de ciclo bem atendido. “A regularização tem sido muito eficiente na produção, distribuição e pesquisa na área de medicamentos. Tudo isso tem regras rigorosíssimas, mas quando chega na etapa de fechamento, quando o medicamento vai para o paciente, o sistema foge de todos os padrões. O mesmo cuidado tomado na produção tem que ser tomado na chegada do medicamento ao paciente”, disse o diretor.
 
Barbano, entretanto, não acredita que a retenção de receita seja o melhor caminho. “Seria necessário criar um prédio ao lado das farmácias para guardar as receitas retidas”, ironizou. Em sua opinião, o mais indicado, por enquanto, seria atuar na conscientização da população. “A prescrição médica é fundamental para garantir um diagnóstico correto e o uso seguro e eficaz do medicamento ”, disse Barbano.
 
 
A sugestão que teve mais força entre os representantes da indústria farmacêutica foi a formação de um “grupo de trabalho” para a proposição de ideias que tragam avanço que vá além de mostrar ou não a receita, como por exemplo sistemas eletrônicos desenvolvidos para um maior controle
 
Representantes dos farmacêuticos sugeriram que haja uma nova classificação que inclua medicamentos que possam ser indicados por profissionais da área.
 
O representante do Sindicato dos Farmacêuticos do Amapá, Cássio Sobrinho, achou importante a discussão, mas alerta que na Região Norte do país há municípios com pouco acesso ao serviço médico.
 
“A Região Norte tem suas peculiaridades e deve ter atenção especial nesta discussão. Medicamento tem, farmácia tem, não tem é médico. Tem lugar do Amapá que oferece [salário de] R$ 30 mil para um médico e a vaga não é preenchida”, diz Cássio.
 
Dirceu Barbano mostrou-se empolgado com a ideia do grupo de trabalho, renomeado por ele de “frente de interesse para a boa prática na dispensação de medicamentos”, e adiantou que o edital público com convite para as entidades que tenham interessa em manifestar ideias será publicado nos próximos dias. “Queremos colocar as ideias em prática ainda este ano”, disse o diretor.
 
Fonte Agência Brasil

Rio de Janeiro é estado que mais aumentou taxa de doadores de órgãos nos últimos dois anos

Rio de Janeiro – O estado do Rio de Janeiro bateu a meta do Ministério da Saúde em número de doadores de órgãos. Subiu de 4,4 doadores por milhão de pessoas em 2010 para 14,4 doadores por milhão este ano. A meta era 13,6.
Os números expressam uma estratégia bem-sucedida anunciada em abril de 2010, com a implantação do Programa Estadual de Transplantes (PET). Este ano, até agosto, o estado conseguiu 176 doadores e fez 790 transplantes: oito de coração, 103 de fígado, 254 de rim, 161 de medula óssea, 158 de córnea e 106 de osso.
No ano passado, foram 121 doadores e 900 transplantes ao todo. De acordo com o coordenador do PET, Eduardo Rocha, o Rio de Janeiro foi o estado que mais aumentou a taxa de doadores nos últimos dois anos.
O destaque em captação de órgãos no estado foi o Hospital Adão Pereira Nunes, em Duque de Caxias, que conseguiu só este ano 24 doadores, número maior do que o alcançado por 11 estados brasileiros e 116% a mais do que em todo o ano passado. Pelo bom desempenho, o hospital recebeu hoje (27) o prêmio Destaque na Promoção da Doação de Órgãos, oferecido pelo Ministério da Saúde.
Rocha explica que os números são resultado do trabalho implantado em 2010, com a criação das comissões intra-hospitalares de doações de orgãos e tecidos nos principais hospitais que têm emergência e terapia intensiva e apresentam maior potencial de captação de órgãos, seguindo o modelo da Espanha que, segundo ele, é líder mundial na realização de transplantes.
“As comissões são formadas por funcionários do próprio hospital. Eles rodam as unidades críticas procurando pacientes que possivelmente estejam em morte encefálica, que são os possíveis doadores de órgãos. Uma vez identificados, iniciam o processo de notificação à central e fazem todos os procedimentos, desde a confirmação da morte, a entrevista com a família e a manutenção do corpo. A comissão coordena todo o processo de doação”, disse Rocha.
Outra medida para aumentar o número de doadores são as organizações de Procura de Órgãos (OPOs), que são unidades descentralizadas de captação que atuam regionalmente, com um comitê responsável por cada área do estado.
O coordenador do PET lembra que o sistema foi implantado nos principais hospitais do estado, não só no Hospital Adão Pereira Nunes. No ano passado, o melhor resultado foi apresentado no Hospital Getúlio Vargas, na Penha, zona norte do Rio.
“Esses dois modelos, da comissão intra-hospitalar, que é o modelo espanhol, e o das OPOs, que é um modelo americano, fizeram a cara do Rio de Janeiro. A gente não seguiu um ou outro, a gente mesclou os dois modelos e com isso estamos tendo um resultado que é bastante satisfatório”.
Eduardo Rocha aproveita o Dia Nacional de Doação de Órgãos para agradecer aos familiares dos doadores. De acordo com ele, ainda é preciso sensibilizar as famílias sobre a importância da doação, que pode salvar vidas em um momento de dor. De acordo com ele, 48% das famílias entrevistadas sobre possível doação de órgãos negam o pedido.
Atualmente, 1.579 pacientes aguardam na fila de transplante no Rio: sete para coração, 732 para córnea, 131 para fígado e 709 pessoas aguardam um rim.
 
Fonte Agência Brasil

Transplantes aumentam 12,7% no primeiro semestre deste ano

Padrinhos da campanha de doação: o ator Duda Ribeiro, que
recebeu um fígado em 2011, o ator José de Abreu, defensor
da causa, e Nívea, que ganhou um coração
Padrinho da nova campanha de incentivo à doação de órgãos é o ator global Duda Ribeiro, que recebeu um novo fígado aos 49 anos
 
Para o ator da TV Globo Duda Ribeiro “nascer de novo” aos 49 de idade ele precisou de dois pilotos de avião, uma equipe de saúde de um Hospital no Rio de Janeiro e a decisão difícil de uma mãe que perdeu o filho aos 17 anos em um acidente no Paraná.
 
“São só algumas das pessoas que participaram do meu transplante de fígado realizado em 2011. Todos eles permitiram hoje eu comemorar um ano e oito meses de vida”, disse Duda em um evento realizado em Brasília nesta quinta-feira (27), data em foi celebrado o Dia Nacional do Doador de Órgãos. No evento, o Ministério da Saúde divulgou um aumento de 12,7% nos transplantes realizados em 2012.
 
“Era uma terça-feira, perto do meio dia. O telefone tocou e no visor do celular apareceu o número do médico. Suspendi o almoço e aguardei a nova vida que anunciava”, lembra ele para narrar o enredo cinematográfico da sua vida real e que permitiu, acredita, a escalação para o elenco da próxima novela global das 21h, chamada de Salve Jorge e que substitui Avenida Brasil.
 
Duda Ribeiro enfrentou um câncer, chegou a pesar 50 quilos e conviveu com a falência do fígado provocada pelas 12 sessões de quimioterapia vivenciadas nos últimos três anos. No período, foram três chamados telefônicos que avisavam da possibilidade de um órgão compatível. Nenhuma se concretizou.
 
Naquela terça-feira, a história parecia ser outra. Para o transplante virar realidade, os pilotos de avião do Exército Brasileiro precisariam enfrentar a tempestade e a falta de teto para voar, tudo com o intuito de buscar o fígado em Cascavel, cidade paranaense e local onde uma mãe acabara de perder um filho de 17 anos.
 
“Mesmo nesta situação delicada, a família conseguiu não pensar só na própria dor. E decidiu pensar em outra pessoa aceitando a doar os órgãos do jovem. Sou eternamente grato”, afirmou Duda.
 
O órgão foi captado no Paraná e levado para o Rio de Janeiro. Quase 20 horas após Duda fazer a última refeição – “resolvi pedir comida japonesa, a minha preferida”, lembra –, ele deitou na maca de um hospital público do Rio de Janeiro para entrar nas estatísticas brasileiras de transplantes.
 
Os dados divulgados hoje pelo Ministério da Saúde indicam que as 12.342 cirurgias do tipo realizadas no primeiro semestre de 2012 somam um aumento de 12,7% em relação ao mesmo período do ano passado.
 
O recorde histórico apontado pelo governo federal dribla a recusa de muitas famílias em fazer a doação. Segundo a Associação Brasileira de Transplantes de Órgão (ABTO), diariamente seis possíveis doadores são perdidos. A recusa familiar chega a 63%, informa o último relatório da entidade.
 
Para Nívea Maria Castro Alves, 12 anos, a família de Davi disse “sim”. Foi isso que permitiu a menina, moradora de Fortaleza (Ceará) estar viva aos 12 anos. Quando tinha 4 de idade, ela recebeu um coração. E hoje, em gratidão, chama a mãe de Davi, o menino que virou doador após a morte encefálica, de “mãe”.
 
Os números
12.287 transplantes realizados no primeiro semestre de 2012
  • Rim: 2689 – aumento de 14%
  • Coração: 108 – aumento de 29%
  • Pulmão: 30 – aumento de 100%
  • Pâncreas: 12 – estável
  • Pâncreas/Rim: 55 – estável
  • Fígado: 801 – aumento de 13%
  • Córnea: 7777 – aumento de 13%
 
Fonte iG

Perca peso com a dieta da cesta básica

Montamos um cardápio de sete dias para emagrecer consumindo apenas os principais alimentos da cesta básica, confira!

Produtos light e diet são mais caros quando comparados às suas versões regulares. Essa diferença no preço gera a ideia de que entrar em dieta significa um rombo no orçamento.

Não precisa ser assim. É possível emagrecer com alimentos simples e comuns, sem necessariamente investir em produtos elaborados, sofisticados e caros.

“Para emagrecer, é preciso seguir uma alimentação equilibrada e variada, que contenha todos os grupos alimentares – carboidratos, proteínas, lipídios, vitaminas e minerais –, o que é possível obter com alimentos bem conhecidos, como arroz, feijão, carnes magras, frutas e hortaliças”, diz a nutricionista Rosa Silvestrim.

Para ajudar, Rosa montou um cardápio para sete dias, contendo apenas os alimentos da cesta básica brasileira. Ele é bem simples e até repetitivo, mas contém apenas 1.000 calorias diárias, distribuídas em lanches e refeições.

Veja os principais alimentos da cesta básica, segundo o Dieese:
  • Açucar
  • Arroz
  • Banana
  • Batata
  • Carne
  • Farinha
  • Feijão
  • Leite
  • Manteiga
  • Óleo
  • Tomate
  • Pão
Dieta da cesta básica: cardápio de 7 dias

Segunda-feira
Desjejum: Meia xícara (100ml) de café com leite adoçado com 1 colher de açúcar + 1 pão francês (25g) com manteiga (1 colher de chá)

Lanche da manhã: 1 banana

Almoço: 2 colheres de sopa de arroz, ½ concha de feijão, 90g de carne magra (assada ou cozida) e salada de 1 tomate

Lanche da tarde: 1 banana

Jantar: Uma xícara pequena (100ml) de café com leite adoçado com 1 colher de açúcar + 1 pão francês (25g) com manteiga (1 colher de chá)

Terça-Feira
Desjejum: Uma xícara pequena (100ml) de leite + 1 fatia de pão de forma com manteiga (1 colher de chá)

Lanche da manhã: 1 banana

Almoço: 1 batata cozida média (amassada ou fatiada) + 90g de carne magra (assada ou cozida) + salada de 1 tomate

Lanche da tarde: 1 banana

Jantar: 90g de carne magra (assada ou cozida) + salada de 1 tomate

Quarta-feira
Desjejum: 1 banana batida com 100ml de leite

Lanche da manhã: 1 copo (200ml) de suco de tomate (bater com água)

Almoço: 2 colheres de sopa de arroz, ½ concha de feijão, 90g de carne e salada de 1 tomate

Lanche da tarde: meia xícara (100ml) de leite com café adoçado com uma colher de açúcar

Jantar: 1 colher de sopa de arroz + 90g de carne magra (assada ou cozida) + salada de 1 tomate

Quinta-feira
Desjejum: meia xícara de leite + 1 fatia de pão de forma com manteiga (1 colher de chá)
 
Lanche da manhã: 1 banana

Almoço: 2 colheres de sopa de arroz, ½ concha de feijão, 90g de carne e salada de 1 tomate
Lanche da tarde: 1 banana

Jantar: meia xícara (100ml) de café com leite adoçado com 1 colher de açúcar + 1 fatia de pão de forma com manteiga (1 colher de chá)

Sexta-feira
Desjejum: Uma xícara pequena (100ml) de café com leite adoçado com 1 colher de açúcar + 1 pão francês (25g) com manteiga (1 colher de chá)

Lanche da manhã: 1 banana

Almoço: 2 batatas pequenas (cozidas ou assadas) + 90g de carne magra (assada ou cozida) + salada de 1 tomate

Lanche da tarde: 1 banana

Jantar: meia xícara (100ml) de leite + 1 pão francês (25g) com manteiga (1 colher de chá)

Sábado
Desjejum: 1 copo (200ml) de suco de tomate + 1 fatia de pão de forma com manteiga (1 colher de chá)

Lanche da manhã: 1 banana

Almoço: 2 colheres de sopa de arroz, ½ concha de feijão, 90g de carne e salada de 1 tomate

Lanche da tarde: 1 banana

Jantar: 2 colheres de sopa de arroz + 90g de carne magra (assada ou cozida) + salada de 1 tomate

Domingo
Desjejum: 1 banana batida com 100ml de leite

Lanche da manhã: 1 copo (200ml) de suco de tomate (bater com água)

Almoço: 2 colheres de sopa de arroz, ½ concha de feijão, 90g de carne e salada de 1 tomate

Lanche da tarde: 1 xícara de café com leite adoçado com 1 colher de chá de açúcar + 1 banana

Jantar: meia xícara (100ml) de café com leite adoçado com 1 colher de açúcar + 1 fatia de pão de forma com manteiga (1 colher de chá)

Veja mais recomendações:
  • Compre frutas e hortaliças da estação, que costumam ser mais baratas
  • Faça de 5 a 6 refeições todos os dias, sendo três principais (café da manhã, almoço e jantar) e pequenos lanches, com intervalos de três horas (em média) entre cada uma dessas refeições
  • Evite frituras, pois elas prejudicam a saúde e aumentam a quantidade calórica consumida
  • Evite o consumo de gordura animal (carnes gordurosas , banha, etc) e retire a pele e a gordura aparente da carne e do frango
  • Aumente o consumo de frutas e hortaliças, pois fornecem vitaminas, minerais, fibras, água e aumentam a saciedade
  • Dê preferência às preparações grelhadas, assadas e cozidas
Fonte iG