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sábado, 29 de setembro de 2012

Usuários de maconha sofrem abstinência semelhante à de ex-fumantes

Ao deixar de usar a droga, consumidores sentem irritabilidade, alterações no humor e perda do apetite
 
As pessoas que tentam parar de fumas maconha sentem os mesmos sintomas de abstinência quando alguém para de fumar, de acordo com um estudo australiano.
 
Cientistas descobriram que quando os usuários regulares de maconha foram convidados a deixar o hábito por duas semanas, eles sofreram uma variedade de sintomas que afetam sua capacidade no trabalho e na vida pessoal.
 
Entre os sintomas estão a irritabilidade, dificuldades para dormir, alterações no humor e a perda do apetite. Já os mais graves, como a depressão, afetam usuários que são mais dependentes da droga, de acordo com o Daily Mail.
 
O estudo, feito com 49 consumidores em busca de tratamento, mostrou que alguns sintomas que aparecem durante a abstinência podem levar o usuário a uma recaída.
 
De acordo com a revista Plos One, os investigadores explicam que a retirada da maconha altera o funcionamento do corpo que está ligado às atividades diárias normais, levando o usuário a uma recaída.
 
Cientistas descobriram que 1 em cada 10 usuários de maconha passam por experiências desagradáveis, como confusões, alucinações, ansiedade e paranoia. O uso a longo prazo pode causar a perda da motivação e a depressão.
 
Outras pesquisas recentes mostram que a droga pode ser uma das principais causas de doenças psicóticas, como a esquizofrenia em pessoas que são geneticamente vulneráveis à doença.

Fonte R7

Brasil é exemplo na erradicação da raiva animal e humana no mundo, aponta a organização internacional WSPA

O objetivo da campanha, segundo Rosângela Ribeiro, é mostrar para as pessoas que existem métodos humanitários, sustentáveis e mais efetivos de combater a raiva

Rio de Janeiro – O Brasil é considerado, hoje, exemplo no combate eficaz da raiva animal em todo mundo. De acordo com Rosângela Ribeiro, gerente de Programas Veterinários da Sociedade Mundial de Proteção Animal (WSPA, na sigla em inglês), com a implantação pelo Ministério da Saúde, em 1973, do Programa Nacional de Prevenção da Raiva, o país tem sido eficaz no combate à doença.
 
Foi por meio desse programa, acrescentou, que o Brasil conseguiu baixar o número de casos de raiva humanos e animais em mais de 90%, desde a década de 80. De acordo com dados do Ministério da Saúde, enquanto em 1990 foram registrados 73 casos de raiva humana no país, no ano passado esse número caiu para apenas dois oficialmente notificados. Outros países da América Latina, entre os quais o México, o Peru e o Chile, também conseguiram obter esse resultado por meio da vacinação em massa gratuita. Em toda a região, os casos de raiva canina caíram de 25 mil, em 1977, para 196, em 2011, informou a WSPA.
 
Ontem (28), Dia Mundial da Raiva, a WSPA lançou pelo segundo ano consecutivo a campanha Coleiras Vermelhas – Na Luta contra a Raiva. O objetivo, segundo Rosângela Ribeiro, é mostrar para as pessoas que existem métodos humanitários, sustentáveis e mais efetivos de combater a raiva. “Infelizmente, existem muitos países, principalmente na Ásia, que matam milhões de cães por ano pensando que, dessa forma, podem erradicar a raiva”, disse à Agência Brasil.
 
De acordo levantamento feito pela entidade, cerca de 20 milhões de cães são sacrificados por ano no mundo, “na tentativa errônea de erradicar a doença, que mata 55 mil pessoas anualmente”.
 
“Essa campanha vai levar informação aos governos de vários países que ainda sacrificam cães para controlar essa zoonose. Nós queremos que esses governos implementem programas de vacinação em massa, gratuitos, de todos os cães, como uma forma humanitária de controlar a doença”, declarou a gerente da WSPA Brasil.
 
A implantação de programas de vacinação, enfatizou Rosângela Ribeiro, é a única forma comprovadamente eficaz de erradicar essa doença. Ela esclareceu que com 70% da vacinação das populações de cães, consegue-se criar uma barreira sanitária de imunização. “E você passa a proteger tanto os animais, como os seres humanos”.
 
A gerente da WSPA Brasil lembrou, entretanto, que a vacinação não é uma ação isolada. Ela deve ser acompanhada de iniciativas de educação em saúde, educação em guarda responsável, vigilância, entre outras. No Brasil, a maioria dos casos de raiva animal e humana é encontrada nas regiões Norte e Nordeste, com destaque para o estado do Maranhão, onde a campanha de vacinação não estava sendo implementada de forma efetiva.
 
Fonte Agência Brasil

Pequenas mudanças nos hábitos de vida podem ajudar seu coração

Doenças cardiovasculares podem – e devem – ser combatidas com prevenção
 
No Brasil, uma pessoa morre com problemas cardíacos a cada dois minutos. Em 2020, mais de 11 milhões de pessoas morrerão de infarto do miocárdio segundo projeções da Organização Mundial de Saúde (OMS).
 
Para evitar que esse número se torne realidade, a recomendação dos médicos é apenas uma: prevenção. “Hoje sabemos que mudanças nos hábitos de vida por um ano, por exemplo, podem modificar o curso da doença e estabilizar a formação de placas no coração, prevenindo o infarto”, afirma o cardiologista Hermes Xavier, membro da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC).
 
De acordo com a psicanalista Madalena Becker de Lima, um dos obstáculos com relação aos cuidados do coração é a falta de percepção desse órgão como passível de falhas. A compreensão do ser humano, nesse caso, é muito mais emocional do que física, funcional ou biológica. “O coração só é percebido como órgão quando tem alguma doença. Isso gera uma resistência inconsciente com relação aos cuidados, já que lembrar que o coração pode parar leva a muita angústia”, explica.
 
Fugindo da estatística
Quem não quer estar entre os milhões de pacientes que sofrerão do coração, pode começar a tratá-lo desde já. A principal iniciativa é combater ou minimizar alguns dos fatores que predispõe a um maior risco como obesidade, sedentarismo, fumo, hipertensão, diabetes e colesterol alto por meio de pequenas mudanças no dia a dia.
 
Exercitar-se pelo menos 30 minutos por dia separa uma pessoa sedentária de uma pessoa ativa. Além de aumentar a capacidade cardiovascular e deixar o coração em forma, exercícios podem ajudar a eliminar os quilinhos extras, minimizando dois problemas em uma única solução.
 
Não há falta de tempo que possa ser utilizada como desculpa nesse caso: os minutos podem ser fracionados, ou seja, você pode andar dez minutos para pegar o ônibus, ou estacionar em uma vaga mais longe do trabalho, almoçar naquele restaurante um pouco mais distante, voltar caminhando e usar mais a escada. Meta cumprida.
 
A próxima mudança deve passar obrigatoriamente pela alimentação. Pequenas alterações no cardápio podem resultar em um grande ganho na saúde. Trocar gorduras saturadas pelas insaturadas pode ser uma ótima opção.
 
“Em vez de utilizar a manteiga no café da manhã é possível optar pela margarina, principalmente as que contêm propriedades funcionais, ricas em ômega 3, por exemplo”, recomenda a nutricionista Roberta Cassani. O consumo diário de gordura, segundo ela, deve ficar entre 30 e 35% considerando uma dieta de 2 mil calorias. Abandonar velhos hábitos alimentares também pode ajudar a controlar o diabetes e a taxa de colesterol.
 
Mais calma
Já que atualmente o estresse é inerente ao cotidiano da maioria da população, o que resta é aprender a conviver com ele minimizando seus efeitos sobre a saúde. Exercitar a paciência e aprender a relaxar são dois itens fundamentais. Outro ponto importante é prestar atenção ao que pode causar traumas ao organismo.
 
“Estresse é a reação do corpo a uma determinada situação. Quando você exagera na comida, por exemplo, comendo uma feijoada, também está estressando o organismo”, ressalta o cardiologista Hermes Xavier.
 
Na opinião do médico, todas as alternativas, mesmo que pareçam pequenas, devem ser observadas a fim de melhorar a qualidade de vida e evitar problemas no coração. “Chega um momento em que a natureza cobra”, avisa. “Mas se a gente se cuidar ao longo dos anos, quem sabe a fatura não será menor?”

Fonte iG

Incor quer rastrear vítimas de doença que causa colesterol alto

Placa de colesterol aderida na parede da artéria coronária
Médicos querem rastrear quem são os 400 mil brasileiros que têm colesterol alto por uma condição hereditária chamada hipercolesterolemia familiar
 
Médicos do Instituto do Coração do Hospital das Clínicas (Incor) querem rastrear quem são os 400 mil brasileiros que sofrem de hipercolesterolemia familiar. A doença, silenciosa, é resultado de uma mutação genética que causa colesterol alto desde a infância. O resultado: risco até 20 vezes maior de infarto e acidente vascular cerebral (AVC) precoces.
 
Nesta sexta-feira (28), o Incor fez campanha gratuita para detectar o mal na população. Foram distribuídas 500 senhas.
 
A hipercolesterolemia familiar é diagnosticada por exame genético. Com uma gota de sangue, os médicos identificam o colesterol alto. Aqueles com LDL (o colesterol ruim) acima de 210 mg/dl serão encaminhados para o teste de DNA. Os pesquisadores procuram, então, as mutações no gene responsável pela retirada do LDL da corrente sanguínea.
 
Como esse gene não atua corretamente em quem tem a mutação, as placas de gordura se formam nas paredes de vasos e artérias desde a infância – daí, a ocorrência de doenças cardiovasculares precocemente.
 
“É muito dramática essa doença, porque as pessoas ficam assintomáticas por longo tempo e, muitas vezes, o primeiro sintoma é a morte súbita. O diagnóstico genético é importante porque permite descobrir outros casos na família”, diz a cardiologista do Incor Ana Paula Chacra.
 
O administrador Clecio Pavan, de 42 anos, tem colesterol alto desde os 11. Começou a pensar que poderia ser um problema hereditário quando a mãe dele infartou, aos 54 anos, em 1993. Mas só neste ano descobriu a mutação.
 
“Fui o primeiro a ser diagnosticado. Meu colesterol estava em 380.”
 
Vinte pessoas da família foram testadas - oito estão em tratamento no Incor, até as filhas dele, de 13 e 9 anos.
 
“Mudamos o estilo de vida. Minhas filhas treinam handebol; emagreci 10 quilos desde julho”, diz Pavan, que, com a ajuda de medicamento, baixou o colesterol para 150.
 
Segundo Ana Paula, se uma pessoa tem o diagnóstico positivo, toda a família é testada, até crianças a partir de 2 anos - a chance de um parente ter a doença é de 50%.
 
“Fazemos o rastreamento em cascata para saber quem é esse paciente que não sente nada, diagnosticar e tratar.”
 
O tratamento inclui medicamentos, como estatinas.
 
Fonte iG

Internações por infarto crescem 9,7% em menores de 30 anos

Levantamento  mostra que registros passaram de 686 para 753 em 4 anos. Cigarro, obesidade e estresse influenciam aumento e transformam coração em bomba-relógio

A população brasileira com menos de 30 anos tem hábitos que transformam o coração em uma bomba-relógio precoce.

Nesta parcela, 22% fumam, 90% são sedentários, mais da metade está com sobrepeso, só 15% consomem frutas e legumes em quantidade ideal e os jovens do Brasil constituem o segundo maior mercado mundial de crack e cocaína (com 2,2 milhões de usuários).

A união de todos estes fatores de risco – mapeados pelo Ministério da Saúde e por um estudo da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) – fez os registros de internações por infarto aumentarem 9,7% nos últimos quatro anos, passando de 686 casos em 2008 para 753 em 2011.

O levantamento, feito no banco virtual do Ministério com informações de todos os hospitais brasileiros, detectou ainda que entre janeiro e julho deste ano foram acumulados outras 427 internações na faixa-etária entre 15 e 29 anos, uma média de dois atendimentos por dia.

“O crescimento de doenças cardiovasculares em jovens é uma tendência mundial”, afirma o diretor da Sociedade Brasileira de Cardiologia, Sérgio Timerman.

“Nossas análises apontam que nos principais hospitais de atendimento cardíaco do País, o movimento de pessoas jovens nos setores de emergência foi ampliado entre 3% e 12%”, completa o médico.

Fiel da balança
Segundo Timerman, além dos hábitos nocivos ao coração projetarem panes cardíacas mais precoces, o estresse, a competitividade no mercado e a qualidade de vida ruim também alavancaram os infartos em jovens.

“Já está consolidado que a vida estressante é intimamente ligada aos problemas cardíacos, sendo o gatilho de doenças que só apareceriam no futuro, após os 60 ou 70 anos”, complementa o especialista.

Todas estas características fazem com que as doenças cardiovasculares ocupem o topo das causas de morte no Brasil e no mundo, sendo responsáveis por 17,3 milhões de mortes anuais no planeta (dos quais 308 mil brasileiros), conforme dados da Organização Mundial de Saúde (OMS).

“O comportamento do jovem hoje faz com que ele seja o fiel da balança da expectativa de vida do futuro”, afirma o diretor da SBC.

“Há 50 anos, as principais causas de morte no País eram as doenças infectocontagiosas. Atualmente, são os problemas no coração e no cérebro. A tendência é que, no futuro, o câncer alcance o topo do ranking da mortalidade, por causa do envelhecimento populacional. Mas se a população continuar estressada, comendo mal e se exercitando pouco desde cedo como acontece atualmente, as doenças cardíacas não serão evitadas e a sobrevida não será garantida.”

Mudar hábitos desde a infância é a chave para alterar as causas da letalidade e ampliar a sobrevivência dos corações.

Por isso hoje, os médicos do Hospital do Coração (HCor) listam as principais atitudes que protegem o músculo cardíaco.

- Avalie o seu Índice de Massa Corporal (IMC) . Se o resultado for sobrepeso, comece agora uma reeducação alimentar
 
- Inclua na dieta alimentos que protegem o coração .
 
- Faça ao menos 30 minutos de exercícios físicos por dia .
 
- Não fume, não use dorgas e não ingira bebidas alcoólicas em excesso.
 
- Controle a pressão arterial e o colesterol .

Fonte iG