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quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Dançar “Gangnam style” faz bem ao coração e queima até 600 calorias

 
Gangnam styleConfira o gasto calórico de outras modalidades, como kuduro, salsa e balé
 
Mesmo que seus ouvidos já estejam cansados de ouvir o novo hit “Gangnam Style”, saiba que ele pode fazer bem ao coração, caso seja acompanhado da famosa coreografia. E se houver disposição para fazer a “dança do cavalinho” por 45 minutos é possível queimar até 600 calorias.
 
As informações são do coordenador de fitness da rede de academias K2, Marcos Ayran.
 
“Toda dança traz um benefício cardiovascular, porque além de movimentar o corpo, há a questão lúdica e de diversão, o que beneficia o coração”, diz.
 
“Além disso, há o gasto calórico benéfico para o emagrecimento e queima de gordura. Mas para isso, é preciso dançar por 45 minutos. Para não ficar cansativo, o ideal é misturar outros ritmos”, ensina.
 
Veja as danças que mais queimam calorias:
  • Balé: 550 calorias por hora.
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  • Capoeira: 720 por hora.
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  • Dança de salão: 210 por hora.
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  • Dançar o hit gangnam style: entre 400 e 600 calorias em 45 minutos.
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  • Flamenco: 400 calorias por hora.
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  • Kuduro: 600 calorias em uma hora.
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  • Sh’Bam: 400 calorias por hora.
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  • Tango: 350 calorias por hora.
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  • Twist: 660 calorias por hora.
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  • Zumba: 350 calorias por hora.
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Fonte iG

Comportamento ajuda profissional a se destacar

O mais importante para se destacar é entender as regras da empresa
Conheça dez dicas para garantir uma imagem positiva no trabalho
 
Mais do que competência, se destacar no mercado de trabalho exige alguns cuidados comportamentais, que vão da forma como o profissional se veste à organização de sua mesa.
 
Com o uso intenso de tecnologia, como celular, e-mail e redes sociais, é preciso ficar ainda mais atento para não sair da linha e incomodar os colegas, abalando sua imagem na empresa.
 
De acordo com a consultora de imagem corporativa Renata Mello, conquistar a confiança e o respeito dos colegas e da chefia, nem sempre é tarefa fácil. Mas as atitudes do profissional no ambiente de trabalho podem ser utilizadas como um instrumento de reconhecimento.

A consultora acredita que o relacionamento com os colegas, a preocupação com regras básicas de etiqueta e toques de diplomacia podem fazer muita diferença quando a chefia precisar escolher alguém para ocupar um cargo novo ou assumir um desafio. “O mais importante é o profissional entender o ambiente da empresa e trabalhar alinhado às políticas da companhia. Em algumas corporações pontualidade é algo imprescindível, em outras não é tão crítico”, afirma Renata.
 
Entre os pontos de atenção, a especialista destaca dez dicas.

1 – Procure ter uma postura elegante. Isso vai da maneira de se vestir ao jeito de se comportar ao telefone;
 
2 – O ambiente de trabalho normalmente tem o formato de estações, onde um está de frente ou ao lado de vários outros colegas. Assim, cuidado ao falar ao telefone ou com um colega. Muitas pessoas não percebem que falam alto demais;
 
3 – Evite usar cores muito fortes no ambiente de trabalho, como amarelo canário e verde limão. Dê preferência a tons mais neutros e escuros e, se for o caso, coloque um acessório com uma cor diferente para dar um toque diferenciado à roupa;
 
4 – Algumas pessoas enchem sua estação de trabalho com dezenas de badulaques, incluindo bichinhos de pelúcia, porta-retrato, com fotos da pessoa na praia, bebendo etc. Poluir o local de trabalho é deselegante e pode levar à superexposição;
 
5 – Ouvir musica com fone ou na caixa de som do computador pode atrapalhar os colegas. Lembre-se de que algumas pessoas não conseguem se concentrar se tem música no ambiente;
 
6 – Cuidados com as informações que publica nas redes sociais. Esses espaços normalmente reúnem contatos pessoais e dos profissionais, por isso, determinadas fotos e comentários devem ser evitados. Além disso, nunca fale mal de colegas e da empresa, mesmo que por meio de mensagens indiretas, como comentários sobre o clima no escritório que podem ser rapidamente interpretados;
 
7 – Chamar um colega para tomar um cafezinho é uma atitude agradável, especialmente, se ele acaba de ser contratado e ainda não conhece muitas pessoas. Mas cuidado para não parecer que você não tem nada para fazer além do social na empresa;
 
8 – Fique atento à música de alarme do seu celular. Alguns toques são baseados em músicas deselegantes. O melhor é deixar o telefone no alerta vibratório;
 
9 – Em reuniões de trabalho cuidado para não querer aparecer demais. Escute o que todos têm a dizer e dê sua opinião. Não interrompa os colegas, mesmo que estejam dizendo algo absurdo. É importante adotar uma postura ponderada, deixando claro qual sua opinião e evitando depreciar o colega;
 
10 – Mesmo em ambientes mais descontraídos, que permitam certa liberdade, não esqueça que lidar com os colegas com educação e consideração. Esse é passaporte certo assegurar adquirir respeito e colaboração.

Fonte iG

Pesquisa nos EUA revela: quem não bebe, não sobe na carreira

Beatrice de Gea/The New York Times
Terrence Levin, ex-executivo de publicidade da Forbes, bebe
copo de água com gás em Pig and Whistle, em Nova York
Pesquisas apoiam a ideia de que os que não bebem têm dificuldades para subir na hierarquia corporativa e de se enturmar, além de ganhar menos dinheiro que beberrões
 
Como executivo de vendas de anúncios da revista Forbes, Terry Lavin trabalhou duro para ganhar sua reputação de companheiro de bebida confiável.
 
"Era como se eu tivesse alugado um espaço no P.J. Clarke's", disse, se referindo ao bar de Midtown Manhattan. "Sempre fui o último a sair, sempre com um coquetel na mão."
 
Em um negócio baseado na simpatia, o papel o ajudou a ter sucesso. Até 2010, quando ele decidiu dar um tempo para o seu corpo e parar de beber por seis meses. Sua saúde melhorou; já seu negócio, não.
 
"Ligava para camaradas com quem eu tinha amizade, camaradas que tinham nas mãos grandes orçamentos para anúncios, a fim de ver se queriam sair para um happy hour ou comer alguma coisa", lembrou, "e eles me respondiam: 'Está bebendo? Não? Então esquece'".
 
Lá se vão os benefícios da vida sóbria.
 
Mesmo enquanto almoços com três doses de Martini e reuniões de funcionários abastecidas a uísque se tornam mais difíceis de encontrar fora da TV a cabo, grandes quantidades de rituais de negócios americanos continuam girando em torno do consumo de álcool.
 
Quer seja cortejando um cliente, esboçando um acordo ou simplesmente provando que você é um jogador de equipe, tomar uma rodada de cerveja é substancialmente mais vital para muitas ocupações que jogar uma rodada de golfe.
 
Para profissionais que se abstêm do álcool – seja por saúde, religião, recuperação ou simplesmente por preferência – pode parecer às vezes mais difícil progredir se não estiverem dispostos a tomar uma.
 
"Esperam que você beba, e beber é parte do que você faz; as pessoas ficam meio sérias se você disser que não bebe", disse Link Christin, diretor de um programa de tratamento especial para advogados iniciado no ano passado pela Hazelden, uma rede de centros de recuperação contra álcool e drogas que fica no estado de Minnesota. "Se disser que não bebe, você tem que lidar com a suspeita de que não sabe jogar."
 
Para encontrar essa postura em ação, basta olhar para a campanha presidencial deste ano. Como parte de sua estratégia de campanha de convencer os eleitores de que Mitt Romney, um mórmon abstinente, é diferente da maioria dos americanos, o presidente Barack Obama tem feito uma exibição notável de que aprecia cerveja como as pessoas comuns.
 
"Ontem fui à Feira Estadual e comi costeleta com cerveja", Obama se gabou para uma multidão de Iowa em agosto, o dia em que fechou um quiosque de cerveja para que pudesse comprar cervejas para ele e para outros dez frequentadores da feira. "E a cerveja estava boa. Hoje, só tomei cerveja. Não comi costeleta. Mas a cerveja estava boa." A multidão retribuiu gritando em coro: "Mais quatro cervejas!".
 
Quando o público exigiu que Obama revelasse as suas receitas de cerveja caseira após dividir uma garrafa com um dos clientes de um pequeno restaurante em Knoxville, Iowa, a Casa Branca aproveitou o momento, exigindo primeiro 25.000 assinaturas em um abaixo-assinado (a Casa Branca finalmente cedeu, liberando duas receitas depois de apenas 12.000 assinaturas).
 
E esse não é um assunto novo entre os políticos. Edward M. Kennedy se queixou da falta de álcool na Casa Branca de Jimmy Carter enquanto se preparava para desafiar o presidente nas prévias de 1980. E isto se tornou um truísmo nas pesquisas nos últimos anos: os eleitores escolhem o candidato com quem beberiam uma cerveja (o mais recente presidente que não bebe a assumir a Casa Branca, George W. Bush, pelo menos se assegurou de ser ocasionalmente fotografado segurando uma cerveja sem álcool).
 
Para pessoas menos públicas, a noção de que alguém que não bebe não tem bom desempenho nos negócios – ou pior, é uma pessoa não confiável – pode impedir o progresso profissional.

"Existe a percepção de que você é quase impotente", afirmou um abstêmio, que é editor de uma revista de estilo de vida focada em bebidas e que pediu para não ser identificado porque muitos de seus colegas de trabalho não sabem que ele entrou no programa dos 12 passos.

As desvantagens profissionais da sobriedade variam do literal – o editor teve recusar uma promoção em potencial porque envolveria beber vinho – ao sutil.
 
"Regularmente, me recuso a ir a almoços e jantares com pessoas do ramo que, no passado, eu aceitaria correndo", afirmou. "Simplesmente, não posso ir a um jantar com um fabricante de vinho e dizer: não, obrigado. Não vou beber.''
 
Mas não precisamos trabalhar diretamente com bebidas alcoólicas para passarmos por isso. Em Wall Street, onde prevalece o estilo de vida "modelos e garrafas", os que não bebem "queixam-se de que não conseguem fechar negócios, não conseguem mesmo entrar nas negociações iniciais porque não entram no comportamento de beber", diz John Crepsac, um terapeuta de Nova York que aconselha profissionais de Wall Street em recuperação.
 
Os cientistas sociais se referem a isso como "capital social", a quantidade de potencial econômico a ser controlado pela capacidade de se enturmar.
 
"Houve épocas em que eu sabia que colegas iriam sair com clientes que poderiam ajudar a avançar a minha carreira", disse um corretor de Wall Street que não bebe e que pediu para ficar anônimo porque o seu empregador não permite que funcionários conversem com a imprensa, "mas era compreendido sem palavras: 'Sim, não vamos convidá-lo porque provavelmente vamos tomar alguma coisa e ele não vai participar, então do que adianta?'''.
 
Claro que a sobriedade e o sucesso não são mutuamente contraditórios. Warren Buffett, Donald Trump, Joe Biden e Larry Ellison são abstêmios desde sempre. Quer vença a eleição ou não, também não faltou sucesso para Romney.
 
E mulheres sóbrias podem de fato se beneficiar com um padrão dúbio. "Ainda se espera que os homens se reúnam e enlouqueçam, mas de algum modo isso é mal visto se uma mulher participa", disse Crepsac, notando que poucas de suas pacientes se queixaram deque a sobriedade tenha lhe prejudicado a carreira. "Existem várias coisas pelas quais as mulheres são discriminadas no trabalho, mas esta não é uma delas."
 
Mesmo assim, as pesquisas apoiam a ideia de que os que não bebem têm dificuldades para subir na hierarquia corporativa. Vários estudos demonstraram que as pessoas que bebem ganham mais dinheiro do que as que não bebem, embora os que bebem demais ganhem menos do que os que bebem moderadamente.
 
Essa pressão de desempenho pode às vezes causar uma recaída nos profissionais em recuperação. É por esta razão que a Hazelden criou um grupo de apoio especialmente para advogados que estão tentando ficar sóbrios.
 
"A pressão para trazer negócios em escritórios de advocacia, a pressão de fazer acontecer, é maior a cada dia", disse Christin, ex-advogado e alcoólatra recuperado. "Quando temos que escolher entre sustentar a família e entre beber uma taça de vinho, pode ser difícil não se desviar do caminho", afirmou.
 
Abstinentes tendem a desenvolver estratégias para se socializar profissionalmente sem o álcool. Alguns pedem uma bebida e simplesmente não bebem; outros utilizam o humor para desviar atenção indesejada. "Digo que estou grávido", informou o corretor de Wall Street.
 
Lavin, que tirou uma licença das vendas de anúncios para escrever um livro, aconselha pedir a sua bebida em um copo que engane. "As pessoas ficam bem mais calmas se você estiver bebendo água mineral em um copo de uísque", disse.
 
E existe justiça. Joe McKinsey, um ex-executivo imobiliário que abriu uma clínica de recuperação para executivos em East Hampton, no estado de Nova York, após sua própria recuperação, disse que bastaram apenas alguns meses de sobriedade em seu antigo trabalho para passar de objeto de piadas a confidente dos que estavam em apuros.
 
"As pessoas acabam te cercando, perguntando: 'Acha que tenho um problema?'", afirmou. "Tornei-me o cara a quem recorrer se precisar ter uma conversa particular."
 
Fonte iG

Adiar a maternidade pode causar sofrimento à mulher

Apesar de avanços médicos e científicos, a tarefa de
 ter um filho ainda não é simples
Pesquisa do Instituto de Psicologia (IP) da USP ouviu mulheres que conseguiram ter filhos após os 35 anos
 
A idealização de uma vida conjugal pode levar mulheres a decidirem pelo adiamento da maternidade, seja por que não encontram o parceiro que imaginam ser perfeito para iniciar a família ou pela ideia de que filhos podem atrapalhar a vida a dois no início da relação. Entretanto, uma pesquisa do Instituto de Psicologia (IP) da USP verificou que o adiamento pode ser fonte de diversas angústias para as mulheres, visto que elas não têm total controle de quando conseguirão se tornar mães.
 
O trabalho conduzido pela psicóloga Maria Galrão Rios Lima, intitulado Um estudo sobre o adiamento da maternidade em mulheres contemporâneas, entrevistou oito mulheres que, por opção própria, decidiram ter filhos apenas após os 35 anos. Entre as entrevistadas, quatro tiveram sucesso e outras quatro ainda estão no processo de tentativas. O sofrimento vivenciado por aquelas que não conseguiram ser mães vem da decepção e do sentimento de fracasso. “Existe hoje um discurso perigoso de que a mulher pode tudo, e, pior, deve obter sucesso em todos os âmbitos de sua vida”, mostra Maria. “Mas ninguém tem controle de quando vai ficar grávida”.
 
Segundo a pesquisadora, apesar de avanços médicos e científicos na área da inseminação artificial, por exemplo, ainda não é simples a tarefa de ter um filho. “O controle nunca é total”, ressalta. Além disso, os procedimentos que a medicina oferece, normalmente, são muito invasivos. Por este motivo, inclusive, uma das participantes da pesquisa desistiu de tentar por métodos não naturais.
 
Maria acredita que o principal aspecto de sua pesquisa é a tentativa de quebrar a ideia de onipotência nesse caso. “Não dá para ter filhos a qualquer momento”. Ela diz, ainda, que o adiamento da maternidade não é uma patologia, um problema a ser tratado. Porém, ele carrega um potencial de sofrimento para a mulher.
 
Mulheres
Em revisão da literatura acadêmica sobre o tema, a psicóloga encontrou, na grande maioria, visões que falavam sobre o foco na carreira que as mulheres estão tendo. Porém, em sua tese de doutorado, orientada pela professora Isabel Cristina Gomes, não foi este o discurso que predominou. Foram mais relatadas as procuras por uma vida conjugal ideal e pela estabilidade financeira.             

As mulheres ouvidas na pesquisa se casaram, em média, na faixa dos 28 anos. O adiamento é recomendado por aquelas que conseguiram ter filhos após os 35 anos. Segundo Maria, porém, a idade mais avançada não equivale necessariamente a uma maior maturidade da mulher. Os recursos psíquicos de cada participante, bem como a relação com a própria família, é que mostraram-se determinantes na questão do adiamento da maternidade.
 
Muitas daquelas que ainda não conseguiram se tornar mães mostram ressentimentos em relação ao adiamento. A sensação de impotência nessa situação se contrapõe, segundo a psicóloga, a “uma idealização de que a mulher, nos dias atuais, pode e deve conseguir fazer tudo: ter uma carreira, um bom casamento, viajar, comprar carro e apartamento e depois ter um filho”.
 
Em geral, os maridos das mulheres ouvidas na pesquisa são divorciados e mais velhos. Eles abraçam a ideia de adiar a maternidade e “curtir a vida”. Porém, em dois dos casos, foi por pressão do homem que a mulher, antes sem interesse de ser mãe, decidiu ter filhos.             
Fonte iG

Bacilo da tuberculose contamina 18 bebês em Campinas

Balanço das primeiras análises de crianças indica que pode passar de cem o total de recém-nascidos infectados pela bactéria no hospital Madre Theodora, no interior de São Paulo
 
Chegou a 18 o número de bebês contaminados com o bacilo da tuberculose (bacilo de Koch) na maternidade do hospital Madre Theodora, em Campinas, no interior paulista. O balanço das primeiras 166 análises de crianças, que nasceram entre janeiro e junho e que tiveram contato com o foco de transmissão do surto investigado pela Secretaria da Saúde, indica que deve passar de cem o total de recém-nascidos infectados.
 
Os 18 casos são uma parcial dos exames feitos até agora, de 354 análises que serão realizadas no primeiro grupo. Cinco dos bebês estão com a tuberculose e sendo tratados com três tipos de antibióticos por seis meses. Os outros 13 foram contaminados com o bacilo, mas não adoeceram.
 
"Chamamos de infecção latente, essas crianças também terão que passar por tratamento por seis meses, mas com apenas um tipo de droga", afirma a coordenadora do programa de tuberculose, da prefeitura de Campinas, Maria Alice Satto.
 
Outros três casos não apresentaram traço do bacilo, mas o quadro clínico e o histórico de saúde fizeram com que fossem pedidos exames mais detalhados para se confirmar ou descartar a tuberculose.
 
"A incidência atual é de 7,8% e não haverá grande variação. A maioria das crianças não teve contato direto com a funcionária do hospital suspeita de ser ter transmitido a doença", explica a coordenadora. A Secretaria de Saúde estima, a partir desses números, que vai passar de cem o total de crianças com infecção latente do grupo de 1,3 mil analisados.
 
A origem da contaminação foi uma técnica em enfermagem que trabalha no hospital, que foi diagnosticada com tuberculose, após a notificação da vigilância, e está afastada para tratamento. A tuberculose é uma doença infecciosa que tem cura. Em recém-nascidos, tanto o diagnóstico como o tratamento são mais difíceis. É uma doença que afeta principalmente os pulmões, transmitida pelo ar, pelas gotículas de saliva. Bebês não são considerados transmissores da bactéria.
 
Faltam 188 crianças para serem examinadas no primeiro grupo de 354, formado pelos que tiveram contato direto com a enfermeira, informa Maria Alice. Em seguida, começarão os exames em outros 1 mil bebês. Para análise das crianças nascidas nesse período no Madre Theodora, foi montado pela Secretaria de Saúde um protocolo de diagnóstico em parceria com as universidades de Campinas. O documento prevê, entre outras coisas, análise de curva de crescimento, desenvolvimento dos bebês, raio X de tórax e testes com reagentes.
 
Fonte iG