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sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Tratamento para infertilidade traz grande estresse emocional para as mulheres

O tratamento para infertilidade tem grande impacto emocional nas mulheres que estão tentando engravidar mas têm algum problema. Um estudo recente tentou identificar as causas do estresse nesse grupo de mulheres com algum problema de infertilidade e que também afeta suas famílias.
 
“A infertilidade é responsável por uma série de emoções varidas, das negativas até as positivas, e impacta diversos aspectos da vida dessas mulheres. Esse tipo de problema está ligado ao desenvolvimento da depressão, ansiedade, raiva, cognição comprometida e baixa na auto-estima”, explica Juan Garcia Velasco, autor do estudo publicado no periódico Human Reproduction e pesquisador da Universidade de Madri, na Espanha.
 
De acordo com o estudo, que acompanhou mais de 440 mulheres com idade variando entre 18 e 44 anos e fazendo tratamento por conta de problemas de fertilidade, as preocupações e estresse começam nos primeiros dias em que os tratamentos começam a ser feitos.
 
Os piores sentimentos eram superados após o início do tratamento
Sentimentos como vergonha e que “falharam em serem mulheres” estavam entre as afirmações mais comuns entre essas participantes da pesquisa. Muitas delas relataram também piora nos seus relacionamentos logo após o início do tratamento para fertilidade, outro fator de estresse bastante marcante.
 
Mas quando o tratamento estava em andamento, esses sentimentos se invertiam. Aproximadamente 33% afirmaram que seus parceiros se tornaram mais próximos e 63% diziam que eles estavam se comportando de forma especialmente positiva após algum tempo.
 
Mesmo assim sentimentos de impaciência e frustração ainda eram recorrentes. Houve aumento da ansiedade e emoções negativas associadas ao sexo e as participantes também afirmavam se sentirem exaustas e confusas sobre o que estava ocorrendo com elas.
 
Outro dado interessante é que 68% mulheres mais velhas (e, portanto, menores chances de engravidar) mesmo sabendo que poderiam ter problemas de fertilidade, diziam que estar surpresas com a condição.
 
“Esses dados apontam para a necessidade de rever protocolos relacionados com os tratamentos para infertilidade, o que causa grande estresse físico e emocional. O aumento de informações disponíveis aos pacientes de forma geral pode gerar maior sentimento de satisfação e diminuir essa ansiedade e estresse”, diz Velasco.
 
Maior educação para o problema
Outro problema, diz o autor, é que muitas mulheres que estão no risco de maior infertilidade (como aquelas com mais de 35 anos ou que tiveram problemas de saúde como a endometriose, entre outros) tentam durante muito tempo engravidar de forma natural.
 
“Há um período de quase 2 anos de espera para procurar um tratamento para o problema. Quase 58% das participantes do estudo disseram que sentiam que haviam esperado tempo demais. Esse é outro fator que contribui com a frustração ao início do tratamento”, diz o autor.
 
“Educar a população para problemas relacionados com a infertilidade é algo importante para que os efeitos emocionais negativos associados aos tratamentos sejam menos impactantes”, diz.
 
Fonte O que eu tenho
-Fonte O que eu t

Como o temperamento infantil pode prever transtornos ansiosos

O modo com as crianças interpretam certas situações é influenciado pelos pais. E filhos de pais com temperamentos negativos são mais propensos a desenvolver transtornos ansiosos no futuro.
 
É isso o que afirma uma pesquisa feita por Andres Viana, pesquisador da Universidade do Mississipi, nos EUA e publicado no periódico Journal of Clinical Psychology. De acordo com estudos anteriores, 32% das crianças e adolescentes com menos de 18 anos terão algum tipo de transtorno ansioso. Desses, muitos podem levar esse tipo de transtorno para a idade adulta.
 
Os transtornos ansiosos são um grupo de problemas que abrange a ansiedade generalizada, fobia social, transtorno do pânico e estresse pós-traumático, entre outros.
 
A equipe de Viana observou como os traços de personalidade como a introspeção tem relações com maior nível de alerta quando há uma situação nova a ser enfrentada. Nessa equação também entram o modo como os pais apresentam ou ajudam a criança a assimilar essas novas situações.
 
Crianças mais introspectivas e cujos pais são mais negativos têm maior tendência, de acordo com a pesquisa, a desenvolverem os transtornos ansiosos.
 
“A tendência dessas crianças é interpretar situações novas como uma ameaça em potencial. Saber como os pais as ajudam a enxergar um problema – no caso um problema para os introspectivos – é um bom indicativo se uma crianças está na faixa de risco para transtornos ansiosos”, diz o pesquisador.
 
“Um exemplo claro disso é quando um amiguinho da escola, por exemplo, passa por uma criança introspectiva e que aprendeu a ser mais negativa e não dá um ‘oi’. O amigo pode simplesmente não tê-la visto, mas a interpretação da criança sobre o fato é que ele a está evitando”, completa.
 
É nessa idade escolar, diz o pesquisador, que essas crianças começam também a enfrentar problemas de ansiedade. A escola traz um grande impacto na forma como elas vivem, aponta Viana, sendo que cada dia novos problemas são apresentados e elas precisam resolver da melhor forma possível. Não conseguir resolver essas novas situações pode levar ao isolamento e pressão social.
 
“Os transtornos ansiosos impactam a vida da criança em níveis funcionais, piorando a qualidade das relações na escola, na família e em diversas situações de socialização. Quanto melhor identificarmos os riscos para o desenvolvimento desse tipo de problema, melhor vamos conseguir evitar que na idade adulta isso se torne pior”, conclui Viana.
 
Fonte O que eu tenho

Estudo sugere que mulheres estressam mais com más notícias

Quantidade de hormônio ligado ao estresse é maior depois de ler noticias ruins; efeito não foi observado em homens.
 
Uma pesquisa realizada no Canadá sugere que más notícias, por exemplo as que detalham assassinatos, afetam mais as mulheres do que os homens.

As mulheres pesquisadas produziram mais hormônios relativos ao estresse ao serem expostas a notícias negativas. Esses efeitos não foram observados nos homens.

O estudo, feito com 60 pessoas, foi publicado no periódico especializado PLoS One.

Os pesquisadores da Universidade de Montréal juntaram recortes de jornais com notícias de acidentes e assassinatos e também histórias mais neutras, sobre estreias de filmes, por exemplo.

Homens e mulheres leram os recortes com as notícias negativas e neutras e foram submetidos a exames para detectar os níveis do cortisol, hormônio relacionado ao estresse, durante todo o período do estudo.

"Apesar de as notícias por si só não terem aumentado os níveis de estresse, elas fizeram com que as mulheres ficassem mais reativas, afetando as respostas psicológicas delas a situações estressantes que ocorreram depois", afirmou Marie-France Marin, uma das pesquisadoras da Universidade de Montréal.

Nos homens, os níveis de cortisol não se alteraram.

Para a pesquisadora, "é difícil evitar as notícias, levando em conta a variedade de fontes de notícias por aí".

"E se essas tantas notícias forem ruins para nós? Certamente parece ser o caso", acrescentou.

Ameaça aos filhos
Os cientistas sugeriram que as mulheres podem identificar melhor possíveis ameaças aos filhos, o que afeta a forma como elas reagem ao estresse.

"Segundo estudos envolvendo autoavaliações, mulheres afirmaram que, em média, 'reagem mais ao estresse' do que homens", afirmou o professor Terrie Moffitt, do Instituto de Psiquiatria no King's College de Londres.

"Este estudo acrescenta novas e fascinantes provas de mudança no hormônio do estresse depois de um desafio experimental."

"Os pesquisadores do estresse enfrentam um verdadeiro quebra-cabeça dos gêneros. Como grupo, as mulheres parecem reagir mais a fatores estressantes, mas elas vivem mais do que os homens", disse Moffitt.

"Como as mulheres conseguem neutralizar o efeito do estresse em seus sistemas cardiovasculares? Uma resposta para essa pergunta poderia melhorar a saúde de todos", afirmou.

No entanto, outros especialistas afirmaram que o estudo da Universidade do Canadá é pequeno, então seriam necessários mais testes e exames para chegar a suas conclusões.
 
Fonte Estadão

Obesidade infantil pode ocasionar diversos riscos para a saúde

Além de, interferir na autoestima da criança, a obesidade infantil aumenta as chances de problemas ortopédicos, infecções respiratórias, provoca diabetes e cirrose hepática
 
A obesidade atinge 15% das crianças. A vida sedentária, falta de exercícios físicos e uma alimentação desequilibrada composta de guloseimas e fast foods são os grandes culpados pelo o ganho de alguns quilinhos. O tempo gasto frente à televisão e o computador; bem como a dificuldade de brincar na rua e explorar o corpo também são fatores externos que predispõem à obesidade infantil, ocasionando diversos riscos para a saúde.
 
Além de, interferir na autoestima da criança, a obesidade infantil aumenta as chances de problemas ortopédicos, infecções respiratórias, provoca diabetes e cirrose hepática, gerada pelo excesso de gordura depositada no fígado.
 
Menos fast food e mais frutas
A criança deve fazer uma avaliação com um profissional para verificar como é a sua rotina, que horas ela se alimenta e o que come em cada refeição. A presença de um profissional de nutrição é fundamental para montar um cardápio equilibrado, com os nutrientes necessários para a criança em fase de crescimento e iniciar a reeducação alimentar.
 
O ideal é oferecer sempre alimentos pobres em gorduras, sem muitos condimentos e molhos, dando preferência para frutas, legumes, verduras e carnes magras, grelhadas, assadas ou cozidas
 
Para a sobremesa, um doce por semana. Para os outros dias, é melhor oferecer frutas. Já nos lanches da manhã e da tarde, boas opções são os sucos e iogurte acompanhados de uma fruta. Praticar atividade física também é uma alternativa para combater a obesidade.
 
Meu filho será obeso?
Cerca de 15% das crianças e 8% dos adolescentes obesos enfrentam problemas na escola, isolamento, dificuldades em expressar seus sentimentos e a baixa autoestima. Para mudar essa situação e evitar que o seu filho sofra com a obesidade, fique atento a algumas dicas do nutricionista da Clínica HealthMe Gerenciamento de Perda de Peso, Gabriel Cairo Nunes e descubra se o seu filho tem predisposição a ser obeso.
  • Mamães que ficam acima do peso durante a gravidez podem gerar bebês com mais tendência à obesidade;
  • Fique atento, as medidas do seu filho. Observe o peso do seu filho ao completar um ano. O correto é o bebê não pesar mais do que o triplo do que tinha ao nascer.
  • Bebês que dormem pouco ficam mais cansados e fazem menos atividades durante o dia, facilitando o acúmulo de gordura.
  • Crianças com mais de três anos que ficam mais de oito horas por semana na frente da TV pode ter problemas com a obesidade. Inscreva o seu filho na escola de natação para evitar o sedentarismo.
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  • Aparecimento de gorduras localizadas antes dos quatro anos.
 
Fonte Zero Hora

Pesquisadores extraem nutrientes de microalgas para desenvolver alimentos mais saudáveis

Além do investimento da indústria, desafio é tornar a Spirulina mais atrativa ao paladar
 
Microalga de rico valor nutricional, a Spirulina platensis é cultivada por pesquisadores da área de Engenharia de Alimentos da Universidade de Passo Fundo (UPF) para ser utilizada no desenvolvimento de novos produtos alimentícios. O objetivo, segundo a pesquisadora Luciane Maria Colla, é desenvolver alimentos ou bebidas que, se consumidos na alimentação cotidiana, podem trazer benefícios à saúde.
 
No caso da Spirulina, interessam desde as propriedades antioxidantes para o retardo do envelhecimento celular até o uso de compostos extraídos da microalga para atuarem como emulsificantes na alimentação, sem contar o poderoso conteúdo proteico da microalga, que pode atingir até 65% da biomassa seca. O desafio é disfarçar o gosto e o odor algais, além da cor esverdeada, características pouco atrativas ao paladar, principalmente o infantil, que poderia se beneficiar com alimentos probióticos.
 
Em um trabalho orientado pela professora Luciane, foram desenvolvidos iogurtes adicionados de Spirulina, com a finalidade de aumentar o conteúdo protéico e ativar bactérias probióticas. Segundo a pesquisadora, a adição de Spirulina a um iogurte probiótico pode contribuir para um incremento na sobrevivência das bactérias lácteas.
 
— O sonho do pesquisador é veicular a microalga na alimentação humana na sua forma natural, adicionada aos alimentos — diz Luciane.
 
Enquanto isso não é possível, a equipe de pesquisa coordenada por Luciane trabalha na utilização de frações da microalga. Neste momento, está caracterizando as atividades emulsificantes, que servem para homogeneizar misturas como óleo e água, por exemplo. Alimentos como maionese se utilizam de emulsificantes em sua composição. O uso dessa propriedade da Spirulina seria uma opção mais natural para cumprir essa função. Uma pesquisa em desenvolvimento na UPF pretende testar a adição dos lipídeos extraídos da Spirulina em pães, como substituito aos emulsificantes convencionais.
 
O uso da microalga na composição química de alimentos já é considerado seguro pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), mas para viabilizar a aplicação industrial, seria necessário o interesse da própria indústria no desenvolvimento desses produtos.
 
— Também é preciso investigar se o consumo poderia causar algum tipo de alergia em determinados públicos — relata a pesquisadora.
 
O objetivo maior é o uso de compostos da microalga, já aceitos pela comunidade científica e comprovadamente benéficos ao ser humano, para adição em alimentos, contribuindo assim para a mudança de hábito da população brasileira, não adaptada ainda ao consumo de alimentos adicionados de microalgas ou seus extratos.
 
Alga é comercializada em cápsulas
É possível encontrar a microalga em lojas especializadas e farmácias de manipulação na forma de cápsulas. Cultivada em Kona, no Havaí, a Spirulina Pacifica Havaiana é considerada um superalimento. De acordo com a nutricionista Thais Souza, a Spirulina reforça a saúde cardiovascular, ocular e cerebral. Seus ativos também fortalecem o sistema imunológico.
 
— Um dos principais nutrientes encontrados na Spirulina é a proteína, importante na construção e no reparo de tecidos, que aumenta a resistência do organismo, pois é utilizada como substrato pelo sistema imune — comenta a nutricionista.
 
A alga contém diversas substâncias associadas à prevenção do envelhecimento e à produção de serotonina, minimizando sintomas de depressão e causando sensação de bem-estar.
— A Spirulina auxilia ainda no processo de emagrecimento, por ser rica em fibras, que promovem saciedade, reduzindo o apetite e melhorando o funcionamento intestinal — completa Thais.
 
Orientações para o consumo
Como o produto é encontrado em cápsulas, ele deve ser consumido seguindo a posologia do fabricante. Normalmente, a recomendação é de quatro cápsulas ao dia.
 
— Para que os benefícios dos nutrientes e das fibras presentes na Spirulina sejam observados, a melhor hora para consumo é antes da principais refeições, almoço e jantar — recomenda a nutricionista Flávia Morais.
 
A especialista reforça que a alga deve ser incluida em um cardápio saudável, que priorize o consumo de alimentos integrais, frutas, verduras, legumes e óleos vegetais. Por causa das fibras, seu consumo deve ser acompanhado do consumo de líquidos.
 
Gestantes, mulheres amamentando e crianças menores de três anos devem tomar as cápsulas somente sob orientação de médico ou nutricionista.
 
Fonte Zero Hora