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sábado, 13 de outubro de 2012

Dúvidas sobre pão integral? Especialista responde

Os pães com rótulos de integrais estão cada vez mais presentes nas prateleiras dos supermercados. Mas o consumo desse tipo de alimento faz mesmo bem para o corpo? E como saber se o pão que você consome é realmente integral ou apenas foi rotulado para entrar na onda dos alimentos saudáveis?
Katia Cristina Andrade, pesquisadora da área de Nutrição Humana e professora dos cursos de nutrição e enfermagem da USCS (Universidade Municipal de São Caetano do Sul), responde a algumas questões sobre o pão integral.
 
Por que pão integral é bom para a saúde?
No geral, e não apenas os pães integrais, todos os cereais integrais têm em sua composição maior quantidade de vitaminas, minerais e fibras. Isso ocorre porque toda farinha integral não sofreu o processo de beneficiamento, que retira as partes externas do grão onde estão esses nutrientes. Essa composição ajuda no funcionamento intestinal e também proporciona àqueles indivíduos que desejam emagrecer uma maior saciedade. Além disso, as fibras contidas nesses alimentos auxiliam no controle da glicemia e também do colesterol.
 
Como saber se o produto que se consome é integral?
Para se saber se um pão é integral, devemos sempre ler o rótulo que informa os ingredientes contidos no preparo do alimento e que, nesse caso, deve ter em sua composição a farinha integral ou de centeio ou outro ingrediente alegado na embalagem.
 
Qual a diferença entre produtos feitos com farinha integral e farinha tradicional, por exemplo?
Esse grão integral, ou seja, que não foi beneficiado, demora mais no processo de digestão e com isso proporciona mais saciedade e é absorvido mais lentamente, o que facilita no controle da glicemia e também na perda de peso.
 
Quais os benefícios para a saúde do consumo desse tipo de produto?
Os benefícios ficam por conta da composição nutricional, ou seja, um pão integral fornece muito mais nutrientes do que aqueles elaborados com a farinha tradicional. Tais nutrientes ajudam nos processos citados anteriormente.
 
Como saber se o produto tem porcentagem de farinhas ou grãos integrais o suficiente para ser realmente classificado como integral?
No Brasil não há estabelecida uma legislação específica. Já se cogitou que para ser integral deveria ter no mínimo 50% de farinha integral, mas hoje isso não ocorre. Existem países, como os Estados Unidos, em que esta determinação é obrigatória (51% da farinha integral na composição). Novamente, ler o rótulo e os ingredientes que compõem a formulação do pão é a maneira de se informar quanto à sua real composição. Preste atenção, pois o primeiro ingrediente que aparece na lista é o que tem em maior quantidade.
 
O que é a chamada “farinha enriquecida” que alguns alimentos ditos integrais têm em sua formulação?
A farinha enriquecida é a farinha com ferro e ácido fólico – hoje é obrigatório que seja assim. Todos os pães, biscoitos e produtos feitos com farinha são elaborados com essa farinha enriquecida. Ou seja, isso não é um diferencial do produto, mas uma obrigação. E os produtos que são categorizados como integrais, mas que não contêm farinha integral, apenas a farinha enriquecida, não têm nenhum diferencial para o produto normal com os mesmos ingredientes.
 
Fonte O que eu tenho

Crianças abandonam tratamento contra obesidade pela metade

Temos também um aumento do consumo de alimentos muito
 calóricos, a facilidade do acesso a alimentos industrializados
São Paulo – Um levantamento com pacientes do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia indicou que 40% das crianças obesas abandonaram o tratamento na metade. Para o diretor de Nutrição do instituto, Daniel Magnoni, o resultado indica as dificuldades de manter esses pacientes na rotina do tratamento.
 
“Manter o adulto já é muito difícil, porque nós temos envolvimento social, cultural, profissional. Na criança, não tem o profissional, mas é difícil fazer uma dieta adequada no dia a dia, com a merenda escolar completamente fora de controle e a possibilidade do fast food”, explicou. A pesquisa avaliou 51 crianças e adolescentes que estavam em tratamento no instituto.
 
Entre as crianças que abandonaram o tratamento, os fatores de risco relacionados à obesidade aumentaram em um terço delas. “Abandonar o tratamento pressupõe um risco muito grande de doenças cardiovasculares, diabetes, hipertensão, acidente vascular cerebral”, alerta Magnoni.
 
Para combater o aumento da taxa de obesidade verificada nos últimos anos, Magnoni defende a inclusão da educação nutricional no currículo escolar. A Pesquisa de Orçamentos Familiares de 2009 (POF) indica que, na faixa de 10 a 19 anos, 21,7% dos brasileiros têm excesso de peso. Em 1970, o índice era 3,7%.
 
Segundo o especialista, o aumento está relacionado às mudanças de hábito ocorridas ao longo dos anos. “As crianças de hoje são muito presas em casa, não andam de bicicleta, nem jogam futebol. Temos também um aumento do consumo de alimentos muito calóricos, a facilidade do acesso a alimentos industrializados.”
 
Maus hábitos dentro de casa ajudam a reforçar o problema, ressalta Magnoni. “Grande parte das crianças é filho e neto de pacientes com doenças cardiovasculares, obesidade e hipertensão. Isso mostra a necessidade de você atuar combatendo a obesidade das crianças”, destaca. “A criança é o melhor professor dos seus pais no estilo de vida saudável”, reforçando a importância da educação nutricional nas escolas.
 
Fonte Agência Brasil

Estudo comprova relação direta entre obesidade e fraco desempenho sexual

Rio de Janeiro - O aumento vertiginoso do consumo de medicamentos para a disfunção erétil está diretamente ligado ao aumento da obesidade no mundo. O excesso de peso reduz a libido e prejudica diretamente o desempenho sexual.
 
No Brasil, pesquisa feita pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), envolvendo 5 mil homens, mostra que 51% dos brasileiros estão acima ou muito acima do peso e que 37% deles admitem o uso de remédio para ereção. No Rio de Janeiro este percentual chega a 60%.
 
Na avaliação do coordenador do Grupo Longevidade Saudável no Rio de Janeiro, o geriatra e endocrinologista, Jorge Jamili, não há dúvida de que o aumento de casos de disfunção erétil está relacionado ao aumento da obesidade entre os brasileiros.
 
Em entrevista à Agência Brasil, o endocrinologista explicou que as alterações hormonais provocadas pela obesidade comprometem o equilíbrio do corpo humano. Levam a desajustes fisiológicos que podem afetar todos os órgãos e sistemas e, em consequência, a saúde e a qualidade de vida.
 
“O tecido adiposo hipertrofiado dos obesos produz uma excessiva quantidade da substância conhecida como leptina, que tem por finalidade sinalizar ao cérebro a saciedade produzida pelo alimento.
 
Esta substância também estimula os hormônios sexuais na glândula hipófise, FSH (Hormônio Folículo Estimulante) e LH (Hormônio Luteinizante), responsáveis por comandar as células dos testículos para produzirem espermatozoides e testosterona, respectivamente”.
 
Segundo ele, a leptina exerce “ação direta sobre as células de Leydig, localizadas nos testículos, onde produzem a testosterona, e as células de Sertoly, responsáveis pela produção de espermatozoides”.
 
Jamili explica que quando uma pessoa engorda ocorre o desequilíbrio do hormônio insulina e do seu contraregulador glucagon, o que faz com que a produção de insulina seja cada vez maior em decorrência da resistência que o corpo desenvolve a esse hormônio.
 
“Os efeitos são devastadores e podem levar, caso fora de controle, ao aumento da obesidade. Causam processos inflamatórios, além de servir como a base da síndrome metabólica, que é, de longe, a maior causa de mortes no mundo atual”.
 
Para melhorar os níveis hormonais, o especialista diz que a saída não é repor a testosterona, sobretudo em homens mais jovens, e muito menos utilizar medicamentos para disfunção erétil.
 
“O que devemos fazer é evitar ou reverter a resistência leptínica, ou seja, emagrecer, para que os receptores de insulina respondam ao seu comando”, recomenda.
 
Jamili diz que é preciso ter consciência de que, do ponto de vista do interesse do homem pela mulher, é preciso separar a questão relativa ao desempenho sexual decorrente da presença satisfatória da libido e da ereção propriamente dita.
 
“No caso do obeso, sob os dois pontos de vista, o desempenho sexual fica comprometido: Tanto o desejo sexual como o desempenho mesmo – este diretamente ligado à ereção”.
 
E é, segundo ele, neste ponto que reside o problema: “A utilização de medicamentos como o Viagra e similares promove a ereção, mas não melhora a libido.
 
O ideal é procurar fazer a correção hormonal, eliminando o desequilíbrio, o que levará à melhora dos dois aspectos: tanto da ereção como da líbido – uma vez que a obesidade compromete diretamente os eixos hormonais, sobretudo a testosterona que é o hormônio masculino”.
 
Jamili relata que os adipócitos hipertrofiados do obeso produzem maior quantidade da enzima aromatase, que é responsável pela conversão de testosterona em estradiol (hormônio feminino).
 
A pouca testosterona produzida, devido à inibição da resistência leptínica, é convertida em hormônio feminino. “Se a pouca testosterona tem um efeito devastador no corpo e mente do homem, o excesso de hormônio feminino agrava muito mais o quadro clínico”, enfatiza.
 
O endocrinologista chama a atenção para o fato de que a queda da testosterona produz efeitos devastadores não apenas no interesse e desempenho sexual, mas também na saúde e qualidade de vida dos homens.
 
“A testosterona é o hormônio que impulsiona o homem a concretizar suas metas. Sua redução no organismo está relacionada com depressão, queda do desempenho físico, falta de foco mental, diminuição do entusiasmo, sarcopenia (perda de massa magra), queda da resistência a doenças e de entusiasmo pela vida. Na realidade, ocorre aceleração do envelhecimento do corpo, da mente e da alma”, alerta.
 
Ele dá ênfase ao entendimento de que a obesidade é considerada "uma pandemia que afeta e mata indistintamente pobres e ricos, desencadeando uma série de outras doenças crônicas e generativas”.
 
Jorge Jamili defende a necessidade de se quebrar a lógica perversa decorrente da conjunção entre a má alimentação e o sedentarismo cada vez maior, decorrente do processo de industrialização crescente no mundo.
 
Para ele, isso será possível a partir de um equilíbrio alimentar conjugado com a prática crescente de atividades físicas. “E este é um problema que afeta as pessoas cada vez mais cedo, em idade cada vez menores. Nunca a medicina verificou crianças com histórico de colesterol alto e com diabete. É um fenômeno atual e que não vem obtendo da mídia [que, na sua opinião, deveria fazer campanhas de esclarecimentos sobre o problema] a atenção que merece e que deveria ter”.
 
Fonte Agência Brasil

Estudo detecta sons mais insuportáveis para ouvido humano

O som do giz arranhando a lousa está entre os mais insuportáveis
Som de metal arranhando vidro e giz riscando o quadro negro estão entre os mais desagradáveis
 
Pesquisadores da universidade de Newcastle mapearam os sons considerados os mais desagradáveis para o ouvido humano, segundo um estudo feito com voluntários submetidos a 74 sons diferentes. Eles descobriram que o som de uma faca arranhando uma garrafa de vidro é considerado o mais insuportável de todos.
 
Os pesquisadores tocaram as gravações e mediram como eles alteravam a atividade cerebral, usando um aparelho de ressonância magnética. Os resultados revelaram que sons desagradáveis provocaram uma reação mais intensa no cérebro.
 
O ruído de água escorrendo, algo aprazível aos ouvidos, é processado no córtex auditivo, mas quando o som causa desconforto ele ativa a amídala cerebral, uma região no centro do cérebro que processa emoções.
 
O segundo som registrado como mais insuportável também vem do atrito do metal com o vidro: um garfo raspando um copo. Em terceiro lugar, ficou o de um giz arranhando um quadro negro, seguido por uma régua em atrito com uma garrafa e, por fim, unhas em um quadro negro.
 
Outra descoberta da pesquisa é que sons na frequência de 2.000 a 5.000 Hz são os mais desconfortáveis, mas ainda não está claro porque eles afetam mais o ouvido humano. O estudo foi coordenado por Sukhbinder Kumar, que usou 13 voluntários durante os testes e publicou os resultados no Journal of Neuroscience.
 
Fonte iG

80% dos homens são levados ao médico pelas mulheres

80% dos homens são levados aos médicos pelas mulheres,
revela pesquisa
Pesquisa feita com 5,7 mil pacientes mostra que interferência feminina é positiva: 77% deles têm diagnóstico de câncer de próstata em fase inicial
 
Dois levantamentos realizados pelo hospital AC Camargo, em São Paulo, revelam o papel de destaque da mulher na saúde masculina.
 
A primeira pesquisa feita com 3 mil pacientes atendidos na instituição – uma referência nacional no tratamento do câncer – mostrou que oito em cada dez vão ao médico levados pelas mãos das mulheres, filhas ou mães.
 
A insistência delas em fazer com que os homens frequentem os consultórios especializados surtiu efeito positivo, mapeado pelo segundo estudo do AC. Camargo. Análise feita com 2.778 pacientes – todos com câncer de próstata– mostrou que em 77% dos casos pesquisados, os tumores foram detectados em estágio inicial da doença (fase I e II).
 
Os especialistas reforçam que a descoberta precoce do câncer aumenta as chances de cura e diminui as sequelas da doença, sendo a impotência e a incontinência urinária as mais temidas por eles.
 
“O medo de ficar impotentes aparece como uma grande barreira na hora dos pacientes avaliarem como está a própria saúde”, afirma o chefe do Departamento de Urologia do AC. Camargo, Gustavo Cardoso Guimarães.
 
“Os homens afirmam que temem o tratamento, caso o câncer de próstata seja detectado, por causa das possíveis sequelas na virilidade. As mulheres acabam como grande disseminadoras de que esta atitude negligente só piora o quadro. Até porque, quanto mais cedo é descoberto o câncer, maior a possibilidade de conter os efeitos colaterais possíveis de uma quimioterapia, por exemplo”, completa o especialista.
 
Até a cunhada
No dia em que Guimarãesconversou com a reportagem, ele acabara de receber em seu consultório de urologia uma mulher.
 
“O paciente disse que não conseguiria deixar o serviço, no meio da tarde, para receber os resultados do exame. Delegou a missão à cunhada. Só mais uma amostra do quanto as mulheres são influentes no tratamento dos homens. Muitos dizem que só vieram ao médico ‘porque elas mandaram”, contou o diretor do AC. Camargo.
 
Historicamente, as mulheres sempre visitaram mais o médico do que os homens. O Ministério da Saúde, sabendo disso, criou uma política de saúde masculina aproveitando esta vantagem feminina. Há dois meses, o governo federal elaborou o pré-natal do papai, para que eles sejam incentivados a cuidar da saúde de forma simultânea aos cuidados delas na gestação.
 
Além disso, os especialistas também querem aproveitar o temor dos pacientes com relação à impotência para que façam check-ups preventivos. Isso porque, uma pesquisa realizada pelo urologista Luís Cesar Fava Spessoto, médico da Clínica de Urologia Rio Preto (interior de São Paulo), revela que o paciente portador de disfunção erétil pode ser um candidato em potencial a sofrer algum tipo de doença cardiovascular em até cinco anos após o aparecimento da doença.
 
Os dados do estudo mostram que 42% dos pacientes impotentes têm hipertensão. A pressão alta é uma das primeiras condições para o infarto e o acidente vascular cerebral, as duas doenças líderes em mortalidade dos homens com mais de 35 anos.
 
Fonte iG