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sábado, 13 de outubro de 2012

Iniciativa saudável em Buenos Aires prioriza bicicletas

 
Com o objetivo de aumentar o trânsito das ciclovias e desafogar o trânsito convencional, empresas e universidades apoiam a ideia de emprestar ou distribuir bicicletas para funcionários e alunos. O projeto ainda inclui estacionamentos e vestiários com chuveiros para os ciclistas.
 
Intitulado “Mejor em Bici” (Melhor de Bicicleta), 107 empresas, 28 ONGs e 8 universidades foram consideradas amigas do deslocamento sustentável, pois estão estimulando o uso de bicicletas. Em troca do apoio das organizações, o governo oferece palestras que abordam desde segurança no trânsito a assessoria de infraestrutura ligada a ciclovias.
 
Apesar de todo o programa de incentivo estar voltado à sustentabilidade e mobilidade urbana, o governo acaba incentivando um hábito saudável nos portenhos. Ao invés de recorrer aos ônibus, eles tem a opção de pedalar e praticar um exercício físico.
 
Existem inúmeras maneiras de sair do sedentarismo, e uma delas é exatamente trocar, pelo menos em parte, o veículo motorizado pela tração humana, seja pedalando ou andando. Calorias são gastas, o corpo elimina toxinas pelo suor, o cérebro libera substâncias relacionadas ao bem estar. Para a sociedade, as ruas e ônibus ficam menos congestionados e muito mais gente se desloca sem ter que poluir o ar.
 
É uma solução que começa a ser explorada melhor por países latino-americanos, visto que países europeus já tem a cultura de considerar as bicicletas como meios de transporte, e não apenas para lazer. Em Buenos Aires, dois anos após a inauguração das primeiras ciclovias, os ciclistas já representam 2% de todo deslocamento da capital argentina. Segundo as autoridades, este número deve chegar a 5% em três anos.
 
Segundo o site G1, o psicólogo Federico Pardo morou em Barcelona, na Espanha e adquiriu o hábito de ter a bicicleta como meio de transporte “Aqui em Buenos Aires, vou de casa para o escritório de bicicleta e no fim de semana a coloco no trem para jogar futebol com os amigos em San Isidro’, município da Província de Buenos Aires.
 
Fonte Corposaun

Pele masculina requer cuidados e produtos específicos, diz dermatologista

Não basta aproveitar o produto comprado pela esposa, irmã, mãe ou namorada
 
Homens e mulheres são diferentes em muitos aspectos. Com a pele acontece o mesmo: a pele masculina tem características específicas e, por isso, apresenta necessidades e cuidados exclusivos.
 
— Não basta aproveitar o produto comprado pela esposa, irmã, mãe ou namorada, é preciso avaliar se o hidratante ou o protetor solar que está em casa, por exemplo, vai realmente trazer benefício para o rosto do homem — explica a dermatologista Silvana Coghi, do hospital e maternidade São Camilo, de São Paulo.
 
A pele masculina é mais oleosa, mais áspera e grossa, demandando produtos diferentes.
 
— Os homens produzem, em média, duas vezes mais sebo no rosto do que as mulheres, resultando em uma pele mais oleosa, com mais brilho, maior presença de poros dilatados e acne. Por isso, produtos em gel, gel-creme ou fluido são mais indicados para eles e podem significar maior adesão aos cuidados diários com a pele — afirma.
 
A dermatologista explica que a pele masculina é aproximadamente 25% mais espessa que a da mulher devido, principalmente, à presença dos pelos terminais (pelo grosso e pigmentado).
 
A densidade de colágeno na pele dos homens também é maior do que nas mulheres —cerca de 25 vezes mais. Por isso os homens aparentam menos idade.
 
— A diferença é que neles há um afinamento gradual com o passar dos anos, influenciando diretamente no desenvolvimento de rugas; nos homens tendem a aparecer mais tarde, porém, mais pronunciadas e marcadas do que nas mulheres — diz a especialista.
 
Ela alerta para a importância de iniciar o quanto antes os cuidados com a pele:
— O uso diário de protetor solar depois dos 40 anos, por exemplo, vai colaborar para diminuir o processo de envelhecimento.
 
Para os adeptos da barba, Silvana dá uma dica: o uso de barba pode até colaborar para proteger a pele contra radiação solar, mas a hidratação e, principalmente, a fotoproteção diária são as principais armas para retardar o envelhecimento e garantir uma pele saudável e jovem por mais tempo.
 
Fonte Zero Hora

Dificuldades e benefícios do sexo depois dos 60

Prazer não acaba para quem manteve vida íntima ativa e saudável ao longo dos anos
 
O sexo muda a partir dos 60 anos, mas o prazer não acaba. Principalmente para quem manteve uma vida íntima ativa e saudável ao longo dos anos. Essa é a constatação da médica-cirurgiã Carla Góes Pérez, diretora da clínica Núcleo Vital, de São Paulo.
 
— Já cheguei a ouvir em meu consultório que a idade também amadurece o relacionamento e principalmente a vida sexual. Algumas mulheres dizem que melhorou muito e agora têm muitas tardes para passar junto ao companheiro — conta a médica.
 
Ela ressalta que a partir dos 60 anos a mulher precisa de mais tempo para responder aos estímulos sexuais, a lubrificação é menor, a vagina tem menos elasticidade e os orgasmos podem ser mais curtos. Porém, mesmo com o vigor diminuído, a satisfação e o prazer são possíveis.
 
Segundo Carla, casais que possuem a famosa química de pele mostram que superam as dificuldades do sexo na terceira idade com maior facilidade do que aqueles que não usufruem de uma boa vida sexual. Os parceiros ativos se preocupam mais com a saúde e o peso, pois desejam manter a jovialidade e a disposição.
 
A médica diz que, nessa faixa etária, é necessário redescobrir as regiões mais sensíveis do corpo, conversar com o parceiro sobre as preferências sexuais e libertar a imaginação. De acordo com a médica, fazer sexo aumenta a autoestima, acelera o metabolismo e propicia momentos de trocas de carinho, além de ser uma atividade relaxante.
 
— Os casais a partir dos 60 podem manter uma vida sexual satisfatória. A dica principal é combinar uma boa alimentação com exercícios físicos cotidianos e fazer exames periódicos para que a saúde seja preservada — afirma.
 
Fonte Zero Hora

Você sabe qual são os sintomas da hanseníase?

O Brasil ocupa o primeiro lugar nos diagnósticos da doença, quando se considera o número de casos proporcionalmente à população
 
Considerada uma das doenças mais antigas do mundo, a hanseníase é causada por um parasita que ataca a pele e os nervos periféricos, podendo afetar outros órgãos como o fígado, os testículos e os olhos. O Brasil ocupa o primeiro lugar nos diagnósticos da doença, quando se considera o número de casos proporcionalmente à população. Em 2011, foram mais de 33 mil casos. Saiba quais são os sintomas, as formas de transmissão, os tratamentos e as maneiras de diagnosticar a doença.
 
Quais são os sintomas?
  • Surgimento de manchas esbranquiçadas ou avermelhadas.
  • Pele seca
  • Queda de pelos
  • Falta de suor
  • Perda de sensibilidade
  • Formigamento
  • Perda da força dos músculos das mãos, pés e face, devido à inflamação dos nervos
  • Emagrecimento
  • Dor e sensação de choque nos braços e nas pernas
  • Inchaço nas mãos e nos pés
 
Quais os tipos de hanseníase?
  • Paucibacilar: entre 1 e 5 lesões da pele
  • Multibacilar: 5 lesões de pele
 
Como diagnosticar?
O diagnóstico é basicamente clínico, baseado nos sintomas detectados no exame da pele, olhos, nervos e avaliação da sensibilidade e da força dos músculos dos membros superiores e inferiores. Em alguns casos, será necessário solicitar exames complementares. Após a confirmação do diagnóstico, a doença deve ser logo tratada para evitar que o quadro se propague. Os nervos podem ficar comprometidos e as manchas aumentarem de tamanho, causando deformações no nariz e nos dedos.
 
Como é transmitida a doença?
A transmissão ocorre por meio das vias respiratórias - secreções nasais, tosses, espirros. O parasita tem capacidade de infectar grande número de pessoas, mas poucas pessoas adoecem, porque a maioria, cerca de 95% , apresenta capacidade de defesa do organismo contra o bacilo. A hanseníase não transmite através de utensílios domésticos, assentos, saliva, relação sexual, doação de sangue, herança genética e picadas de inseto. Portanto, o doente não precisa ser afastado do convívio social.
 
Como tratar?
O tratamento é ambulatorial. É receitado um coquetel específico de antibióticos. Esses medicamentos são distribuídos gratuitamente nos postos de saúde e podem ser utilizados por gestantes e portadores de HIV. Geralmente, o tratamento tem a duração de seis meses a dois anos. Quanto mais cedo o paciente buscar ajuda médica, melhor será a recuperação.
 
Fonte Zero Hora

Após cirurgia de separação, irmãs se recuperam em Passo Fundo

Após cirurgia de separação, irmãs se recuperam em Passo Fundo Ender Machado Monteiro/Divulgação
Kerolyn e Kauany se recuperam de cirurgia no Hospital
São Vicente de Paulo
Foto: Ender Machado Monteiro / Divulgação
Operação de alta complexidade foi realizada pela primeira vez no interior do Estado
 
A notícia sobre a cirurgia que separou as irmãs gêmeas siamesas Kerolyn e Kauany, em Passo Fundo, no último dia 2, chama a atenção para um caso muito raro na medicina. A gemelaridade incompleta é uma das mais raras, complicadas e desafiadoras malformações — acontece em um em cada 50 mil a 100 mil nascidos vivos.
 
Conforme a equipe médica que operou as gêmeas, uma intervenção deste tipo nunca havia ocorrido no interior do Estado. Além da cirurgia feita neste mês, no Hospital São Vicente de Paulo, em Passo Fundo, o Hospital de Clínicas, da Capital, fez cirurgias semelhantes nos anos de 1983 e 2006.
 
O caso mais remoto de que se tem notícia seria de 1953, na Louisiana (Estados Unidos). Lá, a separação das siamesas Carolyn Anne e Catherine Anne Mouton, unidas pela parte inferior da espinha dorsal, também teria sido a primeira realizada com sucesso.
 
Embora não se saiba exatamente a origem da malformação, médicos atribuem o problema à ausência de divisão incompleta do disco embrionário antes da terceira semana de gestação. Certo é que o tratamento de casos assim requer a atuação de uma equipe multidisciplinar. As cirurgias são geralmente longas, e há necessidade de revezamento de quem participa. No caso das gêmeas de Passo Fundo, 20 profissionais atuaram em uma operação que durou nove horas.
 
Responsável pela realização de operação que separou gêmeas conjugadas, em 2006, no Clínicas, o cirurgião pediátrico José Carlos Fraga explica que o procedimento envolve a participação de pediatras clínicos (para avaliação pré-operatória e cuidados pós-operatórios em Unidade de Tratamento Intensivo), além de médicos anestesistas e equipe com especialistas.
 
— Dependendo dos órgãos que necessitam ser divididos, haverá necessidade de cirurgiões especialistas para cada um deles — explica.
 
Os casos mais frequentes de gêmeos conjugados são os unidos pelo tórax e pelo abdômen. Como grande parte morre durante a gravidez ou após o nascimento, devido às múltiplas malformações de órgãos, estima-se que a incidência real seja ainda menor — em torno de um caso em 250 mil gestações. Dos sobreviventes, o prognóstico dependente da existência de órgãos que possam ou não ser separados.
 
Ainda internadas e em recuperação da operação que as separou, as irmãs Kerolyn e Kauany, que estavam unidas pelo abdômen, se preparam para fazer novas cirurgias. Também exigirão muitos cuidados dos pais, Adriana Ribeiro, 31 anos, e Juliano do Amaral e Silva, 23 anos, que vivem em Marau com mais duas filhas.
 
A Vitória e a Esperanza de Dona Sonia
Caso que chamou a atenção do Rio Grande do Sul em 2006, o nascimento das irmãs gêmeas Maria Vitória e Maria Esperanza foi considerado outra exceção para a medicina gaúcha. Filhas da dona de casa Sonia Regina Silva de Souza e do jornaleiro Lucimar Antonio da Silva, de São Jerônimo, elas nasceram com um tipo raro de união, observado na proporção de um para cada 200 mil nascidos vivos: pelas costas, na região dorsal inferior (sacro). Mesmo tendo feito três ecografias durante e gestação, a conexão entre os dois bebês não havia sido diagnosticada. Por isso, o parto foi uma surpresa tanto para a mãe quanto para o médico.
 
Após complicações e hemorragias, Sonia precisou de algumas transfusões sanguíneas para se reestabelecer. Enquanto isso, os bebês foram levados para Porto Alegre pelo pai. Em fevereiro de 2006, quando as gêmeas estavam com nove meses, a separação foi feita por uma equipe composta por mais de 70 profissionais e coordenada pelo chefe da cirurgia pediátrica do Hospital de Clínicas, José Carlos de Fraga.
 
O médico explica que, como apresentavam a musculatura da pelve em comum (responsável pelo controle das fezes e da urina), no momento da separação foi necessário dividir e cada um ficou com metade da musculatura esfincteriana. Seis anos depois, apesar de um desvio na coluna de Maria Vitória e da incontinência urinária, que obriga as duas meninas a usarem fraldas, elas levam uma vida praticamente normal.
 
— Elas estudam, correm, brincam, andam de bicicleta, tenho até medo que possam se machucar — afirma Sonia.
 
Entrevista
Gustavo Pileggi Castro, cirurgião pediátrico
 
"O maior risco é de hemorragia"
 
Conquistar a confiança dos pais foi essencial para que o cirurgião pediátrico Gustavo Pileggi Castro assumisse a responsabilidade de realizar a cirurgia de separação das gêmeas siamesas Kauany e Kerolyn, considerara rara. Em entrevista ao Vida, ele conta detalhes sobre o caso.
 
Vida — Como foi o contato com mãe e as gêmeas antes da cirurgia?
Gustavo Pileggi Castro — O primeiro passo foi ter contato com a mãe. Explicamos que era uma coisa rara e que teria condição, pelo que mostrava na primeira ecografia, de fazer uma separação ideal, sem ter que escolher pela vida de apenas uma das meninas.
 
Vida — Uma junta médica foi formada para estudar o caso?
Castro — Sim, desde o começo, quando definimos que eu iria assumir o caso. Cerca de 20 profissionais se envolveram com as meninas. Foi conversado com os médicos do Centro de Tratamento Intensivo Pediátrico e Neonatal, radiologistas e fisioterapeutas. Na cirurgia, fui acompanhado do doutor Paulo Reichert, de dois anestesistas e de dois residentes.
 
Vida — Qual é o risco desta cirurgia?
Castro — O maior risco é de uma hemorragia durante o procedimento, que pode levar uma das crianças a morte. A separação dos órgãos também oferecia risco. O fígado foi uma parte bem delicada, pois o órgão é muito irrigado. Os intestinos teriam que ser preservados ao máximo, pois é por meio deles que elas absorvem os nutrientes e eles não poderiam ficar muito curtos. A bexiga também teria que ser preservada, para que elas tivessem um futuro normal. Cada procedimento foi estudado.
 
Fonte Zero Hora