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sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Consumo de chás exige cuidado

Consumo de chás exige cuidadoExtraídos da mesma planta, a Camellia sinensis, os chás verde e branco ficaram populares devido às suas funções terapêuticas, como a prevenção contra diversos tipos de câncer, ao seu poder emagrecedor e outras coisas. Essas bebidas, porém, exigem cautela ao serem consumidas, pois os benefícios podem, literalmente, virar dor de cabeça.
 
“Os chás verde e branco são alimentos funcionais, pois nutrem e combatem doenças. Para aproveitá-los corretamente, é preciso ficar de olho na dosagem e nas características do organismo de cada um”, diz a nutricionista Roseli Rossi, da clínica Equilíbrio Nutricional. Ela recomenda buscar orientação médica antes de ingerir esses chás. “As pessoas pensam que podem bebê-los indiscriminadamente, e isso não é verdade”, alerta.
 
Um dos principais cuidados em relação a essas bebidas é a existência de cafeína em sua composição. A substância, também presente no café, pode aumentar a pressão arterial e causar problemas como taquicardia, dor de cabeça e náuseas.
 
“Como aceleram o metabolismo, esses chás não são indicados a pessoas com problemas cardíacos ou hipertensos. Também devem ser evitados por grávidas e lactantes. A cafeína pode afetar o bebê”, salienta a farmacêutica Paula Viñas, da farmácia Fitobrasilis. Casos de insônia, gastrite, problemas renais, hipertireoidismo, ansiedade e taquicardia são incompatíveis com os chás.
 
Indivíduos com deficiência de ferro no organismo também devem evitar essas bebidas. “Elas contêm tanino, substância que inibe a absorção do mineral”, afirma Roseli. Segundo Paula Viñas, quem faz uso do remédio doxorrubicina deve ser monitorado. “Os chás potencializam o efeito desse medicamento.”
 
Saiba consumir os chás verde e branco
 
Benefícios
Extraídos da planta Camellia sinensis, os chás verde e branco possuem níveis concentrados de catequinas e polifenóis, substâncias que agem na prevenção do câncer. Também combatem os radicais livres, protegendo as células e retardando o envelhecimento com mais eficiência que as vitaminas C e E. Além disso, esses chás ajudam a emagrecer, fortalecem as veias e as artérias e reduzem os teores de colesterol ruim.
 
Diferenças entre os chás verde e branco
Enquanto o chá verde tem as folhas aquecidas e secas, resultando na oxidação dos seus componentes, o chá branco é elaborado a partir do broto da Camellia sinensis e não passa por esse processo, assegurando uma concentração maior dos princípios ativos. Os chás Oolong e preto também derivam da mesma planta, mas seus benefícios são menos evidentes.
 
Cuidados
- Os chás verde e branco contêm cafeína, que eleva a pressão arterial. Por isso, não são recomendados a hipertensos, gestantes ou lactantes. Consulte um profissional de saúde para avaliar se você está apto ao consumo.
 
- O consumo exagerado pode causar sintomas como taquicardia, náusea, dor de cabeça e problemas gastrointestinais. Para garantir os benefícios e evitar os problemas, recomenda-se beber três ou quatro xícaras diariamente.
 
- Prepare corretamente. Ferva a água, apague o fogo e dilua duas colheres de chá em uma xícara de chá. Deixe o recipiente tampado de cinco a dez minutos, em ambiente escuro, antes de servir. O chá não deve ser reaquecido e pode ser guardado por até 12 horas em locais sem luz.
 
- Os chás verde e branco contêm tanino, que inibe a absorção de ferro. São contra-indicados para pessoas com deficiência desse mineral. Também deve ser evitado o consumo com leite, alimento que pode inibir o efeito antioxidante dos chás.
 
- Pacientes que fazem uso do medicamento doxorrubicina devem ser monitorados, pois esses chás potencializam seu efeito.
 
Fonte melhoramiga.com.br

19 alimentos para acelerar a queima de calorias

Alimentos que aceleram o metabolismoMantenha seu metabolismo em alta e perca peso com atitudes simples e os alimentos certos

O metabolismo é um conjunto de reações químicas responsáveis por várias funções fisiológicas básicas. Ele varia de pessoa para pessoa, porque parte dele é geneticamente determinado. Mas ainda assim algumas atitudes podem ajudar a acelerá-lo.            
 
A receita básica do endocrinologista e nutrólogo João César Castro Soares para manter o metabolismo em alta é:

- beber bastante água (ela ajuda o sangue a transportar melhor o oxigênio para os músculos);

- não ficar sem comer por mais de quatro horas;

- deixar o doce para a sobremesa;

- começar as refeições por legumes e verduras (eles ajudam a saciar);

- colocar na dieta pequenas porções de frutas secas.

Natália Colombo, nutricionista da NCNutre, inclui nessa lista praticar atividades físicas com regularidade e nao pular refeições. “O organismo entende que está passando por um período de escassez e, por isso, começa a guardar o que é ingerido. O metabolismo, dessa forma, fica mais lento e a pessoa não emagrece”, explica.

Para ajudar o metabolismo, o nutricionista Ricardo Zanuto aconselha incluir na dieta alimentos conhecidos como termogênicos, que geram um gasto maior de energia. A pimenta vermelha, aponta Zanuto, é um bom exemplo. Ela aumenta a circulação e a temperatura corporal e é rica em capsaicina, substância que favorece o aumento da quebra de gorduras no tecido adiposo. Consumi-la pode aumentar em até 20% a atividade metabólica.

Veja a seguir a galeria com os alimentos que ajudam a acelerar o metabolismo e o quanto você deve comer deles:
 
Alecrim: 1 colher (sobremesa) ao dia. Adicione aos alimentos.
 
Algas: 1 folha, 2 vezes na semana, adicionada aos alimentos.
 
Azeite de oliva extra-virgem: 1 a 2 colheres (sopa) por dia.
 
Brócolis: 1 xícara (chá) por dia.
 
Café: preferencialmente feito na hora, 1 xícara antes dos exercícios.
 
Canela: 1 colher (chá) ao dia. Pode ser ingerida com frutas ou chás.
 
Cacau em pó: 30g por dia. Use misturado ao leite desnatado ou nas frutas.
 
Chá de hibisco: de 2 a 3 xícaras, consumidas ao longo do dia.
 
Chá verde: de 2 a 4 xícaras, consumidas ao longo do dia.
 
Chocolate amargo: 1 quadradinho por dia.
 
Curcuma (açafrão-da-terra): 1 colher (café) por dia, adicionada à comida.
 
Farinha de linhaça: 1 a 2 colheres (sopa) por dia, no iogurte ou com frutas.
 
Frutas cítricas (como laranja e kiwi): 1 a 2 unidades por dia.
 
Gengibre: 1 colher (café) por dia de gengibre cru ralado ou em pó. Use em alimentos ou sucos.
 
Mostarda em semente: 1 colher (chá) por dia, salpicada comida.
 
Óleo de coco: 1/2 colher de sopa ao dia .
 
Peixe: 100g a 150g, de 2 a 3 vezes na semana.
 
Pimenta vermelha: uma pitada (3g) por dia, no molho ou na comida.
 
Vinagre de maçã: 1 colher (chá) por dia. Use para temperar a salada.
 
Fonte iG

TDAH e comportamento agressivo podem não exigir medicamentos

Comportamento agressivo e TDAH: persistência para acertar
a dosagem e terapia deram resultados surpreendentes
Pesquisa relatou os benefícios de insistir no acerto da dose e em terapia para os portadores do transtorno do déficit de atenção
 
Cada vez mais crianças diagnosticadas com TDAH – transtorno do déficit de atenção com hiperatividade – que demonstram atitudes agressivas estão sendo tratadas com drogas anti-psicóticas e medicamentos estimulantes para ajudar no controle das explosões de raiva. Entretanto, um novo estudo realizado por pesquisadores da Stony Brook University School of Medicine de Nova York sugere que, com alguns ajustes cautelosos, o uso de medicação estimulante pode reduzir de forma significativa ou mesmo eliminar o comportamento agressivo em pelo menos metade dessas crianças.

“Há uma forte pressão nos Estados Unidos para que os pediatras cuidem de tais dificuldades comportamentais nessas crianças por causa da carência de profissionais da psiquiatria infantil”, observou Joseph C. Blader, principal autor do estudo e professor assistente de psiquiatria da Stony Brook. “Espero que nosso estudo incentive mais clínicos gerais a ultrapassem a barreira do tratamento do TDAH com estimulantes de primeira linha antes de partir para o próximo passo”.
 
Blader afirmou que os resultados foram uma descoberta inesperada ocorrida durante a fase inicial de um estudo para analisar se seria ou não benéfico administrar um determinado anti-psicótico em crianças agressivas com TDAH, cujo comportamento explosivo não podia ser controlado apenas por medicação estimulante.
 
Os pesquisadores acompanharam 65 crianças de 6 a 13 anos de idade para determinar o mais eficaz e melhor tolerado tratamento com estimulantes para cada uma delas. Todas as crianças sofriam de TDAH, além de transtorno negativista desafiante ou transtorno de conduta, com comportamento agressivo significante. As crianças começaram o tratamento recebendo uma dose baixa de metilfenidato trifásico, a forma de Ritalina de ação mais prolongada.
 
Durante avaliações mensais, os pesquisadores ajustaram a dose até que os sintomas da criança fossem bem controlados e que ela conseguisse suportar quaisquer efeitos colaterais (especialmente insônia e perda de apetite). Se o metilfenidato trifásico não era a escolha correta, passava-se a administrar ou o metilfenidato bifásico ou o psico-estimulante constituído de mistura de sais de anfetamina.
 
As crianças e os pais também passaram por sessões semanais de terapia comportamental, durante as quais os pais foram estimulados a “enfatizar todas as vezes em que seus filhos conseguissem demonstrar auto-controle e lidar melhor com suas frustrações”, disse Blader. “O objetivo era ajudar os pais a desenvolver recompensas e incentivos, ao mesmo tempo estabelecendo limites em relação a alguns dos comportamentos problemáticos”.

No final da fase inicial, que durou em média cinco semanas, 32 crianças demonstraram reduções significantes no comportamento agressivo.
 
Persistência
“Eu fiquei muito surpreso pelo grande número de crianças que perderam o comportamento agressivo enquanto os médicos ajustavam o tipo ou nível de droga estimulante apropriados a elas”, disse Blader.
 
“Esse é um sinal importante sobre a persistência em uma medicação apesar de dificuldades”, ressaltou Chris Varley, psiquiatra infantil do Seattle Children’s Hospital. Nas últimas décadas houve um aumento substancial no uso de medicamentos anti-psicóticos para reduzir o comportamento perturbador de crianças, e em muitos casos as drogas não são necessárias.
 
“Às vezes o uso desses medicamentos é necessário, mas pode ser que o gatilho seja puxado muito rápido”, disse Varley, professor de psiquiatria infantil e adolescente da University of Washington School of Medicine.
 
Blader disse que o conselho para crianças e pais é não se desencorajar se o primeiro medicamento e dosagem no tratamento do TDAH não funcionar. “Assim como a asma ou muitos outros problemas de saúde, geralmente é preciso um pouco de empenho para encontrar o que realmente funciona”, disse ele.
 
Os pesquisadores foram financiados pelos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos e pela Aliança Nacional pela Pesquisa da Esquizofrenia e da Depressão do mesmo país.
 
Fonte Delas

Dislexia, daltonismo, problema na fala: eles tiram as diferenças de letra

Marca registrada do Facebook, o azul foi escolhido
porque Mark Zuckerberg é daltônico
Crianças contam como lidam com estes fatores no dia a dia e mostram que a detecção de uma condição adversa não precisa assustar
 
O último censo do IBGE aponta que 24% dos brasileiros sofrem de algum tipo de deficiência. As crianças não escapam às estatísticas – mas a maioria dos casos compreende diagnósticos leves, de situações perfeitamente contornáveis, adaptáveis ou mesmo curáveis.

Naturalmente, grande parte dos pais fica preocupadíssima ao perceber um sintoma diferente em seu filho – ele não fala como as outras crianças, enxerga cores de um jeito diferente ou tem dificuldades específicas na escola. Mas o modo de encarar o problema e a busca por soluções ou melhoria na qualidade de vida da criança é o essencial nessa hora.

A fonoaudióloga Renata Tramontina Ceribelli, especializada em crianças, diz que é comum pais e filhos chegarem ao consultório receosos e, em questão de minutos, abraçarem completamente o tratamento de fala.
 
“Muitas pessoas demoram a procurar um fonoaudiólogo quando percebem a dificuldade na fala dos filhos. Muito porque os pediatras não estimulam, acreditando sempre que ‘vai passar’. Mas, na maioria dos casos, as crianças são bem mais rapidamente auxiliadas quando chegam cedo ao especialista”, diz Renata.
 
Com exercícios de voz, no espelho e muitos jogos, o bom profissional da área logo conquista a atenção da criança – e, não raro, elas adoram fazer as sessões, pois percebem a própria melhora. Isso porque, nos primeiros anos de escola, é comum que os amigos notem e corrijam a criança que troca letras ou gagueja, por exemplo. “E esse é um motivo a mais para procurar ajuda: os pais também devem aprender a auxiliar o filho sem corrigi-lo seriamente a todo instante, o que pode prejudicar o tratamento”, lembra a fonoaudióloga.
 
Foi uma das coisas que aprendeu a dona de casa Regina Cunha, mãe de Raissa, 4 anos, e Nadine, 12 anos. A caçula vem, há algumas semanas, tratando com sessões de fonoaudiologia as onze trocas de letras – um volume alto para a idade – que produzia ao falar. A professora da menina, Carla, por exemplo, vira “Caila” – uma troca séria para a faixa etária de Raissa. “A escola sinalizou o problema e decidimos procurar logo um especialista para que ela não virasse motivo de gozação entre os amiguinhos”, conta Regina.

A previsão é que o tratamento de Raissa leve de seis a oito meses. Mas ela nem liga. Semanalmente vem a pergunta em casa: “mãe, hoje tem fono?”.“Acredito que a química entre a criança e quem a atende é determinante”, diz Regina. Raissa ama as sessões porque sua terapeuta inventa toda sorte de brincadeiras para mostrar a ela as correções.
 
Bernardo e a almofada de pancadas
Bernardo, de 12 anos, já sabe por exemplo que tem direito a mais tempo para resolver uma prova. O menino tem dislexia e, por conta disso, passou momentos difíceis até pais e professores perceberem o problema. “Bernardo tinha 8 anos quando fomos chamados na escola por causa do rendimento dele”, conta a mãe, a médica veterinária Heloísa Pappalardo Collet. Ele “comia” letras ao ler e escrever e tinha sérios problemas para ser alfabetizado. Todos achavam Bernardo “lento, imaturo”. A própria mãe, com grande sinceridade, conta que ela e o marido invariavelmente brigavam com o menino por causa das notas baixas e o obrigavam a estudar nos fins de semana.
 
Com a ajuda da ABD, Associação Brasileira de Dislexia, Bernardo ganhou vida nova. Alegre, muitíssimo criativo e cheio de amigos, ele hoje comemora quando vai bem em uma prova e, com a nota alta em mãos, costuma lembrar a mãe: “hoje é dia de bater na almofada!”. A tal almofada foi confeccionada por Heloísa (“uma coisa feiosa que eu fiz em preto e laranja com a palavra ‘dislexia’ bordada”) – e quando Bernardo se sai bem, ganha licença para “esmurrar a dislexia”.
 
“Nós aprendemos a lidar com o problema e ele mais ainda”, diz Heloísa. O garoto frequenta um colégio puxado em São Paulo e, apesar de ter um problemão para aprender alemão, no inglês ele vai muito bem graças às aulas de conversação. “Tenho dislexia e não tenho vergonha", diz orgulhoso para quem quiser ouvir.
 
Enzo e os mapas escolares
Esconder uma condição não é algo que as crianças precisem fazer. Enzo Facca, 12 anos, explica para os amigos, sem medo de ser feliz, que ele não enxerga a diferença entre certas cores. Enzo é daltônico – condição percebida pelos pais “em três etapas”, por volta dos 5 anos.
 
“Primeiro, num jogo de futebol em que os times tinham camisas vermelhas e marrons, ele não entendia quem jogava para qual lado”, lembra a mãe de Enzo, Claudia. ”Depois foi um semáforo em pane, que piscava o verde e o vermelho, e ele não notava. Então um dia pedimos um livro que estava na estante e, com o nome escrito em vermelho no fundo verde, ele simplesmente não achava o volume”. conta.
 
Com a suspeita inicial para lá de confirmada, o pai do menino se embrenhou no problema e vasculhou a rede atrás de sites e estudos sobre o daltonismo. Luiz soube, entre outras coisas, que apenas 8% da população sofre de daltonismo e o teste mais comum, o Teste de Ishihara, já está um pouco ultrapassado e detecta apenas o padrão da inversão de cores. Testes mais novos já podem mostrar, por exemplo, quais cores cada pessoa enxerga melhor e o grau de daltonismo.
 
Enzo também já domina o assunto. “Faço os testes na internet de vez em quando só de brincadeira, junto com o meu pai. E sei que preciso avisar na escola quando não vejo alguma cor, como na hora de estudar mapas. Mas, fora isso, na maior parte do tempo, eu nem ligo de ter daltonismo”.
 
Bahia e Minas Gerais podem perder as divisas dependendo das cores usadas, mas Enzo não perde sua confiança. Certo ele, pois o cotidiano mostra que lidar com pequenos percalços do corpo humano deve ser natural. Por exemplo: Mark Zuckerberg, fundador do celebrado Facebook, é daltônico - daí a cor azul dominante na rede social, já que Mark não distingue verdes e vermelhos. A lista de disléxicos famosos é ainda maior, contando com personalidades como Charles Darwin, Pablo Picasso e Walt Disney. Isaac Newton lidou com a gagueira por toda a vida, o cantor Justin Timberlake tem DDA e o ex-presidente Bill Clinton possui um sério caso de surdez. Coisas da vida, ora.

Fonte Delas

É transtorno ou manha?

Isolado, o comportamento hiperativo não significa que a
criança tenha o Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade
Alguns problemas menos graves são facilmente confundidos com TDAH, dislexia e outros transtornos. Saiba diferenciá-los
 
Não basta que uma criança jogue futebol na sala e quebre um vaso para ser diagnosticada por pais apressados com hiperatividade, assim como não basta ter dificuldades em matemática para receber o rótulo de distúrbio de aprendizagem. Diagnosticar um problema psicológico não é simples e é preciso eliminar outros motivos – como a falta de limites – antes de chegar a uma conclusão segura.
 
Com a ajuda de cinco psiquiatras, enumeramos quatro problemas que podem afetar o seu filho durante a infância e ensinamos a distinguir manha ou indisciplina de um possível transtorno. O diagnóstico final só pode ser feito por um especialista.
 
Estudo realizado pela Universidade de Northwestern, nos Estados Unidos, e publicado no “American Pediatrics” no início do ano mostrou que o número de crianças diagnosticadas com o transtorno aumentou 66% entre os anos 2000 e 2010 no país. Dados da Food and Drug Administration (FDA) registram um aumento de 46% na prescrição de remédios para tratar o problema no mesmo período.
 
Na Alemanha, um estudo feito pelas Universidades de Bochum e Basel mostrou que o transtorno está sendo diagnosticado em exagero.
 
O TDAH acabou se tornando um “fenômeno cultural” e, para Cacilda Amorim, diretora clínica do IPDA - Instituto Paulista de Déficit de Atenção, pessoas leigas andam se autodiagnosticando dentro de casa e influenciando o diagnóstico de profissionais. Os sintomas do TDAH são comuns e não há um exame de sangue que o identifique, tornando fácil para os pais rotularem os filhos antes de o levarem a um especialista.
 
A criança com o transtorno apresenta desatenção e a hiperatividade com uma intensidade muito superior se comparada às crianças de mesma faixa etária. “Se essa discrepância não existe, provavelmente o problema é de outra ordem”, diz Cacilda.             

E se seu filho é um furacão em casa, mas não há queixas da escola, esqueça o TDAH. A criança com o transtorno apresenta o mesmo comportamento em mais de uma situação ou ambiente. “Muitas circunstâncias podem dar origem a um quadro de hiperatividade, como um conflito familiar ou um estresse pós-traumático”. Mas se existem suspeitas de ser mesmo TDAH, procurar um especialista confiável é imprescindível.
 
Dificuldades para ler e escrever podem ter
origem em problemas oftalmológicos
 Dislexia
A dislexia aparece quando a criança entra no primeiro ano do Fundamental, por volta dos seis anos, ao começar a ler e escrever. “Ela tem dificuldades de processamento de informação e na associação de som com letra” diz a psiquiatra Cinthia Wilmers de Sá, da Associação Brasileira de Dislexia (ABD). O diagnóstico é obtido a partir de uma avaliação multidisciplinar.
 
Mas dificuldades para aprender a ler e escrever são, até certo ponto, absolutamente normais. E problemas de outra ordem também devem ser eliminados. “A criança pode ter dificuldade para enxergar ou ouvir”, diz Cinthia.
 
Não existe criança que não queira aprender. Por isso, se a dificuldade persiste e ela demonstra irritabilidade quando precisa ler ou se recusa a fazer lição, pode estar usando os recursos que têm para demonstrar que algo está errado. Procure um especialista na área.
 
Transtorno Desafiador Opositivo
Crianças que questionam a autoridade e desafiam regras com frequência podem sofrer do problema. Para distingui-lo de indisciplina, o psiquiatra do Hospital e Maternidade São Luiz Renato Mancini recomenda observar se a criança mostra, recorrentemente, a predileção por quebrar regras e desobedecer. Se os pais já se sentem sem autoridade, é importante buscar auxílio.
 
Mas nem todos concordam sobre o transtorno. Para o educador e psiquiatra Içami Tiba, autor de “A Família de Alta Performance” (Integrare Editora), o problema não existe. “É resultado de má educação consagrada, que se edifica com pais muito complacentes que querem fazer a vontade dos filhos”. Segundo ele, o que hoje é visto como transtorno pode ser somente um filho mimado.
 
Transtorno Desafiador Opositivo: diagnóstico correto
exige observação de longo prazo e profissional
Transtorno de Ansiedade de Separação
De acordo com Ivete Gattás, coordenadora da Unidade de Psiquiatria da Infância e Adolescência da Unifesp, a criança com o transtorno apresenta sofrimento intenso ao ser separada das figuras de ligação – mãe, pai ou cuidador. Isso costuma acontecer por volta dos seis anos de idade, quando elas precisam ir para a escola.
 
O que deve ser levado em consideração quando há suspeita do problema, segundo Renato Mancini, é o quão incômodo aquilo se torna.

No começo da vida escolar, é comum que a criança passe por uma adaptação, mas se ela chora ou mesmo vomita na hora de sair de perto dos pais, pode ser que o problema seja mais intenso. “Sintomas persistentes e disfuncionais devem ser investigados por um profissional”, diz Gattás.
 
Fonte Delas