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terça-feira, 23 de outubro de 2012

Mães elogiam atendimento na única casa de parto do Distrito Federal

 

Brasília – Antes mesmo que a conversa com a equipe da Agência Brasil completasse dois minutos, a enfermeira obstetra Quênia Cristina de Paiva precisou interromper a entrevista: “Chegou uma mãe em trabalho de parto. Preciso atendê-la”, explica. Cerca de 30 minutos depois, o choro forte de Emanuelly podia ser ouvido em toda a Casa de Parto de São Sebastião, região administrativa localizada a 30 quilômetros do centro da capital federal.
 
A mãe da criança, a dona de casa Josilene Silva, 27 anos, recebeu a filha nos braços assim que a menina nasceu. O cordão umbilical só foi cortado minutos depois. Nos braços da mãe, Emanuelly recebeu a primeira dose da vacina contra a hepatite B e também uma dose de vitamina K, importante para evitar hemorragias. “Aproveita que eu estou bem coradinha”, diz Josilene, orgulhosa, ao posar para as fotos.
 
Em seguida, o bebê foi colocado em um berço aquecido mantido bem próximo à mãe, para que a equipe médica pudesse checar reflexos, movimento dos braços e tônus muscular da criança. Ao todo, três enfermeiras obstetras, uma técnica e três estagiárias de enfermagem encheram a menina de cuidados. A mesma equipe acompanhou o parto, mas não precisou fazer intervenções. Na casa, o parto é visto como algo natural e, por isso, as mães não recebem medicamentos para induzir a dilatação ou diminuir a dor das contrações.
 
Para serem atendidas na Casa de Parto de São Sebastião, as mães precisam ter feito o pré-natal completo (no mínimo sete consultas), nunca ter passado por uma cesariana e não apresentar indicativo de gravidez de risco – como pressão alta. O trabalho é feito para tranquilizar a gestante e se diferencia dos procedimentos adotados em ambientes hospitalares – onde, em geral, a mulher aguarda o momento de dar à luz deitada em uma cama.
 
“Após a internação, colocamos a gestante para caminhar, usamos exercícios com bola suíça [usada também na prática de ioga e pilates], indicamos banho quente de chuveiro. No caso da Josilane, ela fez tudo isso em casa. É mais confortável e relaxa mais a mãe. Fora de casa, elas ficam mais tensas”, explica a enfermeira Quênia Cristina.
 
Depois do nascimento de Emanuelly, Quênia foi fazer o teste do pezinho em outro bebê, nascido um dia antes. O menino poderá se chamar Cauê ou Kelvin. Os pais ainda estão indecisos. A mãe, a dona de casa Regina Pereira da Silva, 20 anos, chegou à unidade com 7 centímetros (cm) de dilatação. Fez exercícios com a bola suíça, tomou banho quente, recebeu massagem nas costas e, três horas depois, segurou o bebê nos braços pela primeira vez.
 
“É uma experiência boa. O tempo todo há alguém olhando, cuidando. Com o meu primeiro filho foi diferente. Ele nasceu de parto normal, mas aplicaram remédio para dilatação e para dor. Este segundo parto foi melhor. Cuidaram mais da gente”, conta Regina, prestes a receber alta.
 
Tia do bebê, a estudante Maristela Pereira, 24 anos, falou sobre a alegria de ter ajudado no parto do sobrinho. “Na maternidade, você fica mais só do que acompanhada. Aqui, eles dão mais atenção. É algo que deve ser estimulado. Na hora da dor, o que a gente mais quer é alguém da família por perto”, destaca.
 
No momento em que a equipe da Agência Brasil visitou a unidade de São Sebastião, a dona de casa Maria Eliene Neris, 32 anos, estava prestes a ter alta. Com o filho Adrian no colo, ela contou que chegou ao local com 4 cm de dilatação e foi orientada a caminhar pelo corredor para estimular “o bebê a descer” e a tomar chá para se acalmar. Três horas depois, o menino chegou. “A equipe aqui é bastante atenciosa. Elas são prestativas, ajudam toda hora. Nos meus outros dois partos, fiquei sozinha. As enfermeiras só olhavam na porta. Não permitiam acompanhante. Aqui, meu marido assistiu, fez massagem em mim. Ficamos bem acomodados. É uma experiência que vale a pena, mas se estiver com o pré-natal em dia”, avalia.
 
Todas as gestantes atendidas pela Casa de Parto de São Sebastião deixam o local 24 horas após o nascimento do bebê já com a primeira consulta ao pediatra agendada. As mães também são convidadas a participar de palestras sobre cuidados com o recém-nascido, amamentação e planejamento familiar. O local funciona 24 horas por dia. “Recebemos todo mundo. Qualquer hora é hora”, diz a enfermeira Quênia Cristina.
 
Fonte Agência Brasil

Rio inaugura Centro de Trauma do Idoso

Rio de Janeiro - Idosos com mais de 60 anos e com fratura nos ossos terão atendimento especializado. Foi inaugurado hoje (22) o Centro Estadual de Trauma do Idoso (Ceti), no Hospital São Francisco da Penitência, na zona norte da cidade, irá atender 150 idosos com fratura por mês. O centro é o primeiro com este tipo de serviço no país, segundo a Secretaria de Saúde do Rio.
 
Com o centro, os pacientes com fraturas serão submetidos a cirurgia em até 48 horas. Atualmente, a espera pela operação é aproximadamente de 15 dias. Pesquisas científicas internacionais mostram quando o idoso vítima de trauma passa pela cirurgia no prazo de até 48 horas, as chances de recuperação aumentam.
 
Para acomodar pacientes transferidos de outros hospitais, os centros cirúrgicos foram reformados, com a criação de leitos de enfermaria e cinco leitos no Centro de Terapia Intensiva (CTI). Foram contratados 17 ortopedistas e sete anestesistas, além da compra de quatro ambulâncias para transporte dos pacientes.
 
Segundo o governador do Rio, Sérgio Cabral, o novo serviço vai agilizar o atendimento e desafogar outros hospitais. "Nós temos hoje aqui o Centro de Trauma do Idoso para as pessoas que precisam de acompanhamento e venham de maneira confortável com ambulâncias novas, de maneira digna para ter seu período de recuperação aqui, desafogando seus hospitais de origem para que recebam novos pacientes", disse.
 
O secretário estadual de Saúde, Sérgio Côrtes, disse que o serviço irá funcionar até novembro em hospitais estaduais e, a partir de dezembro, passará a operar também em hospitais municipais, a começar pela Baixada Fluminense. "Pretendemos a partir de fevereiro de 2013, que isso seja ampliado para os hospitais da capital. O que nós queremos é trabalhar com a recuperação desse idoso o mais rápido possível. Queremos garantir que após o quarto dia, se houver necessidade de internação, ele seja transferido para um hospital de referência para a reabilitação. Com isso, a gente libera o leito aqui para que possa internar outro paciente", disse.
 
Após operação no Centro de Trauma do Idoso, o paciente terá alta médica ou continuará o processo de recuperação em outra unidade. De acordo com o órgão, há um estudo sobre a possibilidade de oferecer home care (atendimento médico domiciliar). Os pacientes que não puderem receber alta após a cirurgia serão transferidos para continuidade do tratamento no Hospital Estadual Eduardo Rabello, referência no estado também no tratamento de idosos.

Fonte Agência Brasil

Coren-RJ vai denunciar ao MP situação de posto médico onde idosa morreu por erro de estagiária

Rio de Janeiro – O Ministério Público Estadual (MP) deve receber hoje (23) um relatório do Conselho Regional de Enfermagem do Rio de Janeiro (Coren-RJ) com denúncia sobre a situação Posto de Atendimento Médico (PAM) do município de São João de Meriti, na Baixada Fluminense, onde Palmerina Pires Ribeiro, 80 anos de idade, morreu após ter recebido café com leite na veia, aplicada pela estagiária Rejane Telles, 23 anos. Era o terceiro plantão de Rejane no PAM de São João de Meriti.
 
Domingo (21), técnicos do Coren-RJ fizeram uma vistoria no local e verificaram a existência de irregularidades. Durante a visita, a equipe constatou no plantão apenas uma enfermeira e nove técnicos de enfermagem para atender cerca de 70 leitos, além dos pacientes do setor de emergência.
 
De acordo o presidente do Coren-RJ, Pedro de Jesus Silva, os problemas administrativos da unidade estão ligados à ocorrência de erros. “A gestão não está fazendo valer o que determina a Constituição Federal. Saúde é direito de todos e é dever do Estado. O quadro de enfermagem tem que dar atenção integral à população, algo impossível de ser feito com o quantitativo mínimo hoje existente naquele posto. O esvaziamento da enfermagem do local é um crime contra a comunidade”, disse.
 
Silva também declarou que o conselho ainda não conseguiu fazer uma apuração definitiva do caso para iniciar a sindicância devido à falta de documentação, como o prontuário do paciente e o livro de ordens e ocorrências. O acesso aos documentos foi negado pela Secretaria de Saúde de São João de Meriti. Em função disso, o Coren-RJ entrou na Justiça com uma ação civil pública contra a secretaria, ajuizada na 4ª Vara Federal no município.
 
Fonte Agência Brasil

Primeiros Socorros: Perfuração por objeto metálico

Nas lesões por objetos perfurantes (facas, lâminas, pedaços de metal em geral) geralmente há exposição dos tecidos do corpo ao ambiente. Esta situação é associada a acidentes nos ambientes de trabalho e também domésticos, mas muitas vezes é resultado da violência.
 
Dependendo da gravidade da situação, a vítima necessita ser encaminhada diretamente para o hospital, com o objeto ainda encravado no corpo.
 
Como agir:
- Não tente puxar o objeto, ele pode estar tamponando um vaso

- Se houver hemorragia, contenha o sangue fazendo uma compressa com um pano limpo

- Se o objeto for grande, facilite o transporte para o hospital, estabilizando-o com um curativo ou cortando as extremidades

- Mesmo que o objeto seja pequeno é necessário procurar atendimento especializado. Nesses casos, é recomendado tomar a vacina antitetânica
 
Fonte iG

Labirintite

Definição
Labirintite é um distúrbio do ouvido que inclui irritação e inchaço do ouvido interno.

Nomes alternativos
Labirintite bacteriana, labirintite serosa, neuronite — vestibular, neuronite vestibular, neurolabirintite viral, neurite vestibular

Causas, incidência e fatores de risco
Existem várias causas para labirintite. Normalmente, ela ocorre após uma infecção no ouvido (otite média) ou uma infecção do trato respiratório superior. Também pode ocorrer após uma alergia, colesteatoma, ou após a ingestão de certos medicamentos perigosos para o ouvido interno.


Durante a labirintite, as partes do ouvido interno ficam irritadas e inflamadas. Isso interfere em sua função, que inclui a capacidade de manter o equilíbrio.

As seguintes situações aumentam o risco de labirintite:

  • Ingestão de grandes quantidades de álcool
  • Fatiga
  • Histórico de alergias
  • Doença viral, infecção respiratória ou infecção do ouvido recentes
  • Fumo
  • Estresse
  • Uso de certos medicamentos com ou sem receita (principalmente ácido acetilsalicílico)

Sintomas

  • Sensação anormal de movimento (vertigem)
  • Dificuldade de focar a visão devido a movimentos oculares involuntários
  • Tontura
  • Perda de audição em um ouvido
  • Falta de equilíbrio, como cair para um lado
  • Náusea e vômitos
  • Zumbido ou outros ruídos nos ouvidos (tinnitus)

Exames e testes
Um exame físico e neurológico completo deve ser realizado. Um exame do ouvido pode não revelar qualquer problema.

Normalmente, o diagnóstico de labirintite não requer outros testes. Os testes serão feitos para descartar outras causas para os sintomas. Isso pode incluir:

  • EEG
  • Eletronistagmografia
  • Tomografia computadorizada
  • Testes de audição (audiologia/audiometria)
  • Ressonância magnética da cabeça
  • Aquecimento e resfriamento do ouvido interno com ar ou água (estimulação calórica) para testar os reflexos oculares

Tratamento
A labirintite normalmente desaparece em algumas semanas. O tratamento inclui a redução dos sintomas, como as sensações giratórias.

Entre os medicamentos que podem reduzir os sintomas estão:

  • Anti-histamínicos
  • Corticoides como prednisona quando os sintomas são graves
  • Medicamentos como proclorperazina para controlar náusea e vômitos
  • Remédios para aliviar a tontura como meclizina ou escopolamina
  • Medicamentos hipnóticos sedativos

Problemas persistentes de equilíbrio podem melhorar com fisioterapia.

Para evitar a piora dos sintomas durante os episódios de labirintite, tente fazer o seguinte:

  • Fique parado e descanse quando os sintomas aparecerem
  • Retome a atividade gradualmente
  • Evite alterações bruscas de posição
  • Não tente ler quando os sintomas ocorrerem
  • Evite luzes claras

Pode ser que você precise de ajuda para caminhar quando os sintomas ocorrerem. Evite atividades perigosas como dirigir, operar máquinas pesadas e escalar até uma semana após o desaparecimento dos sintomas.

Evolução (prognóstico)
Se tiver vômitos, pode ser necessário ser internado no hospital. Os sintomas graves normalmente desaparecem em uma semana. A maioria dos pacientes fica totalmente bem dentro de dois a três meses. A tontura contínua normalmente persiste em pacientes mais velhos.

A audição geralmente volta ao normal. Em alguns casos, a perda de audição pode ser permanente.

Complicações

  • Lesões a si mesmo e aos outros durante os ataques de vertigem
  • Perda de audição permanente (raro)
  • Disseminação da inflamação para outras áreas do ouvido ou para o cérebro (raro)

Ligando para o médico
Ligue para seu médico se tiver tontura, vertigem, perda do equilíbrio ou outros sintomas de labirintite. Também ligue se tiver perda de audição.

Entre os sintomas urgentes ou de emergência estão: visão dupla, fraqueza ou paralisia, fala enrolada, convulsões, desmaios, vômitos persistentes ou vertigem acompanhada de febre acima de 38 graus Celsius.

Prevenção
O tratamento imediato de infecções respiratórias ou do ouvido pode ajudar a evitar a labirintite.

Referências
Polensek SH. Labyrinthitis. In: Ferri FF, ed. Ferri’s Clinical Advisor 2011. 1st ed. Philadelphia, Pa: Mosby Elsevier; 2010.

Fonte iG