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terça-feira, 23 de outubro de 2012

Conheça as regras da eutanásia animal e as críticas das entidades de proteção

No dicionário dos homens, eutanásia é aquele ato generoso de proporcionar morte sem dor para quem sofre de uma doença incurável. No mundo animal, a palavra ganha sentido mais elástico: é estendida para casos em que o dono do bicho doente não pode pagar o tratamento.
 
Esse é o ponto mais polêmico entre as novas regras definidas pelo Conselho Federal de Medicina Veterinária. A entidade revisou sua normatização sobre eutanásia e emitiu uma nova resolução, que vem sendo criticada por entidades de proteção.
 
O documento inclui novos métodos para o sacrifício e retira da lista procedimentos de risco como o choque elétrico sem anestesia prévia.
 
Até aí, tudo bem. O problema é que o veterinário fica autorizado a matar animais produtivos doentes e cujo tratamento represente custos incompatíveis com a atividade ou com os recursos do proprietário. Trocando em miúdos: donos de animais de fazenda enfermos podem optar pela morte mesmo que ela possa ser evitada com cuidado médico.
 
"A nova regra veio para regularizar a situação de trabalhadores rurais que não podem gastar o valor de cinco vacas para tratar um único animal com a perna quebrada, visto que não possuem recursos", diz Marcelo Weinstein Teixeira, da Comissão de Ética, Bioética e Bem-Estar Animal do Conselho.
 
Para a empresária e protetora de gatos Eunice Lima, 42, a nova regra é desumana. "O fazendeiro tem que colocar em sua planilha de custos que os bichos também adoecem e precisam de tratamento. Não existe isso de matar só porque é caro cuidar", diz.
 
"O conselho não atentou para o fato de que a eutanásia deve ser praticada em benefício do animal, não de seu proprietário", diz Vanice Orlandi, presidente da Uipa (União Internacional Protetora dos Animais). Segundo ela, que é advogada, o texto da nova resolução não condiz com a legislação que protege os animais, abrindo brecha para o sacrifício de "pets" por motivo financeiro.
 
"A resolução autoriza o sacrifício quando o tratamento tiver custos incompatíveis com a atividade que o animal desempenha ou com os recursos do dono. Cães e gatos não estão excluídos, uma vez que a resolução dispõe sobre a eutanásia de animais, sem fazer distinção entre os que são destinados ao abate e à companhia doméstica", afima.
 
Segundo a entidade dos veterinários, quem tem bichos de estimação não pode recorrer à eutanásia só porque o tratamento é caro. "Quem não pode pagar deve buscar os hospitais universitários, os poucos hospitais veterinários públicos ou as ONGs", diz Benedito Fortes de Arruda, presidente do Conselho Federal de Medicina Veterinária.
 
Editoria de Arte/Folhapress
Sarna e conjuntivite
Mas Orlandi, da Uipa, critica ainda a autorização para sacrificar animais que constituírem ameaça à saúde pública. "Sarna pode ser considerada ameaça, até conjuntivite é ameaça", afirma.
 
Na visão dela, o texto deveria deixar claro que a eutanásia só é aceitável quando o bicho tem doença incurável.
 
"A nova resolução é um consenso entre os veterinários. Ninguém está falando em matar animais saudáveis, a regra vale apenas para os doentes que representam alto custo. Tratar uma vaca não é como cuidar de um gato dentro de casa", diz Fortes.
 
Para Rosângela Ribeiro, veterinária e gerente de programas da WSPA (World Society for the Protection of Animals), outra falha da resolução é autorizar que pessoas sem diploma pratiquem eutanásia desde que assistidas por profissional da área.
 
"Esse é um procedimento delicado que pode gerar dor."
 
Teixeira rebate explicando o propósito da nova regra: "Em casos de epidemia, quando é necessário sacrificar um rebanho inteiro, o veterinário pode receber ajuda de pessoas treinadas desde que ele se responsabilize".
 
No ano que vem, o Conselho Federal de Medicina Veterinária deve publicar um guia de métodos e boas práticas feito com o Ministério da Ciência e Tecnologia para orientar os profissionais sobre as técnicas de eutanásia. Segundo Teixeira, o método mais seguro, hoje, é a injeção de um anestésico potente.
 
É justamente com injeção letal que é feita a eutanásia no Centro de Controle de Zoonoses de São Paulo. O órgão informa que sacrificou 912 cães e 103 gatos no primeiro semestre. "São animais removidos da rua, que já chegam ao centro sem condições de serem tratados", afirma Telma Rocha, subgerente de Vigilância e Controle de Animais Domésticos do órgão.
 
Decisão traumática
Sacrificar animal doméstico é uma decisão traumática. Muita gente desiste de ter bichos depois da experiência.
 
Em fevereiro de 2008, o gato Calvin, de seis anos, estava com 70% de sua função renal comprometida. Fazia xixi pela casa e emagrecia a olhos vistos, quando a dona, a advogada Camila Sesana, 38, decidiu sacrificá-lo.
 
"Nunca vou esquecer o suspirinho que ele deu quando o anestésico entrou. Foi um dos dias mais pesados da minha vida", diz. "Mesmo sem hipótese de melhora, foi atordoante me ver na posição de definir o fim da vida dele."
 
Aos dez anos, a cocker spaniel Bruna ficou cega. Este ano, aos 15, foi operada de uma inflamação no útero. "Dois meses após a cirurgia ela enfraqueceu e não levantava para nada", conta a engenheira ambiental Paula Ferreira, 24.
 
Um dia, Bruna desmaiou no banho e foi levada ao veterinário: a inflamação no útero se espalhou. Nova operação foi desaconselhada por conta da idade da cadela.

"Conversamos na família e decidimos que o melhor era deixá-la descansar", diz Paula. Hoje, seus pais discutem se terão ou não outro bicho.
 
Aos 15 anos, a engenheria civil Ana Carolina Paulino, 30, ganhou um bichinho de 1,90 m, o cavalo Dakar, criado na chácara onde ela morava, no Tocantins.
 
Aos 17 anos, Ana levou Dakar para uma cavalgada. Caíram num buraco tampado pelo mato e Dakar feriu uma vértebra lombar. O cavalo chegou a andar até o caminhão que iria levá-lo de volta à chácara e foi examinado por um veterinário. Ao chegar, tropeçou na saída, na rampa do caminhão. A vértebra que estava fissurada se quebrou.
 
"Não foi possível fazer nada. Aplicamos anti-inflamatórios e analgésicos, mas a dor dele era visível", diz Ana Paula. Os pais e o veterinário decidiram sacrificar o bicho. Já ela não aceitava a ideia.
 
"Eles marcaram a data, mas, no dia, não deixei. Fizeram a eutanásia quando eu saí para prestar vestibular." Ana se mudou para cursar a faculdade e conta que nunca mais conseguiu voltar à chácara ou andar a cavalo.
 
Fonte Folhaonline

Mulheres paulistas engravidam cada vez mais tarde

Com a carreira e a estabilidade financeira em primeiro lugar, a mulher paulista tem engravidado cada vez mais tarde e tido menos filhos. A média de idade da primeira gravidez no Estado é de 27,3 anos, mas, segundo a Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade), a última década apresentou estrutura etária mais dilatada. Além disso, a década de 2010 foi a primeira nos últimos 40 anos em que a taxa de fecundidade de mulheres entre 15 e 19 anos caiu em São Paulo.
 
A fecundidade é a variável demográfica de maior determinação nas transformações da estrutura etária da população e no atual processo de envelhecimento no mundo. O Brasil não fica de fora dessa tendência e tem visto suas taxas de crescimento populacional diminuírem. O Estado de São Paulo tem registrado uma intensificação dessa realidade.

A taxa de fecundidade de São Paulo hoje é de 1,7 filho por mulher, contra 1,9 na média do País. Na década de 1980, essa média em São Paulo era de 3,43. A taxa da década atual já está abaixo do nível que garante a reposição populacional, 2,1 filhos por mulher.

Segundo o demógrafo Haroldo Torres, diretor de Análise e Disseminação da Fundação Seade, a entidade tenta estimar o ano em que a população paulista passará a diminuir, fenômeno que já ocorre em diversos países da Europa. "Como ainda existem muitas mulheres em idade de ter filhos na população do Estado, esse crescimento é positivo. Isso vai mudar com o envelhecimento da população", disse.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) estima que, na média do Brasil, a população deve começar a cair a partir de 2030, caso a queda nos nascimentos e o envelhecimento da população mantiverem o mesmo ritmo. O número de nascimentos deve igualar o de mortes e depois diminuir.

Para a diretora executiva da Fundação Seade, Maria Helena Guimarães de Castro, o estudo é importante para que Estado e municípios passem a direcionar medidas e políticas para a terceira idade. "Existem sérios desafios de políticas públicas para a população jovem, como falta de creches e qualidade da educação. É preciso ficar atento aos desafios para medidas voltadas à população mais velha, que representará fatia cada vez maior."

Ao lado da fecundidade, colaboram para o cenário de envelhecimento dos paulistas a migração e mortalidade, componentes que também têm caído (mais informações nesta página).

Em 1970, a migração respondia por mais de 40% do crescimento populacional paulista. Depois de permanecer em 24% na década de 1990, em 2010 a migração só respondia por 11% do aumento da população. O crescimento vegetativo respondia pelo resto, apesar de queda no volume.

Desde os anos 1960, esses índices apresentam tendência de queda. Os números mostram acentuação na queda de fecundidade entre mulheres de 20 a 29 anos. É o grupo que mais tem colaborado para a diminuição na média de filhos. As maiores taxas ainda permanecem nesse grupo, mas seguido de perto pelo de 30 a 34 anos.

O movimento inaugural nas estatísticas é uma queda na taxa de fecundidade entre as mulheres mais jovens, de 15 a 19 anos - apesar de continuar elevada. Desde 1980, essa taxa permaneceu similar, sempre acima de 70 por mil mulheres. A estagnação da fecundidade de mulheres entre 15 a 19 anos entre as décadas de 1980 e 2000 foi muito estudada e nomeou-se o fenômeno como "gravidez na adolescência", segundo a Seade. Em 2010, caiu para 52 mil - queda não vista no mesmo ritmo nas outras faixas.

Novo perfil
A mudança no comportamento das mulheres é pouco ligada a programas de saúde de governos, diz o professor Eduardo Motta, do departamento de Ginecologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). "É um processo iniciado pela mulher, de um sentido de bem-estar da mulher."

Segundo ele, o poder público não tem uma política adequada para atender a realidade que tem se evidenciado. "Do ponto de vista educacional, faltam campanhas de esclarecimento. Nas faculdade médicas, não temos colocado na cabeça dos médicos que esse perfil da mulher está mudando, que é necessário aconselhar as mulher a engravidar até determinada idade."

A médica Fabiana Sanches, preceptora do setor de patologia obstétrica do Hospital Santa Marcelina, explica que muitas vezes as mulheres não têm a consciência de que a gravidez a partir de 30 anos deve ser acompanhada de mais cuidados. "O risco de aborto é maior. A mulher mais velha fica mais propensa a hipertensão, diabete, requer acompanhamento maior."

A gravidez acima de 35 anos já é de alto risco. Acima dos 40, é ainda mais preocupante, principalmente com chances de casos de síndrome de Down. No Santa Marcelina, o acompanhamento dado a mulheres mais velhas é o mesmo reservado às mais jovens. "Entre os adolescentes, o problema mais comum é o início tardio do pré-natal", diz Fabiana. A chance de parto prematuro é maior, pois o útero não está totalmente formado.
 
Fonte Estadão

Gordura abdominal aumenta após a menopausa

Realizado com mulheres de 55 a 65 anos, estudo reviu conhecimento anterior sobre o assunto
 
Não importa se há ganho de peso ou não. O fato é que a redução do hormônio estrogênio após a menopausa faz as mulheres concentrarem gordura na barriga. Essa é a conclusão de um estudo recém-divulgado pela Sociedade Internacional de Menopausa. Realizado com mulheres de 55 a 65 anos, o estudo reviu alguns pontos do que se sabia anteriormente sobre o assunto.
 
— As flutuações hormonais há muito tempo são responsabilizadas pelo ganho de peso entre as mulheres de meia-idade, mas o que essa revisão demonstrou é que há uma mudança na forma em que a gordura é distribuída, conduzindo ao aumento de gordura na barriga. Assim, é um mito considerar que a menopausa por si só provoque o ganho de peso — diz o ginecologista Edimund Baracat, professor de ginecologia da Universidade de São Paulo (USP).
 
De acordo com Baracat, o aumento de peso após a menopausa é uma consequência de fatores ambientais e do próprio envelhecimento.
 
— O estudo também observou que, ao contrário da opinião popular, a terapia hormonal com estrogênios não causa ganho de peso às mulheres e que há boas evidências de que essa terapia possa prevenir o aumento de gordura abdominal após a menopausa — afirma.
 
Outro alerta apontado pelo estudo é que mulheres obesas tendem a sentir mais gravemente os sintomas da pós-menopausa.
 
Fonte Zero Hora

Ingestão de laranja e chimarrão na gravidez pode ser prejudicial ao feto

Pesquisa revelou que alimentos ricos em polifenóis e flavonoides se ingeridos no terceiro trimestre da gestação, alteram a circulação de sangue no feto e podem trazer riscos
 
Não é raro encontrar grávidas que evitam ingerir determinados alimentos para não prejudicar o desenvolvimento do feto. Nova pesquisa do Instituto de Cardiologia do Rio Grande do Sul tenta esclarecer pelo menos parte desta questão: o que pode trazer problemas à criança durante a gravidez? O estudo revelou que alimentos ricos em polifenóis e flavonoides se ingeridos no terceiro trimestre da gestação, alteram a circulação de sangue no feto e podem trazer riscos.

– Por terem um efeito anti-inflamatório natural, estes alimentos inibem a produção de prostaglandina no organismo da gestante e, por consequência, do feto – afirma o cardiologista Paulo Zielinsky, chefe da Unidade de Cardiologia Fetal do Instituto de Cardiologia e professor do programa de pós-graduação em Ciências da Saúde da Fundação Universitária de Cardiologia.

Durante a vida intrauterina, o ducto arterioso – um canal localizado entre a aorta e a artéria pulmonar – precisa estar amplamente aberto, permitindo que 80% do sangue saído do coração para os pulmões atinjam a circulação do bebê. Isso ocorre espontaneamente até as 28 semanas. Depois, depende da prostaglandina, cuja baixa produção pode levar ao estreitamento do canal. Com o diâmetro do ducto reduzido, aumenta a pressão nos vasos, o que leva à sobrecarga no coração do feto. Após o nascimento, essa complicação causaria até hipertensão pulmonar.

Em sete anos de pesquisa, os médicos analisaram como o organismo da mãe e do bebê reagiam a essas substâncias. De 51 casos de gestantes que apresentavam o problema, 48 tiveram o ducto normalizado somente com a suspensão dos polifenóis da dieta. Os resultados do trabalho foram apresentados neste mês na Universidade Johns Hopkins, nos EUA, durante o Simpósio de Avanços em Cardiologia Perinatal.

Lançar alarme é precoce, diz nutricionista
A preocupação com o que ingerir deve começar na 13ª semana gestacional. É a partir daí que a dieta da grávida vai interferir no feto. A nutricionista Márcia Vítolo, professora do programa de pós-graduação em Ciências da Saúde da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) e especialista em nutrição materno-infantil, lembra que esta contraindicação não existe nas diretrizes de órgãos oficiais ligados à saúde.

– O trabalho é bem feito, mas, para assumirmos como recomendação, ainda tem um caminho – explica Márcia.

Por ora, ela afirma que o essencial é evitar o ganho excessivo de peso durante a gravidez e manter um acompanhamento nutricional durante o pré-natal.
 
Fonte Zero Hora

Saiba mais sobre a meningite

Dor de cabeça, náuseas, vômitos, dores no corpo,
mal-estar estão entre os principais sintomas
Gravidade da doença varia conforme o tipo, sendo a bacteriana a mais grave
 
A meningite é uma inflamação nas membranas que revestem o cérebro e a medula espinhal, geralmente causada por infecção. Os tipos principais são a meningite viral (a mais comum) e a meningite bacteriana (menos comum).
 
A meningite viral é causada geralmente por vírus intestinais, que provocam diarreia. Esse tipo é mais leve e o paciente melhora sozinho em poucas semanas. Não precisa, de modo geral, de antibióticos e de internação. Não é fatal e não costuma deixar sequelas.
 
Já a meningite bacteriana é grave, apesar de ser mais rara. Pode ser causada por diversas bactérias que tem o poder de chegar nas meninges, mas atualmente duas delas são as mais importantes: o pneumoco, causador também de sinusite e pneumonia, e o meningococo. O quadro é agudo e dramático, configura uma emergência médica. Exige internação imediata (geralmente em UTI), isolamento respiratório para evitar contagio de outras pessoas, antibiótico imediato.
 
— É um quadro com risco de vida e sequelas, mas tratado a tempo e incisivamente pode ter evolução também satisfatória — explica o neurologista Leandro Telles.
 
Os sintomas principais são: dor de cabeça (geralmente constante e difusa), náuseas e vômitos, sinais gerais de infecção, como febre, calafrios, dores no corpo, mal-estar. No caso da meningite bacteriana, mais grave, o paciente pode ficar sonolento, confuso e surgir leões avermelhadas na pele.
 
O tratamento depende do tipo. Na meningite viral, usa-se medicação para os sintomas de febre, dor e náuseas. O paciente deve ficar em repouso e se recupera sem necessidade de antibiótico ou de internação. Na meningite por bactérias, o antibiótico deve ser dado rapidamente e na veia, o paciente fica internado em UTI para receber cuidados intensivos.
 
A transmissão da meningite viral ocorre por contado com pessoas portadores do vírus (secreções orais), alimentos, água e mesmo utensílios contaminados. No caso da bacteriana, o principal meio de contágio é o contato com pacientes doentes ou mesmo portadores assintomáticos da bactéria. Ele reside na cavidade oral e passa de pessoa para pessoa por gotículas expelidas durante a respiração e tosse. Importe frisar que não basta ter contato com o vírus ou a bactéria, é preciso que haja uma predisposição imunológica para que o contato se manifeste como uma meningite.
 
A prevenção é feita com medidas gerais, como lavar as mãos, alimentar-se bem, evitar contato com secreção oral de pacientes com infecções virais ou bacterianas sem tratamento. Outra recomendação é a vacinação, disponível para o Pneumococo, Haemófilos e para o Meningococo tipo C.
 
Fonte Zero Hora