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terça-feira, 23 de outubro de 2012

Tudo sobre colesterol

Getty Images
Aterosclerose é o endurecimento das paredes dos
vasos causado pela deposição de gordura
O que é Colesterol?
O colesterol pode ser considerado um tipo de lipídio (gordura) produzido em nosso organismo. Ele está presente em alimentos de origem animal (carne, leite integral, ovos etc.). Em nosso organismo, desempenha funções essenciais, como produção de hormônio e vitamina D. No entanto, o excesso de colesterol no sangue é prejudicial e aumenta o risco de desenvolver doenças cardiovasculares. Em nosso sangue, existem dois tipos de colesterol:
 
- LDL colesterol: conhecido como "ruim", ele pode se depositar nas artérias e provocar o seu entupimento
 
- HDL colesterol: conhecido como "bom", retira o excesso de colesterol para fora das artérias, impedindo o seu depósito e diminuindo a formação da placa de gordura.
 
Tipos
Podemos dizer que existem vários tipos de colesterol circulando no sangue. O total da soma de todos eles chama-se "Colesterol Total". Como visto, colesterol é uma espécie de "gordura do sangue" e, como gorduras não se misturam com líquidos, o colesterol é insolúvel no sangue. Por isso, ele precisa da "carona" de certas proteínas para cumprir as suas funções.
 
A associação dá origem às chamadas lipoproteínas. Essas, sim, são aptas a viajar por todo o organismo via corrente sanguínea. As lipoproteínas - ou apenas colesterol - assumem algumas formas, sendo divididas em "bom colesterol" (HDL - high density, ou alta densidade) e "mau colesterol" (LDL - low density ou baixa densidade).
                               
Pesquisas provaram que o bom colesterol (HDL) retira o colesterol das células e facilita a sua eliminação do organismo. Por isso, é benéfico. Já o mau colesterol (LDL) faz o inverso: ajuda o colesterol a entrar nas células, fazendo com que o excesso seja acumulado nas artérias sob a forma de placas de gordura. Justamente por isso, traz diversos malefícios.                               
 
Fatores de risco
Muitos fatores podem contribuir para o aumento do colesterol, como tendências genéticas ou hereditárias, obesidade e atividade física reduzida. No entanto, um dos fatores mais comuns é a dieta.
 
A dieta rica em colesterol inclui grandes quantidades de alimentos de origem animal: óleos, leite não desnatado e ovos. As gorduras, sobretudo as saturadas, contribuem para o problema do colesterol elevado.
                               
A gordura saturada é um tipo de gordura que, quando ingerida, aumenta a quantidade de colesterol no organismo. Está presente, principalmente, em alimentos de origem animal. A carne vermelha, mesmo quando aparentemente "magra", possui moléculas de colesterol entre as suas fibras e deve ser evitada. As margarinas light ou diet devem ser as escolhidas em substituição à manteiga.
                              
As gorduras insaturadas estão presentes, principalmente, em alimentos de origem vegetal. Elas são essenciais ao organismo, mas o corpo humano não tem condição de produzi-las. É por isso que é necessário consumi-las na alimentação. A substituição de gorduras saturadas por insaturadas na dieta pode auxiliar a reduzir o colesterol no sangue. Quando quiser preparar um pão mais saboroso, prefira margarina light ou diet à manteiga.
 
Diagnóstico de Colesterol
                      
De acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia, os níveis ideais de colesterol no sangue devem ser:
  • Colesterol Total: abaixo de 200mg/dL de sangue
  • Bom Colesterol (HDL): acima de 35mg/dL de sangue
  • Mau Colesterol (LDL): abaixo de 130mg/dL de sangue.
 
Complicações possíveis
Níveis elevados de colesterol estão associados a doenças coronarianas e aterosclerose. As recomendações habituais são para uma ingestão diária de colesterol inferior a 300 mg, quantidade que representa cerca de 50% da quantidade ingerida pelos norte-americanos.
                              
O colesterol, popularmente chamado de gordura do sangue, é uma substância gordurosa, esbranquiçada e sem odor. Não existe nos vegetais, apenas no organismo dos animais. Em pequenas quantidades, é necessário para algumas funções do organismo; em excesso, causa problemas.
                               
Encontrado em todas as células do organismo, é utilizado para a produção de muitas substâncias importantes, incluindo alguns hormônios e ácidos biliares.                               
 
Aterosclerose
É o endurecimento das paredes dos vasos causado pela deposição de gordura. Existe uma predisposição genética que, combinada com o fumo, o estresse, a vida sedentária e a pressão alta, pode levar à doença.
 
Prevenção
                      
Além de uma alimentação equilibrada, há outras maneiras de evitar o aumento do colesterol e, até mesmo, diminuí-lo:
  • Fazer exercícios físicos: a atividade física pode ajudálo a emagrecer e a diminuir as tensões. Controlando o peso, fazendo exercício ou praticando esporte, você se sente melhor e diminui o risco de infarto
  • Não fumar: o cigarro é um fator de risco para doença coronária. Aliado ao colesterol, multiplica os riscos
  • Evitar o estresse: uma vida menos estressada também diminui o risco de infarto. Procure transformar as suas atividades diárias em algo que lhe dê satisfação
  • Fazer uma dieta com baixos níveis de gordura e colesterol: seja rigoroso no controle da alimentação.
Lembre-se de que todos os alimentos de origem animal têm colesterol. Portanto, dê preferência a alimentos de origem vegetal: frutas, verduras, legumes e grãos. Quem tem predisposição deve seguir as mesmas recomendações descritas no tratamento: manter hábitos de vida saudáveis, evitar o fumo e controlar o colesterol e a pressão arterial.
 
Sugestões de hábitos:
  • Coma mais frutas e vegetais
  • Coma mais peixe grelhado ou assado e menos carnes fritas
  • Coma uma variedade de alimentos ricos em fibras, como aveia, pães integrais e maçãs. As fibras ajudam a reduzir as taxas de colesterol
  • Limite a ingestão de gorduras saturadas, como gordura de derivados de leite
  • Limite os alimentos ricos em colesterol, como gema de ovo e fígado
  • Utilize derivados de leite pobres em gordura: leite desnatado, iogurte desnatado e sorvetes light
  • Evite frituras.
 
Os cuidados com a alimentação devem ser redobrados por pessoas com diabetes, pois estas apresentam riscos de manifestações da aterosclerose de três a quatro vezes maior que as pessoas não-diabéticas. Há alimentos que ajudam a reduzir as taxas de colesterol no sangue, assim como também existem os que devem ser evitados. Para isso, preste atenção nas duas listas abaixo:                                
 
Alimentos ricos em colesterol:
  • Bacon
  • Chantilly
  • Ovas de peixes
  • Biscoitos amanteigados
  • Doces cremosos
  • Pele de aves
  • Camarão
  • Queijos amarelos
  • Carnes vermelhas "gordas"
  • Gema de ovos
  • Sorvetes cremosos
  • Creme de leite
  • Lagosta
  • Vísceras.
Alimentos que ajudam a reduzir o colesterol:
  • Aipo
  • Couve-de-bruxelas
  • Bagaço da laranja
  • Ameixa preta
  • Ameixa preta
  • Couve-flor
  • Mamão
  • Amora
  • Damasco
  • Mandioca
  • Azeite de oliva
  • Ervilha
  • Pão integral
  • Aveia
  • Farelo de aveia
  • Pêra
  • Cenoura
  • Farelo de trigo
  • Pêssego
  • Cereais integrais
  • Feijão
  • Quiabo
  • Cevada
  • Figo
  • Vegetais folhosos.
Pronto, você já sabe o que é o colesterol e como evitá-lo. Na próxima vez que for fazer suas compras, opte por alimentos que ajudem a diminuir o colesterol e pense duas vezes antes de faltar à academia. Seu corpo agradece duplamente!
 
Sintomas de Colesterol
O colesterol alto não apresenta sintomas, por isso, quem tem aterosclerose e obesidade, possui história de morte na família por infarto, é sedentário e/ou alimenta-se com ingestão exagerada de gorduras saturadas tem mais chances de ter colesterol alto. A aterosclerose não produz qualquer tipo de sintoma até que ocorra a obstrução de uma ou mais artérias.
 
Tratamento de Colesterol
Existem remédios para controlar o colesterol alto, mas a aterosclerose só melhora com uma mudança mais significativa no estilo de vida. Reduzir o estresse, praticar exercícios físicos, manter a pressão arterial estável e o peso sob controle, são fundamentais. As pessoas que tem diabetes devem ficar mais atentas.
 
Fonte Minha Vida

Incidência de tétano diminui 44% em dez anos

No caso do tétano neonatal, redução chegou a 85% de 2011 a 2011
 
O número de casos de tétano no Brasil caiu 44% na última década. Foram 327 casos em 2011 contra 578 em 2001.
 
A média, a partir de 2007, foi de 340 casos confirmados por ano. No caso do tétano neonatal (que atinge recém-nascidos de dois a 28 dias de vida) a redução chegou a 85% de 2001 a 2011. Os dados foram apresentados na 12ª Mostra Nacional de Experiências Bem-Sucedidas em Epidemiologia, Prevenção e Controle de Doenças, divulgado pelo Ministério da Saúde.
 
A queda no número, segundo o estudo, é atribuída à vacinação de rotina e ao reforço na imunização dos chamados grupos de risco, como agricultores e trabalhadores da construção civil e da indústria. O calendário de vacinação conta com a pentavalente (contra difteria, tétano, coqueluche, doenças causadas pelo Haemophilus influenza tipo b, como meningite, e hepatite B), a DTP, para crianças de um e quatro anos, e a dT Adulto, disponível para reforço a cada dez anos.
 
O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece a vacina contra o tétano nos postos da rede pública. Além da vacina, cuidados com a higiene, tanto do cordão umbilical no caso da forma neonatal da doença, e de feridas no caso de tétano acidental, são fundamentais na prevenção.
 
O tétano é uma doença infecciosa aguda não contagiosa, causada pela bactéria Clostridium tetani, encontrada em metal enferrujado, nas fezes, na terra, em galhos e arbustos, além de água contaminada e, até mesmo, na pele.
 
Os primeiros sintomas da doença em adultos são contratura muscular, rigidez de nuca e coluna, dificuldade em abrir a boca, dores pelo corpo e febre baixa ou inexistente. Nos recém-nascidos, deixar de mamar, chorar muito e febre baixa são os primeiros sinais de que o bebê pode estar com tétano neonatal.
 
Fonte R7

Com restos de placenta no útero, mãe quase morre de hemorragia

Ao voltar cinco vezes ao hospital, Megan alega que foi dito que era apenas uma infecção no útero
 
Megan Hubbard, de 23 anos, que mora em Londres, quase morreu depois de sofrer uma hemorragia causada pela placenta que ficou em seu útero.
 
A mãe sofreu o sangramento enquanto estava em um restaurante duas semanas depois dar à luz, no mês passado.
 
Megan voltou cinco vezes ao hospital para se queixar da hemorragia, mas os médicos disseram que isso era “normal”, segundo o site Daily Mail.
 
Ela alega que foi dito que ela sofria de uma infecção no útero. No mesmo dia, enquanto ela comia em um restaurante, Megan desmaiou devido à hemorragia causada por restos de placenta ‘deixadas’ em seu ventre.
 
A mãe perdeu 3,5 litros de sangue, o que exigiu uma transfusão imediata ao chegar ao hospital.
 
Normalmente, a placenta se separa da parede uterina e é expelida pela vagina 20 minutos após o parto. Se algumas partes permanecer no útero (chamada de placenta retida), pode haver uma infecção. Caso isso aconteça, a maneira de parar a hemorragia é removendo o tecido cirurgicamente.
 
Megan reclamou ao chefe de obstetrícia do hospital sobre o ocorrido e está considerando em levar o caso à justiça.
 
Fonte R7

Centro no Rio pesquisará células-tronco

Projeto é dedicado a estudos sobre doenças cerebrais, como Alzheimer e Parkinson, e medicina esportiva de alto desempenho
 
O Rio terá um Centro de Pesquisa e Inovação em Saúde, o Sautec, dedicado a pesquisas com células-tronco, doenças cerebrais, como Alzheimer e Parkinson, e medicina esportiva de alto desempenho.
 
O projeto prevê investimento de R$ 42 milhões na construção do prédio, e outros R$ 30 milhões para a compra de equipamentos. A previsão é de que o Sautec seja licitado até o fim do ano e inaugurado em 2014. ”O secretário de Saúde do Estado do Rio, Sérgio Côrtes, justifica:
 
— “Há um abismo entre a bancada de pesquisa e o leito hospitalar. Conhecemos a doença de Alzheimer, mas não temos medicamentos novos, terapias celulares. É nisso que queremos inovar.
 
O Sautec foi desenhado com base em uma ideia do neuropsiquiatra Jorge Alberto Costa e Silva, cientista sênior da Universidade de Nova York e ex-diretor da Organização Mundial de Saúde (OMS). Ele propôs ao governo do Rio a criação de um instituto de estudos do cérebro. Foram três anos de reuniões e sugestões. Segundo Costa e Silva, “o modelo de estudos do cérebro é inspirado no dos institutos de Paris e de Hannover.
 
O laboratório de células-tronco é o mesmo do NIH (agência norte-americana de saúde).” O Sautec funcionará num prédio de sete andares, junto ao Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into), na zona portuária.
 
— Divididos em 8 mil m², ficarão os setores de estudos da mente, laboratório de terapia celular e centro de imagem - que terá o único equipamento de ressonância magnética de 7 tesla do Hemisfério Sul, que permite imagens do cérebro em funcionamento diante de estímulos.
 
Haverá também o Laboratório da Marcha, que buscará soluções para atletas de alta performance e investigar como melhorar o caminhar de pacientes com paralisia cerebral, por exemplo. O centro terá programas de mestrado e doutorado.
 
O Sautec será usado por pesquisadores de diferentes instituições, que terão à disposição secretárias e equipe de consultoria para relatórios de prestação de contas. Os interessados submeterão projetos de pesquisa a uma comissão. As despesas para utilizar as instalações serão rateadas pelos projetos que tiverem financiamento de agências de fomento. O governo alugará o espaço para pesquisas da indústria farmacêutica.
 
O processo será coordenado pelo Instituto Vital Brazil, estatal. Depois de pronto, o governo deve investir R$ 2 milhões por mês no instituto. Verbas Ligia Bahia, vice-presidente da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), defende que os investimentos em pesquisas venham do Ministério de Ciência e Tecnologia, com o fortalecimento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio (Faperj).
 
— “É importante investir em ciência, mas sem diluir as verbas da saúde, que devem ter outro destino”, afirma. Já o médico Amâncio Paulino de Carvalho, professor de Saúde Coletiva da UFRJ, não vê contradição no fato de a Secretaria de Saúde investir em pesquisa.
Para ele, os problemas do setor no Rio não são de verba, mas de gestão.
 
Fonte R7

Arma que dispara choque pode matar, alerta cardiologista

Apesar de integrar a categoria de arma não letal, o taser pode matar
Chamado de taser, 'pistola' tem como objetivo paralisar a pessoa e não atacá-la
 
No dia 18 de março, o estudante brasileiro Roberto Laudisio Curti, de 21 anos, morreu após receber 14 disparos de uma arma taser em Sydney, na Austrália. A história ganhou grande repercussão na imprensa e levanta a questão se os disparos de choque podem matar.
 
Apesar de o taser integrar a categoria de arma não letal, o cardiologista Dr. Sérgio Timerman, diretor do Laboratório de Treinamento em Emergências Cardiovasculares do Incor (Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da FMUSP), discorda:
 
— São armas menos letais, mas se mal utilizadas podem matar.
 
De acordo com o médico, sua descarga elétrica tem potencial para paralisar o sistema neuromuscular bloqueando os sinais que o cérebro transmite para o corpo. Dessa forma, a pessoa atingida fica imobilizada por cinco segundos e cai no chão.
 
— Apesar de não ser possível dizer quantos choques o organismo aguenta, vale ressaltar que esta descarga elétrica pode causar mais problemas em uma pessoa drogada, alcoolizada ou com doença cardíaca do que em um cidadão saudável.
 
O Dr. Timerman acrescenta que até o momento não há comprovação científica dos danos causados diretamente ao coração, mas “sabe-se que o choque pode desencadear prejuízos, inclusive fatais, para um coração já doente”.
 
Ele avisa que os disparos jamais devem ser mirados no rosto, pescoço e tórax, exatamente por serem locais mais sensíveis. Se houver necessidade, a recomendação é que as ondas eletromagnéticas atinjam o dorso, as pernas ou o abdome.
 
— Além das queimaduras que o choque pode causar na pele, se ele atingir os olhos pode cegar o “infrator”. Sem falar nos ferimentos da própria queda.
 
Fonte R7