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quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Unicef inicia campanha para estimular cuidados na primeira infância

Metade das mortes de bebês ocorrem nos primeiros sete dias após o parto - Reuters
Reuters
Metade das mortes de bebês ocorrem nos primeiros sete dias após o parto
Objetivo é reduzir a mortalidade fetal e infantil e de mulheres grávidas em Pernambuco
 
No sertão pernambucano, profissionais de saúde, professores e pais começaram a receber, esta semana, orientações sobre os cuidados na primeira infância. Com o início do projeto Semana do Bebê no estado, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) espera reduzir a mortalidade fetal e infantil e de mulheres grávidas em Pernambuco.

As ações do projeto chegarão a 20 municípios nos próximos três anos. Ainda em fase experimental no estado, a iniciativa está sendo financiada pelo grupo farmacêutico francês Sanofi, que desembolsou R$ 1 milhão. Em Pernambuco, a cidade de Arcoverde é a primeira a receber a iniciativa, que surgiu em Canelas, no Rio Grande do Sul, há 12 anos.

Os moradores têm participado de cursos e oficinas para alertar sobre a importância dos cuidados nos primeiros anos de vida. A proposta é tentar mudar o comportamento das pessoas em relação ao tema e estimular os governos locais a criar políticas públicas para aumentar a cobertura do pré-natal, a redução da mortalidade infantil, o aumento do aleitamento materno para bebês até os 6 meses, a qualificação e o acesso à educação infantil.

Dados do Unicef apontam que quase metade dos casos de mortes de bebês ocorre nos primeiros sete dias depois do parto. Segundo especialistas, mais da metade destas mortes podem ser evitadas se a cobertura pré-natal for mais qualificada e acessível. A recomendação é, no mínimo, sete consultas durante a gestação.

Representantes do escritório do Unicef em Pernambuco dizem que o governo local tem conseguido reduzir a taxa de mortalidade infantil. O índice passou de 40 mortes em cada grupo de mil crianças nascidas para 15,7, nos últimos cinco anos. Os municípios que vão receber o projeto ainda mantêm a taxa de mortalidade alta: cerca de 25 mortes em cada mil crianças nascidas.

A ação em Arcoverde continua até o próximo dia 26, com oficinas, cursos, palestras, e atividades artísticas e culturais. A partir do dia 25, as crianças vão poder levar seus brinquedos para "uma consulta médica" no Hospital dos Brinquedos criado na cidade. A ideia é fazer com que elas também tenham consciência da importância dos cuidados nos primeiros anos de vida.

Para as gestantes, estão programadas aulas de exercícios físicos na piscina e orientações de nutricionistas sobre alimentação saudável durante a gestação. Médicos, educadores e assistentes sociais podem participar de palestras sobre aleitamento materno, campanha de conscientização para o controle da dengue e sobre a importância do teste do pezinho, da vacinação e da humanização do parto.
 
Fonte Estadão

Governo vai financiar 1.623 bolsas de residência médica em 2013

Medida quer alinhar a formação de especialistas no país com as necessidades do Sistema Único de Saúde (SUS)
 
O Ministério da Saúde vai financiar, no próximo ano, 1.623 bolsas de residência médica em 19 especialidades consideradas prioritárias e com carência de profissionais, como pediatria, anestesiologia e neurocirurgia. Serão financiadas também pela pasta 1.270 bolsas de residência multiprofissional, voltadas para áreas como enfermagem e psicologia.

As medidas fazem parte do Programa Nacional de Apoio à Formação de Médicos Especialistas em Áreas Estratégicas (Pró-Residência), que visa a alinhar a formação de especialistas no país com as necessidades do Sistema Único de Saúde (SUS).

A meta do governo é abrir 4 mil vagas de residência médica e 3,2 mil vagas de residência multiprofissional até 2014. Atualmente, o Brasil tem 10.434 profissionais na fase inicial da residência.

“Não se garante atendimento com qualidade à população sem médicos e profissionais de saúde bem formados”, avaliou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Segundo ele, municípios das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste terão prioridade, onde há maior demanda por especialidades médicas.

Padilha lembrou que a estratégia de investir em bolsas de residência pode funcionar como fator para a fixação do profissional nos estados com carência de médicos e demais profissionais de saúde. “Ao ampliarmos as vagas, há um forte movimento que busca induzir a fixação desses profissionais nessas regiões e reduzir a desigualdade no acesso à saúde.”

Dados do governo indicam que a Região Nordeste registra 1,09 médico para cada mil habitantes. No Norte, o índice é 0,9; no Sudeste, 2,4; no Centro-Oeste, 1,7; e no Sul, 1,9. A média nacional de médicos para cada mil habitantes é de apenas 1,8 - enquanto na Argentina, o índice é 3,2, e no Uruguai, 3,7.

Ao todo, a pasta vai aplicar R$ 82,7 milhões no financiamento das bolsas em 2013, sendo R$ 46,4 milhões para as de residência médica e R$ 36,3 milhões para as de residência multiprofissional. Os bolsistas vão receber R$ 2.861,79 ao mês.

Estão previstas a capacitação de supervisores (preceptores) e a destinação de R$ 80 milhões para infraestrutura dos hospitais e das unidades básicas de saúde que ampliarem o número de residentes. Os recursos devem ser utilizados na reforma e na estruturação de espaços, como bibliotecas, salas de estudo e laboratórios.

Os hospitais também vão receber, em 2013, valores mensais para a manutenção dos programas de residência e para o desenvolvimento da preceptoria. A previsão de recursos para essa ação é R$ 60 milhões.
 
Fonte Estadão

Primeiros Socorros: Parada Cardíaca

É a interrupção da função de bombeamento do coração. Pode ser constatada pela falta de batimentos cardíacos, de pulso e pela dilatação das pupilas (parte mais escura do olho, que abre e fecha de acordo com a intensidade da luz). Pode ocorrer sozinha ou com parada respiratória.
 
Essa ocorrência pode estar associada a diversos fatores como, arritmia cardíaca, hemorragia, estado de choque, uso de drogas, choques elétricos e infarto agudo do miocárdio. Portanto, é necessário redobrar a atenção se a pessoa tem um ou mais fatores de risco para doença cardíaca:
 
- homens com idade acima de 45 anos e mulheres com mais de 55

- familiar que já teve ou morreu de infarto

- obesidade, hipertensão, diabetes, sedentarismo e tabagismo

 
Como agir:
- Chame imediatamente o serviço médico de emergência

- Deite a vítima de costas e verifique o pulso dela

- Inicie os procedimentos de reanimação: coloque as mãos entrelaçadas no centro do tórax e comprima-o entre 4 e 5 cm, repetindo o procedimento 100 vezes por minuto até o socorro chegar. A cada 30 vezes, verifique se há pulso e continue

- Sem fazer nenhuma manobra de reanimação, a cada minuto se perde 10% da chance de reanimar a vítima. Se a reanimação não for feita em 10 minutos, a pessoa tem chances muito reduzidas de se salvar. É importante identificar a parada e começar imediatamente a manobra
 
Fonte iG

Leishmaniose


Definição
A leishmaniose é uma doença parasitária transmitida pela picada do mosquito pólvora.
 
Causas, incidência e fatores de risco
Existem diferentes formas de leishmaniose:
 
- A leishmaniose cutânea afeta a pele e as membrana da mucosa. As úlceras cutâneas geralmente começam no local da picada do mosquito pólvora. Elas podem durar meses ou anos antes de cicatrizarem por conta própria. Em algumas pessoas, as úlceras podem se desenvolver em membranas da mucosa
 
- A leishmaniose visceral ou sistêmica atinge o corpo todo. Essa forma ocorre de dois a oito meses após a picada do mosquito pólvora. A maioria das pessoas não se lembra da ulceração. Esse tipo de leishmaniose pode resultar em complicações fatais. Os parasitas prejudicam o sistema imunológico reduzindo o número das células de defesa
Há relatos de casos de leishmaniose em todos os continentes, exceto na Oceania e na Antártida. Nas Américas, a leishmaniose pode ser encontrada no México e na América do Sul. Há relatos de leishmaniose em militares que retornaram do Golfo Pérsico.
 
Sintomas
 
A leishmaniose cutânea atinge a pele e, por vezes, as membrana da mucosa. Os sintomas podem incluir:
  • Feridas cutâneas, que podem se transformar em úlceras com cicatrização lenta
  • Úlceras e desgastes (erosão) na boca, na língua, nas gengivas, nos lábios, no nariz e nas narinas.
  • Congestão, corrimento e sangramento nasal
  • Dificuldade para respirar
  • Dificuldade de engolir
A infecção visceral sistêmica em crianças começa geralmente com vômitos, diarreia, febre e tosse.

Os adultos costumam ter febre de duas semanas a dois meses, junto com sintomas como fadiga, fraqueza e perda de apetite. A fraqueza aumenta conforme a doença se agrava.
 
Outros sintomas de leishmaniose visceral sistêmica podem incluir:
  • Desconforto na região abdominal
  • Tosse (em crianças)
  • Diarreia (em crianças)
  • Febre cíclica que dura por semanas
  • Sudorese noturna
  • Pele acinzentada, escamosa, escura e pálida
  • Queda de cabelo
  • Vômito (em crianças)
  • Perda de peso
Exames e testes
Um exame físico pode mostrar sinais de aumento no baço, no fígado e nos linfonodos. O paciente pode ter sido picado por mosquitos pólvora ou ter passado por uma região onde há leishmaniose.
 
Os testes que podem ser realizados para diagnosticar esta doença incluem:
  • Biópsia do baço e cultura
  • Biópsia da medula óssea e cultura
  • Ensaio de aglutinação direta
  • Teste indireto de imunofluorescência para anticorpo
  • Biópsia de linfonodos e cultura
  • Teste de Montenegro
  • Biópsia cutânea
Outros testes que podem ser realizados incluem:
  • Hemograma completo
  • Níveis séricos de imunoglobulina
  • Proteína sérica
  • Albumina sérica
  • Teste serológico
 
Tratamento
Medicamentos chamados de compostos de antimônio são as principais drogas usadas para tratar a leishmaniose. São elas:
  • Antimoniato de meglumina
  • Estibogluconato de sódio
Outros medicamentos que podem ser usados:
  • Anfotericina B
  • Fluconazol
  • Pentamidina
Pode ser necessária cirurgia plástica para corrigir a desfiguração resultante das lesões na face (leishmaniose cutânea). Em pacientes com leishmaniose viral resistente aos medicamentos pode ser necessário remover o baço (esplenectomia).
 
Evolução (prognóstico)
Com os medicamentos adequados, o índice de cura é alto. Os pacientes devem ser tratados antes que o sistema imunológico seja danificado. A leishmaniose cutânea pode causar desfiguração.
Normalmente, a morte é causada por complicações (outras infecções, por exemplo) e não pela doença em si. O óbito em geral ocorre dentro de dois anos.
 
Complicações
  • Infecções fatais decorrentes de danos ao sistema imunológico
  • Desfiguração da face
  • Sangramento (hemorragia)
 
Ligando para o médico
Procure um médico se você apresentar sintomas de leishmaniose depois de visitar uma região onde há a incidência dessa doença.
 
Prevenção
A forma de proteção mais imediata é a prevenção contra as picadas do mosquito pólvora.
 
É possível se proteger de picadas com:
  • Uso de repelente
  • Uso de roupa protetora
  • Janelas com rede
  • Mosquiteiros para a cama, em regiões onde a doença acontece
As medidas de saúde pública para reduzir a população do mosquito pólvora e os reservatórios animais são importantes. Não há vacinas ou medicamentos preventivos para a leishmaniose.
 
Referências
Jeronimo SMB, DeQueiroz-Sousa A, Pearson RD. Leishmaniasis. In: Goldman L, Ausiello D, eds. Cecil Medicine. 23rd ed. Philadelphia, Pa: Saunders Elsevier;2007:chap 369.
 
Fonte iG

Estresse também se reflete na pele

Estresse: muitas doenças de pele surgem ou são
agravadas pelo cansaço e pela ansiedade
Conheça as doenças que podem ser agravadas por esse mal da vida moderna
 
O estresse está ligado ao surgimento de diversas doenças. Fatores inerentes a essa condição, como cansaço extremo, depressão e ansiedade, aumentam a ocorrência de problemas na pele, no cabelo e nas unhas, aponta a Associação Americana de Dermatologia.
 
Uma das doenças de pele mais ligadas aos fatores emocionais é a psoríase, devido à liberação de substâncias que seguem até o cérebro diminuindo as quantidades de serotonina, noradrenalina e a dopamina, neurotransmissores que ajudam a equilibrar as emoções.
 
“Quando uma pessoa com psoríase fica estressada os sintomas cutâneos podem ser agravados, piorando o estado emocional”, explica a dermatologista Karla Assed.
 
Outra doença intimamente ligada ao estresse é a dermatite seborreica. Entre os sintomas mais comuns estão caspa, coceira no couro cabeludo e descamação nos supercílios, nos ouvidos ou na região em volta do nariz. É bem comum em todas as fases da vida, independentemente do sexo, principalmente entre as pessoas com pele e cabelos oleosos.
 
O tratamento para os problemas agravados pelo estresse varia, claro, de acordo com a doença. “Cada doença dermatológica ocasionada pelo estresse tem um tratamento próprio. Além do foco na pele, pode-se, dependendo de cada caso, associar um acompanhamento psicológico, para melhorar a autoestima e aliviar o estresse. Dessa maneira, pode-se evitar o agravamento ou o reaparecimento do problema de pele”, diz a dermatologista.
 
Conheça as principais doenças de pele agravadas pelo estresse:
 
Psoríase –é uma doença inflamatória crônica que causa o aparecimento de manchas vermelhas e descamativas na pele. Afeta aproximadamente 3% da população mundial e é bastante frequente entre homens e mulheres, principalmente na faixa etária entre 20 e 40 anos. Até hoje não se sabe com exatidão a origem da doença, mas pesquisas científicas vêm mostrando que em 30% dos casos o fator genético está envolvido. No entanto, estresse emocional, traumas ou irritações na pele, infecções na garganta, baixa umidade do ar ou alguns medicamentos podem aumentar ou iniciar os surtos a doença.
 
Vitiligo –doença não contagiosa que causa a perda da pigmentação natural da pele. Aparece em formas de manchas brancas de diversos tamanhos e formatos.              
 
Dermatite de contato alérgica – algumas substâncias, quando em contato com a pele, podem causar lesões avermelhadas que coçam e produzem gotas d´água no local. Essas são as características de uma dermatite de contato alérgica, e o contato com essas substâncias deve ser evitado.              
 
Dermatite seborreica –doença crônica que se manifesta em partes do corpo onde existe maior produção de óleo pelas glândulas sebáceas ou a presença de fungos. Ela se manifesta sob a forma de lesões avermelhadas que descamam e coçam principalmente no couro cabeludo, sobrancelhas, barba, região próxima do nariz, atrás e dentro das orelhas, no peito, nas costas e nas dobras de pele (axilas, virilhas e abaixo dos seios).
 
Acne –ela se manifesta pelo aparecimento de cravos e espinhas causados pelo aumento da secreção sebácea e obstrução dos poros. Face e costas são as áreas mais afetadas.              
 
Herpes –infecção causada por um vírus. Gera feridas doloridas que desaparecem e voltam em períodos alternados, geralmente quando a imunidade está muito baixa.              
 
Hiperidrose –disfunção do sistema nervoso que leva a pessoa a eliminar suor excessivamente em determinadas regiões do corpo como pés, mãos e virilha.              
 
Veja a seguir outros sinais do corpo que revelam o estresse:

Alteração na menstruação: excesso ou ausência de fluxo menstrual podem indicar estresse. A menstruação irregular indica desarmonia hormonal.

Ansiedade: os sintomas da ansiedade – medo, nervosismo, impaciência – são muito semelhantes aos do estresse e acionam o mesmo mecanismo do cérebro.

Cansaço: após um período longo de exposição a situações estressantes – mais de 3 semanas – há um esgotamento das energias vitais para o funcionamento do corpo.

Corrimento: a fragilidade do sistema imune promovida pelo estresse pode favorecer o corrimento vaginal. Quando associado ao estresse, o corrimento não tem odor .

Dores no corpo: os estressados costumam contrair mais a musculatura, o que provoca dores generalizadas.

Ganho de peso: a ciência há comprovou que o estresse engorda. Isso porque ele altera a sensação de saciedade e faz com que se coma mais.

Gripes e infecções recorrentes: um dos alvos do estresse é o sistema de defesa do organismo. O corpo acaba mais vulnerável aos vírus e bactérias.

Herpes: essa doença está intimamente ligada à baixa imunidade. O herpes se manifesta na pele como um sinal de que é preciso pegar mais leve.

Insônia: 3 em cada 10 estressados não conseguem dormir bem. O hormônio ligado ao estresse mantém o corpo alerta e impede o descanso.

Manchas na pele: hematomas sem causa aparente podem indicar que o corpo está intoxicado pelo estresse. São indicativos manchinhas de cor roxa ou vermelha.

Memória: o estresse prejudica o armazenamento de informações no cérebro, resultando em mais falhas na memória.

Queda de cabelo: o estresse libera hormônios que alteram as células, deixando os cabelos mais finos e facilitando a queda capilar.
 
 Rouquidão: as cordas vocais também são prejudicadas pelo estresse. Ele agrava problemas como o refluxo e a má digestão.

Unhas quebradiças: o sistema imunológico deficiente atrelado à alimentação inadequada pode favorecer a fraqueza das unhas, em especial se faltar ferro no organismo.

Fonte iG