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quarta-feira, 24 de outubro de 2012

7 princípios para gestão pública e privada

Por José Cleber do Nascimento Costa*
 
Administrador hospitalar dá algumas dicas para que haja uma assistência tanto pública como privada adequada  
 
A tarefa de administrar um hospital não é das mais fáceis. É de responsabilidade do gestor cuidar desde a implantação de rotinas diárias de um estabelecimento de saúde até os equipamentos necessários para o seu bom funcionamento. E no Brasil, que é marcado pelas desigualdades de acesso à assistência médica, o trabalho de organizar o dia a dia de um ambiente hospitalar torna-se desafiador. Para se ter uma ideia dessa disparidade regional, tanto de profissionais, equipamentos e tecnologias no setor público e privado do sistema de saúde no País, pesquisa realizada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) e o Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) mostra que os usuários de planos de saúde dispõem de 3,9 vezes mais médicos que os pacientes da rede pública.
 
O estudo ainda expõe que apesar da existência de 371.788 médicos em atividade no País há uma concentração de profissionais em regiões como: o Sudeste, com 2,61 médicos por 1.000 habitantes, tem concentração 2,6 vezes maior que o Norte (0,98). O resultado do Sul (2,03) fica bem próximo do alcançado pelo Centro Oeste (1,99). Ambos têm quase o dobro da concentração de médicos por habitantes do Nordeste (1,19). Além disso, os usuários do SUS – Sistema Único de Saúde têm quatro vezes menos médicos que os da rede privada, considerando que 145 milhões de pessoas dependem do sistema público e 46 milhões possuem planos de saúde. Isso sem falar que os gastos públicos são de apenas 45,7% do total destinado à saúde, enquanto que países como Reino Unido, França, Alemanha a destinação é respectivamente de 83,6%, 76,7%, 75,7%.
 
Por conta deste cenário, a gestão de um hospital é um grande desafio, seja ele qual for: da capital ou do interior, geral ou especializado, de pequeno, médio ou de grande portes, público ou privado. Cada um tem suas particularidades, porém, o paciente que utiliza a saúde suplementar particular é muito diferente do usuário que depende do SUS, ao menos teoricamente. Quem está sujeito aos serviços do setor público fica mais suscetível, pois tem uma condição financeira inferior, logo uma qualidade de vida abaixo do esperado e consequentemente uma saúde mais fragilizada, daí do ponto de vista assistencial o paciente que precisa do atendimento público passa por um processo mais complexo. Isso faz com que a administração do estabelecimento de saúde tenha uma atenção maior e mais holística, ou seja, que envolve aspectos sociais, nutricionais, farmacêuticos, dentre outros, no tratamento do atendido.
 
O alcance à saúde é o desejo de todos, de preferência ter recursos disponíveis de forma rápida e segura. Isso é quase uma utopia, um sonho, mas faz parte da tríade “acesso x qualidade x financiamento”. Para que o atendimento seja facilitado é necessário oferecer produtos e serviços de qualidade, e isto precisa ser pago por alguém. Na área pública, por exemplo, o acesso depende de equipar adequadamente estruturas, nutri-las com insumos e pessoas 24 horas por dia, além de fazer enormes esforços para solucionar todos os problemas de saúde de uma comunidade. A promoção da saúde também envolve ações de prevenção de doenças, diagnóstico, tratamento, recuperação e reabilitação. Para isso é essencial a inclusão de sistemas universalizados, hierarquizados (medicina primária, secundária e terciária) e regionalizados.
 
A gestão profissionalizada dos ambientes de saúde é complexa independentemente do estabelecimento, mas para que haja uma assistência tanto pública como privada adequada é fundamental atentar-se aos seguintes detalhes principais:
 
1 – Clareza de missão e valores: um hospital deve saber claramente o papel a desempenhar em uma comunidade e os princípios básicos que a seguir;

2 – Pessoas: médicos, funcionários, fornecedores e demais pessoas envolvidas com a assistência precisam ser respeitadas e tratadas com dignidade para que possam retransmitir o mesmo tratamento aos usuários;

3 – Estruturas físicas: cuidar do plano diretor de obras, de fluxos, de instalações e demais facilidades prediais tem um grande impacto na assistência;

4 – Tecnologias: um hospital moderno é uma estrutura que exige equipamentos, instrumentais e utensílios de qualidade, da mesma forma a manutenção destas tecnologias, com uma engenharia clínica zelosa é fundamental;

5 – Suprimentos: materiais de uso no paciente e medicamentos devem ser adquiridos da melhor forma visando a melhor aplicação;

6 – Profissionalização da gestão: não se admite mais “achismos” e pessoas sem preparo na frente de estruturas complexas como um hospital;

7 – Comunicação: lidar com pessoas profissionais de níveis diferentes (do médico ao auxiliar de higienização), com públicos diversos (pacientes, acompanhantes, visitantes, autoridades, etc.); se não houver uma comunicação eficiente entre todos estes atores a assistência fica prejudicada.
 
É sabido que gerir um ambiente de saúde com recursos escassos é um desafio, particularmente no Brasil onde os hospitais públicos normalmente obtêm verbas para construir e equipar estruturas e depois não conseguem custear estes mesmos locais. Por exemplo, o gasto para colocar a edificação hospitalar em pé equivale as mesmas despesas para um bom funcionamento deste espaço em dois anos e meio, ou seja, cada ciclo de 10 anos para manter um hospital equivale a construir mais 4 hospitais. As vezes os gestores públicos não enxergam esta realidade.
 
Por tudo isso, é fundamental que a saúde pública complemente a privada e vice-versa, cada um com seu papel. Na assistência médica, em particular, isso fica evidente quando temos 145 milhões de brasileiros que dependem do SUS e 46 milhões da saúde suplementar. Se estes 46 milhões de brasileiros do setor privado fossem também depender do SUS, o caos estaria instalado. Assim, temos de ter olhos para entender estas duas realidades e aceitá-las sem preconceitos.
  
*José Cleber do Nascimento Costa é administrador hospitalar, com mestrado pela Universidade Mackenzie, MBA pela FIA-USP, membro da Academia Brasileira de Administração Hospitalar, vice-presidente de Gestão Administrativa da ABDEH – Associação Brasileira para o Desenvolvimento do Edifício Hospitalar (www.abdeh.org.br) e atual diretor geral do INDSH – Instituto Nacional de Desenvolvimento Social e Humano (www.indsh.org.br)
 
Fonte SaudeWeb

Morrer em casa: uma questão sobre a vida

Psicóloga aborda as dificuldades sobre a possibilidade e o direito de escolher como se deseja morrer
 
Hebe Camargo morreu em casa junto aos seus familiares. Ela havia feito o pedido ao seu médico. De fato era uma pessoa à frente de seu tempo, pois até em sua finitude conduziu com consciência e leveza a forma como desejava morrer.
 
Dentro do contexto de terminalidade da vida, ter a possibilidade e o direito de escolher como se deseja morrer, tem sido assunto bastante comentado nas ultimas semanas, em função também da matéria de capa de uma revista de circulação nacional. A matéria abordou a resolução do Conselho Federal de Medicina reconhecendo a autonomia do paciente ao expressar sua vontade, por meio do testamento vital, em não ser submetido a tratamentos invasivos sem possibilidade de recuperação, prolongando apenas o seu sofrimento e a de seus familiares.
 
Não é tarefa fácil conversar ou pensar sobre a morte, pois é culturalmente assunto velado entre as pessoas, é tema desconfortável de ser tocado, é para bater na madeira três vezes. Mesmo que você se encoraje a falar, parece que as pessoas não se mostram dispostas a te ouvir. É necessário termos consciência das próprias crenças e valores sobre a representação da morte em nossa vida. Porque a morte não é apenas só a do outro, tenho que pensar nela, por exemplo, quando devo expressar em vida à minha família o desejo de ser doadora de órgãos, caso um dia me encontre em situação de morte encefálica.
 
Voltando ao tema da terminalidade de doenças incuráveis, só quem vive ou viveu com parentes em situação semelhante, consegue compreender a angústia do longo sofrimento. E nessas histórias todos são envolvidos: o paciente, a família, os profissionais de saúde, a instituição….
 
Aos profissionais de saúde ressalto a importância de estarem atentos ao mundo das representações e das narrativas que cada paciente e família trazem diante desse tema tão delicado, porque muitas vezes sinalizam nas entrelinhas o caminho desejado.
 
A abordagem nos cuidados ao fim da vida, exige sensibilidade, exige que o profissional de saúde ressignifique a morte para sí e tenha habilidade na arte da comunicação e das relações.
 
O tema está sendo lançado cada vez mais para a sociedade refletir e é desejável que seja de forma natural. Na minha opinião, falar da morte é paradoxalmente celebrar a vida, concordando com o que o poeta Rubem Alves diz “… a morte não é algo que nos espera no fim. É companheira silenciosa que fala com voz branda, sem querer nos aterrorizar, dizendo sempre a verdade e nos convidando à sabedoria de viver. Quem não pensa e não reflete sobre a morte, acaba por esquecer da vida. Morre antes sem perceber”.

Katya Kitajima é psicóloga da Clínica São Vicente
 
Fonte SaudeWeb

Cyber Edge contra violação de informações de pacientes estreia no Brasil

Riscos de dados digitais serem perdidos são maiores diante de tendências como computação em nuvem, dispositivos móveis e redes sociais. De olho nessa possibilidade, o seguro Cyber Edge chega ao País
 
Os sistemas de prontuário eletrônico e de armazenagem de informações de pacientes auxiliam na realização de diagnósticos mais rápidos e precisos, gerando eficiência e melhores custos ao sistema. Entretanto, o risco de violação de dados pessoais por ataques cibernéticos existe e, de olho nessa possibilidade, a Chartis lançou em agosto deste ano a Cyber Edge – espécie de apólice de seguro.
 
A solução, desenvolvida primeiramente para o mercado dos Estados Unidos, visa assegurar os dados provenientes de hospitais, clínicas, operadoras de saúde e outras instituições que lidam com informações de milhares de pacientes.
 
“As instituições de serviços de saúde brasileiras são fortemente informatizadas e precisam de proteção contra ataques de hackers e vírus. Os laboratórios de diagnóstico, por padrão, disponibilizam resultados de exames por meio da web. O ataque de um hacker ao servidor de uma empresa que armazena esse tipo de informação tem potencial de gerar grandes danos, pois expõe informações sigilosas de pacientes”, comenta Lucas Scortecci, Gerente de Produtos Financeiros da Chartis no Brasil, lembrado que violações de dados podem ter como consequência não apenas problemas graves de reputação para a instituição como indenizações altas fixadas pela Justiça.
 
A Cyber Edge cobre os danos resultantes da violação de dados, dentro dos limites de cobertura contratados.

Um exemplo recente desse tipo de ataque, lembra Scortecci, é o da Tricare, organização com sede nos EUA que fornece serviços de saúde para militares e seus dependentes. Em fevereiro deste ano, a organização foi obrigada a advertir seus 4,9 milhões de beneficiários sobre um possível acesso não autorizado a informações de saúde de cerca de 1.175 pacientes.
 
Uma prova da gravidade da situação é o posicionamento do Fórum Econômico Mundial sobre o tema para 2012, classificando as ameaças cibernéticas como um risco grave para a infraestrutura global este ano, acima de um colapso financeiro, desastres naturais e terrorismo.
 
A computação em nuvem, dispositivos móveis e redes sociais revelam que, com mais pontos de entrada disponíveis, os riscos de os dados digitais serem perdidos são ainda maiores. Na América Latina, onde a penetração online cresce a cada dia, as ameaças também devem crescer. Segundo a Symantec, no ano passado, o número de ataques de hackers na América Latina aumentou 81%, o que representa 5.500 milhões de ataques.
 
Além do setor de saúde, a companhia atua em empresas fortemente dependentes de TI, entre elas e-commerce, bancos, companhias financeiras, operadoras de turismo etc.
 
Com informações do Tricare (http://www.tricare.mil/breach/)
 
Por SaúdeWeb

RS: Hospital seleciona voluntários para pesquisa sobre diabetes e exercício físico

Serão selecionados homens com idade entre 18 e 45 anos
 
O Serviço de Endocrinologia do Hospital de Clínicas de Porto Alegre seleciona voluntários para participar de um estudo sobre diabetes e exercício físico.
 
Estão sendo selecionados homens, entre 18 e 45 anos, com diagnóstico de diabetes tipo 1.
 
Interessados podem entrar em contato pelos telefones (51) 9364-9958 e (51) 9723-4661, de segundas a sexta-feira, das 8h às 17h30min.
 
Fonte Zero Hora

Chá verde diminui incapacidade funcional em idosos

Idosos que consumiram a bebida tiveram menos dificuldades para desempenhar atividades diárias
 
Adultos idosos que bebem chá verde regularmente podem permanecer mais ágeis e independentes do que seus contemporâneos com o passar do tempo, segundo um estudo japonês.
 
O chá verde contém químicos antioxidantes que ajudam a evitar os danos celulares ligados a doenças. Os pesquisadores estão estudando o efeito do chá verde em tudo, do colesterol ao risco de certos cânceres, com resultados variados até agora.
 
Pelo novo estudo, publicado no American Journal of Clinical Nutrition, os pesquisadores decidiram examinar se bebedores de chá verde têm um menor risco de fragilidade e incapacidade conforme envelhecem. Foram acompanhados 14 mil adultos durante três anos.
 
Eles descobriram que os que beberam mais chá verde eram os menos propensos a desenvolver "incapacidade funcional", ou problemas com atividades diárias e necessidades básicas, como se vestir ou tomar banho.
 
Fonte Zero Hora