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quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Primeiros Socorros: Parada respiratória

Ela acontece quando há falta de oxigênio e excesso de gás carbônico no sangue. Pode ocorrer sozinha ou com parada cardíaca.
 
Pode estar associada a diversos fatores, como arritmia cardíaca, hemorragia, estado de choque, uso de drogas, choques elétricos e infarto agudo do miocárdio. Portanto, é necessário redobrar a atenção se a pessoa tem um ou mais fatores de risco para doença cardíaca:

- homens com idade acima de 45 anos e mulheres com mais de 55

- familiar que já teve ou morreu de infarto

- obesidade, hipertensão, diabetes, sedentarismo e tabagismo
 
Como agir:
- Chame imediatamente o serviço médico de emergência

- Deite a vítima de costas e verifique o pulso dela

- Inicie os procedimentos de reanimação: coloque as mãos entrelaçadas no centro do tórax e comprima-o entre 4 e 5 cm, repetindo o procedimento 100 vezes por minuto até o socorro chegar. A cada 30 vezes, verifique se há pulso e continue

- Sem fazer nenhuma manobra de reanimação, a cada minuto se perde 10% da chance de reanimar a vítima. Se a reanimação não for feita em 10 minutos, a pessoa tem chances muito reduzidas de se salvar. É importante identificar a parada e começar imediatamente a manobra
 
Fonte iG

Leptospirose

Bactéria do gênero leptospira
Definição
A leptospirose é uma rara e grave infecção bacteriana que ocorre quando as pessoas são expostas a certos ambientes.
 
Causas, incidência e fatores de risco
A leptospirose é causada pela exposição a vários tipos da bactéria Leptospira, que pode ser encontrada em água contaminada com urina de animais. Ela ocorre em temperaturas mais quentes.
 
Não é transmitida de uma pessoa a outra, exceto em casos muito raros em que é passada pelo leite materno ou da mãe para o feto.

Os fatores de risco incluem:
 
- Exposição ocupacional: fazendeiros, agricultores, trabalhadores em abatedouros, caçadores, veterinários, lenhadores, militares e pessoas que trabalham em esgotos ou em arrozais

- Atividades recreativas: nadar em águas naturais, canoagem, andar de caiaque e fazer trilha de bicicleta em regiões quentes

- Exposições domésticas: cachorros, criação de animais domésticos, sistemas de captação da água da chuva e roedores infectados
A leptospirose é rara na região continental dos Estados Unidos. O Havaí possui o maior número de casos nos Estado Unidos.
 
Sintomas
Os sintomas podem levar de dois a 26 dias (média de dez dias) para se desenvolverem, podendo incluir:
  • Tosse seca
  • Dor de cabeça
  • Dor muscular
  • Náusea, vômito e diarreia
  • Calafrios
Sintomas menos comuns incluem:
  • Dor abdominal
  • Sons anormais nos pulmões
  • Dor nos ossos
  • Conjuntivite
  • Glândulas linfáticas aumentadas
  • Fígado ou baço aumentado
  • Dores nas articulações
  • Rigidez muscular
  • Sensibilidade muscular
  • Erupções cutâneas
  • Dor de garganta
 
Exames e testes
O sangue é examinado para verificar a existência de anticorpos contra as bactérias.

Outros exames que podem ser realizados:
  • Hemograma completo
  • Creatinofosfoquinase
  • Enzimas hepáticas
  • Urinálise
 
Tratamento
Os medicamentos para tratar a leptospirose incluem:
  • Ampicilina
  • Ceftriaxona
  • Doxiciclina
  • Penicilina
Os casos complicados ou graves podem precisar de cuidados assistenciais ou tratamento em uma unidade de tratamento intensivo (UTI).
 
Evolução (prognóstico)
O resultado geralmente é bom. Entretanto, um caso complicado pode apresentar risco de morte se não for tratado imediatamente.
 
Complicações
  • Reação de Jarisch-Herxheimer com a administração de penicilina
  • Meningite
  • Sangramento grave
 
Ligando para o médico
Procure um médico se você apresentar quaisquer sintomas ou fatores de risco da leptospirose.
 
Prevenção
Evite regiões com água estagnada, principalmente em climas tropicais. Se você estiver exposto a uma área de alto risco, o uso de doxiciclina ou amoxicilina pode diminuir o risco de desenvolver a doença.
 
Referências
Ko AI. Leptospirosis. In: Goldman L, Ausiello D, eds. Cecil Medicine. 23rd ed. Philadelphia, Pa: Saunders Elsevier; 2007:chap 344.
 
Fonte iG

Atividade física na terceira idade pode prevenir encolhimento do cérebro

Exames de imagem detectaram a diferença de volume cerebral entre os sedentários e aqueles que praticam exercícios
 
A atividade física regular na terceira idade pode ajudar a evitar o encolhimento do cérebro e outros sinais associados à demência, revela um novo estudo.             
 
A pesquisa foi feita pela Universidade de Edimburgo, na Escócia, e analisou dados de 638 pessoas com 70 anos que foram submetidas a exames cerebrais.
 
Os resultados mostraram que aqueles que eram fisicamente mais ativos tiveram menor retração do cérebro do que os que não se exercitavam.
 
Por outro lado, os que realizavam atividades de estimulação mental e intelectual, como fazer palavras cruzadas, ler um livro ou socializar com os amigos, não tiveram efeitos benéficos em relação ao tamanho do cérebro, constatou o estudo, publicado na revista Neurology.
 
Deterioração
A ciência já provou que a estrutura e funcionamento do cérebro se deterioram com o passar dos anos. Também são inúmeros os registros na literatura médica de que o cérebro tende a encolher com o envelhecimento. Tal encolhimento está ligado a uma perda de memória e das capacidades cerebrais, dizem as pesquisas.             
 
Os estudos têm mostrado que as atividades sociais, físicas e mentais podem contribuir para a prevenção desta deterioração. No entanto, até agora não tinham sido realizados amplas pesquisas com imagens cerebrais para observar essas mudanças na estrutura do cérebro e seu volume.
 
Segundo o estudo, que levou três anos para ser concluído, o médico Alan Gow e sua equipe pediram aos participantes que levassem um registro de suas atividades diárias. No final desse período, quando completaram 73 anos, os participantes passaram por scanners de ressonância magnética para analisar as mudanças no cérebro.
 
Depois de levar em conta fatores como idade, sexo, saúde e inteligência, os resultados mostraram que a atividade física estava "significativamente associada" com a menor atrofia do tecido cerebral.
 
"As pessoas de 70 anos que fizeram mais exercício físico, incluindo uma caminhada, várias vezes por semana, apresentaram uma retração menor do cérebro e outros sinais de envelhecimento da massa cerebral do que aqueles que eram menos ativos fisicamente", exlicou Grow.
 
"Além disso, nosso estudo não mostrou nenhum benefício real no tamanho do cérebro com a participação em atividades mental e socialmente estimulantes, como observado por imagens em scanners de ressonância magnética durante os três anos de estudo", acrescentou.
 
Segundo o pesquisador, a atividade física foi também associada a um aumento no volume de massa cinzenta. Esta é a parte do cérebro onde se originam as emoções e percepções. Em estudos anteriores, essa região está relacionada à melhora da memória de curto prazo.
 
Quando os cientistas analisaram o volume de substância branca, responsáveis pela transmissão de mensagens no cérebro, descobriram que as pessoas fisicamente ativas tinham menos lesões nessa área do que as que se exercitavam menos.
 
Causas
Embora estudos anteriores já tenham mostrado os benefícios do exercício para prevenir ou retardar a demência, ainda não está claro os motivos por que isso acontece. Os pesquisadores acreditam que as vantagens da atividade esportiva podem estar ligadas ao aumento do fluxo de oxigênio no sangue e de nutrientes para o cérebro.             
 
Mas uma outra teoria é que, como o cérebro das pessoas encolhe com a idade, elas tendem a se exercitar menos e, assim, acabam tendo menos benefícios. Seja qual for a explicação, dizem os especialistas, os resultados servem para comprovar que o exercício físico é benéficio para a saúde.
 
"Este estudo relaciona a atividade física à redução dos sinais de envelhecimento do cérebro, sugerindo que o esporte é uma forma de proteger a nossa saúde cognitiva", disse Simon Ridley, da entidade Alzheimer's Research no Reino Unido.
 
"Embora não possamos dizer que a atividade física é o fator causal deste estudo, nós sabemos que o exercício na meia idade pode reduzir o risco de demência futura", acrescentou. "Vai ser importante acompanhar tais voluntários para ver se essas características estruturais estão associadas com maior declínio cognitivo nos próximos anos", disse.
 
"Também será necessário mais pesquisas para saber detalhadamente sobre por que a atividade física está tendo esse efeito benéfico", afirmou.

Já o professor James Goodwin, da organização Age UK, que financiou a pesquisa, disse: "Este estudo destaca novamente que nunca é tarde para se beneficiar dos exercícios, seja uma simples caminhada para fazer compras ou um passeio no jardim", concluiu. "É crucial que, se o fizermos, permanecer ativo à medida que envelhecem", acrescenta.
Fonte iG

Mulheres que bebem chá verde têm risco menor de câncer

Estudo sobre relação entre a bebida e a doença avaliou mais de 69 mil mulheres chinesas durante 20 anos
 
As mulheres mais velhas que bebem regularmente chá verde podem ter menos riscos de desenvolver câncer de cólon, estômago e garganta do que aquelas que não o fazem, de acordo com um estudo canadense que acompanhou milhares de chinesas por mais de uma década.
             
Os pesquisadores, cujo relatório foi publicado no American Journal of Clinical Nutrition, constataram que das mais de 69.000 mulheres, aquelas que bebiam chá verde pelo menos três vezes por semana tinham 14% menos probabilidade de desenvolver um câncer do sistema digestivo.
 
Estudos anteriores obtiveram conclusões conflitantes sobre o menor risco de câncer dos consumidores de chá verde.
 
"Neste grande estudo de grupo prospectivo, o consumo de chá foi associado a um risco reduzido de câncer colorretal e de estômago/esôfago em mulheres chinesas", escreveu o líder do estudo Wei Zheng, que lidera o setor de epidemiologia na Vanderbilt University School of Medicine, em Nashville, e seus colegas.             
 
Ninguém pode dizer se o chá verde em si é a razão, uma vez que os amantes do chá verde muitas vezes são mais preocupados com a saúde em geral. Mas o estudo tentou levar isso em conta, disse Zheng.
 
Nenhuma das mulheres fumava ou bebia álcool regularmente, e os pesquisadores também coletaram informações sobre suas dietas, hábitos de exercício, peso e histórico médico.
 
Ainda assim, mesmo com todas essas coisas contabilizadas, os hábitos de consumo de chá das mulheres permaneceram ligados a seus riscos de câncer, observou Zheng -- embora este tipo de estudo não possa comprovar causa e efeito.
 
Poucos estudos clínicos avaliaram se o chá verde pode reduzir os riscos de câncer, e os resultados têm sido inconsistentes, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer. Há "fortes indícios" de pesquisa de laboratório --em animais e em células humanas-- de que o chá verde tem potencial para combater o câncer, escreveu a equipe de Zheng.
 
Zheng e seus colegas usaram dados de um estudo de saúde de longa duração de mais de 69.000 mulheres chinesas de meia-idade e mais velhas. Mais de 19.000 foram consideradas consumidoras regulares de chá verde, bebendo mais de três vezes por semana.
 
Ao longo de 11 anos, 1.255 mulheres desenvolveram câncer do sistema digestivo. Em geral, os riscos eram um pouco mais baixos quando uma mulher bebia chá verde com frequência e durante muito tempo.
 
Por exemplo, mulheres que disseram que bebiam regularmente chá verde por pelo menos 20 anos tinham 27% menos probabilidade de desenvolver qualquer tipo de câncer do sistema digestivo do que as que não consumiam. E elas tinham 29% menos probabilidade de desenvolver câncer colorretal.
 
O chá verde contém certas substâncias antioxidantes, particularmente um composto conhecido como EGCG, que podem evitar o dano das células do corpo, que poderia levar ao câncer e outras doenças.
 
Nada disso prova que as pessoas devem começar a beber chá verde para impedir o câncer.
 
As mulheres que bebiam uma grande quantidade de chá verde no estudo também eram mais jovens, comiam mais frutas, legumes e vegetais, exercitavam-se mais e tinham emprego de renda mais alta. Os pesquisadores fizeram ajustes para essas diferenças, mas, escreveram, é impossível considerar perfeitamente tudo.

Fonte iG

Tomate reduz risco de AVC

Alimento é rico em licopeno, substância antioxidante benéfica para a saúde
 
Um novo estudo finlandês sugere que níveis altos de licopeno no sangue podem estar associados a uma redução significativa do risco de Acidente Vascular Cerebral (AVC), efeito que não ocorre com outros antioxidantes. As hortaliças e os legumes, especialmente os tomates, são uma fonte importante de licopeno.   
       
A análise, publicada no periódico Neurology, acompanhou de forma prospectiva 1031 homens entre 46 e 55 anos por meio da medição dos níveis sanguíneos de 5 antioxidantes e do registro de ocorrências de derrame.      
 
Durante os mais de 12 anos de acompanhamento ocorreram 67 AVCs, os quais foram mais comuns entre os homens mais velhos e com diabetes. Após levar em conta esses e outros fatores, a probabilidade de ter um acidente vascular cerebral era 55% menor entre os homens cujos níveis de licopeno no sangue estavam entre os mais altos em comparação com os que possuíam os níveis mais baixos da substância.
 
Não houve associação entre a ocorrência de AVC e os níveis sanguíneos dos outros quatro antioxidantes: alfa-caroteno, betacaroteno, alfa-tocoferol e retinol.

Os autores reconhecem que o número de AVCs foi pequeno e que faltaram dados que controlassem outras possíveis influências da alimentação. Mesmo assim, o tempo de acompanhamento longo e os diagnósticos confiáveis oferecem força considerável ao estudo.
 
"Recomendo que as pessoas comam regularmente frutas, hortaliças e legumes, incluindo tomates", afirmou o principal autor do estudo, Jouni Karppi, pesquisador da Universidade do Leste da Finlândia. "Além da proteção contra derrames, consumir legumes e hortaliças é benéfico para a saúde de qualquer modo."

Veja quais alimentos, além do tomate, contém essa substância protetora da saúde:     
 
Cereja: também reduz risco de acidente vascular cerebral.
 
Frutas vermelhas: poderosas aliadas da boa saúde.  
 
Goiaba: fonte de licopeno e betacaroteno, potente antioxidante precursor da vitamina A.
 
Mamão formosa: contém papaína e licopeno, ajudando o intestino e prevenindo o AVC.
 
Melancia: seu licopeno é muito biodisponível, ou seja, é facilmente absorvido pelo organismo.
 
Morango: contém ácido elágico, que protege o organismo de tumores, e licopeno, um poderoso antioxidante.  
 
Pimenta vermelha: além de acelerar o metabolismo e ajudar a emagrecer, ela previne derrame.
 
Pimentão vermelho: contém boas doses das vitaminas A, E e C e licopeno.
 
Pitanga: rica em licopeno, a fruta ajuda a reduzir o risco de AVC.
 
Rabanete: além do licopeno, contém enxofre, cálcio, fósforo e ferro.
 
Romã: vermelho característico da fruta é resultado do licopeno.

Tomate: o licopeno presente nesta fruta não se limita a ajudar a prevenir o câncer de próstata, mas também reduz o colesterol na corrente sanguínea.
 
Uva e suco de uva: somente a variedade vermelha tem licopeno.
 
Fonte iG