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quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Substâncias tóxicas ameaçam saúde de 125 milhões de pessoas

80 milhões correm risco de morrer prematuramente ou perder qualidade de vida pelo contato com essas substâncias
 
Poluentes e substâncias tóxicas resultantes de atividades industriais ameaçam a saúde de 125 milhões de pessoas no mundo, especialmente nos países em desenvolvimento, onde 80 milhões correm risco de morrer prematuramente ou perder qualidade de vida pelo contato com essas substâncias.
 
dado foi divulgado nesta quarta-feira, 24, em teleconferência pela diretora-executiva da Cruz Verde da Suíça, Nathalie Gysi, durante a apresentação do "Relatório de Meio Ambiente 2012".

O documento, apresentado pela Cruz Verde Suíça e pelo Instituto Blacksmith de Nova York, identifica os dez piores poluentes de todo o mundo e quantifica a escala global o dano que as substâncias tóxicas causam à saúde.

O chefe do projeto do Blacksmith Institute, Bret Ericson, detalhou que as pesquisas foram realizadas em 2.600 áreas industriais de 49 países com níveis de renda baixos ou moderados nas regiões da América Latina e do Caribe, do leste da Europa, da Ásia e da África.

Alguns dos produtos tóxicos mais nocivos são o chumbo, o cromo, o mercúrio e o amianto (ou asbesto), em processos como a reciclagem de baterias, a fundição de chumbo, a mineração e o processamento de minerais.

Os poluentes também afetam pessoas que trabalham em lixões de resíduos industriais e domésticos, e em outros processos como o curtume, a mineração artesanal, a fabricação de produtos - eletrônicos, baterias e revestimentos metálicos -, a produção química e a indústria do tingimento têxtil.

Fonte Estadão

Brasileiro desenvolve vacina experimental mais eficaz contra HIV

Combinação de cinco anticorpos testada em ratos manteve níveis do vírus abaixo dos detectáveis durante mais tempo que os tratamentos atuais
 
Uma vacina com a combinação de cinco anticorpos, testada em ratos e fruto do trabalho do imunologista brasileiro Michel Nussenzweig, conseguiu manter os níveis do vírus da aids (HIV-1) abaixo dos detectáveis durante mais tempo que os tratamentos atuais, informou nesta quarta-feira, 24, a revista "Nature".

Este tratamento experimental, composto por cinco potentes anticorpos monoclonais (idênticos entre si porque são produzidos pelo mesmo tipo de célula do sistema imunológico), foi desenvolvido pela equipe do cientista brasileiro e membro da Academia Americana de Ciências na Universidade Rockefeller em Nova York.

O cientista administrou os anticorpos em ratos "humanizados", que dispõem de um sistema imunológico idêntico ao humano, permitindo que sejam infectados com o vírus HIV. Estima-se que esta é uma fórmula que poderia evitar a infecção de novas células.

Nussenzweig observou que, desde que foi iniciado o tratamento, a carga viral tinha caído para níveis abaixo dos detectáveis, e assim se mantiveram por até 60 dias após o término do tratamento.

Em seguida, o cientista comparou os resultados com os obtidos ao tratar ratos com uma combinação de três anticorpos monoclonais e, também, com um tratamento baseado em um único anticorpo.

Ao tratar os roedores com uma vacina com três anticorpos, o HIV se manteve em níveis baixos até 40 dias após o fim do tratamento, enquanto a monoterapia só permitiu que o vírus não fosse detectado durante o tempo em que o rato estava recebendo o tratamento (cerca de duas semanas).

"O experimento demonstrou que combinações distintas de anticorpos monoclonais são eficazes na hora de suprimir a replicação do HIV em ratos 'humanizados', por isso podem prevenir a infecção e servir para o desenvolvimento de novos tratamentos", defendeu o especialista em seu artigo.

Na atualidade, o tratamento anti-retroviral em humanos consiste em combinar pelo menos três drogas antivirais para minimizar o surgimento de vírus mutantes resistentes aos remédios.

No entanto, o HIV se armazena em uma espécie de "depósito" ou reservatório viral, o que faz com que a carga viral do paciente se eleve quando o tratamento farmacológico é interrompido, e o vírus volta a aparecer depois de 21 dias.

Apesar dos resultados promissores de Nussenzweig, ainda serão necessários testes clínicos que permitam avaliar a eficácia do tratamento em humanos e medir os efeitos sobre a infecção em longo prazo.

Fonte Estadão

Vitamina C contra a osteoporose?

Vitamina C contra a osteoporose 300x200 Vitamina C contra a osteoporose?  Em um estudo realizado com modelos animais, pesquisadores mostram que suplementos de vitamina C podem prevenir a perda óssea, protegendo ativamente contra a osteoporose.
 
A pesquisa, da Universidade Mount Sinai, nos EUA, foi realizada em fêmeas de ratos de laboratórios que tiveram seus ovários removidos, um procedimento conhecido por reduzir a densidade óssea. A estes animais, os pesquisadores deram grandes quantidades de vitamina C.
 
Os resultados, publicados no periódico PLoS ONE, mostraram que quanto mais vitamina C os animais recebiam, maior a densidade óssea. Eles compararam os resultados com um grupo controle – de fêmeas saudáveis – e outro grupo que também teve os ovários retirados, mas não receberam vitamina C. Este último grupo apresentou uma densidade mineral óssea muito baixa ao final do período do estudo.
 
“O que este estudo mostra é que grandes doses de vitamina C, quando ingeridas por via oral por ratos e de forma ativa, estimulam a formação óssea para proteger o esqueleto”, diz Mone Zaidi, líder da pesquisa. “Sabe-se há algum tempo que a baixa quantidade de vitamina C pode causar escorbuto e ossos frágeis, e que a maior ingestão de vitamina C está associada a uma maior massa óssea nas pessoas”, completa.
 
Para o autor, apesar dos resultados, mais pesquisas são necessárias para descobrir se os suplementos de vitamina C podem mesmo ajudar a prevenir a osteoporose nos seres humanos. “Se assim for, as descobertas podem ser, em última análise, úteis para países em desenvolvimento onde a osteoporose é prevalente e os medicamentos utilizados para o tratamento padrão são escassos e caros”, conclui.
 
Fonte O que eu tenho

Instrospecção não é o mesmo que ociosidade

Neste estudo da Universidade do Sudeste da Califórnia, os pesquisadores investigaram a importância da distração para o desenvolvimento humano e aprendizagem.
 
Por meio de exames de ressonância magnética funcional, Mary Helen Immordino-Yang e sua equipe puderam avaliar como a mente se comporta em momentos de davaneio, chamado também por “modo default” – uma série de processos que são ativados quando estamos distraídos ou sonhando acordado. Este processo, entretanto, é suprimido quando nossa atenção se foca no mundo exterior.
 
Diversos estudos apontam evidências de que os sistemas cerebrais ativados durante este estado de distração também são importantes para o foco interno de processamento mental, por exemplo, quando recordamos memórias pessoais, imaginamos o futuro ou sentimos emoções sociais que envolvam certas conotações morais.
 
Neste caso, os autores defendem que o modo “default” tem relação direta com a promoção de um bom funcionamento psicológico, incluindo associações com a saúde mental e habilidades cognitivas, como compreensão de leitura e pensamento divergente (crativo).
 
A hipótese dos autores é a de que a alta demanda por atenção ambiental – televisão, celular, mensagens de texto, redes sociais – faz com que os jovens abordem as questões mais subjetivas ao manter o foco em aspectos físicos, mais concretos e imediatos do ambiente a nossa volta. Para estimular esta reflexão interna mais construtiva, os autores do estudo defendem práticas educacionais que promovam equilíbrio entre a atenção interna e externa. Portanto, estar com a mente “ociosa” (ou livre para devanear) em certos casos pode ser extremamente produtivo. Os resultados foram publicados no periódico Perspectives on Psychological Science.
 
Fonte O que eu tenho

Depressão dificulta capacidade de diferenciar emoções negativas

Pessoas com depressão têm mais dificuldades em diferenciar emoções negativas, mas a mesma facilidade em identificar emoções positivas que pessoas saudáveis. Para autor do estudo, este seria um mecanismo natural de enfrentamento à condição.
 
Pessoas diagnosticadas com depressão experimentam sentimentos de tristeza, raiva, medo ou frustração, que interferem no seu dia a dia. Não ser capaz de identificar e distinguir entre as emoções negativas nos impede de enfrentar e descobrir a origem destes sentimentos. A hipótese defendida pelo psicólogo Demiralp Emre, autor do estudo da Universidade de Michigan, nos EUA, era a de que as pessoas com depressão seriam menos capazes de discernir entre estes sentimentos. Essa dificuldade pode atrapalhar o processo de cura em uma psicoterapia, por exemplo.
 
Para testar a hipótese, ele e sua equipe recrutaram um grupo de 106 pessoas, metade diagnosticada com depressão e a outra metade não. Durante uma semana eles usaram um aparelho para gravar e reportar o que estas pessoas sentiam durante o dia. Eles deveriam classificar seus sentimentos em sete tipos de emoções negativas (tristeza, ansiedade, raiva, frustração, vergonha, nojo e culpa) e quatro emoções positivas (alegre, animado, alerta e ativo) em uma escala que variava de 1(pouco) a 4 (muito).
 
Segundo os resultados publicados no periódico Psychological Science, entre as emoções negativas, houve uma tendência geral de que pelos menos duas fossem ranqueadas similarmente (revolta e frustração, por exemplo) em um mesmo momento. De acordo com a metodologia usada, quanto mais emoções são reportadas ao mesmo tempo, menos a pessoa consegue distingui-las.
 
E o grupo com diagnóstico de depressão foi o que mais ranqueou sentimentos negativos simultaneamente, ou seja, eles apresentaram mais dificuldades para estabelecer estas diferenças. Para surpresa da equipe, o mesmo não foi encontrado para as emoções positivas – pessoas com e sem diagnóstico de depressão clínica foram igualmente capazes de diferenciar entre sentimentos positivos. “É possível que as pessoas com depressão consigam distinguir melhor emoções positivas como um mecanismo de enfrentamento”, defende o autor.
 
“Nossos resultados sugerem que ser específico sobre as suas emoções negativas pode ser bom para você”, diz Demiralp. “Poderia ser melhor evitar pensar que você está sentindo algo ruim de forma generalizada. Seja específico. É raiva, vergonha, culpa ou alguma outra emoção? Fazer isto pode ajudar a contornar o sentimento e melhorar sua vida. Este é um dos nossos grandes objetivos em investigar abordagens que facilitem este tipo de inteligência emocional”, finaliza.
 
Fonte O que eu tenho