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sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Botox e medicamento são principais tratamentos para incontinência urinária

Efeitos colaterais e duração do tratamento são diferentes nas duas terapias; pesquisadores compararam os dois
 
O tratamento mais comum para a incontinência urinária consiste em uma dose diária de anticolinérgico, medicamento que modifica a ação de determinados nervos. Também são usadas injeções de botox, frequentemente nos casos em que o medicamento não surte efeito.        
    
Um estudo controlado por placebo descobriu recentemente que os dois tratamentos são igualmente úteis na redução da frequência de episódios de incontinência, mas os efeitos colaterais e a eficácia no longo prazo variam.
 
Os pesquisadores dividiram aleatoriamente 241 mulheres com incontinência urinária. Um grupo tomou o medicamento diariamente e recebeu uma injeção de placebo e o outro tomou o placebo diariamente e recebeu uma injeção de botox.             

Os cientistas descobriram que os dois tratamentos reduziram de forma significativa os episódios de incontinência, segundo publicado no periódico The New England Journal of Medicine. O efeito colateral de boca seca foi muito mais comum entre as mulheres que tomaram o medicamento. Casos de infecção urinária e esvaziamento incompleto da bexiga foram mais comuns entre as que receberam a injeção de botox. É importante destacar que para as participantes que receberam botox a probabilidade de desaparecimento dos sintomas por completo foi bem maior.
 
O medicamento precisa ser tomado diariamente, enquanto que o botox é fornecido em uma única injeção cuja eficácia tem duração de aproximadamente 6 a 12 meses.
 
"Os dois tratamentos são eficazes", afirmou o principal autor, Anthony G. Visco, professor adjunto de obstetrícia e ginecologia da Universidade Duke. "O estudo fornece dados aos pacientes para que estejam bem informados ao tomar decisões. As duas opções são razoáveis."
 
Fonte iG

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Cientistas da UCLA classificam vício em sexo como distúrbio de saúde mental

Pesquisa realizada nos EUA sugere que análise de parâmetros específicos pode diagnosticar com precisão pessoas com a desordem
 
Estudo realizado por cientistas da Universidade da Califórnia, nos EUA, mostrou que o vício em sexo pode ser classificado como um distúrbio de saúde mental.
 
A pesquisa, publicada no Journal of Sexual Medicine, sugere que, através da análise de alguns parâmetros, pessoas com a chamada desordem ou distúrbio hipersexual podem ser corretamente diagnosticadas com a doença.
 
O líder da pesquisa Rory Reid e seus colegas entrevistaram 207 pacientes em clínicas de saúde mental por todos os EUA. Cerca de 150 dessas pessoas procuraram ajuda para seus problemas de dependência de sexo, e cerca de 50 estavam em busca de tratamento para depressão ou ansiedade.
 
Dos pacientes examinados, 17% tinham perdido um trabalho pelo menos uma vez, 39% terminaram um relacionamento, a maioria disse que já tinha magoado um ente querido (68% magoaram pessoas queridas várias vezes), mais da metade tinha perdido dinheiro, 28% contraíram uma infecção transmitida sexualmente, e 78% consideraram que os comportamentos associados à sua hipersexualidade interferiram na possibilidade de terem sexo saudável.
 
Para avaliar os pacientes, os pesquisadores analisaram critérios específicos, entre eles:
 
1. um padrão recorrente de fantasias sexuais, impulsos e comportamentos com duração de seis meses ou mais, que não são causados por outros fatores como o abuso de substâncias, outra condição médica ou episódios maníacos associados com transtorno bipolar;
 
2. um padrão de atividade sexual em resposta a estados de humor desagradáveis, como o sentimento de depressão, ou um padrão de usar repetidamente o sexo como uma maneira de lidar com o estresse;
 
3. falta de capacidade de reduzir ou interromper as atividades sexuais que o paciente acredita serem problemáticas;
 
4. evidência de "angústia pessoal" causada pelo comportamento, como interferência com o trabalho ou relacionamentos.
 
Os critérios usados pelos pesquisadores foram bem sucedidos em diagnosticar 88% dos pacientes viciados em sexo como hipersexuais. Por outro lado, 93% dos pacientes que procuraram ajuda para outras doenças não satisfizeram os critérios para elas.
 
Embora esses critérios pareçam bastante gerais, os pesquisadores afirmam que os profissionais de saúde mental poderiam usar esses sintomas para diagnosticar corretamente pessoas com um vício clínico em sexo, como eles fizeram no estudo.
 
As pessoas diagnosticadas com distúrbio hipersexual não eram pessoas comuns que assistiam pornografias e faziam sexo com frequência. Eram pessoas que disseram que não podiam controlar seus impulsos, que até perderam o emprego por causa da sua incapacidade de abster-se de pornografia no trabalho.
 
A importância do estudo, segundo Reid, é que ele sugere a classificação da desordem hipersexual como uma condição de saúde mental legítima. "Os critérios para o transtorno hipersexual que foram propostos e testados vão permitir que pesquisadores e clínicos estudem, tratem e desenvolvam estratégias de prevenção para os indivíduos em risco de desenvolver esse comportamento", conclui Reid.
 
A pesquisa pode impulsionar os esforços para incluir o vício em sexo no Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, uma espécie de "manual de instruções" de várias condições mentais, que são catalogadas junto com seus critérios para auxiliar profissionais no diagnóstico de doenças mentais, de autismo a esquizofrenia.
 
Fonte isaude.net

Paramentação cirúrgica de uso único diminui risco de infecção

Tal constatação permeia os negócios da Kimberly-Clark, que possui uma linha completa de produtos médico-hospitalares para serem usados onde haja risco de contaminação
 
Há 15 anos no Brasil, a empresa americana Kimberly-Clark comprova, por meio de estudos, que a paramentação cirúrgica de uso único diminui o risco de infecção hospitalar e contribui para a redução do custo total e aumento da produtividade das instituições de saúde.
 
A área de saúde, no Brasil, possui uma linha completa de produtos médico-hospitalares para o uso onde haja o risco de contaminação como, por exemplo, invólucros para esterilização, máscaras, gorro, propés e aventais. Além disso, desenvolve parceria com os clientes desde a implementação do produto até a destinação final com programas de reciclagem e logística reversa.
 
“Trabalhamos com um cenário de crescimento anual robusto, acima de dois dígitos para os próximos dez anos e lançamentos de novos produtos, tanto nos segmentos atuais quanto em novos nichos de mercado”, afirma o gerente geral da divisão Healthcare, César Carvalho.
 
Fonte SaudeWeb

Ministério autoriza concurso com 623 vagas para enfermeiros

No total foram aprovadas pelo Ministério da Saúde 2.500 cargos para o quadro de pessoal efetivo do órgão. Veja quais são os cargos ofertados
 
O Ministério da Saúde autorizou realização de concurso público para o provimento de 2.500 cargos do quadro de pessoal efetivo do órgão, especificamente para lotação em um dos 15 Distritos Sanitários Especiais Indígenas, vinculados à Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai).
 
De acordo com o extrato de dispensa de licitação publicado no DOU do dia 29/08, o Cespe/UnB será o organizador deste certame. A previsão é de que o edital seja publicado ainda este mês de outubro.
 
As oportunidades serão distribuídas entre os cargos de Administrador (30), Assistente Social (47), Enfermeiro (623), Farmacêutico (54), Médico (210), Nutricionista (29), Odontólogo (219), Psicólogo (22), Terapêuta Ocupacional (1), todos de nível superior, bem como para os cargos de Auxiliar de Enfermagem (1.249) e Técnico de Laboratório (16), destinados a pessoal com nível médio completo.
A Portaria do Ministério do Planejamento indica que o provimento desses cargos começará já a partir de dezembro deste ano, tendo o certame também a finalidade de substituir “2.500 trabalhadores contratados por intermédio de organizações não governamentais que executam atividades não previstas no Decreto nº. 2.271, de 7 de julho de 1997.”
 
Os novos servidores do Ministério da Saúde poderão receber salários de até R$3,2 mil e os locais com demanda de vagas são Estados situados nas regiões Sul e Sudeste, bem como as Casas de Saúde do Índio e Mato Grosso do Sul, Goiás, Tocantins, Mato Grosso, Alagoas, Ceará, Sergipe, Bahia, Pernambuco, Paraíba e Maranhão.
 
Fonte SaudeWeb

Ministério vai adquirir 57 equipamentos hospitalares

Entre o que será licitado estão: 900 raio-x odontológicos, 2,5 mil cadeiras de roda, 1,5 mil cadeiras odontológicas, 550 desfibriladores, 800 centrais de nebulização e cerca de cinco mil estetoscópios
 
O Ministério da Saúde realizou nesta segunda-feira (22) a consulta pública para a realização de licitação que tem objetivo de adquirir 57 tipos de equipamentos hospitalares e materiais permanentes para o Sistema Único de Saúde (SUS). O encontro serviu para discutir com o mercado a estratégia de compra adotada pelo Ministério e reuniu representantes de 20 empresas.
 
O objetivo é que a licitação seja realizada ainda este ano. Durante a consulta, a equipe técnica do Ministério explicou o objetivo da licitação e apresentou a quantidade dos equipamentos a serem adquiridos. A ideia é formar uma Ata de Registro de Preços, com custos menores e padrão de qualidade garantido por certificação, para que os municípios possam aderir e comprar os itens que forem necessários para aparelhar as unidades de saúde locais.
 
Além disso, foi possível debater a redação e as especificações técnicas de alguns dos produtos que serão licitados. A Ata de Registro de Preços – que deverá ser instituída pelo Ministério – busca auxiliar os estados e municípios na compra de equipamentos e mobiliários.
 
“A consulta pública é importante para discutir previamente com o mercado se existe capacidade de atendimento das demandas. Trata-se de um exercício de transparência e democracia e que contribui para aprimorar o processo de aquisição do Ministério”, explicou a diretora do Departamento de Logística em Saúde, Cristina Demartini.
 
Entre os equipamentos que serão licitados estão: 900 aparelhos de raio-x odontológicos, 2,5 mil cadeiras de roda, 1,5 mil cadeiras odontológicas completas, 550 desfibriladores, 800 centrais de nebulização e cerca de cinco mil estetoscópios. A lista completa dos itens pode ser encontrada na página do Ministério da Saúde.

As contratações serão feitas diretamente pelos gestores locais, que receberão os recursos do Ministério (com repasse pelo Fundo Nacional de Saúde). Para facilitar a aquisição desses itens, a licitação será realizada por meio de Sistema de Registro de Preços (SRP).
 
“Os estados e municípios vão solicitar adesão dos itens que são pertinentes a cada localidade. E o Ministério vai autorizar as adesões”, completou Cristina Demartini.
 
Os contratos de fornecimento dos materiais serão firmados pelas empresas diretamente com os estados e municípios. O termo de referência já traz a estimativa da disponibilidade de cada unidade da federação em relação à quantidade de equipamentos. Além da facilidade e rapidez que os municípios terão em adquirir os equipamentos, a iniciativa é uma estratégia para garantir soluções que se encaixem à legislação e possibilitem a redução de custos e melhoria da logística de aquisição de bens no setor público.
 
Fonte SaudeWeb