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sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Gravidez de mulheres sexagenárias reacende debate ético sobre fertilização

Ao longo do último ano, pelo menos três mulheres com mais de 60 anos tiveram bebês – o caso mais recente é o de um casal de Santos, cujos gêmeos nasceram anteontem; CFM recomenda que reprodução assistida seja feita, no máximo, em mulheres de até 55 anos
 
Ao menos três mulheres com mais de 60 anos deram à luz no País no último ano - sendo duas delas nos últimos meses - após serem submetidas a procedimentos de reprodução assistida. No País, não há uma legislação que imponha um limite máximo de idade para uma mulher gerar um filho nem consenso entre os médicos.

O caso mais recente é de um casal de Santos: Antônia tem 61 anos e José César Arte, 58. Eles são casados há 25 anos e, anteontem, ela deu à luz um casal de gêmeos, Sofia e Roberto. Os bebês nasceram aos 7 meses de gestação e estão na UTI neonatal, pois precisam de acompanhamento: Sofia nasceu com pouco mais de 980 gramas e Roberto com 1,1 kg. Os dois respiram naturalmente, sem aparelhos.

Há cerca de dez anos, o casal havia tentado engravidar por meio de reprodução assistida, mas não conseguiu e decidiu congelar os embriões. Nesse período, Antônia e Arte entraram na fila de adoção e chegaram a fazer uma entrevista com a assistente social do fórum, mas tiveram o pedido recusado por conta da idade dos dois. A partir daí eles resolveram tentar a fertilização in vitro de novo. E deu certo.

Arte conta que procurou uma clínica especializada em Santos, mas o médico não assumiu o caso. Ele decidiu então buscar um especialista em São Paulo e o procedimento foi feito pelos irmãos Vicente e Soraya Abdelmassih, filhos do ex-médico Roger Abdelmassih. "Eles (os bebês) são duas riquezas. São lindos", diz o pai.

O outro casal sexagenário é de Campinas. Márcia, de 61 anos, e Silvio, de 63, são os pais de Marcinha, que completou 2 meses no dia 20 (mais informações nesta pág.). Uma mulher do Rio, de 61 anos, também deu à luz tardiamente uma menina: a criança nasceu em 2011 e vai completar 1 ano.

Lei
A última resolução do Conselho Federal de Medicina sobre reprodução assistida não impõe uma idade máxima para que uma mulher possa ser submetida aos procedimentos. A única restrição é em relação ao número de embriões: mulheres com até 35 anos podem implantar até dois; entre 36 e 39 anos, até três; e com 40 anos ou mais, até quatro embriões. Isso porque, quanto mais velha a mulher, menor a chance de sucesso.

Adelino Amaral, presidente da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida, diz que, apesar de não existir regulamentação, recomenda-se que a fertilização seja feita até os 55 anos da mulher. Além disso, a sociedade quer propor a redução da idade máxima para 50 anos. "Tivemos uma reunião na semana passada no CFM e queremos oficializar a redução. Cada caso é um caso, mas o risco para a mulher é grande. Aumenta a incidência de parto prematuro, ela pode ter hipertensão, diabete. É muito complicado."

O ginecologista Carlos Alberto Petta, coordenador médico do Laboratório Reprodução Humana do Hospital Sírio-Libanês, é cauteloso ao avaliar os casos. "Não há uma lei, mas existe o grande dilema ético. Não é só ter o filho, são várias questões. Por quanto tempo ela vai conseguir cuidar da criança? E se ela ficar doente? E o risco obstétrico que ela corre durante a gravidez?"

"Temos de ter muita cautela. Não é toda mulher nessa idade que pode engravidar", diz Julio Voget, responsável pela fertilização do casal Márcia e Silvio. "Se hoje os homens estão tendo filhos tardiamente, até depois dos 70, por que as mulheres não poderiam? Se ela tem condições, por que negar esse direito?", diz.
 
José Hiran Gallo, coordenador da Câmara Técnica de Reprodução Assistida do CFM, diz que nenhuma norma é "absoluta e imutável". "Todas elas estão sujeitas a aperfeiçoamentos que podem ser implementados se houver justificativas técnica, social e ética que os viabilizem."
 
Fonte Estadão

Guaco

Resumo
Guaco: planta medicinal que pode ser usada em diversas doenças como tosse, bronquite, cólicas, diarréias, candidíase, alergias, entre outras.
 
Nomes
Nomes em português: Guaco, erva-de-serpentes, cipó-catinga, erva-de-cobra, uaco
Nome latim: Mikania glomerata
Nom inglês: Guaco, huaco, vejuco, bejuco
Nome francês: Guaco
Nome alemão: Guaco
Nome italiano: Guaco
 
Família
Asteraceae
 
Constituintes
Óleo essencial, taninos, saponinas, substância amarga (guacina), cumarinas, guacosídeo.
 
Partes utilizadas
Folhas
 
Efeitos do guaco
Inibir inflamações imunológicas, inibir a vasoconstrição dos brônquios (broncodilatador), expectorante, antiespasmódicos, antiprotozoários (parasitas), anti-candida e uma pequena atividade contra outras bactérias, comprovados cientificamente.
 
Indicações do guaco
- Problemas respiratórios como bronquites, tosse, asma e alergias. (extratos alcoólicos e aquosos)
 
- Diarréias e cólicas.
 
- Leishmaniose e tripassomíase.
 
- Candidíase (uso externo e interno).
 
Efeitos secundários guaco
Pode provocar vômitos qunado usado em dosagens elevadas. Hipertensão.
 
Contra-indicação guaco
Para pessoas com hipersensibilidade à cumarinas, pessoas com problemas hepáticos e problemas de coagulação (antagonista da vitamina K). Apesar de não ter nenhum estudo , deve ser evitado durante a gravidez e em casos de crianças menores que um ano.
 
Interação guaco
Estudos mostram que pode ter interações benéficas com antibióticos no tratamento de Streptococcus. Devido à grande quantidade de cumarina, deve ser evitado concominante a tratamentos anti-coagulantes.
 
Preparações à base de guaco
- extratos alcoólicos (tinturas)
 
- extratos aquosos (infusões)
 
- xarope de guaco
 
- cremes
 
- pomadas
 
- cataplasmas
 
Onde cresce o guaco ?
Originário da América do Sul habita as regiões sul e sudeste do Brasil, nas matas e cerrados, mas serve bem para o cultivo doméstico.
 
Quando colher o guaco?
Colheita após 6 meses do plantio, quando já aparecem as primeiras folhas.
 
Observações
O guaco é utilizado há muito tempo pelos indígenas através das folhas amaceradas aplicada em forma de cataplasma contra picadas de cobra, ou a planta nova que exala um forte cheiro que espanta as cobras. Um estudo realizado em 2006 com extrato liofilizado, não mostrou nenhuma ação contra os principais efeitos do veneno da cobra Bothrops asper, que são a hemorragia e proteólise. Porém outros dois estudo, um realizado com uma fração do extrato de guaco e outro com o extrato aquoso de guaco, mostraram-se ter efeito contra a picada da mesma cobra.
 
O que podemos concluir é que existe uma ação contra o veneno de cobras, mas que ainda precisa ser muito mais estudado. O guaco está na lista de remédios oferecidos no SUS (Sistema Único de Saúde) no Brasil. A lista tinha 810 itens (medicamentos, vacinas, remédios fitoterápicos,...) em Março de 2012.
 
Fonte Criasaude

Lesão na medula espinhal

Anatomia da espinha
Definição
A medula espinhal contém os nervos que transportam mensagens entre seu cérebro e o corpo. A medula passa através do pescoço e pelas costas. Uma lesão na medula espinhal é muito grave porque pode causar perda de movimento (paralisia) abaixo do local da lesão.
 
A coluna vertebral fornece suporte estrutural para o tronco e arredores e protege a medula espinhal. Também fornece pontos de fixação para os músculos das costas e para as costelas.
 
Os discos vertebrais servem como amortecedores durante atividades como caminhar, correr e saltar. Também permitem que a espinha seja flexionada e se estendida.
 
A coluna vertebral é dividida em diversas seções. As vértebras cervicais compõem o pescoço. As vértebras torácicas compõem a seção do peito e têm as costelas conectadas. As vértebras lombares são as vértebras restantes abaixo do último osso torácico e a parte superior do sacro. As vértebras do sacro são cercadas pelos ossos da pélvis e o cóccix representa a vértebra terminal ou cauda vestigial.
 
O sistema nervoso central é formado pelo cérebro e pela medula espinhal. O cérebro funciona para receber impulsos nervosos da medula espinhal e nervos cranianos. A medula espinhal contém os nervos que transportam mensagens entre o cérebro e o corpo.


Uma lesão na medula espinhal pode ocorrer quando há danos às células dentro da medula ou quando os tratos de nervos que correm para cima e para baixo na medula são lesionados.
 
Coluna vertebral
Considerações
Quando alguém sofre uma lesão na coluna vertebral, um movimento adicional pode prejudicar ainda mais os nervos na medula e pode às vezes significar a diferença entre vida e morte.
 
Uma lesão grave na medula espinhal normalmente causa perda de sensibilidade e paralisia, perda de movimento e do controle voluntário sobre os músculos do corpo. O dano na medula espinhal também causa perda da função de reflexo abaixo do ponto da lesão, interrompendo funções corporais como respiração, controle intestinal e controle da bexiga.
 
No caso de uma lesão espinhal, atendimento médico imediato pode ajudar a minimizar mais danos à medula. Se achar que alguém tenha sofrido uma lesão na coluna vertebral, não movimente a pessoa lesionada nem mesmo um pouco, a menos que seja absolutamente necessário (por exemplo, se precisar retirar alguém de um automóvel em chamas). Se você não tem certeza se uma pessoa está com a coluna vertebral lesionada, suponha que ela esteja.

Lesão na medula espinhal
Causas
- Ferimento de bala ou por faca - Trauma direto no rosto, no pescoço, na cabeça, no peito ou nas costas (por exemplo, um acidente de automóvel)

- Acidente em mergulho

- Choque elétrico

- Contorção extrema da parte central do corpo

- Queda sobre a cabeça durante uma lesão esportiva

- Queda de uma grande altura

 
Sintomas
  • Cabeça mantida em posição incomum
  • Dormência ou formigamento que se espalha por um braço ou perna
  • Fraqueza
  • Dificuldade para caminhar
  • Paralisia (perda de movimento) de braços ou pernas
  • Falta de controle sobre a bexiga ou os intestinos
  • Choque (pele pálida, fria e úmida, lábios e unhas roxas ou azuladas, ação extremamente confusa e semiconsciente)
  • Falta de agilidade (inconsciência)
  • Pescoço rígido, dor de cabeça ou dor no pescoço
 
Primeiros socorros
1. O principal objetivo é manter a pessoa imóvel e segura até que chegue ajuda médica. Você ou alguém mais deve ligar para 192
 
2. Mantenha a cabeça e o pescoço da pessoa na posição na qual ela foi encontrada.
 
3. Não tente reposicionar o pescoço. Não permita que o pescoço seja curvado ou virado
 
4. Não permita que a pessoa se levante ou caminhe sem auxílio
 
 
Se a pessoa estiver impassível
1.Verifique a respiração e a circulação da pessoa. Se necessário, comece a respiração artificial e a reanimação cardiopulmonar
 
2.Não incline a cabeça para trás quando estiver tentando abrir as vias respiratórias. Em vez disso, coloque seus dedos na mandíbula em cada lado da cabeça. Eleve a mandíbula para a frente
 
 
Se você precisar rolar a pessoa
Não vire a pessoa a menos que ela esteja vomitando ou se engasgando com sangue, ou se você precisar verificar a respiração.
 
1. São necessárias duas pessoas
2. Uma pessoa deve se posicionar na cabeça da pessoa e a outra ao lado dela
3. Mantenha a cabeça, o pescoço e as costas da pessoa alinhados enquanto você a vira para um lado
 
Virada com duas pessoas - série
Procedimento, parte 1
Para virar uma pessoa ferida, são necessárias duas pessoas. Uma pessoa fica parada junto à cabeça e a outra, ao lado da vítima. A pessoa ao lado coloca uma mão no ombro da vítima e a outra na região da coxa. A pessoa junto à cabeça da vítima estabiliza a cabeça e o pescoço para que nenhum dos dois se curve, mova ou gire em qualquer direção.
 
Procedimento, parte 2
Com o movimento coordenado da equipe de resgate, a vítima é cuidadosamente virada de lado enquanto a cabeça e o pescoço são apoiados e mantidos alinhados. Prestar muita atenção ao atendimento de uma vítima ferida pode ajudar a evitar danos à medula espinhal.
 
O que não fazer:
 
 
- NÃO curve, gire ou levante a cabeça ou o corpo da pessoa
 
- NÃO tente mover a pessoa antes da ajuda médica chegar, a menos que seja absolutamente necessário
 
- NÃO remova o capacete se houver suspeita de uma lesão na coluna vertebral
 
Ligue imediatamente para o médico se:
Ligue para o número de emergência local (como 192) se tiver havido qualquer lesão que afete o pescoço ou a medula espinhal. Mantenha a pessoa absolutamente imóvel. A menos que haja um perigo urgente, mantenha a pessoa na posição em que foi encontrada.
 
Prevenção
  • Use cintos de segurança
  • Evite beber álcool e dirigir
  • Evite mergulhar em piscinas, lagos, rios e outros corpos d'água, especialmente se não puder determinar a profundidade da água ou se a água não for transparente
  • Evite motocicletas e veículos para todos os terrenos
  • Evite deter ou avançar em uma pessoa com sua cabeça
 
Referências
Hockberger RS, Kaji AH, Newton EJ. Spinal injuries. In: Marx J, ed. Rosen’s Emergency Medicine: Concepts and Clinical Practice. 6th ed. St Philadelphia, Pa: Mosby Elsevier; 2006:chap 40.
 
Hoyt DB, Coimbra R, Acosta J. Management of acute trauma. In: Townsend CM, Beauchamp RD, Evers BM, Mattox KL, eds. Sabiston Textbook of Surgery. 18th ed. Philadelphia, Pa: Saunders Elsevier; 2007:chap 20.
 
DeLee JC, Drez, Jr., D, Miller MD, eds. DeLee and Drez’s Orthopaedic Sports Medicine. 2a. ed. Philadelphia, Pa: Saunders; 2003:798,837.

Fonte iG

Depressão pós-parto, câncer de mama e menopausa também fazem parte do universo masculino

Pesquisa mostra que 14% dos homens sofrem
de depressão pós-parto
Disfunção erétil e câncer de próstata é uma dupla quase que exclusiva quando as pessoas são convidadas a pensar em doenças masculinas. Eles nem gostam muito de ir ao médico, são resistentes aos diagnósticos e falham mais no uso da medicação, já alertou o Ministério da Saúde.
 
Especialistas alertam: além de não serem imunes a uma lista extensa de problemas clínicos, a população masculina também é sensível a muitas doenças que pareciam ser só coisa de mulher.
 
Se eles estão livres da temida TPM, os que já passaram dos 50 anos não têm tanta sorte assim quando o assunto é menopausa. Depressão pós-parto e câncer de mama são outros exemplos que também ameaçam a saúde dos homens.
 
Um em cada 10 pais sofre de depressão pós-parto
As mulheres já haviam percebido que as mudanças trazidas pela chegada do bebê também mexiam com a cabeça dos papais. Agora, uma pesquisa publicada este ano no Journal of the American Medical Association confirmou que eles também sofrem de depressão pós-parto. Uma escola médica dos Estados Unidos acompanhou 28 mil novos pais e identificou que 14% deles sofrem de depressão.
 
Giselle Groeninga, psicanalista da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo, diz que as transformações do homem contemporâneo fizeram com que eles procurassem mais ajuda aos transtornos psíquicos. “Acabou aquela história de que homem não chora”.
 
Com isso, eles ficaram mais atentos aos fenômenos internos. E a chegada de um filho significa a relação com uma mulher mais dividida e uma expectativa enorme com relação ao desempenho. “O amor ao filho não é tão imediato assim – e deve ser construído em meio às demandas, ao trabalho e às mudanças na dinâmica do casal que agora deve acolher um terceiro que, como dizem os adolescentes, “chega chegando”, explica.
 
Por isso, os pais podem ficar mais chorosos, quietos, tristes, sem ânimo e sem fome por um período. Um outro sintoma que incomoda bastante é que este turbilhão de novos sentimentos pode fazer com que eles “falhem mais na hora H”.
 
“Sem dúvida, o ‘órgão sexual’ mais importante é a cabeça. E o poder masculino pode se ver um tanto diminuído com a chegada do bebê e a divisão de atenção. Lógico que tudo vai depender da dinâmica do casal, e como ambos lidam com a mudança do “enfim sós” para “agora somos três””, orienta a especialista.
 
Andropausa: queda hormonal afeta 21% dos homens com idade entre 50 e 80 anos
Quando a mulher encerra seu ciclo reprodutivo, há uma variação hormonal quase imediata e que pode ser razoavelmente brusca. Com os homens é diferente. A variação geralmente é mais gradual. “É muito raro acontecer com homens de 40 a 50 anos, a andropausa se manifesta mais comumente após os 60”, afirma Fernando Almeida, urologista do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos. O problema também não atinge todos os homens. A incidência estimada é de 21%, entre 50 e 80 anos, e de 35%, para homens com mais de 80 anos. Mas afinal, o que é essa andropausa?
 
“É uma mudança no padrão hormonal masculino”, explica Almeida. Na verdade, o termo “andropausa” foi substituído pelos médicos pela sigla DAEM, que significa Distúrbio Androgênico do Envelhecimento Masculino.

As queixas sexuais são as principais responsáveis por levar o homem ao consultório médico. As reclamações costumam ser relacionada à disfunção erétil, queda de libido, redução do tempo de orgasmo, redução do volume ejaculado e perda de sensibilidade do pênis.
 
Para verificar se a razão disso é hormonal e, portanto, consequência da DAEM, é preciso fazer um exame de sangue. “A reposição hormonal é indicada para quem tem testosterona total inferior a 230 ng/dl (nanogramas por decilitro)”, afirma Luiz Carlos Gibertoni, urologista do Hospital Beneficência Portuguesa.
 
Se o resultado apresentar um nível entre 230 e 350 ng/dl, considerado intermediário, é preciso fazer outro exame, para verificar a testosterona livre. Se ela for menor, que 225, é preciso dar início ao tratamento.
 
“Caso não exista queda hormonal, os sintomas sexuais são resultados de problemas psicossociais. É como o homem se aposentar e passar a ter sintomas de depressão, que incluem problemas sexuais”, alerta o urologista.
 
Para estes casos, é indicado acompanhamento psicológico. Uma forma de prevenir tais problemas por razões emocionais é com o planejamento da aposentadoria, tendo em vista atividades e planos condizentes com a idade e o momento da vida.
 
Outros sinais
Embora os sintomas sexuais sejam os mais chamativos para a DAEM, existem outros sinais que a queda hormonal apresenta. Pode haver perda de sono, cansaço, queda da massa e da força muscular, aumento da gordura abdominal, osteoporose e desmotivação.
 
Todos também são sintomas pouco específicos, o que não exclui a necessidade dos exames para verificar o nível de testosterona.
 
Reposição hormonal
A reposição hormonal pode ser feita com injeções a cada três semanas ou três meses, dependendo do tipo de medicamento utilizado. Há também um gel de testosterona, embora a eficácia de sua absorção seja questionada por alguns médicos.
 
“É importante fazer um acompanhamento médico para verificar se o tratamento não acelerou um processo latente de câncer de próstata”, alerta Gibertoni. Não que a reposição hormonal cause câncer, mas ela pode acelerar um processo já existente.
 
Os exames recomendados são de PSA (exame de sangue) e toque retal, entre outros. No início do tratamento, é preciso fazê-los a cada três meses, mas depois o prazo pode ser de seis meses.
 
E por falar em hormônio...
Parece loucura, mas homens também podem sofrer da Síndrome do Ovário Policístico (SOP). Pelo menos é o que sugerem dois médicos norte-americanos. De acordo com a hipótese proposta por Razelle Kurzrocka e Philip R. Cohen, da Universidade de Houston, no Texas, a síndrome seria causada por um componente genético que também pode estar presente em homens, ou seja, o conjunto de sinais e sintomas que caracterizariam a síndrome poderia aparecer em qualquer indivíduo com este componente genético, independente da presença dos ovários.

O andrologista e professor da Universidade Federal do Paraná Fernando Lorenzini, alerta que é precoce e incorreto afirmar que a SOP existe em homens. Para ele, trata-se de uma teoria que ainda precisa ser comprovada com mais estudos.
 
Câncer de mama em homens é raro, mas existe
Câncer de mama em homens: raro e diagnosticado tarde
Aproximadamente 1% dos casos de câncer de mama são diagnosticados em homens. “O tumor, logo que aparece, está em contato com outras estruturas além do tecido mamário. Então, quando o encontramos, em geral está em estágio mais avançado”, afirma José Roberto Filassi, coordenador do setor de mastologista do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp). Além disso, como o problema é raro entre eles, o homem demora mais para procurar um médico. “Ele sente um caroço duro, normalmente de um lado só, mas resolve esperar melhorar”, afirma o mastologista.
 
Nos homens a doença aparece mais tarde, a partir dos 65 anos, em média. O câncer cresce logo atrás da ponta do mamilo, tem o formato de uma bola, é indolor e facilmente palpável. Além disso, o homem pode apresentar também secreção sanguinolenta no local. Se a partir do exame clínico, houver suspeita de tumor, o médico pode indicar um exame de imagem como a mamografia.
 
Para os homens, os fatores que aumentam o risco de desenvolver câncer são histórico familiar, consumo de anabolizantes, exposição à radiação e a altos níveis de estrogênio, doenças como cirrose hepática e disfunções comuns de determinadas doenças, como a síndrome de Klinefelter.
 
O tratamento é igual em ambos os sexos – radioterapia, quimioterapia ou mastectomia radical –, mas a cirurgia de retirada dos músculos peitorais e parte da axila deixa sinais menos visíveis e geralmente não há necessidade cirurgias de reparação.
 
Fonte iG

Sono inadequado está relacionado à incontinência e à impotência

Qualidade e quantidade adequada de sono podem impactar em diversas condições de saúde, entre elas a disfunção erétil
 
Problemas de sono estão associados à disfunção erétil e a condições urológicas, apontam os resultados de dois novos estudos.
 
O primeiro analisou a relação entre a Síndrome da Apnéia Obstrutiva do Sono (SAOS) e a disfunção erétil. A SAOS é uma doença na qual ocorre um colapso das vias aéreas superiores do indivíduo durante o sono, ocasionando uma interrupção da respiração.
 
Participaram deste estudo 870 homens com idade média de 47,3 anos considerados obseso - com Índice de Massa Corporal (IMC) médio de 30,2. Exames de imagem revelaram que 63% deles sofriam de SAOS, enquanto que 5.6% tinha um histórico de diabetes e 29% de tabagismo.

Depois de ajustes de idade e de outras condições de saúde, os pesquisadores constataram que os homens com disfunção erétil eram quase duas vezes mais propensos a sofrer de SAOS. E quanto mais grave a disfunção erétil, maior a probabilidade de ocorrência de SAOS. Para os pesquisadores do Mount Sinai Medical Center, de Nova York, a descobertas sugerem que homens com disfunção erétil deveriam se submeter a exames de SAOS.
 
Somando dados
O segundo estudo revelou que problemas de sono precedem determinadas condições urológicas, como a incontinência urinária, sintomas do trato urinário inferior, e a necessidade de levantar-se durante a noite para urinar (nocturia). Neste estudo, pesquisadores do England Research Institutes, de Massachusetts, acompanharam um total de 1.610 homens e 2.535 mulheres por um período de cinco anos, avaliando distúrbios de sono e desenvolvimento de sintomas urológicos.
 
Os investigadores encontraram uma forte relação entre o sono de curta duração entre os homens e o sono agitado entre homens e mulheres e a incidência de sintomas do trato urinário inferior (8% entre os homens e 13% entre as mulheres).
 
Os pesquisadores observaram que a incidência de incontinência urinária e noctúria foram associadas ao sono agitado entre as mulheres, mas não entre os homens. A apresentação de ambos os estudos foi realizada durante o encontro anual da Associação Americana de Urologia, em Washington D.C.

“Sabemos que a qualidade e quantidade adequada de sono podem impactar em diversas condições de saúde, dentre elas a disfunção erétil e os sintomas do trato urinário inferior. Estes dados podem nos ajudar a fazer uma avaliação da melhor forma de ajudar nossos pacientes a modificar seus padrões de sono para ajudar a melhorar a saúde e qualidade de vida em geral dos mesmos”, disse o Dr. Kevin T. Mc.Vary, porta-voz da associação.

Como os estudos foram apresentados em um encontro médico, seus dados e conclusões devem ser considerados preliminares até serem publicados em um periódico científico, revisado por profissionais da área.
 
Fonte iG