Aplicativos, carreira, concursos, downloads, enfermagem, farmácia hospitalar, farmácia pública, história, humor, legislação, logística, medicina, novos medicamentos, novas tecnologias na área da saúde e muito mais!



sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Para associação, 27 milhões de brasileiros nunca foram ao dentista

Estimativa feita pela ABO (Associação Brasileira de Odontologia) aponta que cerca de 27 milhões de brasileiros nunca foram a um dentista.
 
De acordo com o presidente da instituição, Newton Miranda de Carvalho, a falta de atendimento odontológico acontece por falta de informação ou por falta de acesso. "As 22 mil equipes de saúde bucal que existem no Brasil são um grande avanço, mas insuficientes para colocar o problema da saúde bucal em patamares aceitáveis", diz Carvalho. Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil tem 22.139 equipes de saúde bucal em atuação.
 
Aline Lopes, dentista de um núcleo de saúde da família em Samambaia, cidade do Distrito Federal,destaca a importância da atuação de uma equipe como essa na comunidade. "A grande vantagem é que a gente consegue ficar próxima do paciente. Eu conheço as famílias que atendo. Consigo rastreá-las, acompanhá-las desde a raiz dos seus problemas", conta.
 
O Brasil concentra o maior número de dentistas do mundo, mas "a má distribuição geográfica é o problema", diz o presidente da ABO. Newton de Carvalho explica que em um simples exame o dentista pode detectar o início de problemas que vão de uma simples cárie até algo mais sério, como o câncer de boca.
 
"O câncer bucal esta aumentando de forma absurda. Em 2012, estimamos que cerca de 7 mil pessoas foram diagnosticadas com a doença. Para 2013, estimamos 14 mil. Isso é um índice muito alto, está dobrando em pouco espaço de tempo. É o fumo, o álcool, o sol sem proteção, a radiação ataca o lábio", alerta Carvalho.
 
Além disso, o presidente da ABO explica que a literatura científica médica e odontológica é rica em exemplos de relações comprovadas entre a boca e doenças cardíacas e pulmonares, diabetes, hipertensão e até o nascimento de bebês prematuros.
 
Newton de Carvalho recomenda a ida ao dentista de seis em seis meses. "Que escovem os dentes de três a quatro vezes por dia e não deixem de ir ao dentista. Não é só quando o dente dói que devemos ir ao dentista. Muitas vezes quando o dente dói, o problema já está avançado". Para ele, o Dia Nacional do Cirurgião-Dentista "não é só de comemorações, é para lembrar que existem doenças bucais".
 
O presidente da ABO diz que gostaria de voltar ao sistema antigo em que, em vez de o profissional estar apenas no consultório, ele atuava nas escolas primárias. "Nós reduzimos muito o número de cáries com esse sistema", informa.
 
"O problema básico é que a educação para a saúde ainda é deficiente. A ação governamental ainda é insuficiente" acrescenta.
 
Fonte Folhaonline

Como controlar a raiva no trabalho

Às vezes sentimos raiva ou aflição no trabalho e perdemos a compostura, falando rispidamente com os colegas ou querendo chorar. Como controlar os sentimentos antes de agir?
 
"Quando perdemos o controle emocional, é difícil recuar um passo e ver o que está realmente acontecendo", diz Lynn Friedman, psicanalista e consultora de carreiras em Washington.
 
Ao sentir uma reação intensa no trabalho, pergunte a si mesmo se a reação é realista e justificável. Às vezes o que está motivando esses sentimentos guarda pouca relação com o momento.
 
Em vez de reagir na hora, dê algum tempo para você mesmo, dizendo: "Preciso refletir. Podemos voltar ao assunto dentro de um ou dois dias?" Então procure analisar o mais objetivamente possível o que causou o aborrecimento.
 
"Se, por exemplo, você está decepcionado com uma decisão que afeta um projeto seu, pense sobre a razão que pode ter motivado a decisão", recomenda Friedman.
 
Suas reações podem até estar ligadas à sua infância. Fazer essas conexões pode ajudá-lo a reconhecer seus gatilhos e controlar suas respostas.
 
Deborah Grayson Riegel, fundadora da Elevated Training, de Hewlett, Nova York, diz que anotar seus sentimentos e pensamentos pode ajudar a desabafar. Além disso, você pode querer compartilhar com alguém aquilo que escreveu.
 
Reprimir sentimentos como raiva, frustração ou tristeza afeta o desempenho no trabalho?
"Sim. Evitamos expressar emoções no trabalho, contorcendo-nos de várias maneiras, o que gera uma quantidade enorme de estresse", diz a terapeuta Karen Steinberg, de Nova York.
 
Segundo ela, a repressão frustra a criatividade, porque a energia que poderia ser empregada para pensar criativamente é "desviada para ajudar você a lidar com o chefe ou administrar a situação".
 
Quando você conserva emoções fortes reprimidas, não pensa com tanta clareza quanto quando está calmo, diz Riegel. "Você não é capaz de fazer bons julgamentos. Pode apresentar uma reação física, também."
 
Para Aubrey Daniels, psicóloga da consultoria gerencial Aubrey Daniels International, embora você possa pensar que está conseguindo conter bem seus sentimentos, eles geralmente transparecem de outras maneiras, quer seja em suas expressões faciais, nos comentários que você faz ou em sua atitude.
 
Existem maneiras aceitáveis de expressar sentimentos negativos no trabalho?
Para Lynn Friedman, é mais uma questão de timing do que qualquer outra coisa. Se possível, dê-se um dia para refletir sobre o que o está incomodando. Quando você for falar com seu chefe ou seus colegas, utilize o mesmo tipo de linguagem que eles estão usando. Ser emotivo -demonstrar agitação visível, ficar corado ou levantar a voz geralmente é visto como pouco profissional. Por isso, é recomendável que a pessoa se dê um tempo para acalmar por completo antes de falar com um gerente ou com colegas de trabalho.
 
Fonte Folhaonline

Reposição hormonal pode prevenir mal de Alzheimer

Um novo estudo sugere que mulheres que começam a fazer reposição hormonal até cinco anos após a menopausa podem estar mais protegidas do mal de Alzheimer.
 
A terapia hormonal, indicada para tratar os sintomas da menopausa (como as ondas de calor), reduz em 30% o risco desse tipo de demência, segundo pesquisa publicada no periódico "Neurology", da Academia Americana de Neurologia.
 
O benefício, porém, só foi observado nessa janela de cinco anos após a menopausa. Segundo César Fernandes, presidente da Sogesp (Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo), a terapia hormonal já mostrou efeito protetor semelhante, nesse mesmo período, para osteoporose.
 
"Essa é uma janela de fragilidade, por causa da deficiência hormonal nesse momento, mas também de oportunidade de agir", afirma.
 
De acordo com Sonia Brucki, coordenadora do Departamento de Neurologia Cognitiva e do Envelhecimento da Academia Brasileira de Neurologia, já se sabe que o estrógeno tem efeito protetor no sistema vascular e, em estudos in vitro, o hormônio aumentou o brotamento neural.
 
Risco aumentado
Curiosamente, o risco de alzheimer aumentou entre as mulheres que começaram a fazer a reposição de estrogênio e progesterona mais tarde, após os 65 anos.
 
"Brinco que paciente também tem data de validade. O momento de intervir é o do problema agudo. Qualquer tratamento extemporâneo pode até causar danos", afirma Fernandes. O mecanismo pelo qual isso acontece, porém, ainda não foi esclarecido, segundo Sonia Brucki.
 
O resultado dessa pesquisa se soma a outros que podem ajudar médicos e pacientes na hora de pesar prós e contras do tratamento. O estudo mais conhecido sobre o tema é o Women Health's Initiative, de 2002, que mostrou que a reposição aumenta riscos de câncer da mama e de doenças cardiovasculares.
 
A relação entre reposição hormonal e alzheimer também é controversa. A observação de pacientes que tomavam hormônios sugeria uma redução do risco da doença, mas estudos mais controlados sugeriram o contrário.
 
Por isso, pesquisadores resolveram investigar se esse risco está ligado ao momento em que as mulheres começaram a fazer a reposição.
 
Para o estudo, foram acompanhadas, por 11 anos, 1.768 mulheres do Estado de Utah (EUA), com mais de 65 anos. As participantes deram informações sobre o uso de terapia hormonal e o ano em que a menopausa começou --do total, 1.105 fizeram a reposição de hormônios e 176 tiveram alzheimer, sendo 87 do grupo que fez a reposição e 89 do que não usou a terapia.
 
Victor Henderson, médico da Universidade Stanford, disse em comentário que acompanha a pesquisa que mais pesquisas são necessárias para que os profissionais possam fazem novas recomendações quanto à terapia hormonal.
 
"Ainda não está claro o papel do estrógeno na gênese ou na proteção do alzheimer, e não é possível pensar que a terapia possa ser indicada para esse fim", diz Brucki.
 
Editoria de Arte/Folhapress

 
Fonte Folhaonline

No Brasil, mais de 50% das crianças de 5 anos têm cárie

Crianças nessa idade já têm, em média, mais de duas cáries nos dentes de leite, alerta Associação Brasileira de Odontologia
 
Dados do Ministério da Saúde mostram que, aos 5 anos de idade, mais de 53% das crianças já tiveram cárie. A Associação Brasileira de Odontologia (ABO), com base em informações do ministério, alerta que as crianças nessa idade já têm, em média, mais de duas cáries nos dentes de leite.

De acordo com a consultora da ABO em odontopediatria, Márcia Vasconcelos, o índice é baixo quando comparado a dados anteriores. Para ela, é fácil uma pessoa chegar à idade adulta sem cáries. “Com tudo que se sabe hoje sobre como prevenir a cárie, a criança com 5 anos não deve ter duas cáries, não deve ter nenhuma. É possível chegar à idade adulta sem cárie. E não é difícil”, garante.

No Dia da Saúde Bucal e também do Cirurgião-Dentista, lembrados ontem (25), a odontopediatra recomenda que as mães façam um pré-natal odontológico, ou seja, consultem o dentista antes do nascimento do bebê, para que possam ser orientadas sobre os cuidados com a própria saúde bucal e da criança. "As mães costumam soprar a papinha e dar beijo na boca da criança. Se ela tiver a boca contaminada, vai contaminar o bebê”.

Vídeo divulgado este ano na internet mostra uma atriz de Hollywood mastigando a comida e depois passando para a boca da filha. O presidente da ABO, Newton Miranda de Carvalho, diz que isso não é aconselhável. “É uma excrescência. Ela está fermentando a comida e a fermentação do alimento é um meio ideal para o crescimento de bactérias. Ela está aumentando o risco de passar alguma doença para a criança”, alerta Carvalho.

Márcia Vasconcelos sugere que nos primeiros meses de vida, os pais levem a criança para uma consulta odontológica, a fim de que o profissional possa orientá-los sobre como fazer a higiene bucal. “A mãe tem muito medo de pôr a mão na a boca da criança, tem medo de machucar o bebê. Por isso, o profissional mostra como limpar a boca com uma fralda molhada com água filtrada. Ela vai limpar a gengiva, onde fica resto de leite. É preciso limpar a língua também”, explica.

Para a especialista, o ideal é que até o nascimento do primeiro dente, os pais limpem a boca da criança uma vez por dia. Depois que nasce o primeiro dente, é preciso aumentar a atenção, limpando ainda com uma fralda ou gaze depois das principais refeições.

Márcia diz que não há uma fórmula que permita dizer, após determinado número de visitas ao dentista, que a criança não terá problemas de saúde bucal. Ela destaca, no entanto, a importância de um profissional acompanhar o nascimento dos primeiros dentes e os hábitos de higiene que estão sendo seguidos. Márcia lembra que o odontopediatra é o especialista apto a atender pacientes até 18 anos.
 
Fonte Estadão

Gravidez de mulheres sexagenárias reacende debate ético sobre fertilização

Ao longo do último ano, pelo menos três mulheres com mais de 60 anos tiveram bebês – o caso mais recente é o de um casal de Santos, cujos gêmeos nasceram anteontem; CFM recomenda que reprodução assistida seja feita, no máximo, em mulheres de até 55 anos
 
Ao menos três mulheres com mais de 60 anos deram à luz no País no último ano - sendo duas delas nos últimos meses - após serem submetidas a procedimentos de reprodução assistida. No País, não há uma legislação que imponha um limite máximo de idade para uma mulher gerar um filho nem consenso entre os médicos.

O caso mais recente é de um casal de Santos: Antônia tem 61 anos e José César Arte, 58. Eles são casados há 25 anos e, anteontem, ela deu à luz um casal de gêmeos, Sofia e Roberto. Os bebês nasceram aos 7 meses de gestação e estão na UTI neonatal, pois precisam de acompanhamento: Sofia nasceu com pouco mais de 980 gramas e Roberto com 1,1 kg. Os dois respiram naturalmente, sem aparelhos.

Há cerca de dez anos, o casal havia tentado engravidar por meio de reprodução assistida, mas não conseguiu e decidiu congelar os embriões. Nesse período, Antônia e Arte entraram na fila de adoção e chegaram a fazer uma entrevista com a assistente social do fórum, mas tiveram o pedido recusado por conta da idade dos dois. A partir daí eles resolveram tentar a fertilização in vitro de novo. E deu certo.

Arte conta que procurou uma clínica especializada em Santos, mas o médico não assumiu o caso. Ele decidiu então buscar um especialista em São Paulo e o procedimento foi feito pelos irmãos Vicente e Soraya Abdelmassih, filhos do ex-médico Roger Abdelmassih. "Eles (os bebês) são duas riquezas. São lindos", diz o pai.

O outro casal sexagenário é de Campinas. Márcia, de 61 anos, e Silvio, de 63, são os pais de Marcinha, que completou 2 meses no dia 20 (mais informações nesta pág.). Uma mulher do Rio, de 61 anos, também deu à luz tardiamente uma menina: a criança nasceu em 2011 e vai completar 1 ano.

Lei
A última resolução do Conselho Federal de Medicina sobre reprodução assistida não impõe uma idade máxima para que uma mulher possa ser submetida aos procedimentos. A única restrição é em relação ao número de embriões: mulheres com até 35 anos podem implantar até dois; entre 36 e 39 anos, até três; e com 40 anos ou mais, até quatro embriões. Isso porque, quanto mais velha a mulher, menor a chance de sucesso.

Adelino Amaral, presidente da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida, diz que, apesar de não existir regulamentação, recomenda-se que a fertilização seja feita até os 55 anos da mulher. Além disso, a sociedade quer propor a redução da idade máxima para 50 anos. "Tivemos uma reunião na semana passada no CFM e queremos oficializar a redução. Cada caso é um caso, mas o risco para a mulher é grande. Aumenta a incidência de parto prematuro, ela pode ter hipertensão, diabete. É muito complicado."

O ginecologista Carlos Alberto Petta, coordenador médico do Laboratório Reprodução Humana do Hospital Sírio-Libanês, é cauteloso ao avaliar os casos. "Não há uma lei, mas existe o grande dilema ético. Não é só ter o filho, são várias questões. Por quanto tempo ela vai conseguir cuidar da criança? E se ela ficar doente? E o risco obstétrico que ela corre durante a gravidez?"

"Temos de ter muita cautela. Não é toda mulher nessa idade que pode engravidar", diz Julio Voget, responsável pela fertilização do casal Márcia e Silvio. "Se hoje os homens estão tendo filhos tardiamente, até depois dos 70, por que as mulheres não poderiam? Se ela tem condições, por que negar esse direito?", diz.
 
José Hiran Gallo, coordenador da Câmara Técnica de Reprodução Assistida do CFM, diz que nenhuma norma é "absoluta e imutável". "Todas elas estão sujeitas a aperfeiçoamentos que podem ser implementados se houver justificativas técnica, social e ética que os viabilizem."
 
Fonte Estadão