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sábado, 27 de outubro de 2012

Relatório que pede fim das mamografias causa polêmica no Reino Unido

Londres, 26 out (EFE).- Um relatório independente que denuncia a suposta ineficácia das mamografias e pede sua eliminação gerou uma intensa polêmica no Reino Unido entre médicos e associações de mulheres afetadas pelo câncer de mama.
 
O professor Peter Gotzsche, da organização internacional Cochrane Collaboration, que investiga os efeitos dos diferentes sistemas de saúde do mundo, assegura em um estudo divulgado nesta sexta-feira que as mamografias prejudicam dez mulheres para cada uma que salvam.
 
Gotzsche argumenta que a baixa qualidade das radiografias faz com que muitos dos tumores benignos detectados recebam a mesma atenção que os malignos e muitas mulheres sofram mastectomias desnecessárias. "A Cancer Research (organização de luta contra o câncer do Reino Unido) não considera que as mamografias diminuam a mortalidade por esta dolência, enquanto está claro que o sistema prejudica a saúde de muitas mulheres que recebem um diagnóstico errôneo", expõe o relatório.
 
Os resultados do estudo, que para Gotzsche revelam um "escândalo na saúde pública", foram criticados pelo professor Andy Evans, que trabalha com este tipo de exames no hospital Ninewells (norte da Escócia).
 
Evans defendeu a eficácia das mamografias, mas reconheceu que a tecnologia "está longe de ser perfeita". "Há um elevado índice de positivos falsos porque distinguir entre um câncer pequeno e uma rede de tecido normal é algo extremamente difícil.
 
É uma falha da tecnologia, mas salva vidas e é o melhor que temos até o momento", afirmou em entrevista ao canal "BBC". O especialista disse que, se esses exames forem eliminados, "milhares de mulheres morreriam por esta doença de forma desnecessária".
 
As associações de mulheres afetadas pelo câncer de mama no Reino Unido responderam de forma conjunta à polêmica e alegaram que, apesar de possíveis "melhoras", estes exames desempenham um "papel-chave" na detecção adiantada da doença.
 
"Apoiamos o sistema atual de mamografias", declarou à Agência Efe uma porta-voz das três associações majoritárias no país, que indicaram em comunicado que assegurarão que a informação que as mulheres recebam sobre estes exames seja a melhor possível.
 
O relatório do Governo do Reino Unido sobre a efetividade deste exame médico de detecção será publicado na próxima terça-feira, mas o Executivo escocês já anunciou que "levará em conta" as recomendações do relatório de Gotzsche.
 
Fonte R7

Médicos extraem um tumor de 28 kg na Alemanha

Médicos da Clínica Universitária de Dresde, leste da Alemanha, extraíram um tumor de 28 kg do corpo de uma paciente que, num primeiro momento, foi diagnosticada com obesidade, informou a imprensa local.
 
A intervenção, que foi realizada no início de outubro e levou sete horas, transcorreu bem.
 
O tumor de baixo potencial maligno media 60 por 50 centímetros e estava situado num ovário da paciente, que havia ganhado peso de maneira espetacular.
 
Seu médico atribuiu este aumento de peso a uma diabetes e à falta de atividade e prescreveu um tratamento contra obesidade.
 
Quando a paciente não conseguia mais se manter em pé pelo peso, sua filha resolveu pedir uma segunda opinião e um exame proporcionou o diagnóstico correto.
 
A paciente perdeu um total de 40 kg durante a operação e se declarou "supercontente".
 
"Jamais poderei agradecer o bastante aos médicos, sou uma nova pessoa", declarou.
 
Fonte R7

Pela 1ª vez tumores no cólon e no estômago são extirpados sem cicatriz

Técnica consiste em utilizar os orifícios naturais do corpo, como boca e ânus, para extrair os tumores mediante uma endoscopia
 
Uma equipe de cirurgiões de um hospital de Barcelona, na Espanha, extirpou pela primeira vez na história tumores de cólon e de estômago com uma técnica que combina a endoscopia e a sutura interna, sem cicatriz externa e sem necessidade de recorrer à cirurgia convencional nem à laparoscopia.
 
O doutor Josep Ramón Armengol-Miró, chefe da equipe do Centro Wider-Barcelona, no Hospital de Vall d'Hebron, onde foi feito esse tipo de operação com dois pacientes, explicou hoje em entrevista coletiva os pormenores da nova técnica, denominada "NOTES pura".
 
A técnica consiste em utilizar os orifícios naturais do corpo para extrair os tumores mediante uma endoscopia endoluminal, que permite tratar de forma pouco agressiva cânceres localizados no esôfago, no estômago e no colón, além de outros órgãos. Um dos pacientes, de 64 anos,teve um tumor no cólon extirpado pela via anal, e o outro, um tumor no estômago por via oral.
 
Segundo explicaram os pacientes durante a entrevista coletiva, a recuperação de suas intervenções foi muito rápida e em poucos dias já estavam prontos para voltar para casa, quase sem dores do pós-operatório.
 
O outro paciente, de 72 anos, foi operado no final do mês passado de setembro de um tumor no estômago, de mais de cinco centímetros. O doutor Armengol-Miró explicou que a equipe do Vall d'Hebron desenvolveu durante os últimos anos técnicas de abertura e sutura nas cavidades de órgãos que se comunicam com o exterior do corpo humano, como o esôfago, o estômago e o cólon, que permitem suturar os orifícios realizados no interior.
 
O orifício é feito com uma agulha, situada em um cateter e através dele se introduz um dilatador para alargar a entrada com gás CO2, explicou o especialista, que é percebido como água quente e não produz dor abdominal no pós-operatório, além de ser eliminado mais rapidamente.
 
Após ser feito o tratamento adequado para cada caso, extirpando os tumores nos dois casos divulgados hoje, fecha-se o ferimento com sutura "contínua", que é a "mais segura", afirmou o doutor Armengol-Miró, e sem que fique cicatriz externa.
 
O método, que deve ser estendido a outros hospitais nos próximos anos, "tem claras vantagens para evitar e tratar as complicações derivadas da perfuração de órgãos durante os exames e as intervenções endoscópicas convencionais", ressaltou o especialista.
 
Com o apoio da Obra Social La Caixa, que investiu 10 milhões de euros para a pesquisa médica, o doutor Armengol-Miró, que trabalha há 40 anos em Vall d'Hebron, e sua equipe testaram o procedimento em porcos durante cinco anos antes de sua aplicação em pessoas.
 
Fonte R7

Casos de raiva fazem população de São Luís temer cães de rua

Situação em feiras e mercados beira o caos; animais que aguardam por restos de alimentos atacam a população
 
Em julho deste ano duas pessoas morreram em São Luís vitimadas pela raiva humana. A repercussão negativa das mortes chamou a atenção para um dado que grande parte da população ignorava: dos 70 casos registrados no país em 2011, 55 ocorreram no Maranhão, a maioria deles na capital do Estado.
 
Alarmada, a população passou a pressionar as autoridades, cobrando o recolhimento de milhares de cães e gatos abandonados nas ruas da cidade, tidos como os grandes responsáveis pelo avanço da doença.
 
A alta concentração de animais soltos nas ruas de São Luís é uma característica da capital maranhense há anos. Não se trata de um fenômeno que aflige apenas as regiões da periferia da cidade, embora nestas o contingente de animais, principalmente cães, obrigue a população a disputar espaço nas ruas com os animais.
 
Nas feiras e mercados populares da cidade, a situação beira o caos, animais que aguardam por restos de alimentos, atacam constantemente a população.
 
Campanha de vacinação
A raiva é uma doença típica de cães e gatos, que pode ser transmitida aos homens sendo, portanto, uma zoonose. O vírus causador da doença é mortal tanto em homens quanto em animais.
 
Embora São Luís possua um alto contingente de animais abandonados nas ruas, as campanhas de vacinação e recolhimento desses animais não vinha sendo feita regularmente até o registro das mortes no mês de julho, quando as autoridades sanitárias iniciaram uma campanha com o objetivo de imunizar tanto os animais soltos nas ruas, quanto os domésticos.
 
Apenas em 2012, foram registrados mais de 20 casos de raiva animal em São Luís. Com o início da campanha de vacinação, em agosto, a Secretaria de Vigilância em Saúde montou postos de vacinação em vários pontos da cidade, mas na periferia e na zona rural, onde as mortes de duas pessoas foram registradas, os moradores reclamam da ausência de uma ação verdadeiramente efetiva para impedir o avanço da doença.
 
Um morador do bairro do Tibiri, que se identificou apenas como Alexandre, chama a atenção para o fato de que os cães de rua não foram vacinados: ''Não se vê nas ruas nenhuma movimentação para recolher tantos cachorros que vagam por aí. A gente é obrigado a andar com medo de ser atacado pelos animais, porque nunca se sabe se eles podem estar com a doença''.
 
Outros moradores, dizem que os postos de vacinação não dão conta das demandas da população, uma vez que a maioria dos moradores sentiu dificuldades para se deslocar até eles.
 
Lilian Nascimento, moradora do Bairro São Raimundo, na zona rural, diz que não levou seu animal para vacinar justamente em função da distância dos postos: ''Eles abriram um posto de vacinação muito longe da minha casa e o prazo para levar os animais era de apenas um dia. Acho que o posto deveria abrir toda semana, ou então a prefeitura deveria passar na casa dos moradores''.
 
A moradora Mayana Nunes conta ter levado uma gata que possui para vacinar mas diz que ''o problema são os cães de rua. Ninguém toma uma providência para tirar tantos bichos abandonados. Eles sujam as ruas e muitos são doentes. Tem gente morrendo dessa doença da raiva por causa disso".
 
Estrutura pequena
Procurado para dar informações a respeito das reclamações dos moradores, o secretário-adjunto de Vigilância em Saúde do Estado, Alberto Carneiro, diz que segundo os relatórios encaminhados pelo Setor de Zoonoses da Prefeitura de São Luís em todo o município, no ano de 2012 foram vacinados até agora 108 mil cães e 27 mil gatos.
 
No bairro do Tibiri, região onde foi constatado um caso positivo, a Prefeitura diz ter vacinado um total de 1.354 animais.
 
Embora o número de vacinações tenha superado 100 mil cães e gatos, o município de São Luís dispõe de um número reduzido de equipes de apreensão. Apenas 1.142 aninais foram apreendidos até o momento, graças a três viaturas equipadas com carrocinha de apreensão.
 
Segundo Alberto Carneiro, ''a localização dos postos foram disponibilizados de modo a atingir as metas pactuadas e que a Secretaria Adjunta de Vigilância em Saúde tem supervisionado a execução destes trabalhos principalmente no que concerne a captura de cães e gatos não domiciliados''.
 
Fonte R7

Casal enganado por clínica que encena gravidez ganha guarda de 'falsa filha'

Assunto ganhou destaque em jornal britânico e causou polêmica
 
Um casal que se diz enganado por uma clínica de fertilidade na Nigéria recebeu da Justiça britânica a custódia da criança que eles descobriram não ser sua filha biológica.
 
Segundo um juiz britânico, o caso parece ser um entre vários, envolvendo pais "desesperados para ter filhos" que podem ter sido vítimas de um golpe de falsas gestações e venda de bebês.
 
O casal nigeriano radicado em Londres identificado como Sr. e Sra. S. diz ter pago R$ 18 mil (6 mil libras) para ser submetido a um tratamento de fertilidade em uma clínica em Porto Harcourt, na Nigéria, em 2009. A mulher, hoje com 50 anos, alega que um médico da clínica ministrou nela "injeções, pastilhas e cápsulas".
 
Meses depois, a Sra. S disse ter começado a sentir o que achou serem sintomas da sua gravidez, como inchaço abdominal.
 
Segundo o jornal britânico The Telegraph, ela fez um ultrassom na Grã-Bretanha que não detectou nenhum batimento cardíaco de bebê. Mas o médico na Nigéria havia dito a ela que isso não era incomum.
 
O "parto" foi na Nigéria, em janeiro de 2011. A Sra. S disse ter sido medicada com sedativos e recebido um bebê "ensanguentado".
 
Mas, meses depois, o casal começou a desconfiar que a criança não era sua filha biológica — suspeita confirmada por um exame de DNA.
 
'Fábricas de bebês'
O juiz britânico encarregado do caso cita uma reportagem de 2011 do jornal nigeriano Port Harcourt Vanguard, com a manchete: "Fábricas de bebês: Como gestações e partos são forjados". A reportagem diz que as clínicas usam "meios ilícitos" para obter bebês para casais que sonham em ter filhos.
 
Suspeita-se que os bebês sejam comprados ou roubados.
 
Na clínica, segundo o jornal, são ministradas substâncias que "formam uma espécie de tumor no útero", dando à mulher a impressão de que ela está grávida. Outro medicamento é usado para dar a impressão de a mulher estar em trabalho de parto. Um bebê então é trazido,
 
"A partir dessa reportagem, não há dúvidas de que essa história insólita é real e que a prática é comum em algumas partes da Nigéria", diz um comunicado da Justiça britânica. O texto agrega que o caso é "preocupante", principalmente "pela falta de interesse por parte das autoridades nigerianas".
 
'Poder da oração'
A Justiça diz que o casal enganado é membro de uma igreja carismática e tem "muita fé e crença no poder da oração".
 
"A mulher estava imersa em um ambiente religioso cristão onde milagres não são vistos como algo impossível", diz o texto. "Todas as ações da mãe, tanto na Grã-Bretanha como na Nigéria, são consistentes com as evidências de que ela não tinha ideia de que estaria envolvida nesse golpe, criado para colocar crianças não desejadas nos braços de pais desesperados e sem filhos."
 
O bebê que o casal descobriu não ser sua filha biológica hoje tem quase dois anos. Inicialmente, ela foi levada para pais adotivos. Mas a Justiça decidiu devolvê-la à custódia do casal enganado.
 
"O mais importante é colocar a criança em um lar final", diz a Justiça. "Até onde sabemos, ela não tem conexão com ninguém neste país (Grã-Bretanha) ou mesmo neste mundo."
 
E, segundo o juiz, há outros casos semelhantes a esse, "com fatos quase idênticos".
 
Fonte R7