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segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Medicamento Fycompa para o tratamento de crises parciais em doentes com epilepsia sao aprovados pela FDA

A Food and Drug Administration EUA (FDA) aprovou o medicamento Fycompa (perampanel) para o tratamento de crises parciais em doentes com epilepsia, com 12 anos de idade ou mais.
 
As crises parciais são colocadas com um dos tipos mais comuns de convulsoes em pessoas que sofrem de epilepsia. A epilepsia é uma desordem cerebral onde há atividade anormal ou excessiva de células nervosas, localizadas no cérebro. Crises parciais afetam apenas uma área limitada do cérebro, mas pode se espalhar para outras partes do cérebro.

As convulsões causam uma grande variedade de sintomas, incluindo movimentos repetitivos dos membros (espasmos), comportamento incomum e perda de consciência.

“Algumas pessoas com epilepsia não conseguem o controle satisfatório das crises por meio dos tratamentos que estão usando. É importante ter uma variedade de opções de tratamento disponíveis para esses pacientes”, explica Russell Katz, da FDA.

Os resultados de três ensaios clínicos mostraram uma melhoria no controle das convulsões em pacientes que tomam Fycompa em comparação com aqueles que tomaram uma pílula inativa (placebo).

As reações adversas mais comuns relatadas por pacientes que receberam Fycompa em ensaios clínicos incluem: tonturas, sonolência, fadiga, irritabilidade, cataratas, infecção do trato respiratório superior, aumento de peso, vertigens, perda de coordenação muscular, alterações do equilíbrio, ansiedade e sono excessivo.
 
Fonte Corposaun

Aplicastivos médicos para Iphone

Para os profissionais de saúde os smartfones, não são simples telefone celulares, mas atualmente um valioso instrumento de informação, que orienta, tira dúvidas e facilita as condutas e o cotidiano de todos nós.
 
Listamos aqui 5 aplicativos para iPhone, essencias para qualquer profissional de saúde.

1. Arritmias Cardíacas
Para muitos da área de saúde, as arritmias cardíacas são condições de difícil manejo! Agora isso é passado, com o aplicativo Arritmias Cardíacas você tem no seu bolso um guia compreensivo com as principais arritmias, critérios diagnósticos, manifestações e tratamento!!!


Link para download: http://migre.me/5lLyG


2. MedCalc
MedCalc traz as principais fórmulas e scores usados no dia-a-dia. Além disso, é de fácil navegação, com mecanismo de busca e divisão por categorias.



Link para download: http://migre.me/5lL75


3. Genéricos BR
São inúmeras as opções de aplicativos brasileiros de medicamentos, mas o Genéricos BR é certamente o melhor custo benefício: gratuito, com vasto acervo, de fácil navegação e layout agradável.

 

Link para download: http://migre.me/5lLef


4. Medscape
O Medscape é uma espécie de enciclopédia médica: traz doenças, tratamentos, medicamentos, procedimentos, etc. É de grande utilidade para estudantes de medicina e médicos residentes: na hora da visita da enfermaria você pode sempre consultá-lo para tirar uma dúvida sobre alguma doença. O conteúdo é todo em inglês e disponível gratuitamente e offline.



Link para download: http://migre.me/5lLiI

 
5. CID-10 Pro
Este aplicativo que traz mais de 12.000 códigos CID-10, em português e com mecanismo de busca fácil!



Link para download: http://migre.me/5lLmR
 
Fonte saladeemergencia.com.br

Aplicativos de celular "seguem" e monitoram pacientes

Para muitos pacientes com condições médicas crônicas, como dor, depressão ou diabetes, o padrão é previsível: quanto mais eles sofrem, mais se retraem. Muitos só chegam ao médico se estiverem em crise.
 
Agora, surge uma solução da era digital: um aplicativo de celular que vai atrás do paciente, observando seus deslocamentos e a frequência com que ele faz ligações ou envia mensagens de texto.
O aplicativo usa a tecnologia de GPS para acompanhar a localização e o movimento da pessoa. Se os hábitos do paciente se desviam do habitual, sugerindo seu afastamento, o aplicativo avisa o médico.
 
"É um sistema que tem o potencial de prevenir crises", disse Michael Seid, professor de pediatria do Centro Médico do Hospital Infantil de Cincinnati. Desde o ano passado, 15 pacientes com problemas gastrointestinais participam de um teste. Os resultados, até agora, indicam que alguns deles claramente mudam seus padrões de comunicação e movimento antes do surgimento de sintomas severos.
 
"Quando a sua dor aumenta, você fica menos propenso a ir ao parque ou ao shopping", disse Seid.
 
O software ainda está em teste. Mas pesquisadores e especialistas em saúde mental dizem que ele se mostra promissor em captar alterações comportamentais que indiquem que alguém tenha deixado de tomar seu remédio ou que precise de uma alteração na dosagem.
 
Adam Kaplin, professor de psicologia e neurologia da Universidade Johns Hopkins, em Maryland, disse que está preocupado com a nova tecnologia. "Mas posso dizer, enfaticamente, que eles acertaram no fato de que existe a necessidade de identificar essas pessoas antes que elas caiam na toca do coelho."
 
Kaplin teme, por exemplo, os falsos alertas, ou seja, quando pessoas não estão deprimidas nem com dor, apenas querem um tempo para si ou estão gripadas. Além disso, afirma, os pacientes podem se sentir excessivamente monitorados.
 
As empresas e pesquisadores responsáveis pela tecnologia dizem ques estão preocupadas com a privacidade. Mas observam que é preciso haver consentimento dos pacientes.
 
Um dos principais centros de pesquisa nesse campo é o Laboratório de Mídia do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), onde Alex Pentland, professor de dinâmica humana, supervisiona o programa. Ele diz que a ideia de coletar movimentos e comunicações do paciente pode dar aos médicos uma noção mais precisa do comportamento da pessoa do que apenas escutar as suas descrições.
 
"Não é só que os humanos sejam ruins nisso, eles são péssimos e tendenciosos de muitas maneiras", diz ele sobre a autoavaliação do paciente.
 
A Cogito, empresa vinculada ao Laboratório de Mídia do MIT, começou a testar a tecnologia no Sistema de Saúde da Administração de Veteranos em Boston. O objetivo é mensurar se um soldado pode estar desenvolvendo o transtorno do estresse pós-traumático, segundo Joshua Feast, fundador da Cogito.
 
Deborah Estrin, professora de ciência da computação na Universidade da Califórnia, em Los Angeles, está estudando se dados obtidos em celulares são capazes de indicar quando um paciente com dor crônica se tornou repentinamente sedentário.
 
Estrin disse que o trabalho abre possibilidades de tratamentos individualizados com base no padrão de comportamento de cada paciente.
 
"Estou muito animada, mas há trabalho a ser feito", afirmou ela, acrescentando: "Se a saúde fosse fácil, não seríamos tão doentes".
 
Fonte Folhaonline

Indústria processa Anvisa por importação lenta

A Abimed (Associação Brasileira da Indústria de Alta Tecnologia de Equipamentos, Produtos e Suprimentos Médico-Hospitalares) abriu um processo contra a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) pela demora na aprovação de novos equipamentos médicos importados no mercado brasileiro.
 
A associação, que representa 128 empresas, responsáveis por cerca de 60% do setor, alega que o problema foi uma mudança na legislação, em maio de 2010.
 
Ela determina que todos os produtos que entrassem no país deveriam antes ter suas fábricas no exterior vistoriadas, o que estaria represando a chegada dos produtos.
 
Demora
Segundo a Abimed, pedidos feitos em junho de 2010 estão começando somente agora a receber respostas da Anvisa, com inspeções marcadas nas fábricas.
 
"As empresas concordam com a inspeção internacional e estão preparadas para as vistorias. Mas a falta de recursos técnicos e humanos da agência gerou um imobilismo que impede o acesso de pacientes a tratamentos mais modernos e cria uma barreira a novos investimentos", declarou em comunicado oficial Carlos Goulart, diretor-executivo da Abimed.
 
A Anvisa realiza, desde 2010, cerca de 200 inspeções internacionais anualmente. Há aproximadamente mil processos de certificação de produtos para a saúde aguardando inspeção da agência.
 
"Estamos propondo uma alternativa à Anvisa. Empresas que já tenham recebido certificados internacionais de boas práticas em suas fábricas poderiam ter a entrada de seus produtos autorizada, até que a Anvisa possa inspecionar a fábrica no exterior, ratificando ou negando a autorização prévia", disse Goulart à Folha.
 
Outro lado
A Anvisa disse, por meio de sua assessoria, que a demora das inspeções "é um problema global, que afeta todos os países", mas admitiu o acúmulo de processos, "pois a demanda pelo serviço de inspeção, neste momento, é maior do que nossa capacidade de atendimento".
 
Para o órgão, além disso, é uma afirmação desmedida falar em "imobilismo".
 
"Não podemos abrir mão desse procedimento quando os demais países também fazem inspeções no Brasil. É dever da Anvisa manter a isonomia no tratamento. Do ponto de vista sanitário, é muito arriscado permitir a entrada de produtos para a saúde sem inspeção internacional", diz a agência reguladora.
 
A Anvisa afirma que participa da preparação de um sistema único de certificação que seria reconhecida por agência reguladoras no mundo todo.
 
Fonte Folhaonline

Leitura do DNA para diagnóstico chega ao país

Esmiuçar o DNA humano em busca da origem genética de várias doenças já não é exclusividade de universidades e centros de pesquisa. Há cerca de um mês, o sequenciamento completo do genoma passou a ser oferecido também na rede laboratorial privada no Brasil.
 
Os R$ 23.900 cobrados pelo serviço ainda são proibitivos --embora o valor seja uma bagatela perto dos US$ 2 bilhões investidos para que o genoma humano fosse rascunhado pela primeira vez.
 
Conhecer os detalhes do código genético, no entanto, não significa poder fazer previsões confiáveis sobre doenças complexas, como alzheimer e parkinson.
 
Já para outras, especialmente as que afetam um único gene, o genoma acessível representa um passo importante no diagnóstico.
 
"O genoma é recomendado para casos muito específicos, especialmente para pessoas que já estão doentes e têm dificuldade para obter um diagnóstico", explica o médico geneticista David Schlesinger, fundador da Mendelics, a empresa que está oferecendo o serviço.
 
Em moléstias com forte componente genético, como a surdez, há dezenas de mutações que podem causar o problema. Nesses casos, o procedimento comum seria fazer um teste genético para cada uma dessas alterações.
 
"Isso pode ser demorado, trabalhoso e até mais caro do que o sequenciamento do genoma", diz Schlesinger.
 
O procedimento para o genoma é similar ao de um hemograma. Depois que o sangue é coletado, ele é enviado para laboratórios terceirizados. Passada essa etapa,os dados são agrupados em uma sequência lógica que permita uma análise objetiva.
 
Nos EUA e na Europa, vários laboratórios já oferecem o serviço de sequenciamento genético. E, embora a qualidade do sequenciamento seja muito relevante, o maior desafio está na interpretação dos resultados da verdadeira sopa de letrinhas do DNA. Cada cópia do genoma humano --nós herdamos uma do pai e uma da mãe-- tem 3,2 bilhões de "letras" químicas.

Além de Schlesinger, outros nomes de peso da genética no Brasil também estão por trás do projeto.
 
"Não é brincar de caçar probabilidades genéticas de ter uma doença no futuro. É algo que pode trazer benefícios concretos para muitos pacientes que ainda não conseguiram um diagnóstico seguro", avalia Mayana Zatz, coordenadora do Centro de Estudos do Genoma Humano da USP e membro do conselho científico do laboratório.
 
Cura
Embora as doenças genéticas carreguem o estigma de incuráveis --e muitas de fato o são--, o diagnóstico rápido pode fazer a diferença.
 
Por mais de um ano, Wagner Braga peregrinou por médicos e laboratórios sem identificar o que fazia seus movimentos e força progressivamente se deteriorarem.
 
Foi só ao chegar ao departamento de genética do HC que conseguiu o diagnóstico de xantomatose cérebro-tendínea, uma doença neurodegenerativa rara e paralisante, mas que tem tratamento.
 
"Ele não está como antes, mas já melhorou muito", diz Neusa Braga, mãe de Wagner.
 
"Com o genoma, temos condições de começar o tratamento correto imediatamente", explica Schlesinger.
 
Editoria de Arte/Folhapress
Sequenciamento DNA
Sequenciamento DNA
 
Fonte Folhaonline