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segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Colírio pode combater a calvície

Hipertensão arterial, dor de cabeça, náuseas e falta de ar são alguns dos possíveis efeitos colaterais
 
Um dos maiores tormentos do mundo masculino — a calvície — pode ser combatida com um colírio usado para combater o glaucoma. É o que mostra uma pesquisa que acaba de ser publicada por um grupo de pesquisadores na revista da Federação das Sociedades Americanas de Biologia Experimental (Fase) sediada no Reino Unido. Os autores afirmam que resolveram fazer o experimento com folículos capilares usando bimatoprosta, porque a substância já é utilizada em cosmético para aumentar os cílios.

Apesar dos bons resultados, há alguns obstáculos para os interessados, e o preço da medicação é o primeiro deles. Segundo o oftalmologista do Instituto Penido Burnier, Leôncio Queiroz Neto, um frasco de colírio com 3 ml sai por R$ 70.

Outro problema, comenta, é o couro cabeludo funcionar como uma verdadeira esponja.

— Isso aumenta a gravidade dos efeitos colaterais da medicação por causa da maior absorção do medicamento — afirma.

Efeito colateral é um dos empecilhos
O bimatoprosta pode provocar hipertensão arterial, dor de cabeça, náuseas e falta de ar em quem têm sensibilidade à substância, inclusive se usada nos olhos.

As pesquisas do fabricante mostram que a interação do colírio com betabloqueador, remédio usado para tratar hipertensão arterial, pode causar vertigem. O médico destaca que quanto maior a área do couro cabeludo em contato com o bimatoprosta, maior pode ser o estrago. Por isso, quem é hipertenso deve ter cautela.

Outro grupo que deve redobrar a atenção para usar bimatoprosta é o de portadores de insuficiência renal, pois o principal meio de excreção do medicamento são as vias urinárias.

A dermatologista Isabella de Forneiro, membro da Academia Americana de Dermatologia, afirma que o uso intraocular para fins puramente estéticos é contraindicado, mas que estudos para encontrar uma formulação de uso tópico seguro para a bimatoprosta são promissores.

— Realmente funciona para o crescimento dos cílios, por exemplo. Se os médicos conseguirem controlar os riscos, será uma alternativa excelente, inclusive para pessoas que têm patologias diagnosticadas como alopecia areata — explica a médica, que não recomenda o medicamento para fins estéticos e sem orientação especializada.
 
Fonte Zero Hora

Projeto de lei prevê orientação a passageiros sobre risco da trombose venosa profunda

Brasília - O simples gesto de levantar e movimentar as pernas durante longas viagens de avião, trem ou ônibus pode evitar graves complicações à saúde, inclusive a morte, causada pela trombose venosa profunda (TVP). Para evitar esse mal, projeto de lei que tramita em caráter terminativo no Senado quer tornar obrigatório que as empresas de transporte coletivo instruam os passageiros sobre os cuidados preventivos.
 
Uma doença silenciosa, a trombose venosa profunda atinge aproximadamente uma em cada mil pessoas por ano no Brasil, segundo o autor do projeto de lei, o ex-deputado Ciro Pedrosa (PV-MG). Conhecida como síndrome da classe econômica, a TVP tem como principal causa a imobilidade prolongada, comum nas viagens aéreas e terrestres, que obrigam a pessoa a ficar sentada por horas na mesma posição.
 
A trombose venosa representa a formação de um coágulo (trombo) que impede o fluxo normal do sangue no vaso sanguíneo, criando um grave problema para todo o sistema circulatório.
 
A TVP é a trombose que ocorreu em vasos profundos, geralmente dos membros inferiores. A doença também pode atingir pacientes que precisem ficar por longos períodos deitados ou foram submetidos a cirurgias que comprometam os movimentos. A doença, que pode ser assintomática, quando ocorrer, causa edema, dor, calor, vermelhidão e endurecimento dos músculos.
 
Pela proposta, que pode ser votada, na próxima quarta-feira (7), pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado, as empresas de transporte coletivo serão obrigadas a orientar seus passageiros sobre a prevenção da TVP antes do início das viagens, seguindo normas internacionais, como já ocorre nas companhias aéreas sobre os procedimentos que devem ser adotados em caso de acidentes.
 
As empresas também serão obrigadas a confeccionar panfletos que deverão ser colocadas em todas as poltronas. “O risco de trombose venosa profunda, qualquer que seja o meio de transporte utilizado, pode ser reduzido com adoção de medidas simples, que devem ser observadas por todos os viajantes, como não colocar bagagens embaixo das poltronas, não ficar imóvel durante toda a viagem, evitar cruzar as pernas, beber líquidos e fazer pequenos exercícios durante a viagem”, alertou o autor.
 
Como tramita em caráter terminativo e já tendo sido aprovada na Câmara, caso seja aprovada pela CAS, a proposta seguirá para sanção presidencial. Segundo o texto, a lei entrará em vigor após 90 dias de sua publicação e caberá ao Executivo regulamentar os procedimentos.
 
Fonte Agência Brasil

Primeiros Socorros: Coma alcoólico

Acontece quando a pessoa bebe álcool em excesso. O organismo tem uma capacidade limitada de metabolizar essa substância. Quando esse limite é superado, as funções vitais do corpo são afetadas, uma situação que pode levar à morte.
 
A quantidade de álcool necessária para uma pessoa entrar em coma varia de acordo com o sexo e o peso de cada um.
 
Antes de entrar em coma, a pessoa já apresenta sinais acentuados de embriaguez, como comportamento agressivo, confusão e agitação, olhos vermelhos, dificuldade de falar, falta de coordenação motora e sono, entre outros.
 
 
Como agir:
- Chame socorro

- Verifique o pulso da vítima

- Coloque-a deitada de lado, para que ela não aspire o próprio vômito

- Afrouxe roupas e acessórios

- Se a vítima entrar em parada cardíaca, aplicar a respiração boca a boca até a chegada
do atendimento
 
Como prevenir:
- O coma alcoólico está ligado ao abuso do consumo de álcool, que, se recorrente, pode dar origem a uma doença crônica, o alcoolismo

- O abuso do álcool por adolescentes é cada vez mais comum, por isso é necessário um trabalho conjunto entre pais e escola para conscientizar os jovens do perigo dessa droga lícita

- Converse com seus filhos sobre o perigo do abuso do álcool e suas conseqüências

- Dê o exemplo em casa, evitando beber em excesso

- Fique atento aos primeiros sinais de abuso e procure acompanhamento médico
 
Fonte iG

Lúpus eritematoso sistêmico

Lúpus eritematoso sistêmico
Definição
O lúpus eritematoso sistêmico (LES) é uma doença autoimune crônica. O LES pode afetar a pele, as articulações, rins e outros órgãos.
 
Nomes alternativos
Lúpus eritematoso disseminado; LES; lúpus, lúpus eritematoso
 
Causas, incidência e fatores de risco
O LES (lúpus) é uma doença autoimune. Isso significa que há um problema com a resposta normal do sistema imunológico do organismo.
 
Normalmente, o sistema imunológico ajuda a proteger o corpo de substâncias nocivas. Mas nos pacientes com uma doença autoimune, o sistema imune não consegue diferenciar entre substâncias nocivas e substâncias saudáveis.
 
O resultado é uma resposta imune excessiva que ataca células e tecidos que de outro modo seriam saudáveis. Isso leva a inflamação a longo prazo (crônica).
 
A causa subjacente das doenças autoimunes não é totalmente conhecida. O LES pode ser brando ou grave o suficiente para levar à morte e afeta nove vezes mais mulheres do que homens. Pode ocorrer em qualquer idade, mas aparece mais frequentemente em pessoas entre 10 e 50 anos. Os afro-descendentes e os asiáticos são afetados com mais frequência do que pessoas de outras raças.
 
O LES também pode ser causado por algumas drogas.
 
Sintomas
Os sintomas podem variar de pessoa para pessoa e podem aparecer e desaparecer. A doença pode afetar primeiramente um órgão ou sistema do organismo. Outros podem ser afetados posteriormente.
 
Quase todas as pessoas com LES têm dor e edema nas articulações. Algumas desenvolvem artrite. As articulações frequentemente afetadas são as dedos, mãos, punhos e joelhos.
 
Outros sintomas comuns incluem:
  • Dor no peito ao inspirar profundamente
  • Fadiga
  • Febre sem outra causa
  • Desconforto geral, ansiedade, mal-estar
  • Perda de cabelo
  • Feridas na boca
  • Sensibilidade à luz do sol
  • Rash cutâneo – um rash em forma de "borboleta" sobre as bochechas e a ponte do nariz afetam cerca de metade das pessoas com LES. O rash piora com a luz do sol. O rash também pode ser generalizado.
  • Linfonodos aumentados
Outros sintomas dependem de qual é a parte do corpo afetada:
 
Cérebro e sistema nervoso:
  • Dores de cabeça
  • Deficiência cognitiva leve
  • Dormência, formigamento ou dor em braços e pernas
  • Alterações de personalidade
  • Convulsões
  • Problemas de visão

Trato digestivo: dor abdominal, náuseas e vômitos

Coração: ritmo cardíaco anormal (arritmias)

Rins: sangue na urina
 
Pulmões: tosse com sangue e dificuldade para respirar

Pele: coloração irregular da pele, dedos que mudam de cor com o frio (fenômeno de Raynaud)

Exames e testes
O diagnóstico de LES se baseia na presença de pelo menos 4 das 11 características típicas da doença. O médico auscultará o seu peito com um estetoscópio. Um som chamado atrito pericárdico ou atrito pleural poderá ser escutado. Também será realizado um exame neurológico.
 
Os exames usados para diagnosticar o LES incluem:
 
Exames de anticorpos, como:
- Teste de anticorpos antinucleares
- anti-DNA de dupla hélice (dsDNA)
- Anticorpos antifosfolipídeos
- Anticorpos anti-Smith
  • Hemograma completo para mostrar baixa contagem de glóbulos brancos, hemoglobina ou plaquetas
  • Radiografia de tórax evidenciando pleurite ou pericardio
  • Biópsia renal
  • Uranálise para mostrar sangue, cilindros ou proteína na urina

Essa doença também pode alterar os resultados dos seguintes exames:
- Anticorpos anti-SSA ou anti-SSB
- Anticorpo antitireoglobulina
- Anticorpo microssômico antitiroide
- Componentes do complemento (C3 e C4)
- Teste de Coombs – direto
- Crioglobulinas
- Velocidade de hemossedimentação
- Fator reumatoide
- RPR – um exame de sífilis
- Eletroforese de globulina sérica
- Eletroforese de proteína sérica
 
Tratamento
Não há cura para o LES. O objetivo do tratamento é controlar os sintomas. Os sintomas individuais determinam o tratamento.
 
A doença branda que envolve rash, dores de cabeça, febre, artrite, pleurisia e pericardite não necessita de muita terapia.
 
- Os anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) são usados para tratar artrite e pleurisia
 
- As pomadas com corticoides são usadas para tratar o rash cutâneo
 
- Uma droga antimalárica e corticoides de baixa dosagem também são usados às vezes para a pele e os sintomas de artrite

Você deve utilizar roupa protetora, óculos de sol e protetor solar quando estiver ao sol.
 
Sintomas graves ou que acarretem risco de morte (como a anemia hemolítica, amplo envolvimento cardíaco ou pulmonar, doença renal ou envolvimento do sistema nervoso central) frequentemente necessitam de tratamento com um reumatologista e outros especialistas.
 
 - Corticoides ou medicamentos para diminuir a resposta do sistema imune podem ser prescritos para controlar os diversos sintomas
 
- São usadas drogas citotóxicas (drogas que bloqueiam o crescimento celular) para tratar as pessoas que não respondem bem aos corticoides ou que não conseguem parar de tomar corticoides sem que os sintomas piorem
 
Lúpus, discoide no rosto de uma criança
Evolução (prognóstico)
O prognóstico para pessoas com LES melhorou nos últimos anos. Muitas pessoas têm a forma branda da doença.
 
As mulheres que sofrem de lúpus e engravidam, frequentemente são capazes de manter a gravidez e dar à luz um bebê normal, desde que não sofram de doença renal ou cardíaca grave e o LES esteja sendo tratado adequadamente.
 
A presença de anticorpos antifosfolipídeos pode aumentar a possibilidade de perda na gravidez. A taxa de sobrevivência em 10 anos para os pacientes de lúpus é de mais de 85%.
 
As pessoas com comprometimento grave do cérebro, pulmões, coração e rins têm resultados piores do que outras em termos de sobrevivência e incapacidade.
 
Complicações
Algumas pessoas com LES têm depósitos de anticorpos nas células (glomérulos) dos rins. Isso leva a uma doença chamada de nefrite lúpica. Os pacientes com essa doença podem acabar desenvolvendo insuficiência renal e precisar de diálise ou de um transplante renal.

O LES causa danos em diferentes partes do corpo, inclusive:
  • Coágulos sanguíneos nas pernas (trombose venosa profunda) ou nos pulmões (embolia pulmonar)
  • Destruição dos glóbulos vermelhos (anemia hemolítica) ou anemia crônica
  • Líquido ao redor do coração (pericardite), endocardite ou inflamação do coração (miocardite)
  • Líquido ao redor dos pulmões (derrames pleurais), danos ao tecido pulmonar (doença pulmonar intersticial)
  • Complicações da gravidez, incluindo aborto espontâneo e recidiva de LES durante a gravidez
  • Contagem muito baixa de plaquetas no sangue (trombocitopenia)
  • Vasculite, que pode danificar artérias de qualquer parte do corpo

Ligando para seu médico
Ligue para seu médico se desenvolver sintomas de LES. Ligue também se tiver LES e os sintomas piorarem, ou caso apareçam novos sintomas.
 
Referências
Ruiz-Irastorza G, Ramos-Casals M, Brito-Zeron P, Khamashta MA. Clinical efficacy and side effects of antimalarials in systemic lupus erythematosus: a systematic review. Ann Rheum Dis. 2010;69:20-28.
 
Hahn BH, Tsao BP. Pathogenesis of systemic lupus erythematosus. In: Firestein GS, Budd RC, Harris ED Jr., et al., eds. Kelley's Textbook of Rheumatology. 8th ed. Philadelphia, Pa: Saunders Elsevier; 2008:chap 74.
 
Fonte iG

Complicações na gestação podem ter associação com o passado

Estudo sugere que mulheres que nasceram prematuras têm
mais chance de complicações na própria gestação
Um novo estudo descobriu que as mulheres que nasceram prematuras correm risco significativamente maior de ter complicações durante a própria gestação
 
Pesquisadores do Quebec compararam as gestações de 7.405 mulheres que haviam nascido antes da 37ª semana de gestação com 16.714 nascidas a termo.
 
O estudo foi publicado online na semana retrasada no periódico Canadian Medical Association Journal e analisou três complicações comuns da gestação: diabetes gestacional, hipertensão na gravidez e pré-eclâmpsia - os sintomas da pré-eclâmpsia são pressão arterial alta, inchaço e perda de proteína pela urina.
 
A porcentagem de mulheres com pelos menos uma complicação na gestação aumentava ao mesmo tempo em que diminuía sua idade gestacional ao nascer. A probabilidade de ter uma ou mais complicações era 14% maior para as mulheres nascidas entre a 32ª e a 36ª semana de gestação e quase dobrava para as nascidas antes da 32ª semana em comparação com as participantes nascidas a termo. A diferença perdurou mesmo após terem sido levados em conta idade e estado de saúde da mãe e tamanho do feto para a idade gestacional, entre outros fatores.
 
Qual o conselho para a mulher que nasceu prematura e planeja ter um filho?
 
"É importante não ser alarmista", afirmou a Dra. Anne Monique Nuyt, autora sênior do estudo e professora adjunta de pediatria da Universidade de Montreal. "Vá em frente e inicie sua família. Toda assistência pré-natal já submete a paciente aos exames para essas doenças, mas esse estudo talvez leve a um acompanhamento mais rigoroso."

Fonte iG