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terça-feira, 6 de novembro de 2012

Mais de 22 milhões de crianças em todo o mundo não receberam vacinação básica em 2011, diz OMS

Brasília – Mais de 22 milhões de crianças em todo o mundo não receberam, em 2011, as três doses da vacina contra difteria, tétano e coqueluche, consideradas essenciais durante o primeiro ano de vida. Os dados são da Organização Mundial da Saúde (OMS).
 
De acordo com o levantamento, cerca de metade dessas crianças vive na Índia, na Indonésia e na Nigéria, onde os programas de imunização são prejudicados por problemas como fornecimento insuficiente de doses e falta de acesso das populações mais vulneráveis.
 
O balanço indica que o cenário global de vacinação infantil progrediu nos últimos dois anos, uma vez que, há 40 anos, menos de 5% das crianças em todo o mundo eram imunizadas contra as três doenças. No ano passado, quatro em cada cinco receberam as doses recomendadas.
 
“Vacinar essas crianças para protegê-las da difteria, do tétano e da coqueluche, assim como da catapora, da poliomielite e de outras doenças preveníveis, é vital para mantê-las vivas e saudáveis”, informou o órgão.
 
A estimativa é que 130 milhões de crianças nasçam todos os anos no mundo e que os programas de imunização salvem a vida de 2 a 3 milhões delas.
 
A OMS lembrou que reforçar a vacinação infantil é tarefa crucial para que se consiga alcançar um dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio que trata da redução em dois terços das mortes de crianças menores de 5 anos até 2015 (em relação a 1990).
 
Fonte Agência Brasil

Estudo do Hospital das Clínicas de SP mostra que 18% das quedas acontecem em calçadas

São Paulo – O Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo constatou, em estudo feito entre julho e agosto deste ano, que 18% das vítimas de quedas atendidas na unidade caíram em calçadas da capital paulista. Dos 197 pacientes atendidos na unidade, 35 disseram ter caído na calçada. Destes, 40% caíram devido a buracos.
 
Segundo o estudo, 77% das pessoas que caíram em calçadas eram mulheres, apesar disso apenas 8,5% estavam usando salto alto. O calçado mais usado entre os entrevistados era o tênis, com 45%. “O salto não foi o principal responsável e não foi o que favoreceu para que a pessoa sofresse o acidente. Foi o estado da calçada que influenciou”, disse o diretor clínico do Instituto de Ortopedia e Traumatologia, Jorge dos Santos Silva.
 
Para Santos Silva, o fato de quase a maioria das pessoas estar usando tênis, que são sapatos que deixam a pessoa relativamente bem calçada e não favorecem a queda, indica que a qualidade da calçada foi o que proporcionou o acidente. “Isso é sinal de que a calçada onde a pessoa estava circulando era perigosa”.
 
O levantamento mostrou também que a idade na qual prevalecem as quedas está entre 35 e 50 anos e não apenas idosos como se pensa normalmente. Entre os relatos, 85% das pessoas caíram sem causa aparente. As lesões mais frequentes foram as entorses (45%), seguidas das contusões (35%) e fraturas (8,5%).
 
A estimativa é que um paciente internado devido à queda na calçada custe em média RS 40 mil para o sistema de saúde. “Apesar de 90% dos pacientes terem alta no mesmo dia, há risco de ocorrerem lesões graves. Dos entrevistados, todos foram atendidos em uma consulta, fizeram radiografia e saíram do hospital com alguma imobilização. Os internados foram cerca de 10%, porque tiveram fratura que precisava de cirurgia”, disse o médico.
 
O ortopedista disse que a constatação de que os pacientes caem em calçadas mal conservadas não quer dizer que todas as calçadas da cidade sejam ruins, mas indica que falta cuidado por parte dos proprietários. “O cuidado com a calçada depende de cada um. O proprietário é responsável por cuidar da calçada. Não por legislação, mas pela cidadania. Se cuidamos bem da nossa casa temos que nos preocupar também com a calçada, pois até o próprio morador ou alguém de sua relação pode cair”.
 
Santos Silva disse que o estudo foi um piloto e que a equipe deve continuar a fazer a pesquisa de forma mais aprofundada por um período maior e, a partir desses dados, propor ações para a administração municipal.
 
Fonte Agência Brasil

Médicos serão contratados para evitar fechamento da Emergência do Hospital Federal de Bonsucesso no Rio

Rio de Janeiro – O Setor de Emergência do Hospital Federal de Bonsucesso (HFB), na zona norte da capital fluminense, não será mais fechado como havia determinado o corpo clínico da unidade na semana passada. On (5), data marcada para o fechamento, representantes do Ministério da Saúde (MS), do Conselho Regional de Medicina (Cremerj) e do Sindicato dos Médicos (SinMed) se reuniram e ficou decidido que o MS solicitará ao Ministério do Planejamento a contratação temporária de profissionais de saúde para melhorar o atendimento à população.
 
A Emergência do HFB atende precariamente há um ano oito meses em contêineres instalados em uma área próxima ao estacionamento do hospital, desde que o prédio onde funcionava o setor foi interditado para obras no começo do ano passado. As obras, no entanto, foram interrompidas por causa de irregularidades. A Polícia Federal abriu inquérito para verificar o uso ilegal de verba pública, fraude em licitação e peculato.
 
De acordo com a presidenta do Cremerj, Márcia Rosa de Araujo, a contratação de profissionais de saúde se dará em um prazo de 30 dias. "A maior deficiência no hospital é a de médicos anestesiologistas, da área de transplantes, e nos setores de emergência e pediatria. A emergência tem capacidade para atendimento para 25 pacientes, a partir daí compromete o acompanhamento médico", disse.
 
Ela também informou que as obras de reforma serão retomadas em um prazo de 90 dias, que é o tempo para que seja feita uma nova licitação. De acordo com o Departamento de Gestão Hospitalar do Ministério da Saúde no Rio de Janeiro (DGH), a partir de fevereiro de 2013. as obras serão retomadas por meio de licitação para a execução de um novo projeto de reforma.
 
Na reunião, ficou decidido ainda que, em 30 dias, os contêineres onde atualmente funciona a Emergência passarão por uma desinfecção. O serviço principal será no exaustor dos contêineres para que haja uma maior circulação de ar para afastar o risco de uma contaminação dos pacientes internados.
 
No dia 22 de setembro, a diretoria do Cremerj se reuniu com representantes das secretarias estadual e municipal de Saúde e do escritório regional do Ministério da Saúde no Rio de Janeiro. Segundo o ministério, para evitar a sobrecarga da emergência, foi iniciada a transferência dos pacientes estáveis para os leitos vagos no próprio HFB e em outras unidades federais no estado. Eles estão sendo transferidos por meio do Sistema Único de Saúde (SUS).
 
O representante da Associação de Moradores do Conjunto Esperança, no Complexo da Maré, nas proximidades do HFB, Waldir Francisco da Costa, declarou que o hospital é o único disponível na região para atendimento dos moradores dos complexos de favelas de Manguinhos e da Maré. “Repentinamente, todo mundo está querendo fechar a Emergência. Para eles é fácil, pois têm plano de saúde. E a comunidade? Tem o plano do SUS. Não somos contra oferecer um local de trabalho adequado para o profissional, com salários dignos. Mas fechar uma coisa que estava funcionando, ainda que precariamente, não concordamos de modo algum”, disse.
 
Fonte Agência Brasil

Malária

Malária, visualização microscópica de parasitas celulares
Definição
A malária é uma doença parasitária que causa febre alta, calafrios, sintomas similares à gripe e anemia.
 
Causas, incidência e fatores de risco
A malária é causada por um parasita transmitido entre humanos por meio da picada de mosquitos Anopheles infectados. Em humanos, os parasitas (chamados de esporozoítos) se deslocam até o fígado, onde amadurecem e liberam outra forma, os merozoítos. Esses últimos entram na corrente sanguínea e infectam as hemácias.

Os parasitas se multiplicam dentro das hemácias, que se rompem após 48 a 72 horas, infectando mais hemácias. Os primeiros sintomas geralmente aparecem de 10 dias a 4 semanas depois da infecção, embora eles possam aparecer em apenas 8 dias ou até um ano depois da infecção. Após a manifestação, os sintomas ocorrem em ciclos de 48 a 72 horas.

A maioria dos sintomas é causada pela liberação maciça de merozoítos na corrente sanguínea, pela anemia resultante da destruição das hemácias e pelos problemas provindos da enorme quantidade de hemoglobina livre que é lançada na circulação depois da ruptura das hemácias.

A malária também pode ser transmitida da mãe para o feto (de maneira congênita) e por transfusões de sangue. Os mosquitos podem ser portadores da malária em climas temperados, mas o parasita desaparece no inverno.

Mosquito, adulto alimentando-se na pele
A doença é um grande problema de saúde em uma vasta região dos trópicos e subtrópicos. Os Centros para Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos estimam que existem de 300 milhões a 500 milhões de casos de malária por ano e que mais de 1 milhão de pessoas morrem.
 
Ela representa um dos principais riscos de saúde para pessoas que viajam para regiões de clima quente.
 
Em algumas regiões do mundo, os mosquitos portadores da malária desenvolveram resistência aos inseticidas.
 
Além disso, os parasitas desenvolveram resistência a alguns antibióticos. Isso levou a uma dificuldade de controlar tanto a taxa de infecção quanto a propagação da doença.
 
A malária falciparum, um dos quatro tipos diferentes de malária, afeta uma proporção maior de hemácias que outros tipos de malária e é muito mais grave. Ela pode ser fatal em questão de horas após o aparecimento dos primeiros sintomas.
 
Sintomas
  • Anemia
  • Calafrios
  • Coma
  • Convulsão
  • Febre
  • Dor de cabeça
  • Icterícia
  • Dor muscular
  • Náuseas
  • Sangue nas fezes
  • Transpiração
  • Vômitos
Exames e testes
Durante um exame físico, o médico pode identificar um aumento do fígado ou do baço. Esfregaços sanguíneos coletados em intervalos de 6 horas a 12 horas podem confirmar o diagnóstico de malária.
 
Tratamento
A malária, especialmente a malária falciparum, é uma emergência médica que requer hospitalização. A cloroquina é um medicamento antimalárico frequentemente usado, mas quinidina ou quinina associada a doxiciclina, tetraciclina ou clindamicina; ou atovaquona e proguanil (Malarone); ou mefloquina ou artesunato; ou a combinação de pirimetamina e sulfadoxina são usados em infecções resistentes à cloroquina. A escolha do medicamento depende, em parte, de onde a pessoa estava no momento da infecção.
 
Podem ser necessários cuidados médicos intensos, incluindo líquidos intravenosos e outros medicamentos e auxílio respiratório.
 
Evolução (prognóstico)
O resultado esperado é bom na maioria dos casos de malária com tratamento, mas ruim em infecções por falciparum com complicações.
 
Complicações
  • Destruição das hemácias (anemia hemolítica)
  • Insuficiência hepática e insuficiência renal
  • Meningite
  • Insuficiência respiratória resultante de líquido nos pulmões (edema pulmonar)
  • Ruptura do baço levando a hemorragia interna intensa
Ligando para o médico
Consulte um médico se tiver febre e dor de cabeça depois de visitar os trópicos.
 
Prevenção
A maioria das pessoas que vivem em regiões onde a malária é comum adquiriu certa imunidade à doença. Os visitantes não são imunes e devem tomar medicamentos preventivos. É importante consultar seu médico com antecedência antes de viajar, porque o tratamento pode começar até duas semanas antes da viagem à região e continuar por um mês depois de deixá-la. Os tipos de medicamentos antimaláricos prescritos dependerão da região que você visitar.
 
De acordo com os Centros para Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos, os viajantes com destino à América do Sul, África, subcontinente indiano, Ásia e Pacífico Sul devem tomar um dos seguintes medicamentos: mefloquina, doxiciclina, cloroquina, hidroxicloroquina ou Malarone.
 
Mesmo mulheres grávidas devem tomar medicamentos preventivos porque o risco da medicação para o feto é menor que o risco de adquirir uma infecção congênita.
 
Ainda assim, as pessoas que recebem medicamentos antimaláricos podem ser infectadas. Evite picadas de mosquitos usando roupas que protejam os braços e as pernas, aplicando repelente e utilizando telas nas janelas.
 
A cloroquina é o melhor medicamento para proteger contra a malária. No entanto, devido à resistência, agora ela é sugerida somente em áreas onde o Plasmodium vivax, o P. oval e o P. malariae estejam presentes. A malária falciparum está se tornando cada vez mais resistente aos medicamentos antimaláricos.
 
Para as pessoas que viajam para regiões onde há a ocorrência conhecida da malária falciparum, existem várias opções de prevenção, incluindo a mefloquina, atovaquona/proguanil (Malarone) e a doxiciclina.
 
Os viajantes podem consultar os Centros para Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (site em inglês ou espanhol) para obter informações sobre os tipos de malária em uma determinada região geográfica, medicamentos preventivos e as épocas do ano em que se deve evitar viajar.
 
Referências
Krogstad DJ. Malaria. In: Goldman L, Ausiello D, eds. Cecil Medicine. 23rd ed. Philadelphia, Pa: Saunders Elsevier. 2007: chap 366.
 
Fonte iG

As dez causas líderes de morte entre as brasileiras

Novo relatório do Ministério da Saúde mostra que AVC, infarto, diabetes, gripe e câncer lideram o ranking
 
Mapeamento das 453.151 mortes de mulheres registradas por ano no Brasil revela quais são as doenças e outras causas de morte que mais ameaçam a população feminina do País.
 
Segundo os mais recentes dados do Ministério da Saúde, coletados pelo Sistema de Informação de Mortalidade (SIM) em 2010 e tabulados só agora, o ranking com as 10 primeiras causas é liderado por infarto e acidente vascular cerebral (AVC).
 
Além dos problemas do aparelho circulatório, outras condições evitáveis como pressão alta, gripe, pneumonia e diabetes estão na lista.
 
Veja a seguir o ranking:
 
1. Acidente vascular cerebral: 49.190 mortes.
 
2. Infarto: 41.719 mortes.
 
3. Outras doenças cardíacas: 30.872 mortes.
 
4. Diabetes: 28.300 mortes.
 
5. Gripe/Pneumonia: 27.760 mortes.
 
6. Hipertensão: 23.862 mortes.
 
7. Câncer de mama: 12.705 mortes.
 
8. Câncer de pulmão: 8.171 óbitos.
 
9. Acidente de transporte: 8.058 mortes.
 
10. Câncer de colo de útero: 4.986 mortes.
 
Para os especialistas, os hábitos nada saudáveis estão por trás das mortes. Obesidade, sedentarismo e tabagismo são os principais gatilhos dos problemas cardiovasculares e metabólicos, que lideram as taxas de mortalidade feminina.
 
“Temos registrado um aumento gradual de AVC entre os mais jovens, com menos de 45 anos, e sabemos que os fatores comportamentais são os que antecipam os AVCs”, afirmou a neurologista e presidente da Rede Brasil AVC, Scheila Ouriques.
 
Da mesma opinião partilha Sérgio Timerman, da Sociedade Brasileira de Cardiologia, ao apontar os motivos para a letalidade das doenças do coração. O Instituto Nacional do Câncer (Inca) também elenca estes mesmos vilões como desencadeadores do câncer de mama e pulmão, os que mais matam a população feminina.
 
Além da dieta saudável e dos exercícios físicos, os exames preventivos também auxiliariam a modificar o ranking. O papanicolaou repetido uma vez por ano, por exemplo, é capaz de detectar o câncer de colo de útero em estágio inicial, impedindo que estes tumores estivessem na lista dos principais inimigos das mulheres.
 
Fonte iG