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quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Melanoma

Definição
O melanoma é o tipo mais perigoso de câncer de pele. Ele é a principal causa de morte entre as doenças de pele.
 
Ele se refere a células chamadas de melanócitos que produzem o pigmento da pele, chamado de melanina. A melanina é responsável pela cor da pele e dos cabelos.
O melanoma também pode estar relacionado à parte colorida (íris) do olho. Para obter mais informações sobre essa forma de melanoma, consulte melanoma ocular.
 
Nomes alternativos
Câncer de pele - melanoma
 
Causas, incidência e fatores de risco
O melanoma pode aparecer em pele normal ou pode começar como uma pinta ou uma mudança de aparência em determinada área. Algumas pintas de nascença podem se transformar em melanomas.
 
 
Existem quatro tipos principais de melanoma:
 
- O melanoma extensivo superficial é o tipo mais comum. Ele geralmente é plano e irregular, quanto ao formato e à cor, e ocorre em tons diferentes de preto e marrom. Ele pode se manifestar em qualquer idade ou região do corpo e é mais comum em pessoas de pele branca
 
- O melanoma nodular geralmente começa como uma área elevada de cor preta azulada ou vermelha azulada. Entretanto, alguns melanomas não apresentam cor alguma
 
- O melanoma lentigo maligno geralmente ocorre em idosos. Ele é mais comum em peles danificadas pelo sol na região do rosto, do pescoço e dos braços. As áreas de pele anormal geralmente são grandes, planas e têm aspecto bronzeado com áreas marrons
 
- O melanoma lentiginoso acral é a forma menos comum de melanoma. Ele geralmente ocorre nas palmas, solas ou embaixo das unhas e é mais comum em afro-americanos
 
Embora raramente, os melanomas podem aparecer na boca, na íris dos olhos ou na retina na parte posterior do olho. Eles podem ser detectados durante exames odontológicos ou oftalmológicos. Embora seja muito raro, o melanoma também pode se desenvolver na vagina, no esôfago, no ânus, no trato urinário e no intestino delgado.
 
O melanoma pode se espalhar com muita rapidez. Apesar de ser menos comum que outros tipos de câncer de pele, a incidência do melanoma está crescendo continuamente. Ele é a principal causa de morte entre as doenças de pele.
 
O risco de desenvolver um melanoma aumenta com a idade. Entretanto, a doença também afeta com frequência jovens e pessoas perfeitamente saudáveis.
 
O desenvolvimento do melanoma está relacionado à exposição ao sol ou à radiação ultravioleta, principalmente em pessoas de pele clara, olhos verdes ou azuis e cabelos loiros ou ruivos.
 
Os riscos associados ao melanoma:
  • Viver em locais de clima quente ou altas altitudes
  • Exposição prolongada a altos índices de luz solar ocasionada pelo trabalho ou outras atividades
  • Uma ou mais queimaduras de sol com bolha durante a infância
  • Uso de máquinas de bronzeamento
 
 
Outros fatores de risco:
  • Parentes próximos com histórico de melanoma
  • Exposição a produtos químicos que podem causar câncer, como arsênico, alcatrão de carvão e creosoto
  • Presença de determinados tipos de pintas (displásicas atípicas) ou diversas marcas de nascença
  • Sistema imunológico enfraquecido por AIDS, algumas leucemias, transplante de órgãos, medicamentos usados para tratar doenças como a artrite reumatoide.
Sintomas
O principal sintoma de qualquer câncer de pele é geralmente uma pinta, ferida, nódulo ou nova formação na pele. Qualquer alteração na aparência de uma lesão pigmentada ao longo do tempo é um sinal de alerta. Observe também a ocorrência de qualquer sangramento em uma formação cutânea.
 
 
O sistema ABCD pode ajudar a lembrar as características que podem ser sintomas de melanoma:
  • Assimetria: metade da área anormal é diferente da outra metade
  • Bordas: a lesão ou formação apresenta bordas irregulares
  • Cor: a cor muda de uma área para outra, com tons de aspecto bronzeado, cor marrom ou preta (às vezes branco, vermelho ou azul). Pode ocorrer uma mistura de cores em uma mesma ferida
  • Diâmetro: A mancha tem geralmente (mas nem sempre) mais de 6 mm de diâmetro, mais ou menos o tamanho de uma borracha de lápis
Para tratar um melanoma é importante reconhecer os sintomas cedo. Você talvez não note uma pequena mancha preocupante se não olhar atentamente, por isso faça autoexames cuidadosos mensalmente e agende um exame profissional de pele com um dermatologista anualmente.
 
Exames
Se você notar alguma marca suspeita na pele, consulte seu médico assim que possível.
 
Ele observará a aparência da formação, ferida ou nódulo. Uma biópsia pode ser feita para confirmar o diagnóstico. Para isso, retira-se uma pequena área da formação, ou toda a formação.
 
Melanoma no fígado - Ressonância magnética
Um procedimento chamado biópsia do linfonodo sentinela (BLNS) pode ser realizado em algumas pessoas com melanoma para verificar se o câncer atingiu os linfonodos próximos.
 
Depois que o melanoma é diagnosticado, tomografias computadorizadas ou outros tipos de exames de raio-X podem ser feitos para verificar se o câncer se espalhou.

Tratamento
As células de pele com câncer e parte do tecido normal que os cercam o câncer precisarão ser retirados cirurgicamente. A quantidade de tecido normal retirada depende principalmente da profundidade que o melanoma atingiu.
 
Se o câncer tiver atingido os linfonodos próximos, esses linfonodos poderão também precisar ser removidos. O tratamento com interferon após a cirurgia pode ser eficaz para esses pacientes.
 
O tratamento é mais difícil para pacientes com um melanoma que já atingiu a pele e os linfonodos próximos e se espalhou para outros órgãos. Até o momento, o melanoma, em geral, não é curável.
 
O tratamento tem como objetivo diminuir o tumor e amenizar os sintomas:
  • A quimioterapia é frequentemente usada para tratar os melanomas que retornaram ou se espalharam
  • Medicamentos como o interferon ou interleucina, que estimulam o sistema imunológico a combater o câncer, podem ser eficazes em conjunto com a quimioterapia e a cirurgia. Esse tipo de tratamento é chamado de imunoterapia. Entretanto, o interferon apresenta muitos efeitos colaterais e pode ser difícil de tolerar
  • Os tratamentos com radiação podem ser usados para aliviar a dor ou o desconforto causado pelo câncer que se espalhou
  • O câncer que se espalhou para outras partes do corpo é, às vezes, removido cirurgicamente para diminuir a dor ou o desconforto
Os pacientes com melanomas de alto risco podem optar por participar de testes clínicos. Esses testes são estudos de pesquisa de novos medicamentos ou outros tratamentos.
 
Evolução (prognóstico)
O sucesso do tratamento depende de muitos fatores, como o estado de saúde geral do paciente e se o câncer se espalhou para os linfonodos ou outros órgãos.
 
Se forem detectados cedo, alguns melanomas podem ser curados. Os tumores mais profundos têm mais chance de reaparecerem. Se o câncer de pele for mais profundo que quatro mm ou os linfonodos estiverem com câncer, existe um grande risco de que o câncer se espalhe para outros tecidos e órgãos. Se o câncer tiver se espalhado para os linfonodos, a chance de que o melanoma volte é maior.
 
Complicações
Possíveis complicações do melanoma:
  • Danos ao tecido profundo
  • Efeitos colaterais do tratamento
    • Fadiga
    • Perda de cabelo
    • Náusea
  • Espalhamento para outros órgãos
 
Ligando para seu médico
Ligue para o seu médico se você notar sintomas de melanoma, em especial:
  • Se qualquer formação existente na pele mudar de cor, tamanho ou textura
  • Se uma lesão existente apresentar dor, inchaço, sangramento ou coceira
Prevenção
Qualquer pessoa que tenha se recuperado de um melanoma deve seguir os cuidados preventivos e observar atentamente qualquer marca suspeita. O risco de desenvolver um novo melanoma é grande, mesmo que o primeiro tenha sido curado. A doença pode voltar anos após o diagnóstico original.
 
A Sociedade Americana de Câncer recomenda que sejam feitos exames de pele profissionais anualmente nas pessoas com mais de 40 anos e a cada três anos nas pessoas entre 20 e 40 anos.
 
O autoexame também é recomendável. Você deve examinar sua pele mensalmente usando um espelho para verificar os locais difíceis de enxergar. Ligue para seu médico se perceber qualquer alteração suspeita na sua pele.
 
Proteja-se dos raios ultravioletas nocivos do sol:
  • Aplique um protetor solar com FPS 30, ou mais, diariamente (durante o inverno também)
  • Evite ficar deitado ao sol ou usar máquinas de bronzeamento
  • Diminua a exposição ao sol
    • Especialmente durante o verão
    • Principalmente entre 10 e 16 horas
  • Use roupas que protejam, inclusive chapéus e óculos de sol
 
Referências
Clinical practice guidline for melanoma: NCCN Medical Practice Guidelines and Oncology:V.2.2009. Accessed July 15, 2009.
 
Goodson AG, Grossman D. Strategies for early melanoma detection: Approaches to the patient with nevi. J Am Acad Dermatol. 2009;60:719-735.
 
Markovick SN, Erickson LA, Rao RD, Weenig RH, Prockaj BA, Bardia A, et al. Malignant melanoma in the 21st century, part 1: epidemiology, risk factors, screening, prevention, and diagnosis. Mayo Clin Proc. 2007;82:364-380.
 
Markovick SN, Erickson LA, Rao RD, Weenig RH, Prockaj BA, Bardia A, et al. Malignant melanoma in the 21st century, part 2: staging, prognosis, and treatment. Mayo Clin Proc. 2007;82:490-513
 
Fonte iG

Quatro hábitos de vida para ter uma velhice bem-sucedida

Segundo estudo, moderar no álcool e comer mais vegetais melhora as chances de permanecer com saúde à medida que o envelhecimento chega. Saiba o que mais funciona
 
Consumir álcool moderamente e comer frutas e legumes na meia-idade podem levar a uma velhice mais funcional e saudável.
 
Pesquisadores descobriram que quatro tipos de hábitos saudáveis durante a meia-idade – não fumar, consumir álcool moderadamente, fazer exercícios regularmente e comer frutas e legumes – foram associados a uma maior probabilidade de envelhecimento bem-sucedido.
 
Depois de acompanhar 5.100 homens e mulheres britânicos saudáveis, com idade entre 42 e 63, por 16 anos, os autores do estudo definiram os hábitos de vida saudáveis indispensáveis para ter uma velhice sem maiores intercorrências. Durante esse tempo, cerca de 550 participantes morreram, 950 foram classificados como sucesso de envelhecimento e as pessoas restantes envelheceram normalmente.

Benefícios
Envelhecimento bem-sucedido foi definido como a manutenção da mobilidade, da função pulmonar, da saúde mental, do pensamento e das habilidades de memória, assim como não ter doenças crônicas (diabetes, câncer, doenças cardíacas, acidente vascular cerebral) ou deficiências com 60 anos ou mais. Pessoas classificadas na categoria de envelhecimento normal tinham doenças crônicas, além de funcionamento físico e saúde mental possivelmente reduzidos.
 
As pessoas do grupo de envelhecimento bem-sucedido eram mais propensas a serem casadas (81%) do que aquelas no grupo de envelhecimento normal (78%) e os participantes que morreram durante o estudo (71%). Gestores de sucesso também foram mais propensos a terem um maior nível de educação (32%) do que aqueles no grupo de envelhecimento normal (24%) ou no grupo de falecidos (18%).
 
"Nosso estudo mostra o impacto cumulativo de comportamentos saudáveis sobre o envelhecimento bem-sucedido – quanto maior o número de comportamentos saudáveis, maior o benefício", escreveu Severine Sabia do departamento de epidemiologia e saúde pública da University College London.
 
"Embora comportamentos saudáveis individuais sejam moderadamente associados com o envelhecimento bem-sucedido, seu impacto combinado é bem mais eficiente", afirmam os pesquisadores.
 
"Vários comportamentos saudáveis parecem aumentar a chance de alcançar a velhice livre de doenças e totalmente funcional", completaram.
 
Os resultados do estudo foram publicados no dia 22 de outubro no Canadian Medical Association Journal.
 
Fonte iG

Tipo sanguíneo vira obsessão no Japão

Crença de que a personalidade está vinculada ao tipo de sangue pesa na escolha do alimento, do par e da profissão e estaria fomentando o preconceito entre os japoneses
 
Você é A, B, O ou AB? Na maior parte do mundo, perguntar sobre o tipo sanguíneo de uma pessoa é relevante em um contexto médico, quando se discute a possibilidade de uma transfusão de sangue. Não no Japão.
 
Na sociedade japonesa existe a crença de que a personalidade de uma pessoa está vinculada ao seu tipo de sangue – e isso pode ter implicações profundas sobre a vida amorosa e profissional.
 
Reza a lenda que pessoas do grupo sanguíneo A seriam sensíveis, perfeccionistas e trabalham bem em equipe, mas são ansiosas demais. As do grupo O seriam curiosas e generosas, porém, teimosas. Indivíduos com tipo de sangue AB seriam artísticos, misteriosos e imprevisíveis. Os do grupo B, alegres, porém, excêntricos, individualistas e egoístas.
 
Cerca de 40% da população japonesa pertence ao grupo A, 30% ao grupo O, 20% ao grupo B e 10% ao grupo AB. Quatro livros descrevendo as características associadas aos diferentes grupos sanguíneos tornaram-se bestsellers no Japão, totalizando mais de cinco milhões de cópias vendidas. E muitos outros títulos já foram publicados sobre o tema.
 
Programas matinais de TV, jornais e revistas dedicam espaços regulares, como nas previsões do horóscopo, aos vários tipos sanguíneos. Agências matrimoniais oferecem serviços baseados em grupos sanguíneos, quadrinhos e videogames com frequência mencionam o tipo de sangue dos personagens.
 
A obsessão japonesa com o assunto também resultou no surgimento de uma série de produtos, como refrigerantes, goma de mascar, sais de banho e até camisinhas direcionados a consumidores de acordo com seu tipo de sangue.
 
Especialistas enfatizam que essas crenças não têm base científica e vêm tentando, sem sucesso, combatê-las. Uma possível explicação para o fenômeno é o fato de que, em uma sociedade relativamente uniforme como a japonesa, crenças como essa são uma forma simples de dividir as pessoas em grupos facilmente reconhecíveis.
 
"Ser igual é considerado algo bom aqui na sociedade japonesa", diz a tradutora Chie Kobayashi.
 
"Mas nós gostamos de encontrar pequenas diferenças que distinguem as pessoas".
 
Século 20
O sistema de grupos sanguíneos ABO foi descoberto pelo cientista australiano Karl Landsteiner em 1901. A pesquisa de Landsteiner, que lhe valeu um prêmio Nobel, abriu caminho para transfusões de sangue mais seguras.
 
No Japão, tipo sanguíneo pode ser determinante
em uma entrevista de emprego
No período entre a Primeira e a Segunda Guerra, o trabalho do australiano foi apropriado por nazistas em busca da supremacia racial e por adeptos da Eugenia, teoria que propunha o aperfeiçoamento da espécie humana por meio de seleção genética.
 
Na década de 1930, o governo militar japonês também incorporou as pesquisas de Landsteiner para treinar soldados. Segundo relatos, durante a Segunda Guerra, o Exército Imperial formava grupos de batalha de acordo com tipos sanguíneos.
 
O estudo de tipos sanguíneos no Japão tornou-se popular após a publicação, na década de 1970, de um livro do escritor Masahiko Nomi, que não tem formação médica. Mais recentemente, o filho de Masashiko, Toshitaka Nomi, publicou uma série de livros que contribuíram para disseminar ainda mais as várias teorias sobre o assunto.
 
Toshitaka também fundou um instituto – o Institute of Blood Type Humanics. Segundo ele, o objetivo da entidade não é julgar ou estereotipar as pessoas, mas aproveitar ao máximo os talentos de uma pessoa e melhorar os relacionamentos humanos.
 
Cotidiano
Essas crenças afetam a vida da população japonesa de maneiras surpreendentes. Segundo relatos, o time feminino de softball, ganhador de uma medalha de ouro nas Olimpíadas de Pequim, usou teorias sobre tipos sanguíneos para preparar treinamentos específicos, sob medida, para cada jogadora.
 
Algumas escolas maternais dizem utilizar métodos de ensino baseados nos tipos sanguíneos das crianças. E até as grandes companhias dizem se basear no tipo sanguíneo do funcionário antes de alocar tarefas e responsabilidades.
 
Em 1990, o jornal Asahi Daily publicou um artigo dizendo que que a companhia de eletrônicos Mitsubishi havia anunciado a criação de uma equipe composta inteiramente de trabalhadores com tipo sanguíneo AB, devido à "sua habilidade de fazer planos".
 
Até a política japonesa não está imune a essas teorias. Um ex-primeiro-ministro fez questão de revelar que pertencia ao grupo sanguíneo A, enquanto seu adversário pertencia ao grupo B. No ano passado, um ministro, Ryu Matsumoto, teve de renunciar depois de apenas uma semana no cargo. Ele foi flagrado por câmeras de TV maltratando verbalmente um grupo de autoridades. Em seu discurso de renúncia, Matsumoto atribuiu sua irritabilidade e comportamento impetuoso ao seu tipo de sangue – B.
 
Preconceito
Nem todos, no entanto, veem a obsessão japonesa por tipos sanguíneos como uma diversão inofensiva. Ela às vezes se manifesta em preconceito e discriminação, algo que está se tornando tão comum que os japoneses agora têm um termo para isso: bura-hara, ou "assédio por tipo sanguíneo".
 
Segundo relatos, a discriminação contra os tipos de sangue B e AB resulta em crianças sofrendo perseguições na escola, perda de oportunidades de emprego e no fim de relacionamentos felizes.
 
Apesar de várias advertências das autoridades, empregadores continuam a perguntar o tipo sanguíneo de candidatos nas entrevistas para empregos, disse Terumitsu Maekawa, que pesquisa religiões na Asia University, em Tóquio.
 
"Podemos indicar tendências gerais de um grupo, mas você não pode dizer que uma pessoa é boa ou má por causa do seu tipo sanguíneo", disse Maekawa, autor de vários livros sobre grupos sanguíneos.

Assim como as teorias que deram origem à lenda, as conclusões do especialista também não podem ser comprovadas cientificamente.
 
Fonte iG

Menino com câncer é tratado com maconha 'sem barato'

BBC         David come um chocolate no qual foi adicionada
uma versão medicinal de maconha
Cientistas desenvolveram uma variedade de maconha em que a substância THC, que gera os efeitos cognitivos e psicológicos da droga, é neutralizada
 
Diagnosticado com câncer, David Sabach, de 12 anos, está sendo tratado com um tipo especial de maconha medicinal desenvolvida por cientistas israelenses que ficou conhecida como "maconha sem barato".
 
Em casa, em Israel, David guarda fotografias que são um registro dramático de seu estado há dois anos. Na época, por causa da quimioterapia, ele perdeu todo o cabelo e seu peso chegou a metade do que é hoje.
 
"Eu costumava tomar morfina para a dor, mas o efeito não durava mais que alguns minutos", conta o menino.
 
Hoje, David recebe doses da maconha especial, adicionada a chocolates, biscoitos e bolos.
 
"O efeito da cannabis dura todo o dia. Sinto-me muito melhor. Finalmente, posso andar sem chorar por causa da dor nas pernas", diz.
 
A maconha medicinal tem sido usada em Israel desde os anos 90 para o tratamento de uma série de doenças, entre elas câncer, Parkinson, esclerose múltipla e síndrome de Tourette. Recentemente, porém, cientistas ligados a empresa Tikkun Olam desenvolveram um tipo especial dessa maconha neutralizando a substância THC (tetrahidrocanabinol), que gera os efeitos cognitivos e psicológicos da droga.
 
Além disso, a nova variedade da planta tem uma concentração mais elevada da substância canabidiol (CBD), um poderoso anti-inflamatório.
 
Nova imagem
O resultado é uma maconha com as mesmas propriedades medicinais da cannabis tradicional, mas sem o "barato" que faz com que muitos se oponham ao uso medicinal da planta.
 
"O canabidiol não se fixa às células do cérebro, então, após ingerir essa substância, o paciente não tem nenhum efeito colateral indesejado", diz Ruth Gallily, professora de imunologia na Universidade Hebraica de Jerusalém, que estuda os efeitos medicinais da cannabis há 15 anos.
 
"Os pacientes não têm 'barato' e não ficam confusos. Podem dirigir, trabalhar e fazer suas tarefas do dia a dia."
 
Maconha medicinal sendo preparada por funcionária da
Tikkun Olam: licença especial do governo israelense
para produzir a maconha "sem barato
A cannabis é considerada uma droga ilegal em Israel, mas a Tikkun Olam obteve uma licença especial do Ministério da Saúde para desenvolver a maconha medicinal e cultiva diversas variedades da planta em estufas na Galileia, no norte de Israel.
 
De acordo com Zachi Klein, diretor de pesquisa da empresa, mais de 8.000 doentes em Israel já são tratados com cannabis, recebendo a substância após mostrarem receitas médicas autorizadas pelo Ministério da Saúde.
 
Klein explica que pelo menos três categorias de pacientes devem se beneficiar da nova variedade de maconha medicinal. Primeiro, as pessoas que precisam continuar a trabalhar durante o tratamento.
 
Segundo, os idosos, porque eles seriam muito sensíveis ao THC. Por fim, crianças como David.
 
Críticas
Para alguns críticos da nova "maconha sem barato", porém, é a combinação do THC com o CBD que trás mais benefícios para os pacientes. Um paciente de câncer de 52 anos que pediu para não ser identificado, por exemplo, explicou à BBC por que acredita que a maconha tradicional é a ideal para o seu tratamento.
 
"(A cannabis tradicional) não só ajuda a aplacar a dor mas também contribui para que tenhamos mais vontade de comer", disse o paciente, que teve um tumor no estômago removido há cinco meses e combina o uso de maconha com quimioterapia.
 
"O corpo não pode lutar sem combustível e um dos efeitos maravilhosos da maconha é que ela causa o que é conhecido como "larica" (fome), que para quem faz quimioterapia é uma benção."
 
Fonte iG

8 coisas que auxiliam na boa forma pós-gravidez

Roberto Filho/AgNews
Dois meses após dar à luz, Claudia Leitte mostra
a boa forma e circula de barriga de fora
Ganho de peso adequado na gestação, amamentação, organização e disciplina: especialistas indicam o que favorece a perda de peso depois do parto
 
Na primeira gravidez, a cantora Claudia Leitte engordou 11 quilos. Menos de dois meses depois do nascimento de Davi, ela já estava linda e magra no carnaval de Salvador. Recentemente, Claudia deu à luz o segundo filho e voltou a deixar as mulheres de queixo caído com a boa forma recuperada rapidamente. De novo, menos de dois meses depois do nascimento de Rafael, Claudia Leitte já desfilava de barriga de fora mostrando que havia eliminado os 13 quilos ganhos na gestação.
 
Outra famosa que voltou à boa forma logo depois do nascimento do filho foi a brasileira Gisele Bündchen. A modelo, grávida de seu segundo filho, engordou 13 quilos na primeira gestação e três meses depois do nascimento de Benjamin fotografou de lingerie para uma campanha publicitária. O corpo, como sempre, escultural.
 
Mas, afinal, como elas conseguem voltar à antiga forma tão rapidamente? Consultamos diversos especialistas que indicaram 8 fatores que favorecem a boa forma pós-gravidez.
 
Ganho de peso adequado
Cada pessoa tem um padrão de ganho de peso saudável durante a gestação. Esse número só pode ser determinado com o auxílio do médico. De maneira geral, o limite de ganho de peso seria de cerca de 12 quilos durante os nove meses. “Uma gestante que apresenta ganho de peso adequado chega a eliminar 70% dos quilos extras já no primeiro mês”, afirma a nutricionista Cátia Medeiros.
 
“Quanto mais quilos a mulher engordar, mais lento e demorado será o processo de volta a boa forma. Além disso, aumento de peso acentuado ocasiona flacidez de pele e tendência a formação de estrias, dois problemas difíceis de corrigir no futuro”, alerto o endocrinologista Guilherme Azevedo Ribeiro, autor do livro “Dieta Nota 10” (Ed. Bertrand Brasil). Foi esse método que ajudou a atriz Carolina Dieckmann a perder os 30 quilos acumulados na segunda gravidez em onze meses.
 
Alimentação
Item dos mais importantes na vida das novas mães, a alimentação é uma arma poderosa para quem deseja voltar ao peso anterior. “A grávida se empenha muito em comer tudo corretamente, mas depois que o filho nasce toda a motivação para ser saudável desaparece. Algumas mulheres ficam com apetite muito maior e acabam comendo qualquer coisa”, afirma a nutricionista especializada em cuidados na gestação e pós-parto Francine Barbosa.
 
Ela ressalta que o ideal é ter uma dieta balanceada, porém sem grandes restrições, para não interferir no processo de lactação. A sede também aumenta quando a mulher está amamentando. Mas é preciso ter cuidado, já que diversos tipos de líquidos engordam.
 
Amamentação
“A amamentação tem muita importância na perda de peso. Ela contribui positivamente para o esse objetivo porque tem uma demanda energética muito alta”, afirma Francine. A ressalva, nesse caso, é novamente para que a mãe tenha uma dieta balanceada. “A mãe não pode cair no mito de que deve comer um grande volume daqueles alimentos popularmente conhecidos por ‘dar leite’, mas que, geralmente, são muito calóricos. Procure o auxílio de um profissional para elaborar um cardápio adequado antes de cometer esse erro”, alerta Cátia.
 
Genética
Extremamente generosa em alguns casos, a genética está por trás de muitos casos de emagrecimento rápido. O problema é que quem não tem um metabolismo que favoreça a perda de peso fica em desvantagem. “A gente ouve muitas críticas direcionadas a algumas mulheres famosas que aparecem muito magras poucos meses depois do parto. Entretanto, é preciso lembrar que muitas delas têm a genética a seu favor. Uma modelo que sempre foi magra certamente vai voltar ao seu corpo normal em um tempo mais curto mesmo”, lembra Francine.
 
Exercício físico
Apenas o médico pode estipular a data adequada para o início do exercício físico. “Para muitas mulheres não é indicado que comecem a se exercitar nos primeiros 60 dias depois do parto, mas um médico deve ser consultado neste caso”, alerta Guilherme.
 
Segundo o ginecologista e obstetra do hospital Albert Einstein Eduardo Zlotnik, além de permitir a volta mais rápida à antiga forma, o exercício físico após a gestação diminui o risco de depressão pós-parto e eleva a autoestima. "Não há necessidade de exercícios vigorosos. Uma caminhada no começo com os passeios com o bebê, alongamentos, drenagem linfática e ginástica localizada são ótimas opções", afirma. Apesar de não ser uma solução imediata, em médio prazo exercitar-se contribui decisivamente para que a mãe fique em forma novamente.
 
Disciplina e força de vontade
“As famosas, de uma maneira geral, voltam muito rápido ao antigo corpo porque têm disciplina. Quem vive da imagem entende o valor disso. Não ficam se sentindo culpadas quando precisam deixar o bebê com outra pessoa para praticar atividade física, por exemplo. E não arrumam desculpas para não fazê-los”, afirma a personal gestante Gizele Monteiro. Os cuidados com o bebê exigem muito da mulher, mas isso não pode ser desculpa para adiar as sessões de malhação. Força de vontade durante esse período é fundamental para atingir o objetivo.
 
Organização
Um item chave para quem quer perder o peso extra da gravidez é a organização. Tanto para ter tempo de preparar um refeição balanceada quanto para conseguir se ausentar e fazer alguma atividade física.
 
Segundo Gizele, organizar-se fica mais fácil quando a mulher conta com a ajuda de alguém, mas é possível desenvolver uma rotina de forma que a mãe use os momentos de sono do bebê para realizar suas tarefas diárias.
 
Sono
Uma boa noite de sono, importante para controlar o peso, pode parecer um sonho distante, mas existem maneiras de driblar essa limitação. Enquanto a criança não dorme muitas horas seguidas, a mãe deve aproveitar para descansar também durante o dia, enquanto o filho tira uma soneca. Isso tende a mudar depois dos três primeiros meses, quando geralmente o bebê já consegue ter uma rotina mais estabelecida com um período de sono noturno mais extenso. “Para um bom emagrecimento é preciso que se tenha uma boa qualidade de sono, com pelo menos seis horas contínuas”, ressalta Cátia Medeiros.

Fonte Delas