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quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Célula-tronco doada pode ajudar coração, diz estudo americano

Pesquisadores americanos afirmam ter conseguido um novo avanço na tentativa de usar células-tronco para reparar corações afetados por ataques cardíacos.
 
Num estudo com 30 pacientes, apresentado na conferência da Associação Americana do Coração, os cientistas usaram células-tronco de doadores para tratar pessoas com problemas cardíacos, e o resultado sugere que a técnica pode ser eficaz e segura.
 
Hoje, o mais comum é que esse tipo de terapia experimental seja feita usando células-tronco da medula óssea dos próprios doentes, o que evita riscos de rejeição.
 
No entanto, a nova pesquisa mostrou que o uso de células de outras pessoas também não leva a uma reação do organismo do receptor, desde que as células-tronco sejam bem escolhidas.
 
Para isso, é preciso se certificar da ausência de moléculas da superfície das células que são ligadas ao fenômeno da rejeição, diz Joshua Hare, coordenador da pesquisa na Universidade de Miami.
 
O uso das células-tronco diminuiu a presença de cicatrizes não funcionais no coração dos pacientes e melhorou o fôlego deles para a prática de exercícios físicos.
 
A principal vantagem de usar células de doadores seria a criação de "bancos celulares", que poderiam ser usados imediatamente no caso de um problema cardíaco.
 
Fonte Folhaonline

Brasil faz parceria com prêmio Nobel e testa remédio contra diarréia

O Brasil deve pôr em prática, nos próximos anos, testes clínicos para avaliar a eficácia de dois tratamentos desenvolvidos pelo pesquisador Ferid Murad, prêmio Nobel de Medicina de 1998. Um deles é para diarreia infantil e doença inflamatória do intestino e o outro, para um tipo de tumor cerebral comum e agressivo: o glioblastoma. A iniciativa é resultado de uma parceria oficializada na semana passada em São Paulo entre Murad e a indústria farmacêutica Biolab.

Os estudos com pacientes serão desenvolvidos com a colaboração da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). No caso da droga contra a diarreia, a previsão é de que os testes comecem em dois anos. Murad diz que a diarreia pode ser provocada por várias bactérias, entre elas a Escherichia coli. O que seu grupo de pesquisa descobriu em 1978 foi que o mecanismo de atuação da E. coli envolve o aumento da produção da molécula GMP cíclico. Foi o estudo desse mensageiro químico que lhe rendeu o prêmio Nobel (mais informações nesta pag.). Há oito anos, descobriu um componente capaz de bloquear a produção de GMP cíclico pelas bactérias.

Em animais, o uso desse componente cessou a diarreia provocada pela E. coli e também pelo vibrião colérico, ligado à cólera. Principalmente entre crianças e idosos, a desidratação decorrente da diarreia pode matar. Hoje, o tratamento indicado é a reidratação com soro caseiro, feito com água, sal e açúcar. Trata-se de uma receita simples e barata, porém o problema é o acesso à água limpa em situações de desastres naturais, como enchentes, furacões e terremotos.

"Há cerca de três anos, um furacão atingiu o Haiti. Mais de mil pessoas morreram de diarreia. Se houvesse uma droga como essa, isso não teria acontecido", observa. O objetivo da pesquisa é obter uma pílula capaz de cessar a diarreia sem depender da disponibilidade de água limpa.

Estudo complementar, feito em parceria com a Biolab em uma universidade do Canadá, mostrou que as conclusões são válidas para diarreias não relacionadas a bactérias. "Poderia ser útil não só para diarreia, comum no terceiro mundo, como para doenças inflamatórias do intestino, típicas de primeiro mundo, e para as quais não há remédio eficaz", diz Gilberto De Nucci, professor da Unicamp.

Câncer
Ao identificar que em muitos tipos de tumor faltava uma enzima que produz o GMP cíclico, Murad desenvolveu a hipótese de que, aumentando a produção dessa molécula, o tumor pararia de crescer.

Em camundongos, a aplicação dessa estratégia quadruplicou a sobrevida. Enquanto os que não receberam o tratamento sobreviviam apenas 21 dias depois do início do câncer, os que foram tratados sobreviveram 84 dias.

"Esse conceito pode ter aplicação para câncer de pulmão, pâncreas e ovário", diz Murad. Em 2013, uma pesquisa na Unicamp testará se a medicação é capaz de chegar ao cérebro dos pacientes. Essa etapa, mais inicial do que a pesquisa sobre diarreia, é chamada de prova de conceito.
 
Fonte Estadão

Tamanho da bebida pesa quando o assunto é obesidade

Alimentos líquidos têm crescente papel no aumento de peso e na epidemia de diabetes tipo 2
 
Recentemente conheci uma jovem mulher e consciente sobre a saúde, que insistiu que o tamanho das bebidas adoçadas com açúcar não deveria ser previsto por lei.

— Incentivar as pessoas a beberem menos dessas bebidas é algo que deve ser feito através da educação — ela disse.

É uma opinião compartilhada entre muitos. Alguns podem não estar cientes do papel que essas bebidas têm na crescente epidemia de obesidade e de diabetes tipo 2. Poucos sabem do histórico decepcionante de esforços feitos para mudar o comportamento das pessoas apenas através da educação.

A mulher estava reagindo a uma regulamentação da cidade de Nova York, que entra em vigor em março, limitando o tamanho dessas bebidas a 470 ml em restaurantes, carrinhos de rua, cinemas e eventos esportivos. Lojas de conveniência, máquinas automáticas e algumas bancas de jornal estão isentas.

Vários novos estudos ressaltam o potencial de saúde pública causado pela restrição. Se tiver sucesso, é provável que seja imitado em outros lugares, pois o amor da nação por refrigerantes de tamanho gigante está custando às cidades e aos estados bilhões de dólares anualmente com despesas médicas.

A gula por doces é enlouquecedora
Todos nós nascemos com uma preferência natural pelo doce, o que durante a evolução nos permitiu perceber quando as frutas estavam maduras e prontas para serem comidas. Mas, como colocou Gary K. Beauchamp, biopsicólogo e diretor do Monell Chemical Senses Center, um instituto de pesquisas sem fins lucrativos na Filadélfia, "nós separamos o gosto bom da comida boa". Nossa gula por doces não está mais trabalhando a nosso favor.

Ninguém alega que bebidas adoçadas sejam a única razão pela qual os americanos estão mais gordos e têm desenvolvido altas taxas de diabetes tipo 2. Mas em momento algum na história nós ingerimos mais adoçantes calóricos do que hoje, e os refrigerantes são os grandes culpados.

As bebidas adoçadas, maior fonte de calorias em nossas dietas, respondem por quase metade do total de açúcar que consumimos e 7 por cento do total de calorias – chegando a quase 15 por cento em alguns grupos, incluindo garotos na adolescência. Pesquisadores da Universidade de Wisconsin relataram em 2005 que os alunos em média consomem anualmente 14 kg de açúcar nas bebidas adoçadas.

A Coca-Cola costumava vir em garrafas de 230 ml com 97 calorias. Hoje as pessoas compram latinhas de 350 ml com 145 calorias (o equivalente a 10 colheres de sopa de açúcar); garrafas de 590 ml com 242 calorias; Big Gulps de 950 ml; Super Big Gulps de 1,3 l com 533 calorias; e Double Gulps de 1,9 l com 776 calorias. A diferença de preço entre esses tamanhos é mínima.

Essas calorias são nutricionalmente vazias, ao contrário das encontradas nas frutas, legumes, carnes, aves, peixes e laticínios, todos fontes de vitaminas e nutrientes essenciais.

Barbara J. Rolls, professora de ciência nutricional na Universidade Penn State, mostrou que falta um "fator de saciedade" nas calorias líquidas. Quando as pessoas tomam refrigerantes, elas não compensam adequadamente a refeição comendo menos calorias nas comidas sólidas.

Brian Wansink, diretor do Food and Brand Lab na Universidade de Cornell, diz que as bebidas não satisfazem tanto quanto as comidas sólidas por não terem uma textura e um "movimento de boca", e nós "tendemos a consumi-las tão rapidamente que nem as percebemos".

Muitos estudos observacionais têm ligado o consumo de bebidas adoçadas ao aumento de peso das crianças, e ao aumento de peso e surgimento da diabetes tipo 2 em adultos. Mas novas pesquisas vão muito além dessas descobertas.
 

Em um estudo realizado entre mulheres acompanhadas por quatro anos, as que consumiram uma ou mais dessas bebidas por dia praticamente dobraram o risco de desenvolver diabetes tipo 2, comparadas às que beberam menos de uma por mês. E os autores concluíram que aquelas que consumiram mais bebidas adoçadas também "aumentaram o consumo de energia" – ou seja, calorias – "das outras comidas, indicando que essas bebidas podem até mesmo induzir a fome e o consumo de comidas".

Dois estudos recentes no Jornal de Medicina de New England observaram os efeitos do peso em crianças e adolescentes quando bebidas sem açúcar eram substituídas por aquelas com adoçantes calóricos. Em ambos os casos, limitar o consumo de calorias líquidas reduziu o aumento de peso nas crianças, comparadas às que continuaram consumindo as bebidas adoçadas.

O autor de um dos estudos, realizado na Holanda, comentou: "As crianças nos EUA consumem em média quase três vezes mais calorias nas bebidas adoçadas", comparadas às crianças holandesas.

Logo depois do encerramento de outro estudo, realizado entre adolescentes em algumas áreas de Boston, os jovens passaram a consumir bebidas menos calóricas, o que mostra a importância tanto da educação quanto da regulamentação. O autor sênior, Dr. David S. Ludwig, disse que as descobertas enfatizam a necessidade de mudanças nas políticas públicas.

— Isso sugere que se queremos mudanças a longo prazo no peso, teremos que fazer mudanças permanentes a longo prazo em nosso ambiente para as crianças — disse ele ao New York Times quando a reportagem foi publicada.

Um terceiro estudo, publicado com os dois primeiros, descobriu uma ligação importante entre genética e os efeitos das bebidas adoçadas no peso. Homens e mulheres com uma predisposição a ganhar peso experimentaram um efeito mais aparente causado pelas bebidas adoçadas do que as pessoas que não tinham os 32 genes associados ao maior índice de massa corporal.

Melhorando os hábitos saudáveis
Educação importa. Se eu não acreditasse nisso, eu teria abandonado meu papel como educadora pública há muito tempo. Mas a história mostra claramente que educação não é o suficiente. Precisa ser acompanhada de restrições que desencorajem hábitos não saudáveis e de mudanças ambientais que apoiem os hábitos saudáveis.

Fumar cigarros é um exemplo clássico. Anúncios bem feitos explicando seus perigos – até mesmo avisos nos maços – não fizeram muito para ajudar pessoas a pararem de fumar e a impedir que os outros o fizessem. Só depois que fumar foi proibido em ambientes de trabalho, restaurantes, prédios públicos e nos meios de transporte é que milhões desistiram. Hoje em dia, cerca de um entre 5 homens americanos fuma. Há 40 anos, a média era de um a cada dois.

Do mesmo jeito que a indústria do tabaco contestou a ligação entre fumar e ter câncer durante anos, a Associação Americana de Bebidas diz que não há provas de que bebidas adoçadas sejam os grandes culpados pela obesidade e pela diabetes.

Mas porque esperar décadas por uma evidência conclusiva, quando milhões já terão adoecido ou morrido por causa da obesidade? Não é como se não houvesse alternativas já existentes para as bebidas adoçadas, incluindo aquelas com adoçantes não calóricos e águas com ou sem gás, com sabor ou sem. Se essas bebidas fossem menos caras e tivessem algum destaque, e mais pontos de vendas limitassem o tamanho e a disponibilidade de bebidas doces, poderíamos começar nesse caminho tão bem trilhado durante nossos esforços antitabagismo.
 
Fonte The New York Times
 
Por Zero Hora

Alimentos valiosos

Ácido elágico, graxo-linolênico, lignina, saponinas e fitatos. Pode parecer que estamos falando uma nova língua, mas não: essas palavras fazem – ou deveriam fazer – parte dos alimentos que compõem as nossas refeições.
 
Estes são apenas alguns dos componentes presentes nos alimentos funcionais, aqueles que, além das funções nutricionais básicas, quando consumidos como parte da dieta normal, produzem efeitos benéficos à saúde. Mas como essas propriedades interessantes, podem significar realmente uma mudança radical na qualidade de vida das pessoas?
 
A nutricionista Cátia Cristina Guerbali, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, criou uma espécie de manual para quem deseja embarcar nessa ideia, listando 16 alimentos essenciais para a dieta e que são capazes de prevenir problemas de saúde. Basta incorporá-los ao cardápio diário.
 
Para quem ainda não se convenceu do poder desse tipo de alimentação, Cátia avisa: “Os alimentos funcionais possuem componentes ativos, capazes de reduzir o risco de certas doenças como as cardiovasculares, alguns tipos de câncer e doenças intestinais”.
 
Além disso, oferecem melhora importante na função imunológica do corpo e tem propriedades antioxidantes. “A dieta rica em alimentos de origem vegetal, hortaliças, frutas, chás, trigo e peixes pode oferecer melhora na imunidade celular contra diferentes microorganismos e células doentes. Já os produtos ricos em vitamina C, zinco, vitamina E e betacaroteno protegem organismo contra a oxi­dação provocada pelos radicais livres”, acrescenta.
 
Os eleitos
Segundo a nutricionista, é possível listar os principais produtos que podem manter a dieta funcional. São apenas 16 itens que podem ser facilmente inseridos nas refeições.
 
- Alimentos arroxeados: As propriedades funcionais dos alimentos arroxeados e azulados, que contém ácido elágico, promovem o retardo do envelhecimento e neutralizam as substâncias cancerígenas, prevenindo diversos tipos de câncer.
 
- Berinjela: Antioxidante, anti-inflamatória, rica em proteínas, cálcio, fósforo, ferro, potássio e vitaminas A, C e do complexo B. É uma aliada ao bom funcionamento das funções vitais, e na pre­venção do câncer e estimulação do sistema imunológico. Suas fibras reduzem a ação de gorduras sobre o fígado e são ideais para o bom funcionamento intestinal.
 
- Alimentos amarelos: Man­tém o sistema nervoso saudável, ajudam na prevenção do câncer de mama, tem ação antioxidante e retardam o envelhecimento. São ricos em vitamina B-3, ácido clorogênico e também possuem beta­-caroteno.
 
- Cenoura: Por seu alto teor de fibras, auxilia na redução do colesterol, protege contra o câncer, possui grande quantidade de vitamina A, nutriente essen­cial para a saúde dos cabelos, pele, olhos e ossos.
 
- Espinafre: Suas folhas possuem nutrientes antioxidantes bioflavonoides que ajudam a bloquear as substâncias causadoras de câncer, rico em carotenoides como betacaroteno e luteína. Boa fonte de vitamina A, C e potássio.
 
- Alimentos verdes: As propriedades funcionais dos alimentos de cor verde promovem a desintoxicação celular, inibição de radicais livres, tem efeito anti­cancerígeno, protegem o coração, cabelo e a pele, melhoram o siste­ma imunológico, além de serem importantes para os ossos e contração muscular. Contêm cálcio, clorofila, vitamina C e vitamina A.
 
- Semente de linhaça: Além de seus nutrientes básicos como carboidratos, proteínas, gorduras e fibras, possui elementos que podem diminuir o risco de algumas doenças. Seu uso contínuo pode proporcionar aumento da defesa do organismo e redução do ritmo de envelhecimento celular. Também apresenta funções antioxidantes e antican­cerígenas, e, por ser rica em ácido graxo-linolênico e lignina, possui ação semelhante aos isoflavonóides e estrógeno, que a torna importante comple­mento para mulheres na menopausa.
 
- Salmão: Peixe rico em ácidos graxos e Omega-3 que evitam a formação das placas que obstruem as artérias, reduzem o colesterol e combatem os triglicerídeos. Para aproveitar os benefícios do Omega-3, recomenda-se o consumo diário de 180g em diversos preparos: assado, grelhado e também em forma de sashimi.
 
- Gergelim preto: Excelente fonte de proteínas, por ser rico em gorduras monoinsaturadas e elevada concentração de fi­bras. Umedece e lubrifica os intestinos em função da presença de ácido linol, aumentando o peristaltismo intestinal, o trânsito do bolo alimentar e ativando a circulação sanguínea na parede intes­tinal. Apresenta grande quantidade de cálcio, fósforo, ferro e vitaminas do complexo B.
 
- Manga: Possui alto teor de fibras, ferro e potássio, apresenta baixo teor de calorias. Excelente fonte de betacaroteno, vitamina C, vitamina E, niacina e pectina.
 
- Pimenta dedo de moça: Entre as propriedades da pimenta estão as vitaminas A e C, minerais, ferro, com ação antioxidantes e imunológicas, defendem o organismo contra o envelhecimento
 
- Manjericão: Rica em magnésio, ferro, cálcio, potássio e vitamina C, E, B3, B6 e zinco. Devido a presença do magnésio, melhora a saúde do sistema cardiovascu­lar. Apresenta função anti-inflamatória, estimulante digestivo, calmante, previne infecções no intestino e também flavonoides, que protegem as estruturas celulares contra os efeitos dos radicais livres.
 
- Tomate: Fonte de Potássio e das vitaminas A e C, possui licopeno, um carotenoide que reduz os efeitos dos radicais livres, estimulando o sistema imunológico. Age na oxidação do colesterol e também auxilia na prevenção do câncer de próstata, estimula a secreção gástrica e depurativa do sangue, auxilia no tratamento da pele, gota, reumatismo e prisão de ventre. Quando processa­do apresenta maior concentração de licopeno.
 
- Soja: Auxilia no combate aos radicais livres por conter antioxidantes, possui ácidos graxos poli-insaturados, compostos fitoquímicos como isofla­vona, saponinas e fitatos. Excelente fonte de minerais como cobre, ferro, fósforo, potássio, magnésio, manganês, enxofre, cloro e vita­minas A,C, E, e do complexo B. Possui fibras que são de extrema importância para o funcionamento adequado do intestino e têm a capacidade de captar partículas maiores de gordura, levando-as a passar direto pelo in­testino, sem serem absorvidas. Pode ser consumida em várias formas como grãos, fari­nhas, extrato (leite de soja), óleo, tofu, missô, shoyo, lecitina de soja e proteína texturizada de soja. Indica-se o consumo diário de 60g em forma de grão ou 200 ml em forma de extrato.
 
- Alcachofra: Oferece diversos benefícios à saúde, com excelentes propriedades nutritivas e medicinais. Possui elevado teor de fibras, vi­taminas do complexo B, vitamina C, potássio, cálcio, fósforo, iodo, sódio, magnésio e ferro. Apresenta como princípios ativos a cinarina e o ácido caféico, que estimulam a formação da bili hepática, responsável pela redução do colesterol e dos triglicerídeos, promove saciedade, melhora no trânsito intestinal e diurese.
 
-Chia: Concentra altos teores de fibras solúveis, que além de colaborar para saúde cardiovascular, promove sensação de saciedade e portanto auxilia na manutenção do peso saudável. Possui grande concentração de ômega 3, vitaminas do complexo B, cálcio, magnésio, potássio, fonte de proteína de alto valor biológico. Pode-se consumir o alimento in natura ou nas formas de farinha e óleo, em receitas de bolos, pães e tortas. Previne o envelhecimento precoce, aumento na imunidade, redução do colesterol e da glicemia.
 
- Alimentos vermelhos: São ricos em cálcio, fósforo, potássio e vitaminas A e C. As frutas vermelhas contém licopeno e flavonoides, que funcionam como antioxidante e promovem benefícios como a redução do risco de doenças car­diovasculares, redução do colesterol e fortalecimento do sistema imunológico.
 
- Amora: Auxilia no combate às doenças cardíacas e osteoporose, au­menta a taxa de colesterol bom do sangue, regulando os níveis de antioxidantes do organismo. Ajuda a amenizar os sinto­mas da tensão pré-menstrual e melhora a função da memó­ria. Tem propriedades diurética e laxativa e é rica em vitaminas A, B e C, minerais como fósforo, potássio e cálcio.
 
- Framboesa: Auxilia na prevenção de doenças cardíacas e câncer, contribui para controlar os níveis de colesterol e prisão de ventre. Rica em fibras, contém antocianinas, ácido fólico, ferro e potássio.
 
- Morango: Atua na prevenção de problemas de pele, aparelho diges­tório, sistema nervoso e reumatismo. Protege os ossos, má formação dos dentes, auxilia na resistência aos tecidos age contra infecções, além de ajudar a cicatrização. Possui vitamina B5, ferro e grande quantidade de vi­tamina C.
 
Fonte Blog do Vida

Produto promete clareamento vaginal e faz sucesso na Ásia

Produto promete clareamento vaginal e faz sucesso na Ásia Ado Henrichs/Agencia RBS
Foto: Ado Henrichs / Agencia RBS     O lançamento
de um produto similar no início deste ano, na Índia, foi
recebido com desdém internacional após um anúncio de TV
insinuando que ter uma vagina mais clara tornaria
as mulheres mais atrativas para os homens
Na Tailândia, a pele mais clara tem sido equiparada à classe mais elevada, uma vez que descreve uma vida não desperdiçada labutando em arrozais sob o sol
 
Um novo produto que promete deixar as partes íntimas das mulheres “mais claras em quatro semanas” fez ressurgir o debate da beleza na Tailândia – onde a pela clara é associada a oportunidade, sucesso e status – e levou críticos a questionar se a chamada moda do clareamento de pele vai acabar.

Produtos que prometem despigmentar o rosto, corpo e axilas já estão disponíveis em todo o país, como pílulas de branqueamento de pele e suplementos dietéticos para atingir as áreas que os cosméticos deixam de fora. Mas esta é a primeira vez que os procedimentos para as partes íntimas atingem o mercado tailandês.

O lançamento de um produto similar no início deste ano, na Índia, foi recebido com desdém internacional após um anúncio de TV insinuando que ter uma vagina mais clara tornaria as mulheres mais atrativas para os homens. Na Tailândia, no entanto, executivos dizem que a novidade foi recebida com grande sucesso.

– Produtos têm evoluído do clareamento de face e corpo para desodorantes capazes de nivelar as áreas escuras das axilas. Agora, a higiene íntima também oferece um benefício de clareamento, porque pesquisas evidenciaram que as mulheres estariam interessadas – disse Louis-Sebastien Ohl da Publicis Thailand, que criou os anúncios.

Na Tailândia, como em outros países do sudeste da Ásia, a pele mais clara tem sido equiparada à classe mais elevada, uma vez que descreve uma vida não desperdiçada labutando em arrozais sob o sol. Segundo a Draftfcb, agência por trás de muitos anúncios de clareamento de pele da Nívea na Tailândia, tais trabalhadores formam a maior parte dos consumidores tailandeses de produtos para clareamento de rosto e pele.

Alerta para os riscos à saúde
Em quase toda a região Ásia-Pacífico (sobretudo na China e Índia), a indústria de clareamento de pele deverá atingir US$ 2 bilhões em 2012.

Porém, a tendência tem sido associada a vários riscos de saúde devido a quantidade de ingredientes como o mercúrio em alguns produtos, que podem levar à descoloração permanente da pele ou danos nos rins. Além disso, nem todos os produtos disponíveis no mercado são legais.

Críticos desta tendência, como Kultida Samabuddhi, do jornal Bangkok Post, diz que os produtos têm “afetado o sistema de valores da sociedade”.

– Como a definição de beleza tem sido mudada pela indústria, mulheres tailandesas que não se encaixam no padrão estabelecido pelos produtores de cosméticos e agências de publicidade têm de lutar muito para manter sua autoestima – disse ela.

Mas a “moda do clareamento de pele”, como é frequentemente chamada, ainda não parece ter data para terminar. O mercado masculino ainda não foi plenamente explorado, disse Ohl, acrescentando que futuras variantes de Lactacyd White Intimate serão formuladas para incluir propriedades antienvelhecimento:

– Desta forma, você também poderá manter as partes íntimas frescas e jovens por mais tempo.
 
The Guardian
 
Por Zero Hora