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quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Pessoas com corações saudáveis também correm riscos de desenvolverem doenças cardiovasculares

Adultos de meia idade que têm corações saudáveis podem estar correndo riscos de sofrerem de doenças do coração mais tarde na vida.
 
Em um estudo, cerca de quatro entre cada 10 homens e três entre cada 10 mulheres que tinham pressão sanguínea e níveis de colesterol normais, não fumavam e não tinha diabetes aos 55 anos desenvolveram alguma forma de doença cardiovascular.
 
Porém, pessoas com boa saúde cardíaca na meia idade têm mais chances de viverem mais anos sem problemas que atinjam o órgão. Em média, homens e mulheres com corações saudáveis aos 45 anos ficaram entre oito e 14 anos a mais sem desenvolverem doenças dessa categoria do que pessoas que tinham pelo menos dois fatores de risco.
 
Os pesquisadores descobriram também que 60% dos homens e 56% das mulheres participantes desenvolveriam doenças cardiovasculares em algum momento após chegarem aos 55 anos. Para participantes que tinham ótima saúde do coração, as estatísticas foram de 40% para homens e 30% para mulheres.
 
O estudo foi publicado no periódico American Medical Association.
 
Fonte: Live Science, 5 de novembro de 2012

Câncer: prevenção e detecção precoce

 
"O câncer é uma doença que amedronta a todos. Ocorre devido a uma falha nas células que leva ao seu crescimento e multiplicação desordenados formando tumores. Estima-se que em 2012 ocorrerão cerca de 518 mil novos casos de câncer no Brasil. Muito se tem avançado no tratamento dos tumores, mas as melhores medidas no combate ao câncer ainda são a prevenção e a detecção precoce."

Introdução
O nosso corpo é formado por diversos tipos de células. Normalmente, as células crescem, se dividem e morrem. Algumas vezes, as células podem sofrer mutações e começam a crescer e a se dividir mais rápido do que as células normais e podem formar um tumor. Se esse tumor for canceroso (também chamado de "maligno"), eles podem invadir e matar as células saudáveis do corpo. E desses tumores malignos, algumas células podem se espalhar e formar novos tumores em outras partes do corpo.
 
Ainda falta muito para se conhecer com clareza o que determina o aparecimento de cada tipo de câncer, mas já se conhece vários fatores que contribuem para o seu desenvolvimento, como alguns genes e fatores ambientais.
 
Estimativas
O Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima que no ano de 2012 ocorrerão no Brasil cerca de 518.510 novos casos de câncer, sendo 257.870novos casos para o sexo masculino e 260.640 para o sexo feminino.
 
Os cânceres mais incidentes serão: o câncer de pele (113 mil novos casos, excetuando-se o melanoma), seguidos do câncer de próstata (60.180), tumors de mama feminino (52.680), traqueia, brônquio e pulmão (27.320), cólon e reto (30.140) , estômago (20.090) e colo do útero (4.520), distribuição semelhante ao do resto do mundo.
 
O número de novos casos estimados distribui-se de forma heterogenia no Brasil. É observada uma grande variação regional, destacando-se com as maiores taxas as regiões Sul e Sudeste, passando pela região Centro-Oeste e as menores taxas nas regiões Nordeste e Norte.
 
Detecção precoce
A detecção precoce pode reduzir a mortalidade pelo câncer, pois o tratamento em estágios iniciais do câncer é freqüentemente menos agressivo do que em estágios mais avançados.
 
O exame clínico é o exame mais amplamente disponível para a detecção do câncer. Pela observação visual direta ou assistida podem ser identificados, por exemplo, o câncer de pele, boca, laringe, genitália externa e colo uterino. A palpação é capaz de detectar nódulos ou tumores no seio, na tireóide, próstata, testículos, ovários, pescoço, dentre outros.
 
Cânceres mais internos necessitam de procedimento e testes como endoscopia, radiografias, ressonância magnética ou ultra-sonografia. Alguns testes laboratoriais, como Papanicolau para detecção de câncer de colo de útero, teste de sangue oculto nas fezes para pesquisa de câncer no intestino e medida do PSA para câncer de próstata, podem ser utilizados para detecção de cânceres específicos.
 
Os pesquisadores têm trabalhado para melhorar os métodos de detecção precoce de câncer, tais como novas técnicas de imagem para descobrir o câncer de mama. Além disso, estudos genéticos de famílias com uma incidência elevada de certo tipo de câncer tem permitido a identificação de um número de genes relacionados ao desenvolvimento de câncer, o que poderia possibilitar a detecção precoce do câncer em pessoas com esses genes.
 
O tipo e periodicidade dos testes de triagem para câncer dependerão do risco de desenvolver determinado câncer, como em casos de história pessoal de câncer ou uma forte história familiar de câncer (em 2 ou mais parentes de primeiro grau). Existem alguns testes de aplicação universal, devido a alta incidência, existência de tratamento eficaz de lesões pré-malignas ou câncer em estágio inicial e pela facilidade de realização, como por exemplo, o teste Papanicolau, para prevenção de câncer de colo de útero, que deve ser realizado anualmente em todas as mulheres.
 
Prevenção
O melhor "tratamento" contra o câncer é a prevenção. Prevenção é definida como a redução da mortalidade causada pelo câncer por meio da redução na incidência de câncer. Pode ser realizada pela mudança no estilo de vida e exposições ambientais, e pelo tratamento bem sucedido de lesões pré-cancerígenas.
 
O achado mais consistente, após décadas de estudo, foi a forte associação do tabaco e cânceres em várias localidades. Outros exemplos de fatores de risco modificáveis para câncer incluem o consumo de álcool (associado com um risco aumentado para câncer de boca, esôfago e outros), sedentarismo (associado com aumento do risco para câncer de intestino, mama e possivelmente outros cânceres) e a obesidade (associado com câncer de intestino, mama, endométrio, e possivelmente outros). Portanto, evitar o consumo excessivo de álcool, o sedentarismo, o tabagismo e manter o peso corporal recomendado contribui para a redução do risco de certos tipos de câncer. Outros fatores de estilo de vida e ambientais reconhecidos por afetar o risco de câncer incluem certas práticas de relação sexual e reprodutiva, uso de estrógenos, exposição à radiação ionizante e radiação ultravioleta, certos produtos químicos, e agentes infecciosos.
 
Estudos demonstraram uma relação dos alimentos e nutrientes ingeridos com muitos tipos de câncer. O consumo de frutas e vegetais foram associados com uma redução do risco de variados tipos de câncer. Mas ainda não se conhece que componente específico das frutas e vegetal é responsável por essas associações observadas. Por outro lado, o consumo de carne vermelha e a ingestão inadequada de ácido fólico, tem sido associados com um risco aumentado de câncer de intestino.
 
A quimioprevenção é o uso de substâncias sintéticas ou naturais para reduzir o risco de câncer. Inúmeros estudos tem sido feito em busca desses agentes, já apresentando drogas promissoras, como o uso do tamoxifeno para reduzir o risco de câncer de mama em mulheres de alto risco, os inibidores da COX-2 (antiinflamatórios seletivos) para reduzir o risco de câncer de intestino e a finasterida para reduzir o risco de câncer de próstata. Outras medidas já bem estabelecidas incluem a vacinação para o vírus da hepatite B (para prevenção de câncer hepático) e o tratamento da infecção pelo Helicobacter pylori (bactéria cuja infecção aumenta o risco de câncer de estômago).
 
Testes genéticos para pessoas de alto risco, com conseqüente aumento da vigilância ou cirurgia profilática para os testes positivos, já são disponíveis para certos tipos de câncer, incluindo câncer de mama e de intestino.
 
Grandes esforços têm sido feitos em busca de vacinas para a prevenção de infecções por agentes oncogênicos (como por exemplo, o vírus do HPV, cuja infecção predispõe ao câncer do colo do útero) e de terapia genética para pessoas com mutações genéticas que as colocam em alto risco para o desenvolvimento de câncer.

Por Boa Saúde
 
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revisado em 02 de fevereiro de 2012

Açaí pode levar a aumento de tumores

Altamente nutritivo, o açaí caiu no gosto dos brasileiros. A fruta possui propriedades antiinflamatórias em sua composição natural, além de antioxidantes naturais benéficos à saúde. Contudo, é preciso ficar atento à forma como a fruta é consumida, pois as bebidas comercializadas que têm o açaí como matéria-prima recebem a adição de xarope de glicose, o que leva à perda dos ganhos metabólicos dos nutrientes.
 
Essa foi a primeira conclusão de uma pesquisa realizada na Universidade de São Paulo, o açaí. Depois dessa primeira constatação, os pesquisadores substituíram o xarope de glicose por mel orgânico, que tem propriedades antiproliferativas.
 
 
Marília Seelaender, coordenadora do estudo, explica que as análises comprovaram que tanto animais sadios quanto aqueles com tumores que consumiram o suco de açaí se beneficiaram de suas propriedades antiinflamatórias, o que reduziu a expressão da citocina pró-inflamatória no organismo.
 
A equipe analisou, ainda, a ação do açaí no tratamento da caquexia (inflamação crônica nos órgãos que causa a desnutrição e a perda excessiva de peso), que leva à morte 20% dos pacientes com câncer. A intenção dos pesquisadores era determinar se a suplementação com suco de açaí e mel reduziria o estresse oxidativo relacionado à caquexia.
 
Os resultados mostraram que a ingestão do composto diminuiu a concentração de malondialdeído (elemento pró-oxidante) apenas nos animais sadios. Naqueles que possuíam tumores, o consumo do suco gerou um aumento significativo na massa tumoral.
 
Assim, a pesquisa concluiu que, apesar de os nutrientes do açaí trazerem melhorias em relação ao perfil antiinflamatório do organismo, eles não são eficientes para combater o estresse oxidativo e ainda podem levar ao crescimento do tumor.
 
Fonte Boa Saúde

Exames: Coombs indireto (código da AMB 4.03.04.88-4)

O que é o exame: coleta de sangue venoso para pesquisa, no soro, de imunoglobulinas IgG ou frações do complemento ligadas às hemácias.
 
Para que serve: útil no pré-natal de gestantes com sangue Rh negativo para avaliar a possibilidade de eritroblastose fetal (doença hemolítica do recém-nascido), na triagem de anemias hemolíticas e provas transfusionais.

- Em gestantes com sangue Rh negativo, a ausência de anticorpos anti-Rh no sangue resulta num resultado negativo no teste de Coombs indireto, estando indicado a repetição mensal do teste até o parto. A presença de um resultado positivo no teste traduz isoimunização (incompatibilidade Rh com o feto) e merece acompanhamento especializado durante todo o curso da gestação.
 
Valor de referência: negativo

Instruções para a realização do exame: a paciente deve informar se está grávida, a idade gestacional, número de filhos e história patológica pregressa gestacional.

- Não é necessário jejum.

Fonte:

- Manual de Exames e Serviços 2006/2007 – Instituto Hermes Pardini.
 
- Henry: Clinical Diagnosis and Management by Laboratory Methods, 20th ed., 2001.
 
- Corrêa, Mário Dias; Melo, Victor Hugo de; Aguiar, Regina Amélia Lopes Pessoa de; Corrêa Júnior, Mário Dias. Noções práticas de obstetrícia. 13.ed. Belo Horizonte: Coopmed - Cooperativa Editora e de Cultura Médica LTDA, 2004. 915 p.
 
Por Boa Saúde

6 direitos do segurado que por vezes não são respeitados

Por Fabrício Angerami Poli*
 
Fabrício Angerami Poli aponta algumas irregularidades praticadas repetidamente pela maioria das operadoras de planos e seguros de saúde e que podem ser evitadas pelo Poder Judiciário
 
Em uma relação cada vez mais conturbada entre planos de saúde e segurados, o especialista em planos de saúde Fabrício Angerami Poli, do escritório Marques e Bergstein Advogados Associados*, aponta algumas irregularidades praticadas repetidamente pela maioria das operadoras de planos e seguros de saúde e que podem ser evitadas pelo Poder Judiciário, mediante ação judicial a ser proposta por cada segurado.

Diante de tais irregularidades, não apenas para ter os seus direitos válidos, mas, sobretudo, para corrigir a postura dessas operadoras de seguros, é dever do segurado, como cidadão, a propositura de tais ações judiciais, para que o Poder Judiciário possa proibir práticas ilícitas por parte das operadoras de planos de saúde.
 
“Importante mencionar que o medo do segurado sempre foi por uma eventual retaliação da operadora de seguros, mediante o aumento do prêmio ou futuras negativas para procedimentos que, corriqueiramente, eram antes cobertos”, acrescenta Fabrício Poli. No entanto, o efeito de uma ação promovida contra a seguradora é totalmente oposto, uma vez que, vendo ela que os seus segurados fazem valer os seus direitos, pensarão duas vezes antes de glosarem novamente alguma cobertura que sabem ser devida.
 
Fabrício Poli aponta apenas alguns dos principais direitos do segurado e que por vezes não são respeitados por parte das operadoras dos planos:
 
1) reajustes, por faixa etária, para segurados que tenham completado 60 anos ou mais, a partir do ano de 2004, são abusivos e podem ser revertidos, no Judiciário, inclusive com a devolução, pela operadora de seguros, daquilo que foi cobrado indevidamente, incidindo sobre o valor juros e correção monetária;

2) além desse tipo de reajustamento, também aqueles feitos atualmente para os segurados que completem 59 anos de idade, caso flagrantemente abusivos, destoantes dos outros reajustes praticados ao longo do contrato, podem ser revertidos no Judiciário;

2) stents, marca-passo, próteses e demais materiais utilizados para complementação ou substituição de função do organismo, quando utilizados numa cirurgia, devem ser cobertos pela seguradora;

3) exames e procedimentos cirúrgicos, ainda que não constantes do rol de cobertura da ANS, desde que não sejam experimentais, devem ser cobertos pela operadora de seguros;

4) medicamentos quimioterápicos, ainda que tomados pela via oral, devem ser cobertos pela seguradora;
5) tratamentos fisioterápico e fonoaudiológico, se utilizados como o próprio tratamento da doença do segurado, devem ter cobertura pelo seguro de saúde;

6) não é permitido o descredenciamento de clínicas e hospitais, sem que seja feita a sua substituição por outra equivalente (mesma qualidade de serviço, mesma facilidade de acesso, mesma localização geográfica).

* Fabrício Angerami Poli – Advogado. Graduado pela Faculdade de Direito da Universidade Presbiteriana Mackenzie em 2008. Cursando Mestrado na Universidade de São Paulo
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* Marques e Bergstein Advogados Associados é um escritório voltado para o Direito Civil e conta com profissionais especializados nos ramos da Advocacia contenciosa e consultiva, comprometidos com a qualidade dos serviços prestados. Atua também na esfera administrativa, no âmbito dos Conselhos Ético-profissionais. A equipe do Marques e Bergstein presta serviços de excelência, com atuação predominante na área da saúde, nos segmentos relacionados à responsabilidade civil médica e hospitalar, questões contratuais referentes a seguros de saúde e planos de saúde, matérias relacionadas ao biodireito, assim como na defesa dos interesses dos clientes em processos administrativos nos Conselhos Ético-profissionais, especialmente dos ramos vinculados à medicina e saúde. Também atua significativamente na esfera da defesa dos direitos do consumidor e dos direitos autorais. Trabalhando sempre de forma ética e empenhando e focando o atendimento individualizado e personalizado, a banca procura atender os clientes da maneira mais eficiente, em prol de seu melhor interesse e na busca da mais adequada solução jurídica, com ênfase absoluta na qualidade. A filosofia do escritório tem por base investimento constante em seus profissionais, visando atualização, aprimoramento técnico e excelência no atendimento prestado. Por meio do exercício do Direito, o escritório Marques e Bergstein Advogados Associados visa o aperfeiçoamento, baseando-se no trabalho alicerçado na lealdade, honestidade e ética.
 
Fonte SaudeWeb