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quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Coisas que devem ser feitas antes de ir ao ginecologista

 
A visita ao ginecologista de forma periódica é fundamental para uma boa saúde da mulher.
 
Mas com a proximidade da consulta, podem surgir na mulher algumas dúvidas, como: “Devo ou não me depilar?”, “Posso manter relações sexuais no dia?”, “É importante usar a ducha vaginal?”, entre outras.
 
Para esclarecer sobre essas dúvidas veja as seguintes dicas:

1. O ideal é você agendar a consulta entre cinco a sete dias após a menstruação, quando as mamas estão mais macias. A coleta de alguns exames pode ser prejudicada com a menstruação.

2. Não faça uso de cremes vaginais por dois ou três dias antes da consulta.
 
3. Para que o exame não seja incômodo, você deve urinar antes da consulta, pois o instrumento que abre a vagina pode causar um desconforto na bexiga. O papel higiênico ou o lenço úmido não devem ser esfregados, apenas devem tocar o local para absorver o líquido. Pois fragmentos do papel podem ficar colados e é preciso usar uma solução de soro para tirá-los, o que pode deixar a mulher constrangida.
 
4. A ducha vaginal não é recomendada, ela prejudica o exame de papanicolau. Agora tomar banho não atrapalha os exames, use sabonetes com pH ácido (entre 3,5 e 5) sempre.
 
5. A depilação não é obrigatória para ir ao ginecologista. Os pelos, tem a função de proteger e indicam ao médico a quantidade de hormônios femininos e masculinos. A depilação pode ser feita sem excesso, evitando irritações, como é feita no dia a dia. A recomendação para ficar confortável com o uso do biquíni ou da calcinha sem deixar a região exposta é depilar três dedos acima do clitóris e deixar dois dedos nas laterais. Os pelos não podem ser muito curtos, deixe-os com dois dedos de altura.
 
6. Por mais que a vontade seja grande, evite ter relações sexuais no dia anterior e, muito menos, no dia de ir ao ginecologista. O contato sexual gera descamação da pele e o esperma e a camisinha alteram o pH.
 
7. E principalmente informe tudo ao médico, sem constrangimentos. É importante nesta lista conter detalhes que informe o uso de pílula e de antibióticos, contato com doenças sexualmente transmissíveis, cirurgia ginecológica, parto, aborto, desconforto sexual, dificuldade para colocar ou retirar absorvente interno, entre outros.

Consumo de legumes ajuda a controlar o diabetes tipo 2, diz pesquisa

Incluir mais legumes na dieta melhora o controle glicêmico e reduz os riscos de doenças do coração, em especial para pacienets com diabetes tipo 2.
 
A pesquisa, publicada no periódico Archives of Internal Medicine, foi feita pela equipe de David Jenkins, da Universidade de Toronto, no Canadá, e já aparecem como sugestão de novos protocolos no controle da condição.
 
O estudo, feito com mais de 120 pacientes, monitorou os hábitos alimentares de pessoas com a diabetes tipo 2 e que passaram a consumir mais leguminosas assim como fibras solúveis (presentes em diversos alimentos integrais).
 
“Um consumo mínimo de aproximadamente 190g por dia de legumes contribuiu para a redução do índice glicêmico desses indivíduos em até 0,8%, o que é bastante positivo para aqueles que sofrem com o diabetes. A incidência da condição tem aumentado, especialmente nos grandes centros urbanos em todo o mundo, devido a uma dieta ocidental de baixa qualidade [com maior consumo de carnes, gorduras, açúcares e sal] e nossas descobertas podem ser importantes para prevenir o avanço do diabetes, e é especialmente benéfico para aqueles com outras doenças cardiovasculares”, diz o autor.
 
Fonte O que eu tenho

5 coisas que você deve saber sobre o Transtorno Bipolar do Humor

1. O que é Transtorno Bipolar do Humor?
O Transtorno Bipolar é uma doença grave, limitante e que pode causar prejuízos importantes na vida de uma pessoa. A partir do aumento de estudos científicos nessa área, o diagnóstico tornou-se mais preciso e, por isso, cada vez mais pessoas são diagnosticadas como portadoras deste transtorno.
 
De uma maneira geral, a principal característica do Transtorno Bipolar é a presença de instabilidade ou oscilação do humor.
 
A pessoa bipolar apresenta fases de depressão e fases de mania ou euforia que se alternam ao longo do tempo. Pode manifestar-se de varias formas, dependendo da duração e intensidade das fases de mania e depressão.
 
Na euforia ou mania, ocorre uma ativação dos processos psíquicos, o humor do paciente fica exaltado, “para cima”, com aumento de energia, de forma desproporcional ou sem relação com eventos da vida. O paciente pode se irritar facilmente e o fluxo de idéias, ficando acelerado. Também pode acontecer de, subitamente, o indivíduo passar a ter ideias bizarras, místicas ou espirituais que não fazem parte de suas crenças habituais. A alegria ou exaltação que normalmente as pessoas sentem não é tão duradoura, nem oferece riscos como a que ocorre no estado de euforia – que podem durar dias, semanas ou meses.
 
Além disso, na mania acontecem mudanças importantes no comportamento, saúde física e raciocínio (o pensamento acelerado, característico da mania, nunca acontece em estado de normalidade). A família e as pessoas à volta percebem claramente as mudanças que, em geral, acontecem de forma abrupta.
 
Os principais sintomas da Mania ou Hipomania são:
• Aumento da Energia: excesso de atividade no trabalho, estudos, compras; aumento de conversas ao telefone, de sexo, exercícios, viagens ou noites na internet;
 
• Humor irritável ou mais raramente eufórico;
 
• Aumento da agressividade, presença de impaciência;
 
• Aceleração de pensamentos, muitas idéias, devaneios e distrações presentes
 
• Aumento da atividade mental, muitas idéias e planos;
 
• Pensamentos com conteúdo exageradamente positivo: otimismo, sentimento de superioridade, arrogância, coragem, perda de timidez;
 
• Aumento da impulsividade e de atividades de risco (esporte, gastos, sexo.)
 
• Abuso/dependência de álcool e/ou drogas
 
• Diminuição da necessidade de sono
 
Na depressão, ocorre uma diminuição da energia, do prazer e a presença de tristeza e/ou irritabilidade. O indivíduo deprimido percebe que seus sentimentos diferem de uma tristeza normal sentida anteriormente ou do luto. A pessoa deprimida reage às situações estressantes com sofrimento maior e mais prolongado, desproporcional ao estímulo.
 
Tudo se transforma em problema e os problemas tornam-se mais pesados e difíceis de resolver. Quem sente tristeza normal, busca a companhia de outras pessoas, mas a pessoa com depressão prefere se isolar. Quando o indivíduo está triste, procura se ajudar; a pessoa deprimida não consegue acreditar na eficácia de qualquer ajuda, está descrente, sem interesse e força de vontade.
 
Alguns pacientes deprimidos tentam se distrair e disfarçar a depressão, mas acabam irritados e sem paciência pelo esforço em aparentar bem-estar. Em casos mais graves, a pessoa fica muito lenta, com dificuldade de concentração e raciocínio e a velocidade do pensamento diminui, assim como na mania, esta alteração da velocidade normal do pensamento é algo que não ocorre em estado de normalidade.
 
Os principais sintomas da Depressão são:
• Diminuição da energia
 
• Humor depressivo (triste ou irritável)
 
• Diminuição da motivação
 
• Diminuição ou perda do prazer
 
• Raciocínio lento, baixa concentração e prejuízo da memória
 
• Indecisão, apatia, desânimo
 
• Pensamentos com conteúdo negativo: pessimismo exagerado, sentimentos de insegurança, baixa auto-estima, vazio, culpa em relação a tudo, medo excessivo de ficar doente ou morrer, preocupações exageradas com todo e qualquer assunto.
 
• Insônia ou sono em excesso
 
• Dores pelo corpo e queixas físicas
 
• Diminuição importante ou perda da libido
 
De maneira geral, há três características principais que diferenciam um episódio de alteração do humor do Transtorno Bipolar de uma oscilação normal do humor:
 
1. Intensidade: as alterações do humor que ocorrem no TBH são normalmente mais severas do que as oscilações normais do humor.
 
2. Duração: um estado simples de mau humor, normalmente, termina em poucos dias, mas a mania ou a depressão pode durar semanas ou meses. Quando a pessoa sofre de ciclagem rápida, euforia e depressão podem ir e vir rapidamente, mas a pessoa habitualmente não retorna a um humor estável por um longo período.
 
3. Interferência nas atividades da vida: os extremos no humor que ocorrem num TBH podem causar sérios prejuízos. Por exemplo: um episódio depressivo pode deixar uma pessoa incapaz de sair da cama ou ir até o trabalho; um episódio maníaco pode fazer uma pessoa ficar sem dormir durante várias noites e dias ou gastar um dinheiro que, de fato, ela não tem ou não desejaria desperdiçar.
 
2. Por quais razões Transtorno Bipolar do Humor se desenvolve?
O Transtorno Bipolar é uma doença multifatorial. O que determina se um indivíduo terá ou não essa doença é principalmente a hereditariedade. Ou seja, existe uma predisposição biológica, geneticamente determinada, para apresentar o transtorno.
 
Além disso, alguns fatores ambientais e psicológicos podem facilitar a manifestação das primeiras crises e são fatores importantes no desencadeamento de crises futuras. Entre estes fatores (chamados estressores) estão: a perda de alguém querido ou separações, mudanças importantes na vida (para melhor ou para pior), alteração do ritmo de sono (mudanças de fuso, trabalho noturno ou noites mal dormidas), uso de álcool e/ou drogas.
 
3. Como sei indentificar se alguém está com esse problema?
É possível reconhecer se alguém está em Mania ou Hipomania se ele se mostra exageradamente “feliz” e excitado ou exageradamente irritado ou raivoso.
 
A pessoa sente-se capaz de fazer coisas que ninguém mais poderia fazer, parece arrogante, dorme menos que de hábito, faz muitas coisas ao mesmo tempo, parece ter mais energia, fala muito e rápido, tem muitas idéias (algumas irrealistas) e é facilmente distraído, não terminando o que começa, faz coisas impulsivas como gastar mais dinheiro do que poderia ou se insinuar sexualmente sem que esse seja o seu comportamento usual.
 
Quando está deprimida, a pessoa sente-se triste, irritada, ansiosa, sem interesse pelas pessoas e pelas coisas, dorme muito ou tem insônia, perde o apetite e o prazer pelas coisas de que costumava gostar. Não consegue se concentrar ou tomar decisões. Sente-se fatigada, sem energia, mais lenta, culpada em relação a tudo e pode pensar em suicídio.
 
4. O Transtorno Bipolar do Humor tem tratamento?
O tratamento indicado para o Transtorno Bipolar é prioritariamente farmacológico e feito por um psiquiatra, mas a associação da farmacoterapia com a psicoterapia é a forma mais eficaz de controlar os sintomas e prevenir recaídas.
 
O tratamento farmacológico consiste de estabilizadores do humor como Litium®, Depakote®, Tegretol®, Lamictal®, etc, mas pode incluir o uso de antidepressivos ou drogas que controlam a ansiedade ou problemas com os pensamentos (delírios e alucinações).
 
O uso dessas medicações implicam em consultas freqüentes com um psiquiatra a fim de controlar efeitos colaterais e fazer os ajustes necessários para que os sintomas fiquem estáveis. A psicoterapia ajuda a aprender mais sobre a doença, a prevenir recaídas e a monitorar o humor, a rotina e lidar melhor com diversos problemas que podem desencadear novas crises ou agravar o quadro.
 
5. A quem devo buscar para pedir ajuda/auxílio?
O profissional indicado para tratar o paciente bipolar é o psiquiatra. A psicoterapia que tem se mostrado mais eficaz na redução de sintomas e na prevenção de novas crises é a abordagem cognitivo-comportamental. Trabalhos de psicoeducação feitos pelos próprios psiquiatras, psicólogos ou demais profissionais de saúde mental também demonstraram ser eficientes na melhora da compreensão da doença e na prevenção de recaídas.
 
por Mireia C. Roso e Rosilda Antonio e Rosilda Antônio
Mireia Roso é pesquisadora do Departamento de Psiquiatria do HC da FMUSP e Rosilda Antonio é psiquiatra, psicoterapeuta e membro da Sociedade de Psicodrama de São Paulo.
 
Para buscar atendimento gratuito:
 
• GRUDA (Grupo de Doenças Afetivas do HC – FMUSP) oferece encontros mensais de esclarecimento e psicoeducação para familiares e portadores do Transtorno Bipolar.
 
• ABRATA (Associação Brasileira de Amigos e Portadores do Transtorno Bipolar) oferece orientação, grupos de auto-ajuda e encontros psicoeducacionais sobre o Transtorno.
Fone: (11) 3256-4831 ou www.abrata.org.br
 
Fonte O que eu tenho

Brigar durante a gravidez é mais estressante para os pais

Futuros pais e mães reagem de forma diferente aos conflitos e brigas durante o período de gestação do primeiro filho, especialmente quando eles sofrem de ansiedade ou têm problemas de relacionamento anteriores à gravidez
 
De acordo com a pesquisa, realizada pela Universidade Estadual da Pensilvânia, nos EUA, e publicada no periódico British Journal of Psychology, os homens ficam muito mais estressados do que suas companheiras com as brigas. Já as mulheres grávidas mantêm o mesmo nível de estresse – abaixo da média masculina – independente do quão séria foi o conflito apresentado.
 
Futuros pais que sofrem com ansiedade também demoram mais para se recuperar de uma discussão após o final dela.
 
“A hostilidade e pensamentos negativos sobre o relacionamento tem grande impacto sobre a saúde mental e o futuro do bem estar do casal”, explica Mark Feinberg, um dos autores da pesquisa. “Isso é especialmente importante para casais que estão tendo um filho, pois o estresse materno pode impactar a saúde física da criança em um futuro próximo. Já os homens que não conseguem lidar com esse estresse podem, igualmente, afetar o desenvolvimento da criança, pois a relação entre pais e filhos pode ficar impactada também”, diz.
 
Durante a pesquisa, que analisou os níveis de cortisol (o hormônio do estresse) na saliva dos participantes durante sessões de aconselhamento de casal – e onde os casais acabavam, muitas vezes, por brigar – e novamente após 20 minutos do final da discussão.
 
Homens mais sensíveis que as mulheres durante o período da gravidez
Os resultados mostraram que os homens ficavam mais impactados pelo estresse gerado pela discussão e as mulheres grávidas mantinham uma média de níveis de estresse. Esses resultados apontam que a gravidez, naturalmente, eleva os níveis de cortisol no sangue das mulheres, o que as faz mais preparadas para lidar com o estresse e melhora a resposta a um estressor, fazendo com que elas se recuperem mais rapidamente do acontecido.
 
Mulheres grávidas e com histórico de ansiedade, impressionantemente, se recuperavam ainda mais rapidamente de uma briga entre o casal.
 
“Homens mais ‘explosivos’ também se recuperavam mais rapidamente. Mas as mulheres com maiores níveis de ansiedade tiveram uma resposta inesperada, tendo respostas muito positivas. Nossa hipótese é que graças a gravidez os conflitos têm impactos menores nelas e discutir ou brigar por causa da relação é mais difícil para elas antes da gestação do que quando elas estão grávidas e o corpo criou mecanismos de proteção contra esse estresse”, sugerem os autores.
 
“Ao que tudo indica a gravidez também dá a sensação de que mesmo que haja brigas, as mulheres sentem que os companheiros não as abandonarão. E as discussões sobre o relacionamento traz maior alívio do que impactos negativos para essas mulheres”, teoriza Feinberg.
 
Fonte O que eu tenho

Fazer sexo regularmente é bom para a saúde cardiovascular, indica estudo

Homens que fazem sexo com menos frequência apresentam maior risco de doença cardiovascular, segundo estudo publicado em 2010 no American Journal of Cardiology.
 
Acompanhando, por 16 anos, mais de mil homens com média de idade de 50 anos e sem histórico de doença cardiovascular no início do estudo, pesquisadores americanos descobriram que, comparados àqueles que disseram fazer sexo de duas a três vezes por semana, os voluntários que tinham relações sexuais apenas uma vez por mês ou menos tinham 45% maior risco de doença cardiovascular no período.
 
De acordo com os autores, esses resultados ocorriam também considerando fatores como idade e disfunção erétil – no princípio da pesquisa, 213 participantes apresentavam a impotência sexual. “Nossos resultados sugerem que uma baixa frequência de atividade sexual prediz (doença cardiovascular) independentemente de disfunção erétil, e que a triagem para atividade sexual pode ser clinicamente útil”, ressaltaram os autores na publicação.
 
Os pesquisadores avaliaram também o papel do desejo sexual e a capacidade para atividade sexual como possíveis fatores de risco cardíaco. E observaram que “homens que são sexualmente ativos provavelmente têm libido e capacidade para atividades físicas; então, a capacidade de fazer sexo poderia ser um marcador de saúde geral”. Além disso, a pesquisadora Susan Hall destaca que aqueles com atividade sexual regular têm maior probabilidade de estar em um relacionamento íntimo com um parceiro regular, o que poderia melhorar a saúde através do apoio social e da redução do estresse.
 
Baseados nos resultados, os especialistas apontam que os médicos podem ter pistas sobre a condição cardiovascular de um paciente perguntando a ele questões sobre sua vida sexual. “A mensagem para os homens é que a saúde sexual pode predizer a saúde cardiovascular, e os homens devem se consultar com seu médico se experimentarem disfunção erétil ou dificuldades sexuais”, concluiu a especialista.
 
Fonte: American Journal of Cardiology. 15 de janeiro de 2010.