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sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Maioria de pacientes com pé diabético atendidos em hospitais do Rio acaba amputada

Rio de Janeiro – Mais da metade das pessoas que procuram a emergência hospitalar no estado do Rio com problema de pé diabético acabam sofrendo amputação. A constatação está em um levantamento feito pela Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular - Regional Rio de Janeiro (SBCV-RJ), entre 6 de agosto e 14 de setembro deste ano, com pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) de 30 hospitais do estado. Eles foram acompanhados durante todo o tempo de permanência no hospital. De acordo com o presidente da SBCV, Carlos Eduardo Virgini, o número de amputações é preocupante.
 
“O pé diabético é uma complicação muito grave, muito comum, em qualquer emergência hospitalar você encontra vários pacientes internados, e o que é mais grave é que eles acabam sendo amputados. Nós vimos, por exemplo, que de cada dez pacientes que se internam nas emergências, seis amputam, um índice altíssimo, é uma coisa muito grave, que precisa ser discutida na sociedade. A gente precisa procurar formas de amenizar essa questão”, disse.
 
No período da pesquisa, foram 193 casos de pacientes diabéticos com lesão no pé. 59% eram homens, com mais de 62 anos de idade e mais de 11 anos de diabetes. De acordo com Virgini, o principal motivo que leva à amputação em diabéticos é a falta de cuidados preventivos.
 
“Tem a ver com o fato do paciente não ter conhecimento da doença, não cuidar bem da lesão, que pode começar com um arranhão que não é bem tratado. Mas, sem dúvida, a falta de acesso ao atendimento básico é uma questão essencial. Ou o paciente vai ao posto de saúde tratar da ferida ou ele vai no final da linha, chega na emergência com uma lesão muito avançada, com infecção, com infecção do osso, aí não tem muito o que fazer e acaba sendo amputado por causa disso. Falta o atendimento no meio do caminho, intermediário”.
 
De acordo com o médico, para prevenir essas amputações é fundamental a educação sistemática do paciente, da família e das equipes de atenção básica, além de organizar o atendimento das equipes multidisciplinares e em nível secundário.
 
O assunto foi debatido em audiência pública ontem (8) na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), dentro das atividades da 8ª Semana Estadual de Saúde Vascular.
 
A médica endocrinologista Solange Travassos, integrante da União de Associações de Diabéticos do Estado do Rio de Janeiro (Uaderj), declarou que a diabetes foi a causa de 4,6 milhões de mortes no mundo em 2011. A cada cinco segundos uma pessoa fica diabética e uma morre a cada dez segundos por causa da doença.
 
De acordo com Solange, os dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que 80% dos diabéticos vivem em países pobres e que 183 milhões de pessoas não sabem que têm a doença e, portanto, não se cuidam. Consequentemente, quando ocorre o diagnóstico, metade dos pacientes já desenvolveu complicações crônicas como alterações na retina, nos rins e o pé diabético, um problema vascular e neurológico que normalmente começa com a perda de sensibilidade nas extremidades do corpo.
 
Sobre as amputações, a endocrinologista disse que o problema é antigo e mundial, sendo a diabetes a maior causa de amputação não traumática em todo o mundo, por falta de prevenção.
 
“Quando você tem uma política de prevenção eficaz, quando o paciente é bem tratado, quando ele tem o pé examinado em toda consulta, quando ele tem acesso aos medicamentos que ele precisa para atingir a meta de tratamento, isso não acontece. Então é muito triste você ver uma pessoa perder algum dedo, um pé, uma perna, o que seja, sabendo que se fossem tomadas algumas medidas um pouco antes, isso poderia ter sido completamente evitado”, ressaltou.
 
A gerente do programa de diabético da Secretaria Municipal de Saúde, Cláudia Ramos, disse que, desde 2009, o governo passou a ter como foco melhorar a atenção primaria à saúde, o que demora um pouco a refletir nos números e estatísticas.
 
De acordo com ela, o Rio de Janeiro estava muito atrasado na área de atendimento, mas agora conta com 191 unidades de atenção primária, para acompanhar as doenças crônicas não transmissíveis diretamente nas comunidades. “Hoje nós temos mais de 70 clínicas da família e 800 equipes completas. A Rocinha, por exemplo, que era uma prioridade, está com 100% de cobertura”, declarou.
 
Segundo a gerente, o Rio de Janeiro tem cerca de 300 mil diabéticos, que contam com atendimento específico pelas equipes da Saúde da Família. A insulina também está disponível em todos os pontos de atendimento da secretaria, com um médico capacitado para receitá-la ao paciente.
 
Fonte Agência Brasil

Estudo reclassifica câncer de mama em quatro tipos

Dentro da nova classificação, pesquisadores encontraram mutações genéticas que podem aproximar o câncer de mama com outros tipos de câncer, como o de ovário
 
Um estudo publicado em setembro, no site da revista Nature reclassifica o câncer de mama em quatro classes principais. Dentro da nova classificação, os pesquisadores encontraram mutações genéticas que podem aproximar o câncer de mama com outros tipos de câncer, como o de ovário.
 
O achado revela uma nova maneira de ver o câncer, que pode passar a ser definido não apenas pelo órgão que ele afeta.
 
Essas descobertas deverão levar a novos tratamentos com drogas já aprovadas para os casos de câncer em outras partes do corpo, além de novos tratamentos mais precisos no combate a anomalias genéticas que hoje não têm tratamento.
 
O estudo é a primeira análise genética ampla do câncer de mama, que mata 35 mil mulheres ao ano nos Estados Unidos e quase 12 mil no Brasil.
 
“É a indicação do caminho para uma cura do câncer no futuro”, disse Matthew Ellis, da Universidade de Washington, um dos envolvidos na pesquisa – ela é parte de um amplo projeto federal americano, o Atlas do Genoma do Câncer, destinado a criar mapas de mudanças genéticas em cânceres comuns.

O levantamento sobre o câncer de mama foi baseado numa análise de tumores em 825 pacientes.
 
A investigação identificou pelo menos 40 alterações genéticas que podem ser atacadas por medicamentos. Muitos já foram desenvolvidos para outros tipos de câncer que têm as mesmas mutações.
 
“Nós agora temos uma boa perspectiva do que está errado no câncer de mama”, disse Joe Gray, especialista em genética na Universidade de Ciência e Saúde do Oregon, que não participou do estudo.
 
A nova classificação divide o câncer de mama nas seguintes classes: HER2 amplificado, Luminal A, Luminal B e basal. Essa divisão foi feita com base em dados antes não disponíveis, que identificaram novos caminhos de atuação do tumor, possibilitando aos pesquisadores novos alvos para combater a doença.
 
A maior surpresa do estudo envolveu um tipo de câncer atualmente conhecido como triplo negativo, mais frequente em mulheres mais jovens, em negras e em mulheres com genes cancerígenos BRCA1 e BRCA2.
 
Segundo os pesquisadores, os distúrbios genéticos tornam esse tipo de câncer mais similar ao do ovário do que outros cânceres de mama. Suas células também se assemelham às células escamosas do câncer de pulmão.
 
O estudo dá uma razão biológica para se tentar os tratamentos de rotina para câncer de ovário neste tipo de câncer de mama. E uma classe comum de drogas usadas no câncer de mama, das antraciclinas, podem ser descartadas, já que não ajudaram muito no câncer ovariano. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.
 
Fonte iG

Médico britânico é suspenso após mais de mil cirurgias de mama desnecessárias

Investigação revelou que cirurgião fez operações desnecessárias e com técnicas ainda não aprovadas
 
Um cirurgião britânico foi suspenso depois que uma investigação revelou que ele realizou operações de seio "desnecessárias ou inadequadas" em mais de mil mulheres.
 
Ian Stuart Paterson é especialista em câncer de mama do National Health System (NHS), o sistema público de saúde da Grã-Bretanha.
 
Ele trabalhava no hospital de Solihull, na região central da Inglaterra. Ele é suspeito de ter realizado 450 lumpectomias (retirada de tecido do seio) em mulheres saudáveis, que foram diagnosticadas erroneamente com câncer de mama.
 
Além disso, ele teria feito 700 mastectomias (cirurgia que retira uma quantidade muito maior de tecido mamário) usando uma técnica não-convencional, que não é aprovada pelas regras de saúde do NHS. A Heart of England NHS Foundation Trust, fundação que administra o hospital onde Paterson trabalhava, está enviando cartas a todas as pacientes que foram diagnosticadas e operadas pelo médico entre 2004 e 2007.
 
Elas estão sendo chamadas para fazer uma nova consulta médica. Suspensão Paterson foi suspenso pelo General Medical Council, o conselho de medicina britânico. O Heart of England Foundation confirmou que ele não opera mais no hospital desde maio de 2011. A polícia confirmou que o médico está sendo investigado criminalmente.
 
"Um inquérito criminal foi aberto e a força policial está trabalhando em conjunto com a promotoria para determinar o curso da investigação", disse Matt Markham, delegado de polícia da região de West Midlands.
 
A empresa de advocacia Thompsons Solicitors disse que um dos 90 processos que está movendo contra o NHS, devido ao caso, já foi resolvido por acordo, e que uma das clientes receberá compensação financeira por danos causados pelo médico.
 
Fonte iG

Dietas com baixo teor de açúcar são mais eficientes e saudáveis, diz estudo

Dieta: a mais eficaz é aquela que reduz açúcares,
 e não gorduras e carboidratos
Vantagem em relação à dieta que restringe gorduras estaria na resposta hormonal do corpo
 
Um estudo publicado esta semana mostrou que dietas com baixo teor de gordura podem causar riscos à saúde e não são tão produtivas na hora de perder peso como as dietas de baixo índice de açúcar, independentemente do número de calorias.
 
"Descobrimos o que vai contra o dogma nutricional dominante: todas as calorias não são iguais", afirma David Ludwig, um dos responsáveis do estudo realizado por pesquisadores de um hospital de Boston e publicado no Journal of American Medical Association.
 
A pesquisa revelou que as dietas que reduzem o açúcar no sangue, tanto dietas de baixo índice glicêmico como as com pouco carboidrato, são muito mais efetivas na hora de perder peso, por sua melhor resposta hormonal e metabólica.
 
"Apesar de tradicionalmente a Associação do Coração do Governo americano recomendar dietas com baixo teor de gordura, estas reduzem a velocidade do metabolismo para queimar calorias, geram um padrão perigoso de lipídios e resistência à insulina", apontam as conclusões da pesquisa.
 
Por essas razões, argumentam os cientistas, as pessoas que perderam peso com dietas de baixo teor de gordura tendem a voltar a engordar mais rápido que as que seguiram dietas que reduzem o índice de açúcar e de carboidratos.
 
No entanto, as dietas de baixo índice glicêmico são as mais recomendáveis, normalmente vinculadas à alimentação mediterrânea (ricas em legumes, vegetais, cereais e gorduras saudáveis), já que são digeridos lentamente e ajudam a manter os níveis de açúcar e hormônios estáveis após a refeição.
 
No que se refere às dietas com pouco carboidrato, o estudo encontrou um aumento dos níveis de proteína c-reativa, que pode aumentar o risco de doenças coronárias. Além disso, as dietas de baixo índice de açúcar são mais fáceis de serem seguidas, pois não eliminam nenhuma categoria completa de alimentos.
 
O estudo foi realizado com 21 pacientes obesos, com idades entre 18 e 40 anos, que perderam até 15% de seu peso e foram submetidos aos três tipos diferentes de dieta com o mesmo número de calorias.
 
Fonte iG

Feijão e outras leguminosas melhoram a pressão e o diabetes, aponta estudo

Alto teor de fibras seria uma das explicações para o efeito benéfico. Conheça as outras
 
Pessoas com diabetes do tipo 2 podem observar melhora na pressão sanguínea e nos níveis de glicose se adicionarem mais feijões e outras leguminosas na dieta, apontam pesquisadores canadenses.
 
Grão-de-bico, lentilhas e feijão são ricos em proteínas e fibras, que podem melhorar a saúde do coração. Isso porque eles têm um índice glicêmico baixo – uma espécie de medida da quantidade de açúcar em cada alimento que pode também ajudar a controlar o diabetes, explicam os pesquisadores.
 
“Sempre se soube que as leguminosas eram boas para o coração, mas agora descobrimos que elas ajudam de uma forma inesperada”, disse David Jenkins, um dos pesquisadores e o titular da cátedra de Pesquisa em Nutrição e Metabolismo da Universidade de Toronto (Canadá).
 
Entre os diabéticos, acrescentar leguminosas à dieta, “não apenas melhorou o controle da glicose mas – e isso nos surpreendeu – teve um efeito significativo sobre a pressão arterial”, disse Jenkins.
 
O porquê das leguminosas terem tal efeito sobre a glicose e a pressão arterial, ainda não é conhecido, disse Jenkins. O efeito é muito provavelmente devido às proteínas, fibras e minerais que eles têm, observou o pesquisador. Jenkins recomenda a adição de mais legumes à dieta.
 
“Eles vão fazer bem para você. Vão ajudar a manter a pressão arterial baixa, a glicemia sob controle e ajudar a manter o colesterol baixo.”
 
A pesquisa foi publicada online na revista Archives of Internal Medicine. Para o estudo, a equipe de Jenkins selecionou aleatoriamente 121 pacientes com diabetes tipo 2 para comer uma xícara de leguminosas por dia ou produtos integrais.
 
Ao longo de três meses, os pesquisadores descobriram que aqueles que comeram leguminosas tiveram uma melhora no nível de açúcar no sangue de 0,5 em comparação com 0,3 daqueles que comeram produtos integrais. Além disso, os comedores de leguminosas registraram uma redução na pressão arterial de 4,5 mm Hg, em comparação com uma redução de 2,1 mm de Hg entre aqueles que comeram os integrais.
 
Estas melhorias na pressão arterial e na glicose sanguínea se somam a um melhor controle do diabetes e a um risco reduzido de doença cardiovascular, afirmaram os pesquisadores. O estudo foi financiado em parte por uma organização sem fins lucrativos que congrega produtores de leguminosas – culturas que incluem grão de bico, lentilhas, favas e soja.
 
“Para as pessoas com diabetes tipo 2, incluir as leguminosas como parte de uma dieta saudável é um ótimo complemento. Elas não só têm um índice glicêmico relativamente baixo, mas estão cheias de fibras, antioxidantes, proteínas, vitaminas e minerais”, afirmou Samantha Heller, fisiologista do exercício e coordenadora de nutrição clínica do Centro de Câncer do Hospital Griffin, em Derby, Connecticut (EUA).
 
As leguminosas fornecem uma alternativa nutritiva e saudável para o coração às fontes de proteína bem menos saudáveis como as carnes vermelhas e processadas. Vários estudos sugerem uma ligação entre o consumo de leguminosas e uma menor incidência de diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares e câncer, juntamente com uma melhor gestão do peso.
 
“Mesmo que as pessoas não possam comer um prato cheio de leguminosas por dia, como fizeram neste pequeno estudo, inclui-las na dieta certamente vai proporcionar muitos benefícios à saúde. Elas são ótimas para usar em molhos, com macarrão, em saladas, burritos, sopas, cozidos e até mesmo em brownies”, ensina ela.
 
Para Minisha Sood, endocrinologista do Hospital Lenox Hill, em Nova York, os pacientes ainda precisam de planos alimentares individualizados:
 
“Não há nenhuma recomendação padrão para a dieta de baixo índice glicêmico. É mais benéfico para os meus pacientes a recomendações de uma dieta sob medida”, diz ela.
 
Sood disse que sempre olha para áreas problemáticas bem específicas, tais como o controle da porção ou o costume de beliscar. Nenhuma dieta ou comida serve para todos os pacientes, acredita a médica.

“As recomendações dietéticas devem ser baseadas nos gostos e no estilo de vida do paciente. Elas realmente exigem aconselhamento nutricional em profundidade.”
 
Embora o estudo tenha encontrado uma associação entre o consumo de leguminosas e a diminuição da pressão arterial e da glicose no sangue, ele não prova uma relação de causa e efeito entre as duas coisas, salientam responsáveis pelo estudo.
 
Fonte iG