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sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Quando mudanças incrementais em TI não resolvem

Para farmacêutica indiana Cipla e seu novo CIO, transformação da TI é tudo ou nada
 
Palavra nenhuma em tecnologia do negócio é tão usada quanto “transformação”, mas não existe outra forma de descrever o que a empresa farmacêutica indiana Cipla está fazendo.
 
Com 77 anos, a companhia tem capital aberto, porém é controlada pela família. Considerada uma das maiores fabricantes de remédios genéricos do mundo, está presente em mais de 170 países (com metade de sua renda vinda da Índia). Mas, até seis meses atrás, a empresa não tinha um CIO e era o exemplo típico de shadow IT. Cada departamento da empresa negociava com os fabricantes de tecnologia o que era preciso, implementava seus próprios sistemas e depois direcionava pelo departamento de TI – que consistia em 17 profissionais centrais servindo uma empresa de 20 mil funcionários.
 
Eis que chega Arun Gupta, recrutado pela Cipla no início do ano, vindo da varejista Shoppers Stop, para trazer disciplina e visão para a área de TI da empresa. Eu me encontrei com Gupta no mês passado na Interop Mumbai, quando ele colocou seus esforços de transformação da TI em contexto de uma reestruturação mais ampla do negócio por toda a companhia, que contratou, também, diretores de RH, cadeia de suprimento, marketing internacional, estratégia e outras funções nos últimos meses.
 
No início, ao conversar com funcionários e colegas sobre como viam a TI da empresa, Gupta ouviu três reclamações recorrentes: “a TI não entrega o que precisamos”; “não conseguimos obter as informações que necessárias”; e “temos muitos sistemas que não interoperam”.
 
Nada por falta de investimento. A Cipla gasta cerca de 1% de sua renda anual – US$ 1,4 bilhão – em TI, e “não hesita no investimento de pessoas, processos e manufatura”, disse Gupta. O problema era a falta de coordenação e supervisão entre sistemas e fornecedores.
 
Primeiro passo
O primeiro passo do CIO foi consolidar os seis data centers em um ambiente e remontar a rede em uma mistura de MPLS (multiprotocol label switching) e links Metro Ethernet. A racionalização de aplicativos, que ainda acontece na empresa, é “um pouco mais complexa”, segundo ele. O plano é diminuir os mais de 600 servidores de bancos de dados para cem e reduzir ERP, CRM, RH, gerenciamento de documentos, gerenciamento de informações laboratoriais e outros aplicativos específicos da indústria farmacêutica para15, no total.
 
Gupta contou que também está consertando as implementações “quebradas” dos softwares Pilgrim (garantia de qualidade e compliance) e IBM Cognos (business intelligence).
 
Para fazer diferença na linha de frente, o executivo foca nos representantes da companhia, que são os colaboradores que vendem os produtos para os médicos. A Cipla já é uma das poucas empresas farmacêuticas que não paga esses profissionais com base em vendas, disse ele, e o objetivo é aumentar o engajamento de seus representantes com os médicos com uma nova ferramenta que os permite compartilhar informações sobre estudos clínicos e pesquisas na área de saúde. O objetivo é aumentar o tempo médio que o representante passa com o médico, de um para cinco minutos (o que pode parecer pequeno, porém é significativo). O CIO estima que a nova ferramenta também ajude os representantes a economizar até três horas por dia com planejamento e relatório de atividades: acessando dados de clientes, rastreando atividades de venda e preenchendo relatórios de despesas.
 
A Cipla planeja substituir os 8 mil laptops usados pelos representantes por dez mil tablets Windows 8. Duzentos representantes farão o projeto-piloto dos tablets nos próximos meses, antes que todos os dispositivos sejam distribuídos, no ano que vem.
 
Suprimentos
Gupta também tenta abraçar a cadeia de suprimentos da empresa, com foco em melhorar a pontualidade das entregas de distribuidores e revendedores. A farmacêutica inicia o processo com aprimoramento de processos, adotando metodologias de teoria da contingência antes de pensar na tecnologia.
 
O próximo passo é a implementação de ERP SAP – começando com contabilidade, vendas e distribuição, planejamento de produção e gerenciamento de material e gerenciamento de compras e pedidos – para substituir os mais de 40 sistemas. “Todos os processos irão mudar”, disse Gupta. “Haverá rompimento desde o primeiro dia”. A implementação está programada para começar em janeiro e terminar em 2015.
 
Enquanto isso, Gupta está construindo as capacidades da TI interna da Cipla. Um objetivo para os próximos 12 meses é acrescentar 35 especialistas de tecnologia ao grupo de 17 profissionais. Por exemplo, um líder da SAP vai se juntar à empresa no mês que vem e contratar sua própria equipe; o mesmo vai acontecer com o diretor de segurança da informação que o executivo está recrutando. No processo, a farmacêutica deve, gradualmente, desvencilhar-se de seus fornecedores de IT, integradores e consultores – de forma muito parecida com o que o CIO Randy Mott está fazendo na General Motors, sob seu recém lançado esforço de “transformação” da IT, embora o caso dele seja em uma escala muito maior.
 
Gupta, como Mott, sabe que ele não pode se dar ao luxo de fazer mudanças incrementais. Ele imagina que a Cipla esteja atrasada entre dez e 15 anos quando se trata de melhores práticas de TI, e todos os executivos da empresa estão sob a pressão do acelerado crescimento da empresa, numa variação de 30% e 50%.

No passado, a Cipla foi contra grandes implementações de ERP, por exemplo, “mas, agora, não há opção”, disse Gupta. “Se não fizermos isso, vamos sentir o impacto nos negócios”.
 
Fonte: Rob Preston | InformationWeek EUA; replicada pela InformationWeek Brasil
 
Por SaudeWeb

Cade aprova, com restrições, compra de dois hospitais pela Rede D’Or

As aquisições autorizadas foram do Centro Hospitalar São Marcos, no Recife (PE), e da Vivalle Serviços de Saúde, em São José dos Campos (SP). Ambas devem seguir cláusulas de não-concorrência
 
A Rede D’Or recebeu, nesta quarta-feira (7), autorização do plenário do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para a aquisição do controle do Centro Hospitalar São Marcos, no Recife (PE), e da Vivalle Serviços de Saúde Ltda., em São José dos Campos (SP). As duas operações foram aprovadas com restrições às cláusulas de não-concorrência.
 
No caso do Centro Hospitalar São Marcos foram examinados os possíveis efeito nos mercados relevantes de hospitais gerais e planos de saúde. Para hospitais gerais, o conselheiro relator, Eduardo Pontual Ribeiro, concluiu que a concentração de leitos decorrente da operação passará de 7,7% para 13.1%, insuficiente para indicar potenciais efeitos anticompetitivos.
 
No que se refere ao mercado de planos de saúde, não se vislumbrou integração vertical decorrente da operação, já que o Grupo D’Or oferta planos de saúde em São Paulo, no Rio de Janeiro e em Brasília, mas não na cidade do Recife.
 
O relator determinou que sejam alteradas as cláusulas de não-concorrência nas dimensões espacial e temporal, fixando o prazo de 30 dias para a comprovação do cumprimento das restrições.
 
No caso da Vivalle Serviços de Saúde, o conselheiro relator, Elvino de Carvalho Mendonça, definiu como mercados relevantes da operação os de hospitais gerais e serviços de apoio à medicina diagnóstica. No primeiro constatou que a Rede D´Or ingressa no mercado de hospitais com participação inferior a 20%, percentual que não lhe confere posição dominante.
 
Já no que se refere ao serviço de apoio à medicina diagnóstica, no mercado de densitometria óssea, a Rede D’Or passa a deter posição dominante com a operação. Quanto à cláusula de não-concorrência, a Rede D’Or fez os ajustes determinados pelo relator na dimensão geográfica.
 
Fonte SaudeWeb

82 novos médicos vão reforçar hospitais estaduais da capital paulista

Oito unidades serão beneficiadas com as novas nomeações de profissionais aprovados e concursos públicos

O governador Geraldo Alckmin nomeou nesta quinta-feira (08), 82 novos médicos, aprovados em concursos públicos, para reforçar o atendimento em oito hospitais da Secretaria de Estado da Saúde na capital paulista.
 
Desse total, 37 irão trabalhar no Hospital Geral de Vila Penteado, na zona norte da capital paulista. As outras unidades que terão reforço no quadro de médicos são o Hospital Geral de São Mateus e o Hospital Infantil Cândido Fontoura, na zona leste, o Conjunto Hospitalar do Mandaqui, na zona norte, e Hospital Regional Sul, Maternidade Interlagos, Hospital Ipiranga e Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, na zona sul da capital.
 
Para esses hospitais serão contratados 12 cirurgiões gerais, 11 clínicos especializados em medicina de urgência, 10 ortopedistas, 26 pediatras e neonatologistas, seis anestesiologistas e quatro cardiologistas, entre outras especialidades (veja relação abaixo).
 
Além dos médicos, outros 49 servidores da área da Saúde estão sendo nomeados, entre psicólogos, farmacêuticos, fonoaudiólogos, fisioterapeutas, assistentes sociais, agentes de saúde, oficiais de saúde e oficiais operacionais.
 
Desde o início deste ano o governador já nomeou 627 novos médicos e outros 511 servidores para unidades de saúde estaduais de administração direta.
 
“Os novos médicos vão auxiliar a ampliar a oferta da assistência gratuita em saúde nos hospitais para a população usuária do Sistema Único de Saúde. Trata-se de um reforço muito importante”, afirma o secretário de Estado da Saúde de São Paulo, Giovanni Guido Cerri.
 
Plano de carreira
No último dia 18 de outubro o governador encaminhou para a Assembleia Legislativa proposta de plano de carreira para os médicos da rede estadual que prevê remunerações mensais de até R$ 14,7 mil para a categoria.
 
Pelo novo plano, as faixas salariais irão variar não somente pelo número de horas semanais trabalhadas, mas também conforme a capacitação dos profissionais para o desempenho das atividades.
 
Será criada a categoria de 40 horas semanais de trabalho, com objetivo principal de fixar os médicos nas unidades de saúde.
 
Além da remuneração prevista no novo plano de carreira, os médicos da rede estadual poderão receber rendimento extra mediante atividade docente. Conforme forem permanecendo no serviço público, os médicos irão receber acréscimos em suas remunerações, chegando a R$ 18,5 mil mensais.
 
O novo plano de carreira proposto pelo governo do Estado promove um expressivo aumento na remuneração paga aos médicos de todo o Estado, proporcionando competitividade aos hospitais estaduais na contratação desses profissionais por concurso e valorizando a categoria como um todo.

Médicos nomeados
Conjunto Hospitalar do Mandaqui7Clínica Médica/Medicina de Urgência
Hospital Geral “Dr. José Pangella” de Vila Penteado6Ginecologia e Obstetricia
Hospital Geral “Dr. José Pangella” de Vila Penteado10Ortopedia e Traumatologia
Hospital Geral “Dr. José Pangella” de Vila Penteado3Cirurgia Plástica
Hospital Geral “Dr. José Pangella” de Vila Penteado12Cirurgia Geral
Hospital Geral “Dr. José Pangella” de Vila Penteado6Anestesiologia
Hospital Geral “Dr. Manoel Bifulco” em São Mateus2Ginecologia e Obstetricia
Hospital Infantil “Cândido Fontoura”5Pediatria
Hospital Maternidade Interlagos “Waldemar Seyssel – Arrelia”3Pediatria/Neonatologia
Hospital Regional Sul2Clínica Médica
Hospital Regional Sul1Neurocirurgia
Hospital Regional Sul2Pediatria/Neonatologia
Instituto “Dante Pazzanese” de Cardiologia4Cardiologia/Ecocardiografia
Instituto “Dante Pazzanese” de Cardiologia1Ecografia Vascular com Doppler
Instituto “Dante Pazzanese” de Cardiologia5Pediatria
Unidade de Gestão Assistencia II (Hospital Ipiranga)11Pediatria/Neonatologia
Unidade de Gestão Assistencia II (Hospital Ipiranga)2Clínica Médica/Medicina de Urgência
 

Exportações brasileiras de produtos para a saúde crescem acima da meta

Exportações de equipamentos cresceram 11,7% em 2011, gerando uma receita de US$ 707 milhões. Avanço acima do esperado permitiu ao Brasil antecipar para 2014 a cifra anual de US$ 1 bilhão
 
As exportações da indústria brasileira de equipamentos para a saúde cresceram 11,7% em 2011, em relação a 2010, apesar das dificuldades da economia mundial. Os produtos brasileiros chegaram a 180 países, gerando uma receita de US$ 707 milhões. O crescimento acima do esperado permitiu ao Brasil antecipar para 2014 a meta de atingir a cifra anual de US$ 1 bilhão com as vendas externas do setor – antes prevista apenas para 2015.
  
Com cerca de dez anos no mercado internacional, o dinamismo da indústria brasileira de produtos para a saúde se reflete no faturamento total que, em 2012, chegou a R$ 10 bilhões (cerca de US$ 5 bilhões), 17% maior do que no ano anterior.
 
De acordo com a Abimo (Associação Brasileira da Indústria de Artigos e Equipamentos Médicos, Odontológicos, Hospitalares e de Laboratórios), essa foi a maior expansão entre as exportações brasileiras do setor de produtos para saúde no período. Para manter a qualidade e conquistar novos mercados, as indústrias brasileiras de equipamentos do setor destinam 3,6% de seu faturamento para Pesquisa e Desenvolvimento (P&D), o que impulsiona a competitividade do Brasil no setor.
 
Entre 1999 e 2011 o número de países que compram equipamentos de saúde do Brasil subiu de 40 para 180. Segundo a Abimo, esse dado mostra que está dando certo a estratégia do setor de ofertar produtos confiáveis a preços competitivos. “As exportações chegam a mercados maduros e exigentes, como os Estados Unidos, o maior comprador, destino de 25% das vendas. Alemanha e Bélgica estão entre os dez maiores países compradores”, diz a Associação.
 
Em 2012, o setor investe em oito mercados-alvo: Angola, Arábia Saudita, Chile, Estados Unidos, Rússia, México, Peru e Índia.
 
“O Brasil investe em tecnologia para desenvolver produtos confiáveis e com uma boa relação custo-benefício. Além disso, nós brasileiros temos como característica flexibilidade, o que permite adaptar os produtos às necessidades dos diferentes clientes”, acredita o presidente da ABIMO, Franco Pallamolla.
   
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Fonte SaudeWeb

Certificações ONA crescem 10% em três meses

Trinta e quatro processos foram homologados de agosto até o início de outubro, entre novas certificações e recertificações de serviços de saúde em todo o País
A Organização Nacional de Acreditação (ONA) homologou 34 processos de agosto até o início de outubro, entre novas certificações e recertificações de serviços de saúde em todo o País. O número indica um crescimento de quase de 10% em relação às certificações válidas, que atingiu um total de 324 instituições no mesmo período.
Outro resultado positivo é que a rede de serviços homologados incluiu a certificação inédita de instituições de saúde no Mato Grosso do Sul e Amapá, que agora se somam aos outros 20 estados brasileiros que já têm instituições acreditadas pelo Sistema Brasileiro de Acreditação – SBA/ONA.
No total foram concedidas 13 novas certificações, entre as quais um Selo de Qualificação e 20 recertificações, incluindo um up-grade (mudança de Nível de Qualidade). São Paulo foi o estado com o maior número de homologações, com 16 acreditações concedidas; seguido por Minas Gerais, com seis; Bahia, com três e Rio de Janeiro, com duas. Além do Distrito Federal, Amapá e Mato Grosso do Sul, os estados do Rio Grande do Norte, Pará, Espirito Santo e Santa Catarina também tiveram uma homologação cada.
Entre os novos serviços certificados e os que foram recertificados, onze estão no Nível I (Acreditado); doze estão no Nível II (Acreditação Plena) e dez no Nível III (Acreditado com Excelência). São quinze hospitais; dois hemocentros, seis laboratórios e 10 clínicas ou centros de serviços oncológicos. Além disso, foi fornecido mais um Selo de Qualificação, sistema de certificação atribuído pela primeira vez em julho deste ano para os serviços para a saúde.
O Hospital São Lucas, de Ribeirão Preto/SP, que atingiu o Nível III em setembro último, recebeu a 7ª recertificação SBA/ONA e é uma das Organizações Prestadoras de Serviço de Saúde (OPSS) mais antigas acreditadas pelo SBA/ONA
O processo de acreditação é realizado atualmente através de sete IACs –Instituições Acreditadoras Credenciadas: DNV (Det Norske Veritas); DICQ (Sistema Nacional de Acreditação Ltda); FCAV (Fundação Carlos Alberto Vanzolini); GL (Germanischer Lloyd Certification); IAHCS (Instituto de Acreditação Hospitalar e Certificação em Saúde); IPASS (Instituto de Planejamento e Pesquisa para Acreditação em Serviços de Saúde); e IQG (Instituto Qualisa de Gestão).
Fonte SaudeWeb