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sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Metanfetaminas podem prevenir a gripe

O uso de metanfetaminas causa diversos danos ao corpo, como a morte de neurônios, decadência da arcada dentária e o enfraquecimento de músculos, coração e sistema imunológico. Porém, essa droga pode oferecer uma propriedade benéfica – a proteção contra a gripe.
 
Cientistas taiwaneses desenvolveram um estudo para analisarem como a metanfetamina interage com o vírus da influenza A em células do pulmão. A literatura médica mostra que pessoas que usam a droga cronicamente ficam mais suscetíveis a patógenos, como o HIV, e a equipe queria avaliar como a droga poderia reduzir a resistência das células a vírus da gripe.
 
Os pesquisadores colheram culturas de células epiteliais humanas de pulmão, as expuseram a diferentes concentrações de metanfetamina e as infectaram com o vírus da influenza A. Entre 30 e 48 horas após a infecção, as células que haviam entrado em contato com a droga tinham uma concentração muito mais baixa do vírus do que o grupo controle. Os pesquisadores viram também que, quanto maior a quantidade de metanfetamina usada, menor a reprodução dos vírus.
 
“Nós reportamos a primeira evidência de que a metanfetamina reduz significativamente, ao invés de aumentar, a propagação de vírus e a suscetibilidade à infecção por influenza em células epiteliais humanas de pulmão”, explica o pesquisador Yun-Hsiang Chen. Médicos não recomendariam o uso da droga para o combate à gripe, mas “a descoberta encoraja fortemente trabalhos futuros para investigar se outros compostos, estruturalmente similares à metanfetamina, podem inibir a produção do vírus da influenza A e serem usados para a prevenção ou alívio da infecção (pelo vírus)”, escrevem os autores.
 
A pesquisa foi publicada no periódico Plos ONE.
 
Fonte: Live Science, 6 de novembro de 2012

Renda influencia na diversidade do que se come

Pesquisa realizada pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da Universidade de São Paulo (USP), mostrou que 57% da população consome a quantidade recomendada de frutas e vegetais por dia, o que compreende a cinco porções. Contudo, a variedade desses alimentos tem relação direta com a renda da pessoa.
 
Realizado pela economista Josane Bigaran, o estudo identificou, a partir da aplicação de um questionário, o consumo de frutas, verduras e legumes, além de quantificar, do ponto de vista socioeconômico, a influência da renda sobre o consumo desses alimentos pelas famílias de Piracicaba, em São Paulo.
 
Entre março e abril de 2012, a pesquisadora coletou dados em 282 questionários, dos quais 277 foram validados. Os resultados mostraram que 57% das pessoas consumiam as cinco porções diárias de frutas e vegetais indicados pelos órgãos de saúde.
 
Independente da condição econômica, as frutas e vegetais mais consumidos são banana, laranja, limão e maçã, e alface, alho, cebola, cebolinha, cenoura, pepino e tomate. Entretanto, quando maior o poder aquisitivo da pessoa, maior é a variedade de frutas e vegetais que ela consumia. O estudo mostrou, também, que as pessoas com mais de 30 anos consomem mais frutas e hortaliças do que os jovens.
 
Fonte: Agência USP, 06 de novembro de 2012

Exames: Coronariografia (código da AMB 3.09.11.07-9)

O que é o exame: consiste no cateterismo seletivo das artérias coronárias (artérias que irrigam o coração), com injeção direta de meios de contraste e realização de radiografias para visualização do fluxo de sangue através do coração.
 
Para que serve: investigação de doenças arteriais coronarianas, como aterosclerose, que podem causar um ataque cardíaco. O exame está indicado em pacientes com angina instável, dor torácica atípica, estenose aórtica ou insuficiência cardíaca inexplicada.
 
Instruções para a realização do exame: antes da coronariografia é feito o cateterismo cardíaco e o paciente recebe um sedativo leve para relaxar. Uma área corporal, geralmente o braço ou a virilha, recebe anestesia local e é feita a inserção de um cateter venoso, que é cuidadosamente conduzido até as artérias do coração.
 
- O paciente não pode comer ou ingerir líqüido 8 horas antes do exame.
 
- Deve ser assinado um termo de consentimento para a realização do exame e informar ao médico episódios prévios de alergia a frutos do mar, reações a materiais contrastados, uso de Viagra e desejo de engravidar.
 
Riscos do exame: a coronariografia carrega riscos levemente maiores que outros exames cardíacos, contudo é um teste bastante seguro se realizado por uma equipe experiente. Os riscos do procedimento incluem: arritmias cardíacas, tamponamento cardíaco, trauma arterial causado por hematoma, hipotensão arterial, reação ao meio de contraste, hemorragia, acidente vascular cerebral e ataque cardíaco. O material de contraste pode afetar os rins particularmente em pacientes diabéticos.
 
Considerações: nos casos em que se encontra um bloqueio nas coronárias, o médico pode realizar uma intervenção coronariana percutânea para a desobstrução.
 
Fontes:
- PAUL, Lester W.; JUHL, John H; CRUMMY, Andrew B; KUHLMAN, Janet E. Interpretação radiológica. 7.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, c2000. 1186 p.
 
- Medline Plus – US National Library of Medicine and National Institutes of Health
 
Por Boa Saúde

Já estamos em condições de resolver os problemas de qualidade da saúde?

Por Cesar Luiz Abicalaffe
 
A recente publicação do Institute of Medicine (Better Health at Lower Cost, IOM, EUA 2012) nos traz inúmeras reflexões que o Comitê chegou a partir da análise que fizeram das diversas publicações em relação à qualidade em saúde.
 
A principal reflexão coloca os grandes problemas enfrentados na saúde naquele país, que na realidade, não diferem muito do que observamos na saúde suplementar em nosso país. O mais importante, a meu ver, é a observação de um paradoxo perturbador: a coexistência de subtratamento e excesso de tratamento (ou supertratamento). Aliado a este paradoxo estão os problemas observados nas diferentes dimensões da qualidade em saúde: percepção de baixa qualidade, falta de segurança, alto custo, valor questionável entregue ao paciente e má distribuição da atenção.
 
Atualmente, como coloca o artigo, existe uma série de condições para lidar com estes problemas que não havia a uma década. Estas condições estão sendo analisadas aqui, sucintamente, sob meu ponto de vista para a realidade Brasileira. São elas: o intenso uso de sistemas informatizados; o incremento de conectividade; a melhoria da capacidade de gestão; e o “empoderamento” dos pacientes.
 
Atualmente se percebe uma utilização expressiva de sistemas informatizados que permitem aglutinação de dados e geração de informações mais consistentes. No entanto, ainda o nosso mercado carece de informações mais inteligentes e concisas e de sistemas integrados. Quem quiser relembrar este tema, peço que acessem o meu artigo neste Blog: “O que abunda prejudica”.
 
A conetividade é outra questão fundamental. Este foi um dos grandes investimentos da Kaiser Permanente na década passada e esta atitude contribuiu sobremaneira para tornar a Kaiser um dos maiores e melhores planos de saúde nos EUA. No Brasil, várias operadoras já estão discutindo conceitos de RES – Registro Eletrônico em Saúde que permite a integração de diversos sistemas diferentes, porém ainda carecemos da demonstração de resultados concretos.
 
Outro ponto discutido pelos autores é a evolução da capacidade humana e competências gerenciais. Isto realmente tem-se observado no Brasil. Até pouco tempo, quando um médico assumia a presidência ou a diretoria de uma UNIMED ele ganhava um MBA… quando ele aprendia alguma coisa, já estava na hora de sair da gestão. Hoje em dia, profissionais mais bem formados estão assumindo cargos de gestão desde o início, melhorando sobremaneira a eficiência dos sistemas de saúde.
 
Finalmente é colocado o aumento progressivo do “empowerment” (ou o “empoderamento”) do paciente. Em outros países já ficou claro a importância de se reduzir a assimetria de informação entre o usuário e o plano de saúde. Quanto menor for esta assimetria, melhor o sistema flui, o custo é controlado e o uso é mais eficiente. Uma das estratégias utilizadas para isso é a divulgação pública do desempenho dos prestadores. Dentre várias instituições e países, vejam alguns exemplos nos EUA (www.leapfroag.com) e na França (www.compaqhpst.fr/br/).
 
No Brasil já temos algumas ações iniciadas neste sentido, no entanto ainda se discutir a difusão pública das informações.
 
O QUALISS da ANS deverá iniciar nos próximos dias um projeto piloto avaliando o desempenho de alguns hospitais voluntários. Na última reunião do COGEP (Comitê Gestor do Programa QUALISS), foi solicitada a participação voluntária de hospitais para um este piloto. Se algum hospital tiver interesse, peço que me envie um email para que eu oriente em como participar. Após este piloto, o processo formal de avaliação dos hospitais próprios de operadoras de plano de saúde ocorrerá. Estima-se que isso acontecerá em 2013.
 
No âmbito da saúde pública existem algumas secretarias estaduais que começaram a monitorar o desempenho dos hospitais (PROHOSP em Minas e HOSPSUS no Paraná).
 
O mais interessante deste estudo feito pelo IOM, é que o comitê reconhece que todos os profissionais de saúde trabalham diligentemente para prover um cuidado com alta qualidade para seus pacientes. O problema reside naquilo que já comentamos inúmeras vezes nos artigos anteriores: o sistema não suporta adequadamente o trabalho destes profissionais. Seja por um modelo de remuneração nocivo ou por não dar condições adequadas de trabalho. Charles Kenney em seu livro “The Best Practice” (2008) afirma que: “Problemas de qualidade decorrem do erro humano, o que não significa atribuir culpa. Os erros ocorrem em virtude de sistemas falhos e mal desenhados”.
 
Fonte SaudeWeb

Reter talentos: Como os hospitais Alemão Oswaldo Cruz e 9 de Julho engajam médicos?

Não basta encontrar os melhores profissionais, é preciso engajá-los nos negócios da instituição. Conheça os pilares trabalhados pelos hospitais Alemão Oswaldo Cruz e 9 de Julho para atrair os médicos
 
Indiscutivelmente a gestão da saúde está em pleno amadurecimento e os médicos são participantes fundamentais desta tendência, afinal, de certa forma, eles são os maiores responsáveis pela entrada de pacientes na unidade hospitalar. As instituições, cada vez mais, clamam pelo engajamento desse profissional em prol da melhor produtividade e efetividade da assistência. Entretanto, a formação médica ainda é estritamente técnica e científica e, diante disso, os hospitais têm um enorme desafio: como engajá-los em processos de qualidade e controle de custos?
 
Para o Hospital Alemão Oswaldo Cruz, da capital paulista, considerado de excelência pelo Ministério da Saúde, diálogo, transparência e participação em decisões relativas a serviços assistenciais são pilares importantes para o envolvimento dos profissionais, estratégia colocada em prática na instituição desde 2008.
 
“No primeiro momento, o médico vê como interferência em sua atuação, mas é preciso insistir, dialogar e provar a total transparência. No Oswaldo Cruz, o médico tem acesso integral em relação aos preços dos serviços por exemplo”, explica o superintendente operacional do HAOC, Paulo Bastian.
 
Com um corpo clínico de 5.200 médicos, incluindo mais de 100 contratados e o restante de credenciados,o hospital percebeu que a remuneração variável, uma espécie de bônus anual, para os celetistas e o pagamento por performance para o grupo que compõe o corpo clínico aberto foram meios de melhor remunerá-los e incentivá-los a serem parceiros da instituição.

Aproximadamente 20% da receita do hospital, o equivalente a R$ 90 milhões, previstos para 2012, são provenientes dos serviços anualmente remunerados por desempenho. Para isso, os médicos devem cumprir adequadamente os protocolos, os registros nos prontuários e metas de qualidade. E os médicos apenas compartilham os resultados positivos.
 
Os profissionais que possuem relação empregatícia com o Oswaldo Cruz também devem cumprir uma série de metas, estabelecidas em comum acordo, para receberem a remuneração variável anual. Entre elas: índice de satisfação dos clientes; resultado operacional; geração de caixa e certificação dos programas de qualidade, entre outras.

Vantagens de ser parceiro
Além da avaliação por desempenho, outros aspectos são importantes para que o profissional reconheça as vantagens de ser um parceiro: comparação de desempenho de indivíduos e equipes; valorização de contribuições; critérios bem definidos de remuneração mediante participação em resultados; identificação de lideranças chaves; e possibilitar capacitação e desenvolvimento profissional (educação e pesquisa).
 
De acordo com Bastian, os médicos ajudam a controlar os lançamentos, evitando erros nas contas hospitalares. Desde a implementação do programa, o prazo de recebimento das faturas médicas no Oswaldo Cruz caiu de 121 dias para 85, e as glosas que eram de 6%, atingiram uma média de 0,37%. “Nos últimos 3,5 anos a receita dos serviços onde os médicos recebem por desempenho cresceu significativamente, ficando acima da inflação e a satisfação do cliente está em 95%”, ressalta.
 
Como é no Hospital 9 de Julho
A pessoa certa, na hora e no lugar certo. Esta é a definição que exprime o desafio da gestão de talentos para muitos líderes de Recursos Humanos, mas, na saúde, atrair profissionais vai muito além desta premissa. Não basta encontrar o perfil ideal, o ponto é mantê-lo engajado na instituição.
 
A prática médica e a segurança do ambiente de trabalho são pilares considerados essenciais pelo Hospital 9 de Julho. Lá, a estrutura é composta por alguns profissionais que atuam diariamente na instituição não apenas como médicos, mas também como diretores administrativos responsáveis pela gestão hospitalar – com participação nas definições de protocolos e políticas.
 
“Como decorrência desses pilares estão os programas de acreditação conquistados pelo 9 de Julho, sendo dois internacionais e um local, além de todos investimentos em protocolos e equipamentos”, considera o diretor geral da instituição,Paulo Curi. “Estou certo de que os principais itens para atração médica são a segurança assistencial e do atendimento ao paciente.”
 
A instituição tem em média 4 mil profissionais cadastrados. Destes, 1, 4 mil médicos atuantes e foi para eles que, somente no último ano, o hospital investiu cerca de US$ 6 milhões em equipamentos.
 
A ideia do 9 de Julho é colocar à disposição desses profissionais, tecnologia de ponta e, para isso, novos investimentos estão em planejamento tanto para procedimentos minimamente invasivos quanto no centro cirúrgico. “Cada vez mais daremos condição para que o médico pratique medicina com segurança e agilidade”, pontua.
 
Retenha os talentos:
 
1. Investimento em tecnologia de ponta: os profissionais qualificados se sentem atraídos por empresas que possam prover mais oportunidade de desenvolvimento do que o nível em que se encontram.
 
2. Salário: empresas com bom orçamento tendem a oferecer melhores pagamentos.
 
3. Autonomia: para que as pessoas possam participar ativamente dos projetos em que estão inseridas.
 
4. Cumprimento de promessas: seja em salário ou em oportunidades de crescimento.
 
5. Gestão transparente: líderes devem manter diálogo com a equipe.
 
Fonte: Robert Half
 
Fonte SaudeWeb