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sábado, 10 de novembro de 2012

Maior interação social pode ajudar a diminuir dores crônicas, diz estudo

Uma pesquisa americana demonstrou, com sucesso, que a interação social diminui os sinais de inflamação no sistema nervoso. Indivíduos mais isolados se sentiam mais estressados e sofriam de dores mais intensa.
 
O estudo, feito com modelos animais, indica que as dores neuropáticas (um tipo de dor crônica desencadeada por sensações táteis, como o mais sensível toque na pele ou mesmo luzes muito fortes) diminuíram quando os animais utilizados no estudo estavam em companhia de outros indivíduos.
 
“Isolados e estressados os comportamentos ligados à dor neuropática eram mais constantes”, diz Adam Hinzey, pesquisador da Universidade Estadual de Ohio, nos EUA e principal autor do estudo. “Nos animais que tinham alguma companhia – como parceiros sexuais ou outros animais pouco agressivos – essa dor diminuía sensivelmente”, diz.
 
De acordo com o pesquisador, somente nos EUA mais de 20 milhões de pessoas sofrem com a dor crônica neuropática (saiba mais AQUI), causada por diversos fatores desde o diabetes, até traumas físicos. São poucos os tratamentos que aliviam essa sensação de incômodo constante.
 
“Entender como essas interações sociais beneficiam e diminuem os efeitos das dores crônicas pode ser uma terapia alternativa para o controle dessa condição”, aponta Hinzey, cujo estudo foi apresentado no congresso internacional Neuroscience 2012.
 
A combinação de redução de estresse e interação social foi o melhor cenário para a diminuição das dores, porém mesmo quando haviam estressores no ambiente, as dores dos animais acompanhados eram menores.
 
“Nossa hipótese é que a socialização ajuda a diminuir os sinais de inflamação no organismo e isso leva a uma menor sensação de dor. Os dados mostram claramente que o ambiente tem grande impacto nesse tipo de condição de dor crônica”, finaliza.
 
Fonte O que eu tenho
No inverno, fica mais difícil sair dos cobertores porque com a diminuição da temperatura e da luz, o corpo produz mais melatonina. Este hormônio é responsável pela sonolência.
 
Estudos realizados pela Unifesp, publicados em “Sono: Aspectos Profissionais e suas Interfaces na Saúde”, demonstram que a maioria das pessoas produz mais melatonina entre 3h e 5h da manhã. É quando sentimos mais frio e o sono se encontra na fase mais profunda – denominada como estágio REM.
 
Melatonina é um neuro-hormônio produzido pela glândula pineal e é apontada como uma das principais reguladoras do sono. Na presença de luz, nosso corpo emite um sinal para que deixe de ser produzida.
 
Sua produção atinge o pico aos 3 anos de idade e declina após os 60. Por isso, estudam-se tratamentos com o hormônio para idosos e para aqueles que sofrem de insônia.
 
Segundo artigo publicado na revista eletrônica PsiqWeb Psiquiatria Geral, os níveis de melatonina são maiores na mulher, tornando-a mais sensível às mudanças sazonais da luz. Por isso, no outono e inverno, a mulher está mais exposta aos distúrbios psíquicos e ganho de peso, do que no calor.
 
Fonte Corposaun

Pesquisadores desenvolvem interface cérebro-computador

Pesquisadores da Universidade de Coimbra, em Portugal, criaram uma interface cérebro-computador que pode ser utilizado por pessoas com limitações motoras graves, como doentes com esclerose lateral amiotrófica (ALS), pessoas tetraplégicas e com paralisia cerebral.

O sistema desenvolvido pelo pesquisador Gabriel Pires restaura a comunicação, aumenta a mobilidade e o grau de independência dos doentes permitindo assim que exista uma comunicação baseada apenas em ondas cerebrais e estímulos visuais.
 
O sistema foi validado clinicamente e também obteve resultados positivos em um grupo de portadores de ALS, um paciente tetraplégico e em uma pessoa com a síndrome de Duchenne.
 
“Trata-se de uma ferramenta de assistência muito poderosa que, quando entrar no mercado, terá um forte impacto social porque permitirá às pessoas com deficiências motoras muito graves obter mais autonomia”, explica o pesquisador Gabriel Pires .
 
De acordo com o pesquisador, os pacientes que utilizarem a interface cérebro-computador, irão poder realizar tarefas quotidianas como conversar no Skype, conduzir uma cadeira de rodas, ligar luzes, acionar alarmes via telefone, ligar a televisão, entre outras.
 
A interface é formada por um conjunto de algoritmos de processamento de sinal que, após recolher os sinais cerebrais por meio da eletroencefalografia, promove uma descodificação dos padrões cerebrais e seleciona letras de forma sequenciais, permitindo assim que sejam escritas frases.
 
Pires explica que são algoritmos que se ajustam aos padrões neuronais das pessoas. Por exemplo, “o sistema consegue perceber se o utilizador, no momento, quer ou não efetuar uma dada tarefa. Por outro lado, com um simples fechar de olhos, o utilizador desliga a interface. Para ligar novamente, repete o movimento”, explica o pesquisador Gabriel Pires.
 
Fonte Corposaun

AVC: como identificar, evitar e tratar

O acidente vascular cerebral (AVC) é considerado a principal causa de morte no Brasil. A expectativa é de que, em 2015, teremos 18 milhões de casos novos de AVC e, em 2030, as ocorrências cheguem a 23 milhões.
 
No Brasil, o AVC faz cerca de 100 mil vítimas por ano, podendo também causar sequelas graves que atingem aproximadamente 50% dos sobreviventes.
 
Os idosos são mais propensos a ter AVC, especialmente os homens, apesar de a frequência ser maior nas mulheres, já que elas vivem mais. Já os indivíduos de etnia negra, por terem, normalmente, a pressão arterial mais elevada, possuem maiores chances de adquirir um AVC em relação aos caucasianos.
 
Apesar destes conceitos, fatores externos (ou seja, fenotípicos) são muito importantes na fisiopatologia da doença. Como exemplo, citamos os seguintes: 1-hipertensão arterial, 2-tabagismo, 3-diabetes, 4-dislipidemia (colesterol e triglicerides elevados), entre outros. Fatores genéticos também podem estar associados ao AVC, apesar de ser mais incomum.
 
O AVC pode se manifestar, principalmente, de duas maneiras: 1-um déficit neurológico agudo caracterizado por perda da fala, da sensibilidade e/ou força de um lado do corpo, da visão (campo visual), da coordenação motora para caminhar OU 2-perda súbita e mantida da consciência, normalmente com alteração dos movimentos dos olhos e pupila, além de alterações respiratórias. Entretanto, a grande pista ou dica para pensar em AVC é o surgimento abrupto dos sintomas, como os relatados anteriormente, que se instalam em segundos ou minutos e podem ou não piorar ao longo dos minutos.
 
Basicamente, existem vários mecanismos que desencadeiam o AVC. O mais importante e mais comum é conhecido por AVC isquêmico, quando há alguma interrupção no fluxo de sangue de alguma artéria cerebral, levando a uma isquemia (falta de oxigênio) e consequente morte de células nervosas (neurônios). Este tipo de AVC tem relação com a idade, que costuma ocorrer entre os 60 e 80 anos.
 
Fonte Corposaun

Crianças e adolescentes – como deve ser a alimentação ideal nessa fase

O aporte inadequado de nutrientes na infância e adolescência aumentam na idade adulta, as chances de doenças como osteoporose, obesidade, pressão alta e câncer. Nessa faixa etária, assim como nas demais, a alimentação deve ser regrada, fracionada, e rica em micronutrientes e macronutrientes, já que a demanda está aumentada por ser uma fase de desenvolvimento.
 
É bem importante que desde cedo os hábitos saudáveis sejam estimulados, evitando gorduras saturadas, alimentos industrializados que são ricos em corantes, conservantes, adoçantes, açúcar e também carboidrato simples.
 
As crianças que desde a infância tem uma alimentação com poucos nutrientes e muito deles não tão saudáveis, possuem 50% a mais de chance de desenvolver doenças na idade adulta, como obesidade, osteoporose, pressão alta e câncer.
 
É importante se evitar o xenoestrógeno, composto químico que se comporta no organismo como o estrógeno. Ele está presente principalmente no plástico (tupperware, garrafinhas de plástico, etc. que por esse motivo jamais deveria sofrer alteração de temperatura – calor ou frio – porque é quando ele libera esse xenoestrógeno) e também em inúmeros outros produtos industrializados. Por ele se comportar como estrógeno, alguns estudos mostraram que ele acelera a menarca, além de causar outras complicações como o ovário micropolicístico, etc. e nos meninos estimula o desenvolvimento da mama.
 
Necessidades Nutricionais
Nessa fase, as crianças estão em pleno crescimento e desenvolvimento, então é muito importante manter a ingestão adequada de calorias e de proteínas, assim como de diversos outros nutrientes, como cálcio, ferro, vitamina D. Além disso, as crianças geralmente são muito ativas, então além de já terem uma demanda nutricional aumentada muitas, vezes elas também tem um gasto energético maior.
 
O que tem sido recorrente na atualidade, é que as crianças já saem da infância com uma série de deficiências nutricionais e péssimos hábitos alimentares, além de não praticarem atividade física, por passarem a maior parte do tempo em videogames e computador, daí a importância do estímulo aos hábitos mais saudáveis desde sempre.
 
O cálcio é importante devido ao desenvolvimento acelerado de músculos e ossos nessa fase, a vitamina D é vital para o fortalecimento do corpo e para o correto metabolismo do cálcio. Os alimentos ricos em cálcio são: folhas verdes escuras (brócolis, couve), amêndoas e nozes, sardinha enlatada, leite e derivados, entre outros.
 
As necessidades de ferro também são grandes nessa fase. Para os meninos porque a formação muscular é acompanhada por um volume maior de sangue, e para as meninas por conta da perda de sangue durante a menstruação. Adicionando-se alguma fonte de cítricos na alimentação, como limão para temperar a salada, ou comer uma laranja logo após a refeição, aumenta bastante a absorção de ferro da refeição.

Montando Lancheiras Saudáveis:
Opção 1: 1 suco de uva integral de caixinha (opção sem corante, conservante e açúcar ou adoçante) + 1 fatia de pão integral + 1 polenguinho (para passar no pão) + 1 maçã.

Opção 2: Suco de laranja de caixinha (também existe a opção sem corante, conservante e sem açúcar ou adoçante) + 1 bisnaguinha integral com geléia de morango (de preferência a natural, sem açúcar ou adoçante) + 1 pera.
 
A criança também pode levar suco natural, em uma garrafinha. Tudo tem que ser bem conversado, e é importante colocar os alimentos mais saudáveis de uma forma natural, e meio parecido com a das outras crianças, porque nessa fase ela vai se basear pela alimentação dos outros amiguinhos.
 
Se a criança for muito resistente, o que acontece com frequência, porque elas geralmente têm vontade de comer o que os amiguinhos comem ou o que tem na cantina, uma boa dica é estabelecer algum dia na semana, ou no mês pra criança levar ou comprar o que quiser, lembrando sempre que o problema é a regra, e não a excessão!
 
Sempre colocar 1 garrafinha de água na mochila, os adolescentes esquecem de tomar água.
 
Como manter as crianças longe das besteiras:
Elas vão sempre nutrir o desejo em comer fast food. Primeiro porque a mídia vive mostrando imagens “bonitas” de sanduíche e pessoas felizes comendo. Em segundo lugar porque elas ganham “presentinhos” quando comem e terceiro porque os amiguinhos e os pais dos amiguinhos comem, e muitas vezes porque os próprios pais comem.
 
O que deve ser levado em conta são as grandes quantidades de carboidrato simples, gorduras saturadas que causam uma espécie de vício, e a quantidade alta de sódio nesses alimentos, faz com que o paladar se acostume, buscando sempre alimentos mais salgados.
 
Mas ainda assim, elas vão querer comer esse tipo de comida eventualmente, e é por isso que o que vai fazer a diferença é a alimentação que ela tem em casa, para que quando isso acontecer, que não seja com frequência e o fato de sempre estar conversando e explicando o que é, e porque não faz bem, é importante.
 
Alimentação Saudável como exemplo dos pais
A alimentação dos pais sempre vai servir de exemplo para os filhos. É importante que desde o início da vida, os hábitos alimentares saudáveis sejam estimulados e bem orientados, explicando sempre que a boa alimentação vai deixá-lo forte, saudável, feliz, bonito, etc, para que a criança já cresça com essa consciência.
 
De uma forma ou de outra ela vai comer, provar ou entrar em contato com outros alimentos (nada saudáveis), e é importante que isso aconteça, mas isso tem que ser a exceção e não a regra. “Se ela tem uma alimentação balanceada e saudável em casa, que supra suas necessidades, o fato de uma vez ou outra ela ir a uma festinha ou na casa dos amigos e comer ‘besteiras”, não será o problema.
 
O real obstáculo é que muitas vezes é o inverso, a criança já tem uma alimentação desregrada em casa, e também fora.
 
Fonte Corposaun