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sábado, 10 de novembro de 2012

Homens: pressão para serem “sexualmente dominantes” atrapalha comportamento de casais

Da mesma forma que há quem diga que mulheres são péssimas motoristas, existem pessoas que acreditam na ideia de que homens devem ser “sexualmente dominantes” em relação a elas, como se a decisão de ter uma relação sexual dependesse apenas deles, e não de um consenso com a parceira.
 
De acordo com estudo publicado recentemente, essa crença não prejudica apenas as mulheres, mas também os próprios homens – que se veem pressionados a cumprir o papel de “dominadores”, mesmo que não corresponda à realidade dos relacionamentos.
 
A ideia do “domínio masculino”, segundo os pesquisadores, está vinculada a um sexismo mais hostil, à menor tolerância em relação à luta pelos direitos femininos e à maior ocorrência de comportamentos sexuais de risco – como o de manter relações sem uso de preservativo. Foram ouvidos 483 estudantes universitários (357 mulheres e 126 homens) dos Estados Unidos.
 
“Estes resultados sugerem que crenças sobre poder podem desempenhar um papel importante no comportamento sexual tanto de homens como de mulheres”, escrevem os autores. Eles apontaram também que, entre aqueles que eram influenciados pela ideia do “domínio masculino”, o interesse no uso de preservativo feminino (que daria maior “controle” às mulheres em uma relação) era menor.
 
Fonte Hypescience

Pessoas alérgicas têm risco maior de suicídio

Segundo um novo estudo, pessoas com alergias nasais ou de pele severas podem ter um risco maior de suicídio.
 
Os resultados estão em consonância com um estudo recente de Taiwan, que ligou os sintomas da asma com risco de suicídio. Mas os pesquisadores não sabem ao certo por que essas conexões existem.
 
A pesquisa revisou registros médicos de mais de 27.000 vítimas de suicídio. Os pesquisadores dinamarqueses descobriram que pouco mais de 1% já havia sido internado por graves alergias nasais ou eczema, comparado com 0,8% entre os cerca de 468.000 adultos do grupo de controle.
 
Porém, quando os pesquisadores pesaram outros fatores como a renda das pessoas e o histórico de distúrbios mentais, as alergias graves tiveram um risco um terço mais elevado de suicídio do que pessoas sem histórico de alergias.
 
Ainda assim, embora essa diferença pareça grande, o risco para qualquer pessoa com alergia grave ainda seria muito pequeno.
 
No estudo atual, as pessoas que tinham recebido apenas tratamento ambulatorial para alergias nasais leves ou eczema não apresentaram maior risco de suicídio. A ligação existe apenas nas pessoas que em algum momento precisaram de tratamento hospitalar; para gerenciar, por exemplo, um ataque de asma grave relacionado à alergia nasal.
 
Os pesquisadores acreditam que o risco de suicídio não é apenas uma questão das pessoas com alergias graves se sentirem piores.
 
Durante as reações alérgicas, o cérebro libera substâncias chamadas citocinas pró-inflamatórias, proteínas que ajudam as células a se comunicarem. A pesquisa mostra que estas citocinas podem promover efeitos de depressão, como a produção de serotonina no cérebro. Então é possível que esses efeitos sobre o sistema nervoso desempenhem um papel.
 
Os pesquisadores também descobriram que o histórico de saúde mental das pessoas complicava a situação. Alergias graves parecem estar relacionadas com risco de suicídio só entre pessoas que nunca tinham sido tratadas de depressão ou ansiedade. As pessoas que nunca tinham sido tratadas por ambas as alergias graves ou depressão tinham um risco menor de suicídio.
 
Isso levanta a questão de problemas de saúde mental em pessoas com alergias graves passarem despercebidos, enquanto diagnosticá-las e tratá-las poderia diminuir suas chances de suicídio. Certos antidepressivos aliviam os sintomas de depressão e também parecem suprimir as citocinas inflamatórias liberadas durante reações alérgicas.
 
Nada disto, porém, significa que pessoas com alergia devem ser testadas para pensamentos e comportamentos suicidas. Os médicos que tratam pacientes com doenças alérgicas apenas devem ser vigilantes sobre a manifestação de ideação suicida ou sinais de auto-mutilação.
 
Nos últimos anos, tem havido relatos de depressão, pensamentos suicidas e outros problemas psiquiátricos em algumas pessoas que tomavam medicamentos de alergia conhecidos como modificadores de leucotrienos, como Singulair, Accolate e Zyflo. Os pesquisadores não sabem se as drogas em si são culpadas. Mais estudos são necessários para ver como os vários antidepressivos e drogas de alergia poderiam afetar o risco de suicídio em pessoas alérgicas.
 
Fonte Hypescience

Televisão reduz desenvolvimento cerebral e habilidades linguísticas nas crianças

 
Em novo estudo, crianças e seus adultos responsáveis pronunciaram menos vocalizações, usaram menos palavras e conversaram menos na presença de televisão audível. 
 
O estudo baseado em população é a primeira deste tipo completada no ambiente familiar, guiada pelo pesquisador Dimitri A. Christakis, médico, diretor do Centro para Saúde Infantil, Comportamento e Desenvolvimento no Insituto de Pesquisa Infantil de Seattle e professor de pediatria na Escola de medicina da Universidade de Washington.
 
Christakis diz já saber previamente que a exposição à televisão na infância é associada com atrasos na linguagem, problemas de atenção, mas por enquanto não parece claro o porquê. Esse estudo é o primeiro a demonstrar que quando a televisão está ligada, há uma redução do discurso em casa. Bebês vocalizam menos e as pessoas responsáveis por eles conversam com eles menos frequentemente.
 
O estudo analisou bebês de dois a quatro anos e um total de 329 crianças foram estudadas. As crianças usaram dois gravadores digitais em dias aleatórios mensamente durante dois anos. As crianças usavam um colete projetado especialmente, com um bolso que levava os gravadores a uma distância específica da boca e capturava tudo o que a criança falava e ouvia durante períodos contínuos de 12 a 16 horas. Os gravadores foram removidos somente para dormir, tomar banho e andar de carro. Um programa identificador de discurso processou os arquivos gravados para analisar os sons a que as crianças estavam expostas no ambiente, assim como os sons que eles emitiam.
 
Os modos de medida do estudo incluíam contagem das palavras dos adultos, vocalizações das crianças e suas conversações, definidas como interações verbais (quando uma crianças vocaliza e um adulto responde vocalmente ou vice versa) dentro de cinco segundos. O estudo descobriu que cada hora de televisão audível estava associada com uma redução significativa na vocalização da criança, além de sua duração e as conversações. Na média, cada hora adicional de exposição à TV também estava associada com uma diminuição de 770 palavras que as crianças ouviam de um adulto durante a sessão de gravação. Isso representa um decréscimo de 7% das palavras, em média.
 
Houve significativas reduções em ambas as contagens de palavras de adultos do sexo masculino e feminino. De 500 a 1000 palavras a menos de adultos por hora de televisão audível.
 
Adultos falam tipicamente 941 palavras por hora. O estudo descobriu que as palavras dos adultos são quase totalmente eliminadas quando a televisão está audível para a criança. Esses resultados podem explicar a associação entre a exposição de bebês à televisão e o atraso no desenvolvimento da linguagem. Isso também pode explicar atrasos cognitivos e de atenção, já que o desenvolvimento da linguagem é um componente crítico do desenvolvimento do cérebro na infância.
 
Fonte Hypescience

Sono ruim afeta apetite, com efeitos diferentes entre homens e mulheres

Um sono ruim afeta o quanto se come no dia seguinte, já apontaram diversos estudos. Mas o impacto de uma noite mal dormida é diferente entre homens e mulheres, diz pesquisa.
 
A variação do apetite se dá por causa da produção hormonal secretada pelo cérebro durante uma noite de sono. Um sono pior – menos do que as 8 ou 9 horas ideais ou deslocando demais os horários naturais de descanço, entre as 22h e as 6 da manhã – aumenta o risco para um maior descontrole do metabolismo, incluindo apetite.
 
“Mas essa produção irregular de hormônios agem de forma diferente em homens e mulheres”, diz a autora Marie-Pierre Saint Onge da Academia Americana de Medicina do Sono.
 
No caso dos homens o efeito desse sono ruim foi um aumento do apetite, enquanto entre as mulheres a sensação de estar saciadas ficava mais afetada. Isso quer dizer que após uma noite mal dormida os homens comem em excesso enquanto as mulheres demoram mais para sentirem que comeram o suficiente, o que também leva a uma alimentação errada.
 
“A pesquisa deixa clara a relação entre o sono e os mecanismos que regulam o equilíbrio energético do corpo. Esse desequilíbrio leva as pessoas a não saberem exatamente quando é o suficiente na hora de se alimentarem. Essa é uma dica importante para quem tem problemas de peso: regular o sono é a primeira providência a ser tomada e pode fazer uma dieta ser bem mais efetiva”, completa a pesquisadora cujo estudo foi publicado no periódico Sleep.
 
Fonte O que eu tenho

Hipocondria e ansiedade: dois problemas que podem estar relacionados

A ideia popular de que pessoas hipocondríacas buscam o tempo todo se medicar tem um pequeno erro. Os hipocondríacos, na verdade, têm reações exageradas a determinadas situações e prováveis sintomas, e tendem a uma hipereação ou hipervigilância.
 
E é por causa dessas reações que elas buscam os médicos e a medicação. Agora, um estudo brasileiro recente, busca correlacionar a hipocondria e os transtornos ansiosos e do pânico.
 
“A hipocondria é uma interpretação ‘disfuncional’ que um indivíduo tem acerca de um determinado sintoma no seu corpo. Uma pequena variação no batimento do coração, por exemplo, e ela vai achar que está começando a desenvolver taquicardia e pode ter um ataque do coração. Essa reação vai gerar um círculo vicioso, onde o nervosismo vai causar cada vez mais palpitações e consequente pânico”, explica Nilton Crevelaro, psicólogo, pesquisador da Pontíficia Universidade de Minas Gerais (PUC/MG) e autor de uma metanálise sobre o tema.
 
Na literatura médica, diz o pesquisador, a hipocondria não é considerado uma espécie de transtorno ansioso. Porém, indica o especialista, é possível que haja sim uma inter-relação entre as duas condições.
 
“Hipocondria e ansiedade podem ter relações de comorbidade [quando duas condições aparecem associadas]. Isso porque, diversas pesquisas apontam que indivíduos hipocondríacos apresentam também sintomas de transtorno do pânico, que é descrito como um dos transtornos ansiosos”, explica Crevelaro.
 
A catástrofe que se instala, na visão dos indivíduos ansiosos e hipocondríacos, não é necessariamente baseada em evidências. “Há uma disfunção no modo de interpretar aquele sinal do corpo e é isso que causa a busca intensa por saná-la. Indivíduos hipocondríacos buscam médicos para curar algo que não há. Quando eles se veem diante de repetidos resultados negativos, eles tendem a achar que são os profissionais de saúde que estão errando”, diz o pesquisador.
 
Falta de atenção dos médicos pode levar a automedicação
Essa negativa dos médicos pode levar, consequentemente, à automedicação e riscos reais à saúde. Além disso, um remédio pode gerar efeitos adversos, que vão ser interpretados como uma piora ou uma nova condição pelos hipocondríacos. Novamente os ataques de pânico e ansiedade podem estar novamente presentes.
 
“O estudo tenta aproximar a hipocondria aos transtornos ansiosos, pois isso pode ajudar os médicos que se deparam com esse tipo de paciente a identificar melhor o que pode estar ocorrendo e indicar o tratamento adequado, que pode ser, por exemplo, acompanhamento psicológico”, indica Crevelaro.
 
É bom lembrar, entretanto, que nem toda pessoa ansiosa é hipocondríaca. “A relação parece existir especialmente quando as preocupações existentes com a saúde não se dão unicamente durante as crises de pânico”, aponta o especialista.
 
Entretanto, notar traços de transtornos ansiosos em um indivíduo com uma boa saúde, mas que insiste na ideia pouco consistente de que tem uma determinada condição, pode ser uma maneira de ajudar de forma mais efetiva esse tipo de paciente, finaliza o pesquisador.
 
Fonte O que eu tenho