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segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Dieta pobre causa mau humor e preguiça mental

Segundo pesquisas, carência de nutrientes afeta até capacidade de aprender

A reportagem de capa da revista Mente e Cérebro de novembro afirma que uma dieta pobre em nutrientes e rica em gordura e fritura pode causar maior tendência para depressão, além de deixar o cérebro mais preguiçoso.
 
A revista cita a pesquisa do endocrinologista sueco Fredik Nystrom, da Universidade de Linkoping, que fez uma experiência com 18 voluntários. Eles seguiram um plano nutricional nada recomendável: muita comida em lanchonete, com frituras e açúcar.
 
Além disso, as pessoas levaram uma vida mais sedentária. Conclusão: o humor de todos eles piorou proporcionalmente à quantidade de alimentos consumidos.
 
Segundo a revista, um outro estudo na Espanha mostrou o mesmo resultado. Ou seja, além do corpo ficar mais propenso a doenças e a engordar, a mente também sofre com determinadas dietas.
 
Para evitar esse problema, capriche na ingestão de alimentos ricos em ácidos graxos e ômega 3, como peixes, abóbora, semente de linhaça, soja, castanhas, espinafre, couve e pepino.
 
Além de se sentir bem você vai ficar com mais disposição para exercer suas habilidades cognitivas, ou seja, aprender.

Fonte Zero Hora

Doação de sangue de cordão umbilical define escolha da maternidade

Brasil tem dez bancos públicos de coleta. Estrutura abastece o necessário, mas interesse das gestantes em doar cresce
 
O nome Sara foi escolhido após um sonho. A definição das cores das roupas e a decoração do quarto não fugiram do rosa, após a confirmação do sexo do primeiro filho de Cristiana Fiusa Carneiro e Cristiano Ferreira de Sampaio Doria.

As escolhas que antecedem o nascimento de uma criança pouco mudaram ao longo dos anos. A tradição, entretanto, ganhou um componente extra em algumas famílias, proporcionado pelos avanços da medicina. Doar o sangue do cordão umbilical à rede pública, ou pagar uma anuidade e guardá-lo em unidades privadas de armazenamento do material, hoje, já é capaz de nortear a seleção da maternidade.
 
Nos muitos alarmes falsos que Sara deu aos pais, poucas semanas antes de nascer, Cristiana foi levada às pressas a uma maternidade privada, próxima ao bairro onde mora. A unidade, embora atendesse às demandas da família, só servia para aliviar o susto e dar segurança. Não era o local escolhido pela professora de xadrez para realizar o parto da primeira filha.
 
A decisão de doar o cordão umbilical de Sara a um banco público fez Cristiana escolher um hospital e maternidade filantrópica, credenciada a rede do INCA em São Paulo, para agendar o parto do bebê. Antes de começar o pré-natal, Cristiana revela que tinha um conhecimento equivocado sobre a utilidade das células-tronco presentes no sangue do cordão. “Acreditava que funcionaria como um seguro de vida para a minha filha.”
 
Dois pediatras amigos do casal explicaram que o sangue não poderia ser usado para curar possíveis doenças futuras da própria criança. “Quando soubemos desse fator, decidimos doar para ajudar outras pessoas, já que nossa filha não seria beneficiada.”
 
O interesse da familia Fiusa tem sido uma realidade no Brasil. Quando as gestantes entendem a importância dos bancos públicos, geralmente, querem doar, explica Luís Fernando Bouzas, diretor do Centro de Transplante de Medula Óssea do Instituto Nacional do Câncer (INCA) e coordenador da BrasilCord – rede que reúne os Bancos Públicos de Sangue de Cordão Umbilical.
 
Embora não sejam concorrentes diretos, o Ministério da Saúde é contra o trabalho oferecido pelas bancos privados. Na visão de Bouzas, essas empresas reforçam a idéia de que o material colhido logo após o nascimento é uma espécie de seguro de vida, algo absolutamente equivocado.
 
“É um engodo, uma mentira. Eles não deveriam ser chamados dessa forma. Não funcionam como tal. Quem paga uma anuidade e deixa o sangue reservado está colocando o dinheiro unicamente em pesquisa, no futuro. Isso precisa ficar claro. Quem tem dinheiro e quer fazer isso, investe, no máximo, em uma aposta. Mas não existe, atualmente, nada que prove que esse material será útil para a criança ou alguém da própria família.”
 
Segundo o especialista, as células-tronco, em geral, são utilizadas pra fazer transplante de medula óssea de um paciente para outro, sem relação de parentesco. Funcionam como uma alternativa de tratamento. Entretanto, se o material é oriundo do próprio paciente, esse efeito não acontece.
 
O País já realizou 110 transplantes de células tronco, todos com material oriundo da rede BrasilCord. Os bancos públicos têm, atualmente, 10 mil unidades de sangue de cordão.
 
“Essas células são úteis para o momento, não para um futuro incerto. Não sabemos qual o tempo de armazenamento delas. Temos experiência de que em 25 anos o material se mantém útil. A chance de conseguir opções de tratamento será nos bancos públicos, não no material armazenado.”
 
Na opinião do médico, frente à realidade mundial, o Brasil tem uma rede de bancos públicos de sangue do cordão bastante razoável. São dez unidades em diferentes estados, a última inaugurada recentemente em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.
 
Até janeiro de 2011, Belo Horizonte deve receber o HemoMinas. A idéia do Ministério da Saúde é ter um banco de sangue e tecidos acoplados, ampliando as chances de transplantes de osso e córnea, por exemplo.
 
“O projeto preconiza que o Brasil tenha de 65 a 70 mil unidades de sangue armazenado. Queremos que esse centro que será inaugurado em Minas Grais, unindo sangue e tecido, seja replicado nos próximos bancos.”
 
Kit de coleta
Hoje, a decisão de doar determina automaticamente a escolha da maternidade. Em São Paulo, há quatro hospitais filantrópicos credenciados ao INCA. Em outros estados, a opção é única. Tal realidade, embora limite o acesso das gestantes interessadas, não representa um gargalo e tampouco uma fragilidade do setor público, garante o coordenador do BrasilCord.
 
"Não é necessário colher material de toda a população. Os hospitais e homocentros credenciados dão conta das metas estipuladas para o programa. A rede foi planejada dessa forma. Precisamos de amostragem da população, apenas. A logística não é viável. Não temos como coletar o material de todos os bebês que nascem fora dos hospitais públicos e isso não é necessário."
 
Kits de coletas do material são usados fora das unidades credenciadas, apenas em casos especiais. A idéia é tentar atender à demanda de gestantes que procuram o INCA para saber como devem fazer para doar, quando optam por ter o filho em maternidades particulares. Tal iniciativa, porém, não é o foco do projeto. Segundo ele, na rede cadastrada, 50% do material coletado não é aproveitado. Fora dos hospitais especializados, esse índice pode aumentar.
 
"Precisamos treinar o obstetra dessa paciente para que o trabalho – e os gastos – não sejam em vão. Não queremos desmotivar a doação, mas sabemos que na rede credenciada o trabalho será feito com qualidade, por uma equipe treinada para realizar a coleta diariamente."
 
Quem pode doar?
Os critérios para a doação são rigorosos, e mesmo assim, nem todo material será útil. A gestante precisa fazer um pré-natal criterioso, assinar um termo de consentimento e responder a um questionário sobre a vida da família.
 
“Precisamos de segurança nesse tipo de doação. Não serão utilizados materiais de gestantes com algum tipo de doença ou que não atendem a esses pontos. Em redes não credenciadas a chance desse protocolo não ser seguido à risca é maior.”
 
Hoje, para que o sangue possa ser doado, a futura mãe precisa ter entre 18 e 36 anos. Até o final do ano, porém, não existirá mais limite máximo de idade. "Esse corte foi feito no começo do projeto. Na época, achava-se que em mulheres acima dos 36 anos as chances de problemas na gravidez eram maiores, o que não é verdade."
 
Outro fator limitante é a quantidade de sangue coletada. Para que seja utilizado em um transplante, é preciso ter no mínimo 70 ml. A média, aponta o médico, é 100 ml, mas existem cordões com volumes de até 200 ml. O que pode inviabilizar o congelamento do material é a forma incorreta de coletá-lo.
 
“Se o profissional interrompe a coleta antes do tempo, terá uma quantidade insuficiente. Precisamos coletar até o fim, o máximo possível. Equipes treinadas sabem fazer isso e têm paciência.”
 
Fonte iG

Governo pode elevar idade para transplante de medula

Pela proposta discutida até agora, faixa etária por tipo de transplante seria ampliada em cinco anos, permitindo transplantes em pessoas de até 70 anos, dependendo do caso
 
O Ministério da Saúde está estudando a revisão da Portaria 2.600, de 2006, que limita entre 60 e 70 anos – dependendo da gravidade do caso – a idade do paciente que pode receber o transplante de medula óssea de doador.
 
Pela proposta discutida até agora, a faixa etária por tipo de transplante será ampliada em cinco anos – o limite de idade para o não aparentado subiria para 65 anos; e o do aparentado, com supressão da medula, passaria de 65 para 70.
 
“A portaria está sendo revisada para aumentar algumas faixas etárias de transplante, sempre com base na literatura publicada e tendo como objetivo a segurança do paciente”, afirmou Luis Fernando Bouzas, diretor do Centro de Transplante de Medula Óssea do Instituto Nacional de Câncer (Inca), que participou de reunião da câmara técnica que debate o tema, em São Paulo, na semana passada. O próximo encontro do órgão está previsto para o dia 13.
 
Crescimento
Dados do Ministério da Saúde apontam para o aumento no número de transplantes de pacientes com mais de 55 anos. O crescimento foi rápido em poucos anos: foram 26, em 2009; 33, em 2010; e 51, no ano passado. Bouzas lembra que, quando começou a trabalhar com transplantes, 30 anos atrás, a faixa etária limite era de pacientes com até 45 anos.
 
“Ao longo dos anos, vão surgindo novas drogas, novos protocolos, as equipes vão ficando mais experientes e tudo isso permite a ampliação”, afirma o diretor do centro.
 
Bouzas ressalta, no entanto, que a tolerância à quimioterapia é diferente dependendo da idade do paciente.
 
“Por isso tem de ter uma indicação bem precisa. O problema desses transplantes em pacientes idosos basicamente é relacionado com a comorbidade, com alterações que já possam apresentar pela idade, como doença cardiovascular, doença hepática, renal, diabetes, uma série de complicações. E acabam causando mais morbidade”, diz.
 
Fonte iG

Sangue do cordão umbilical salva um doente de câncer por mês

Sangue do cordão umbilical é usado em transplante de
medula óssea para pacientes com câncer
Pacientes recebem o material genético por meio do transplante de medula. Achar um doador compatível é raro, mas aumento das doações já permitiu 140 procedimentos desde 2004
 
Todo mês, o sangue do cordão umbilical, coletado instantes após o nascimento da criança, salva a vida de um doente de câncer no Brasil.
 
Os dados são do Instituto Nacional do Câncer (Inca) que armazena 12 mil cordões umbilicais em 12 bancos públicos nacionais. Desde 2004, ano da criação da rede nacional de bancos públicos de cordão umbilical (Brasilcord), até setembro de 2012, já foram realizados 140 transplantes por meio destes materiais – média de 1,4 cirurgia por mês.
 
Os pais dos recém-nascidos que decidem pela doação desconhecem a identidade dos pacientes que serão contemplados com o material genético, rico em células-tronco.
 
Após ser armazenado em bancos especializados e públicos, o cordão é utilizado no transplante de medula óssea, tratamento indicado para alguns casos de leucemia e linfoma, além de outras doenças sanguíneas graves, como a anemia congênita.
 
“Nos próximos cinco anos, teremos 17 bancos de cordão umbilical públicos e a estimativa é conseguirmos 75 mil materiais genéticos armazenados”, afirma o diretor do Centro de Transplante de Medula Óssea (CEMO) do Inca, Luis Fernando Bouzas.
 
Os brasileiros são muito miscigenados e para fazer o transplante é preciso compatibilidade genética. Por isso, defendem os especialistas, a importância de ampliar o armazenamento.
 
“Com a criação de bancos no Amazonas, Maranhão, Bahia e Mato Grosso do Sul, será mais fácil conseguir doadores compatíveis e salvar a vida de mais pessoas que hoje estão na fila de espera por uma medula”, completa Bouzas.
 
Atualmente, a maior parte dos pacientes beneficiados pelas células do cordão é criança.
 
“Por serem mais pesados e maiores, os pacientes que pesam mais de 50 quilos exigem mais células-tronco, insuficientes em apenas um cordão compatível retirado de um recém-nascido. Com mais material disponível será possível beneficiar também os adultos doentes. Neles, poderemos usar dois cordões na cirurgia caso estejam disponíveis.”
 
Bancos privados e poucos transplantes
Os cordões umbilicais usados nos 140 transplantes foram coletados nas 24 maternidades credenciadas pelo Inca (públicas ou filantrópicas) e sem nenhum vínculo de parentesco entre doador e receptor.
 
Não são todas as gestantes que podem doar para o Brasilcord. O parto precisa ser realizado em um dos hospitais do grupo, a mulher precisa ter mais do que 18 anos, ter feito no mínimo duas consultas de pré-natal documentadas e ter mais do que 35 semanas de gravidez e ser saudável.
 
Além dos bancos públicos existem muitos bancos privados de cordão que oferecem o armazenamento do material genético. Nesta rede privada, a escolha da maternidade é livre e os custos do armazenamento variam entre R$ 2,5 mil e R$ 3 mil, além de mensalidades anuais de cerca de R$ 500.

Na rede particular, entretanto, o sangue armazenado só pode ser usado no transplante de medula feito no próprio paciente (cirurgia chamada de autóloga) ou podem ser doados para parentes que adoeçam de linfoma ou leucemia com indicação de cirurgia.
 
Segundo relatório da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) nestas instituições pagas estão armazenadas 62.050 bolsas de sangue de cordão umbilical, 517% a mais do que o existente na rede pública. Ainda assim, os bancos públicos fizeram 17 vezes mais transplantes.
 
Até agora, “apenas oito utilizações terapêuticas no período foram feitas (pelos bancos privados)”, informou a Anvisa, sendo três transplantes autólogos e cinco entre familiares.
 
Apostas
O Ministério da Saúde é contra o funcionamento dos bancos privados de cordão umbilical por conta da pouca utilização do material em transplantes “principalmente pela falta de utilidade pública e pela forma enganosa como tem sido feita a propaganda dos bancos privados”, escreve o Inca em seu site.
 
Já o médico Adelson Alves, fundador da CordCell – rede de bancos privados de cordão – rebate que atualmente existem 2 mil protocolos de pesquisas clínicas no mundo para o uso das célula-tronco do cordão umbilical no tratamento das mais variadas doenças.
 
“É uma revolução na medicina. No Brasil são três linhas de pesquisas executadas só com o nosso grupo de bancos credenciados, voltadas para o tratamento de esclerose lateral, doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) e epilepsia”, afirma.
 
Por ora, o material genético do cordão umbilical só pode ser usado de forma terapêutica para os transplantes de medula, mas Alves ressalta que o armazenamento pode ser uma aposta para o futuro.

“Seja em banco público ou privado. O que eu defendo é que as pessoas façam as doações, cada vez mais”, diz Alves.
 
Fonte iG

Como evitar a barriga de cerveja sem excluir a bebida da dieta

Escolher os petiscos certos para acompanhar a cerveja,
ajuda a evitar a barriga de chope
Médicos afirmam que segredo está na escolha dos petiscos e no consumo moderado
 
O acúmulo de gordura na cintura já virou sinônimo de “barriga de chope” e a cerveja é apontada como principal causadora da saliência ao redor do umbigo.
 
A Sociedade Espanhola para o Estudo da Obesidade (SEEDO), no entanto, diz que é possível conciliar a silhueta esbelta com o consumo da bebida.
 
As orientações sobre a relação harmônica entre forma física e cerveja foram dadas durante o Simpósio Internacional de Cerveja e Saúde, organizado em Madri pelo governo espanhol, com o intuito de divulgar os benefícios ao organismo do consumo moderado da bebida.
 
Entre os especialistas convocados para as palestras realizadas na primeira semana de novembro – que também abordaram a relação entre saúde cardíaca, saúde dos ossos e cerveja – a orientação unânime é de que o lado bom da mistura entre cevada, malte, lúpulo e álcool só é obtido com o consumo moderado. Beber mais do que duas latinhas por dia não só engorda, como amplia o risco de infarto, acidente vascular cerebral (AVC) e outros problemas graves de saúde.
 
Para quem está preocupado com os ponteiros da balança, o médico Manuel Gargallo, da SEEDO, diz que além de restringir a ingestão para, no máximo, duas latas diárias, é preciso escolher bem os aperitivos que acompanham a cerveja.
 
“Basta fazer as contas. Em 100 gramas de batatas fritas são 517 calorias. Em 100 gramas de pepino, apenas 14”, disse.
 
Segundo César Nombela, professor de nutrição da Universidade Complutense de Madri, alguns estudos já endossaram que a chamada dieta mediterrânea – que prioriza peixes, azeite de oliva, grãos, frutas e vegetais – pode anular a barriga de chope.
 
Algumas dicas práticas para o consumo também evitam que o ritual de beber (moderadamente, não esqueça!) com os amigos ou família resulte em quilos a mais.
 
Veja as dicas dos especialistas:
- Nunca ultrapasse duas latinhas de cerveja por ocasião em que decide beber
 
- Não beba cerveja para matar a sede. O líquido serve para ser degustado. Beba um copo de água antes de cada latinha
 
- Cerveja sem álcool tem menos calorias mais também engorda em caso de exagero. São 14 calorias em cada 100 ml de cerveja sem álcool. Na cerveja alcoólica são 30 calorias em 100 ml
 
- Opte por petiscos naturais. Vegetais in natura, como pepinos, tomate cereja, cenouras e berinjelas, não agregam calorias extras, sódio e colesterol ruim à ocasião. Salmão e queijo branco também são alternativas saudáveis, embora bem mais calóricas.
 
Fonte iG