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segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Teste da orelhinha aumenta chance de tratar problema auditivo em bebês

Brasília - A cada mil crianças nascidas no Brasil, três a cinco nascem com deficiência auditiva, estima a Sociedade Brasileira de Otologia (SBO), que integra a Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cervicofacial. Para detectar o problema nos recém-nascidos, os especialistas alertam para o teste da orelhinha.
 
“Qualquer infecção que a mãe tiver na gravidez é um sinal de alerta para ela acompanhar a criança mais de perto com o obstetra e quando a criança nascer procurar um otorrino. O teste da orelhinha é um exame para rastrear alguma alteração, alguma dificuldade na audição do recém-nascido,” explica Diderot Parreira, presidente da Associação de Otorrinolaringologia do Distrito Federal.
 
Se o exame mostrar alguma alteração, o pediatra deve encaminhar a criança para um otorrino, que irá fazer o acompanhamento. “Na infância, é importante ter a audição plena, porque ela vai desenvolver a fala da criança.”
 
Segundo a SBO, quando os exames auditivos são feitos nos primeiros seis meses de vida, de 50% a 75% das deficiências auditivas são diagnosticadas e em quase todos dos casos, a audição é recuperada com o tratamento.
 
Fonte Agência Brasil

Ruídos intensos causam mais de 30% das perdas de audição

Brasília - No Dia Nacional de Combate e Prevenção à Surdez, lembrado neste sábado (10), a Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cervicofacial (Aborl-CCF) alerta que até 35% das perdas de audição ocorrem por causa da exposição aos sons intensos, como fones de ouvido em aparelhos de MP3 e ruídos no ambiente de trabalho. De acordo com a associação, a surdez causada pela exposição aos sons intensos vai acumulando ao longo dos anos.
 
O presidente da Associação de Otorrinolaringologia do Distrito Federal, Diderot Parreira, alerta que a prevenção é “a melhor arma para a gente lutar contra a perda auditiva”. “A audição perdida não volta mais. Prevenir é a melhor opção,” recomenda Parreira.
 
Parreira aponta qual o volume ideal para ouvir música: “O volume adequado [no uso de fones de ouvido] é aquele que enquanto você está escutando uma música, uma notícia, você também escuta outra pessoa falando com você normalmente.”
 
“Provavelmente, vamos ter mais velhinhos com problemas de audição na nossa geração do que na anterior, dos nossos pais, justamente por causa da exposição a ruídos intensos,” ressalta Parreira.
 
O uso de fones que são inseridos no canal auditivo levam o som diretamente à membrana timpânica, sem nenhuma barreira de proteção às delicadas estruturas que compõem a orelha interna. Os fones tipo concha são os mais indicados pelos médicos, desde usados em uma intensidade sonora adequada, informa a associação.
 
Com relação aos ruídos no trabalho, os trabalhadores da construção civil são os que correm maior risco de ter a audição comprometida. Os profissionais que atuam em aeroportos e, em alguns casos, motoristas de ônibus também são afetados. “Na nossa cidade [Brasília], os motores dos ônibus ficam na frente, próximo ao motorista, do lado direito dele. Imagina, ele fica horas e horas com aquele ruído, sem proteção nenhuma, já que no trânsito não se pode usar. Ele vai ter essa perda de audição”, explica Parreira.
 
Para o presidente, uma boa opção para proteger a audição desses profissionais é retirar o motor dos ônibus do lado do motorista, como já é feito em algumas cidades brasileiras com leis nesse sentido.
 
A poluição sonora também pode afetar a audição. De acordo com a associação, ruídos a partir de 85 decibéis (nível de pressão sonora), intensidade registrada em uma avenida movimentada, são prejudiciais. A orientação é não permanecer por mais de oito horas em ambientes com sons em torno de 85 decibéis. A partir de 95 decibéis, a permanência recomendada cai para duas horas, por exemplo, ambiente onde alguém está tocando piano bem alto.
 
Parreira lembra que os ruídos do dia a dia também podem alterar o lado emocional das pessoas. “A parte emotiva da pessoa vai ficar alterada. Chegando em casa, isso vai aflorar um pouquinho e pode fazer a pessoa ter diminuição de concentração, nervosismo, estresse, dificuldade pra dormir. Tudo isso pode estar relacionado à poluição sonora que a gente vive no dia a dia.”
 
Fonte Agência Brasil

Dermatologista dá dicas para quem quer fazer tatuagem


Dermatologista dá dicas para quem quer fazer tatuagem KIRILL KUDRYAVTSEV/AFP
Pele precisa estar limpa, hidratada e saudável para receber a tatuagem        
Foto: KIRILL KUDRYAVTSEV / AFP
Não escolha áreas do corpo em que há maior acúmulo de pele ou já apresentam flacidez
 
De acordo com o dermatologista Fernando Passos de Freitas, alguns cuidados com higiene evitam que a tatuagem se torne um facilitador para infecções de pele.
 
— Não deixe de questionar o profissional sobre o pigmento que ele usará para fazer a sua tatuagem. Pigmentos de má qualidade podem causar danos na pele, como alergias e manchas, além de desbotar as cores com o tempo — diz o médico.
 
Antes de fazer a tatuagem, é importante que a pele esteja limpa, hidratada e saudável.
 
— Utilize um hidratante à base de uréia duas vezes por dia na região escolhida. Dessa forma, a pele ganha mais tonicidade. Observe se há pelos na região: eles precisam ser removidos. O ideal é fazer uma depilação dois dias antes da tatuagem para evitar a inflamação dos pelos — recomenda Fernando.
 
Segundo ele, é importante observar se o tatuador lavou as mãos com água, sabonete e álcool antes de iniciar o procedimento. A área da pele onde será feita a tatuagem também deve ser lavada e desinfetada com álcool.
 
O local do corpo é uma das principais dúvidas de quem decide fazer uma tatuagem. As opções são muitas e você pode tatuar praticamente qualquer parte do seu corpo.
 
— Mas evite escolher áreas do corpo em que há maior acúmulo de pele ou que já apresentam mais flacidez. O resultado pode não atender suas expectativas, pois a pele precisa ficar esticada na hora de tatuar — alerta o especialista.
 
Fiz a tatuagem, e agora?
 — Após a tatuagem, é necessário fazer um curativo no local com uma pomada composta de ácido dexpantenol, com o intuito de reconstituir o tecido epitelial. A proteção da tatuagem também deve ser levada em consideração para evitar infecções e lesões.
 
O médico aconselha manter a região da tatuagem sempre limpa e coberta por roupa até duas semanas depois do procedimento.
 
É bom evitar sol, coçar ou arrancar cascas, além de esperar a cicatrização da tatuagem para voltar a fazer exercícios físicos. Depois da cicatrização, diz o médico, é importante usar protetores e hidratantes.
 
Confira outras recomendações do dermatologista:
 
Nunca faça uma tatuagem sob a influência de álcool ou drogas. Além dessas substâncias serem prejudiciais à saúde, suas decisões devem ser sempre tomadas de maneira lúcida.
 
Faça muita pesquisa. Escolha um profissional experiente, que use luvas e equipamento esterilizado e já tenha realizado esse tipo de trabalho. Observe se o estabelecimento é limpo e possui boa estrutura.
 
Após a tatuagem evite consumir alimentos gordurosos, carne de porco, presunto e frutos do mar nos próximos 30 dias.
 
Se você já fez alguma tatuagem e teve alguma reação alérgica, procure um dermatologista para tratar essa reação.
 
Fonte Zero Hora

Saiba por que é importante reduzir o consumo diário de sal

Organização Mundial de Saúde estipula que o consumo máximo
diário de sal seja de menos de cinco gramas por dia. O IBGE
revela, no entato, que esse número está em 12 gramas atualmente
Uma das maneiras mais práticas de diminuir o consumo de sódio é observar as informações nutricionais no verso das embalagens ao comprar alimentos industrializados
 
Apesar de ter papel importante no organismo e contribuir para um bom funcionamento do corpo, o consumo abusivo do sal de cozinha pode trazer problemas à saúde. O excesso de sódio, principal componente do sal de cozinha, está associado ao desenvolvimento da hipertensão arterial, de doenças cardiovasculares e renais, entre outras, que estão entre as primeiras causas de internações e óbitos no Brasil e no mundo.
 
O sódio é responsável pela regulação dos líquidos que ficam dentro e fora das células. Quando há excesso do nutriente, há uma alteração no equilíbrio entre esses líquidos. O organismo retém mais água, que aumenta o volume de líquido, sobrecarregando o coração e os rins. A pressão alta prejudica a flexibilidade das artérias e ataca os vasos, coração, rins e cérebro. Dados da Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel 2011) do Ministério da Saúde revelam que 22,7% dos brasileiros têm diagnóstico de hipertensão.
 
Por dentro, os vasos são cobertos por uma fina camada, que é lesionada quando o sangue circula com pressão elevada. Com isso, eles se endurecem e ficam estreitos, podendo entupir ou romper com o passar dos anos. O entupimento de um vaso no coração pode levar a um infarto e ao Acidente Vascular Cerebral (AVC), conhecido como derrame. Nos rins, podem ocorrer alterações na filtração do sangue e até a paralisação dos órgãos.
 
Recomendação é de cinco gramas por pessoa
A Organização Mundial de Saúde (OMS) estipula que o consumo máximo diário de sal é de menos de cinco gramas por pessoa. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revela, no entanto, que o consumo do brasileiro está em 12 gramas diários. Se o consumo de sódio for reduzido, os óbitos por acidentes vasculares cerebrais podem diminuir em 15%, e as mortes por infarto em 10%. Ainda estima-se que 1,5 milhão de brasileiros não precisaria de medicação para hipertensão e a expectativa de vida seria aumentada em até quatro anos.
 
De olho nos rótulos
Uma das maneiras mais práticas de diminuir o consumo de sódio é observar as informações nutricionais no verso das embalagens ao comprar alimentos industrializados. Se a quantidade for superior a 400mg em 100g do alimento, é considerado um alimento rico no nutriente, sendo prejudicial à saúde. É recomendável sempre por escolher aquele que apresentar menos sódio.
 
– Além de reduzir a quantidade de sal no preparo da comida, podemos substituí-lo por outros condimentos, que inclusive vão dar um sabor melhor. É preferível utilizar ervas desidratadas e temperos naturais, como salsa, cebolinha, pimenta e outros. O uso de temperos industrializados também deve ser evitado, pois contêm alto teor de sódio – recomenda Patrícia Jaime, coordenadora de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde.
 
Para contribuir com a diminuição do consumo de sódio, o Ministério da Saúde firmou um acordo com a indústria alimentícia pela redução gradual do teor de sódio em alimentos processados. Desde 2011, governo federal fechou três termos de compromisso para que várias categorias de alimentos sejam produzidas com menos sódio.
 
A previsão é de que, até 2020, estejam fora das prateleiras mais de 20 mil toneladas de sódio. O acordo determina acompanhamento das informações da rotulagem nutricional dos alimentos e as análises laboratoriais de produtos coletados no mercado.
 
Fonte Zero Hora

Novos medicamentos podem erradicar a hepatite C

Especialistas estão animados com eficácia de drogas que têm menos efeitos colaterais
 
O arsenal de novos medicamentos desenvolvidos contra a hepatite C pode erradicar a doença nos próximos anos. Essa é a meta de médicos do mundo todo, reunidos até terça-feira em Boston, nos Estados Unidos. Promovido pelo Congresso da Associação Americana para Estudos de Doenças do Fígado (AASLD), o evento está reunindo mais de 8 mil especialistas, concentrados para debater os avanços nessa área da Medicina.
 
— O grande destaque está sendo as novas drogas, como o telaprevir (já disponível pelo Sistema Único de Saúde — SUS). Com as novas opções, o esquema posológico ficará muito mais confiável. Já estamos falando em mais de 90% de chances de cura, com muito menos efeitos colaterais para os pacientes — afirma Fábio Barros, hepatologista da Universidade Federal de Pernambuco.
 
 
Hugo Cheinquer, professor da Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre e da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), diz que a atualização dos médicos brasileiros é essencial.
 
– Um dos objetivos é trazer as novidades para o país, para podermos ajudar a grande quantidade de pessoas que sofre de doenças graves do fígado, principalmente a hepatite C — prevê Cheinquer.
 
Fique por dentro
- Considerada uma doença silenciosa, a hepatite C é caracterizada por um grupo de infecções virais que afetam o fígado. É uma das doenças hepáticas virais mais comuns e até o momento não existe nenhuma vacina capaz de evitá-la. A hepatite C possui cinco genótipos identificados, sendo o tipo 1 o mais frequente e o mais difícil de tratar.
 
- Ela é encarada como um problema de saúde pública, devido a sua alta prevalência e desconhecimento. É uma doença crônica que, a longo prazo, pode causar sérios problemas à saúde. Aproximadamente 30% dos indivíduos infectados acabam desenvolvendo outras consequências da doença, como cirrose e câncer de fígado. A hepatite C é a principal causa de transplantes de fígado.
 
Fonte Zero Hora