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segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Homens com sofrimento mental são vítimas de violência

 
Homens com sofrimento mental são vítimas frequentes de violência psicológica, física e sexual. Essa constatação é de um estudo realizado na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP).
 
Realizado pelo psicólogo Fernando Pessoa de Albuquerque, o estudo coletou dados a partir de registros de entrevistas e prontuários médicos de 477 homens com idades entre 18 e 60 anos que frequentavam dois centros de saúde das regiões central e oeste da cidade de São Paulo.
 
O pesquisador registrou em formulários as queixas dos homens, assim como a frequência com que iam ao médico. Os formulários permitiram ao psicólogo inferir que sofrer violência tem relação com 30% dos casos de sofrimento mental, o que contribui para prejudicar a saúde desses homens.
 
O estudo constatou, também, que metade dos homens com sofrimento mental foram vítimas de violência na infância e/ou adolescência. De posse desses dados, Albuquerque pode supor que situações de ansiedade e angústia, causadas por atos violentos sofridos durante a formação da identidade dificultam, na vida adulta, uma saúde mental mais constante e integrada.
 
O psicólogo explica que a violência tem efeito cumulativo, o que faz com que a pessoa que a experimenta tenha maior probabilidade de desenvolver transtornos mentais comuns. Sofrimento mental consiste em incômodos relacionados às questões psíquicas, sendo uma aproximação do diagnóstico de transtorno mental comum (TMC), ainda que não seja caracterizado como uma doença mental.
 
Fonte: Agência USP, 07 de novembro de 2012

Exames: Cortisol plasmático (código AMB:4.03.05.21-0)

Material a ser analisado: sangue extraído da veia do braço.

Tempo gasto para realização do exame: 5 a 10 minutos.

Finalidade: Confirma o diagnóstico de Síndrome de Cushing. Ajuda no diagnóstico da doença de Addison. Diagnóstico da insuficiência supra renal secundaria.

Preparação prévia: repouso por 10 a 12 horas antes do exame e repouso no leito nos 30 minutos que antecedem a extração da amostra.

Dieta normal (3 gramas por dia) de sal durante os três dias prévios ao exame. Jejum prévio líquido e sólido de 12 horas.

Resultados:

Valores normais: Se a dosagem for realizada pela manhã, 7 a 28 mcg / ml. Caso seja efetuada a tarde, 2 a 18 mcg / ml. (os valores obtidos a tarde, em geral, correspondem a metade dos valores dosados pela manhã).

Valores aumentados: Doença de Cushing.

Valores diminuídos: Doença de Addison, secreção de ACTH, hipofisectomia, necrose hipofisaria pós-parto, craneofaringioma, adenoma cromófobo.

Tempo necessário para obter resultados: dois a três dias.

Técnica utilizada: radioimunoensaio.

Credibilidade dos resultados: boa.

Medicamentos que podem alterar os resultados: andrógenos, estrógenos, anticoncepcionais orais. Fenitoína.

Fatores que pode ser alterar os resultados: doença hepática severa; doença renal; obesidade.
 


Fontes:
- Manual de exames: Instituto de Patologia clinica Hermes Pardini 2003/2004

- A clínica e o laboratório - Alfonso Balcells Gorina, Medsi Editora 1996

- Henry: Clinical Diagnosis and Management by Laboratory Methods, 20th ed., 2001.
 
Por Boa Saúde

Associação lança campanha para desmistificar a anemia falciforme

Rio de Janeiro - A Associação Brasileira de Doença Falciforme (Abraf) lançou a Campanha Lua Vermelha que tem o objetivo de esclarecer e coibir o estigma em relação à doença hereditária mais prevalente no Brasil, especialmente na população afrodescendente.

A anemia falciforme se caracteriza por uma alteração nas hemácias, que perdem a forma arredondada, endurecem e tomam o aspecto de uma foice (o que dá origem ao termo falciforme), dificultando a passagem do sangue pelos vasos e a oxigenação dos tecidos. Os principais sintomas são a icterícia, anemia crônica, crises dolorosas nos ossos e músculos.
 
A hematologista e presidenta do Congresso Brasileiro de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular (Hemo 2012), Clarisse Lobo, explicou a escolha do nome da campanha. "A Abraf está pensando em divulgar a doença como uma lua vermelha, já que a lua tem uma imagem amorosa, afetiva. Essa simples mudança na forma de encarar aquela operação da hemácia leva à uma humanização, uma desmistificação e uma retirada completa de estigma da doença”, diz.
 
Estima-se que 25 mil a 30 mil brasileiros têm a doença. O Rio de Janeiro registra a segunda maior prevalência da doença entre os estados - com um caso para cada 1,2 mil nascidos. A cada mês, são diagnosticados aproximadamente 17 casos. A maior parte dos pacientes estão na Bahia, devido ao alto número de afrodescendentes, com um caso a cada 500 nascimentos.
 
A hematologista informou que a detecção nas crianças é feita por meio da triagem neonatal, com o teste do pezinho. “Nós estamos trabalhando para inclusão do teste para a doença falciforme em todos os estados da federação”. Atualmente, apenas 17 dos 26 estados e o Distrito Federal fazem o teste, segundo a médica. Em março, o Ministério da Saúde anunciou a inclusão do exame de eletroforese de hemoglobina na lista de procedimentos do pré-natal feito no Sistema Único de Saúde (SUS), que serve para detectar a anemia falciforme.
 
“A anemia falciforme não tem cura, mas sim controle. Quanto mais precocemente é identificada, mais fácil é para controlar os problemas crônicos [resultantes da doença]. Quanto melhor a criança for acompanhada, mais saudável será o adulto com a doença falciforme”, explica Clarisse.
 
O lançamento da campanha faz parte da programação do Hemo 2012, maior encontro de especialistas em doenças do sangue da América Latina. Organizado pela Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular (ABHH), o evento ocorreu até ontem(11), no RioCentro, na zona oeste da cidade.
 
Fonte Agência Brasil

Experiência brasileira com Rede Sentinela é apresentada em evento internacional de farmacovigilância

Brasília - A Rede Sentinela, que reúne 191 instituições de saúde de todo o país, foi apresentada neste sábado (10) durante o encerramento do 9º Encontro Internacional de Farmacovigilância das Américas. O objetivo da rede é reunir parceiros para subsidiar o Sistema Nacional de Vigilância Sanitária com a notificação de eventos adversos e queixas técnicas ligadas ao uso de produtos para a saúde, como medicamentos, sangue e hemoderivados.
 
De acordo com Patrícia Fernanda Barbosa, da Coordenação de Vigilância em Serviços Sentinela, a rede tem três pilares principais: a busca ativa, a notificação de eventos e o uso racional de tecnologias. Segundo ela, desde 2006, quando começou a ser utilizado o sistema via web, o número de notificações cresceu significativamente. “Em relação à nossa expectativa de notificação quanto à população, ainda estamos muito aquém, mas o número tem crescido, as ações têm sido estimuladas.”
 
Patrícia destacou que o grande desafio agora é envolver a sociedade na vigilância. “Queremos estimular parcerias internacionais para que a população do mundo comece a viver com maior qualidade de vida, especialmente no que diz respeito aos cuidados com sua saúde”.
 
Para o diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Dirceu Barbano, o maior objetivo do evento, iniciado na última quinta-feira (8), é promover a integração entre as experiências de cada país. “Compartilhar, todo mundo compartilha, mas temos que ser capazes de estabelecer redes que aproveitem as capacidades de cada uma das autoridades nos países para ampliar a segurança no conjunto. Essa é uma preocupação de todo mundo, e vários caminhos de integração foram apontados”, disse Barbano à Agência Brasil.
 
Segundo ele, as experiências coletadas durante o evento serão levadas para os fóruns da Organização Mundial de Saúde (OMS) e da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) para que esses organismos consigam orientar a formação de redes.
 
Fonte Agência Brasil

Isolamento de idoso pode ser sinal de problema de audição

 
Brasília - Cerca de 10% dos brasileiros sofrem de algum tipo de problema de audição, conforme estimativas da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cervicofacial (Aborl-CCF). Depois dos 65 anos de idade, eles se tornam mais comuns e podem levar à depressão.
 
“Do mesmo jeito que nossa pele vai envelhecendo, nossos olhos vão tendo dificuldade para acomodar o foco visual, o ouvido também vai envelhecendo. É importante a família saber que aquele idoso que está amuado, no canto, que não gosta de falar e de sair, pode estar sofrendo de uma perda de audição,” diz Diderot Parreira, presidente da Associação de Otorrinolaringologia do Distrito Federal.
 
Nesses casos, a recomendação é que o idoso seja avaliado por um otorrinolaringologista. Se a perda for identificada, o ideal é usar um aparelho auditivo, que basicamente amplifica som. De acordo com Parreira, o idoso volta ao convívio social que tinha antes da perda.
 
“Um teste simples, audiometria, pode monitorar a necessidade daquele momento. Qualquer perda auditiva é passível de tratamento. Nós temos diversos tipos de exames pra detectar o tratamento que deve ser utilizado, que pode ser desde uma simples prótese auditiva até uma cirurgia de implante coclear, que é mais elaborada.”
 
No Dia Nacional de Combate e Prevenção à Surdez, lembrado neste sábado (10), Parreira advertiu sobre o uso de cotonetes para a limpeza do ouvido. “Geralmente, as pessoas colocam o cotonete bem dentro do ouvido e isso pode lesar o tímpano, tira a proteção do ouvido que é a cera. Cera não é sujeira, é proteção. Isso deixa o ouvido mais exposto a infecções bacterianas ou fúngicas. A única limpeza que deve ser utilizada é a toalha depois do banho, só onde o dedo alcança,” aconselha.
 
Fonte Agência Brasil