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sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Incentivando as crianças a fazer atividades físicas por meio das brincadeiras

Correr, pular, andar de bicicleta, gastar energia… As brincadeiras não são apenas ótimas formas de desenvolver as habilidades e a sociabilidade da criança, mas também a melhor maneira de instigar as crianças a gostarem de fazer atividades físicas e de relacionarem isso ao prazer.
 
Para isso, entretanto, é fundamental que os pais fomentem essas atividades e sempre que possível acompanhem seus filhos. Um passeio no parque no final de semana ou mesmo facilitar que os amigos façam parte dessas atividades são formas simples de associar exercícios físicos e prazer.
 
“A diferença entre a atividade física – que engloba todas as formas de movimento – e o exercício é que esse segundo é algo monitorado, prescrito, controlado, ou seja, com um objetivo específico”, explica Giulliano Esperança, personal trainer e wellness manager.
 
As brincadeiras, explica Giulliano, muitas vezes são um misto dos dois. Os jogos – como pega-pega, por exemplo – têm um objetivo lúdico, mas também um formato de exercício (envolvem corridas, por exemplo, um tipo de exercício aeróbio que fortalece a capacidade cardiovascular).
 
O ideal, entretanto, é que não haja apenas um tipo de atividade. Isso quer dizer que as crianças não devem fazer apenas atividades chamadas “especializadas”, com objetivos muito focados em um tipo de desenvolvimento físico.
 
“A variedade é muito importante. Tomar cuidado com a especialização precoce, em que a criança só realiza aquela modalidade esportiva, é fundamental para o seu desenvolvimento motor. Logo, os exercícios devem ser divertidos, e aí entram os jogos e as brincadeiras, como pega-pega, amarelinha, taco, dono da rua, pular corda, corrida, jogar bola, entre muitos outros”, explica o especialista.
 
Benefícios e cuidados são similares para adultos e crianças
Além da saúde do corpo, as brincadeiras ajudam no controle do peso e do apetite. “O aumento de peso nas crianças e adolescente é algo presente e preocupante, logo, os benefícios que os exercícios e a atividade física promovem são os mesmos pontos positivos que em um adulto: ajudam para um organismo mais forte – em todos os sentidos –, para manutenção da saúde e para o controle do peso – fomentando o gasto de energia”, diz. Uma alimentação balanceada também é imprescindível para o bom desenvolvimento infantil, lembra o personal trainer.
 
E assim como no caso dos adultos, começar os exercícios e as atividades com rotinas de aquecimento, por exemplo, é importante. Andar alguns minutos, começar com atividades menos intensas antes de uma brincadeira em que se precise fazer mais força ou correr mais já é o suficiente.
 
Além disso, os cuidados com os equipamentos usados também merecem atenção. “Com certeza, equipamentos de segurança são parte integrante da modalidade esportiva. Capacete, cotoveleiras, joelheiras, etc. Além do que, acredito que seja uma maneira de formar um futuro adulto que entenda que a melhor maneira é sempre prevenir, e não remediar”, aponta Giulliano, lembrando também que é importante dar atenção especial aos calçados usados nessas atividades (como tênis confortáveis e que absorvam o impacto, por exemplo).
 
Exemplo dos pais ajuda a criar adultos mais ativos
“A melhor maneira de ensinar uma criança é com o exemplo. Pais fisicamente ativos, com hábitos alimentares saudáveis, servem de suporte para que a criança seja ativa. Pais obesos aumentam a chance em 80% de a criança ser obesa, enquanto pais com o peso normal reduzem esse valor para 3% a 7%”, aponta o profissional.
 
Ou seja, exercício físico, alimentação, jogos e brincadeiras são recursos para a vida diária de uma criança, importantes para a formação das suas capacidades físicas e também sociais. Uma criança saudável e com uma vida feliz é o desejo que todo pai e mãe têm, finaliza Giulliano.
 
Fonte O que eu tenho

Dermatologista responde a questões sobre cuidados com a pele negra

Pessoas com a pele negra têm menos problemas de envelhecimento e menos susceptibilidade ao câncer de pele. Mas isso não quer dizer que não seja preciso se proteger do sol com o auxílio do filtro solar nem descuidar da saúde da pele. As cicatrizações também precisam de atenção e o aparecimento dos queloides é mais comum. Gabriela Issa, médica dermatologista, responde a algumas questões sobre o tema.
 
O que difere a pele negra da branca e da morena?
A pele possui um pigmento chamado melanina, que dá cor à pele, e quanto maior a concentração, mais escura será a pele. Os melanócitos (células da pele que produzem a melanina) na pele negra produzem mais melanina e por isso a pele fica mais escura.
 
Não só a pele, mas os anexos cutâneos (pelos, unhas, glândulas sudoríparas e sebáceas) tem características distintas.
 
Os pelos também não são uniformes, o diâmetro é irregular ao longo do fio, por isso a aparência popularmente denominada “crespa”. Além disso, o pelo nasce encurvado, o que explica a propensão à foliculite.
 
No couro cabeludo é possível evitar a foliculite não usando máquina para aparar os fios, apenas tesoura. Na área da barba e no restante do corpo, o ideal é usar a lâmina de barbear no sentido do crescimento dos fios, para evitar o encravamento.
 
As glândulas sudoríparas também estão presentes em maior quantidade e secretam mais suor. Idem para as glândulas sebáceas. E é normal as unhas se apresentarem com coloração acastanhada ou estrias escuras, não constituindo nenhuma doença. No entanto, é importante a avaliação pelo dermatologista para diferenciação com o melanoma da unha.
 
Quais são os principais cuidados que pessoas de pele negra devem tomar?
A melanina em maior quantidade protege a pele negra do envelhecimento e câncer de pele causados pelos raios ultravioleta, mas a susceptibilidade a manchas é maior e por isso o filtro solar deve ser usado.
 
Devemos lembrar também que a miscigenação no Brasil é muito grande e há várias tonalidades intermediárias da pele entre a branca e a negra. Pessoas de pele morena podem estar se arriscando, caso não se protejam do sol.
 
Alguns tipos de câncer de pele não têm a exposição solar como principal desencadeante, como o melanoma e o carcinoma espinocelular, por isso mesmo pessoas de pele negra devem consultar um dermatologista periodicamente. O melanoma acral, que acomete extremidades como os pés, é mais comum em negros e é altamente agressivo.
 
A cicatrização na pele negra é mais difícil?
A pele negra tem uma maior atividade e número de fibroblastos, que participam do processo de cicatrização, o que aumenta o risco do aparecimento de queloides e cicatrizes hipertróficas. Eles podem surgir após feridas por traumatismos ou cirurgias. Os locais mais comuns são: lóbulo das orelhas após colocação de brincos, tórax e ombros.
 
Além disso, as peles negras contêm maior número de glândulas sudoríparas, que causam a transpiração, e são, geralmente, mais oleosas que as peles brancas – sendo mais propensas às foliculites (pequenas lesões inflamadas nos poros) e acne.
 
E quais os cuidados de beleza que pessoas com a pele negra devem tomar?
A pele negra é mais resistente que a pele branca, o que contribui para uma aparência mais jovem e para preservar a hidratação interna. As mulheres negras dificilmente têm problemas com celulite e flacidez, pois geralmente têm mais tonicidade e massa muscular.
 
Mas devem tomar cuidado com as estrias, pois sua pele tem uma trama mais fechada que se rompe com mais facilidade. Assim, as mulheres negras têm de evitar engordar e emagrecer rapidamente e redobrar a atenção na gravidez.
 
Fonte O que eu tenho

Presenciar bullying também causa problemas psicológicos

Estudantes que presenciam seus colegas sendo ofendidos verbalmente ou vítimas de abusos físicos por outros estudantes têm níveis de estresse tão altos quanto aqueles que sofrem com a violência do bullying.
 
Essas vítimas do bullying e aqueles que testemunham, também se tornam mais propensos ao abuso de álcool e drogas. Essas são as conclusões do estudo publicado no periódico School Psychology Quarterly.
 
“Já é de conhecimento geral que crianças e adolescentes que têm contato com a violência entre os pais e familiares ou mesmo em outros ambientes, que não a escola, têm um maior risco de desenvolver transtornos mentais do que aquelas que não foram expostas à comportamentos agressivos”, diz Ian Rivers, principal autor do estudo. “Então não deveria ser surpresa que a violência na escola também trouxesse esse tipo de resultado.”
 
Os pesquisadores acompanharam mais de 2 mil estudantes entre 12 e 16 anos, em escolas na Inglaterra. Os estudantes responderam questões sobre comportamentos agressivos e indicaram se haviam presenciado, cometido ou sido vítimas de tais comportamentos. Aproximadamente 60% dos entrevistados afirmaram terem presenciado episódios de bullying dentro da escola.
 
Outros testes mostraram os níveis de estresse psicológico, depressão, ansiedade, hostilidade e autoestima desses estudantes.
 
Em média, os estudantes que afirmavam terem presenciado o bullying tinham um nível de estresse psicológico maior do que aqueles que afirmavam terem sido vítimas de abusos. Outro dado interessante foi que aqueles estudantes que eram vítimas de agressão e ainda haviam presenciado o bullying contra colegas apresentaram sinais claros de inícios de transtornos mentais.
 
Lembranças revisitadas
“Uma possibilidade é que aqueles que foram vitimizados podem ‘re-experimentar’ a sensação toda vez que testemunham uma agressão”, diz Rivers. “No caso daqueles que apenas testemunham os atos, os níveis de estresse podem ser reflexo da antecipação do fato de que, se um amigo foi vítima, o próximo da lista pode ser ele.”
 
Outros estudos também mostram que presenciar o ato de bullying traz uma grande sensação de culpa, pois ele não intercedeu em prol da vítima, o que é fonte de grande estresse mental.
 
Rivers e Paul Poteat, outro autor do estudo, esperam que os resultados da pesquisa ajudem os psicólogos a desenvolver métodos para encorajar os estudantes a deixarem de serem apenas testemunhas da violência na escola e tomarem partido contra os atos de bullying. Isso traria benefícios para a saúde mental a longo prazo dessas crianças e adolescentes e poderia contribuir para o declínio do bullying.
 
Fonte O que eu tenho

Urologistas discutem no Rio políticas públicas para combate a doenças masculinas

Rio de Janeiro – Urologistas das Américas do Sul e Central prepararam ontem (15), durante o 1º Fórum Sul-Americano de Saúde do Homem, um documento com sugestões de políticas públicas para o combate a doenças masculinas, que será entregue à Organização das Nações Unidas (ONU) e aos órgãos de saúde da região.
 
O evento, promovido pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), ocorre na semana em que se lembra o Dia Mundial de Combate ao Câncer de Próstata, segunda causa mais comum de morte por câncer entre os homens brasileiros. De acordo com Instituto Nacional do Câncer (Inca), a doença deve atingir, somente neste ano, cerca de 60 mil homens.
 
O desconhecimento e o preconceito são o maior obstáculo no tratamento de doenças masculinas nas Américas do Sul e Central, diz o presidente da SBU, Aguinaldo Nardi, que defende campanhas frequentes para estimular o homem a fazer checkups com frequência.
 
“O homem latino, de maneira geral, acha que é herói, que nada vai acontecer com ele, e tem um preconceito brutal com o exame de próstata, que é feito por meio do toque retal, O exame dura menos de dez segundos e não fere a masculinidade de ninguém”, explica Nardi. Por isso, a mortalidade entre os homens da região por esse tipo de câncer é muito maior do que na Europa e nos Estados Unidos, acrescenta o médico. Segundo ele, no evento de hoje, juntos, os países podem discutir meios de conscientizar os homens da importância da prevenção.
 
De acordo com Nardi, o diagnóstico precoce e o tratamento adequado proporcionam a cura em 90% dos casos de câncer de próstata. Segundo ele, é recomendável fazer o exame de toque retal a partir dos 45 anos. Quando há casos na família, os exames devem ser feitos antes, aos 40 anos. A recomendação do Ministério da Saúde é fazer o exame na faixa de 50 a 75 anos, devido ao fato de ser baixo o índice da doença entre homens com menos de 50 anos.
 
Os urologistas que participam do fórum defendem que os hospitais públicos de seus países sejam equipados com as novas tecnologias disponíveis no mercado, como a robótica, e que os sistemas de saúde pública aumentem a oferta de remédios específicos para doenças relacionadas ao sexo masculino.
 
Também são comuns entre os homens a hiperplasia da próstata, a disfunção erétil, a deficiência androgênica do envelhecimento masculino (redução gradual da testosterona no sangue), a varicocele (varizes nas veias da região do escroto), a fimose (impossibilidade de retrair a pele do pênis para expor a glande), o câncer de pele e o de pênis. “No caso do câncer de pênis, cerca de mil homens têm o pênis amputado no país, por ano, sobretudo nas regiões Norte e Nordeste. O Paraguai, o Uruguai e o Peru também têm alto nível de incidência desse tipo de câncer.”
 
Fonte Agência Brasil

Obstetras paulistas defendem cobrança de honorário por disponibilidade, e não pelo parto em si

Brasília – Obstetras que atendem por planos de saúde devem ter o direito de cobrar de gestantes honorários referentes à disponibilidade deles para o acompanhamento do parto, e não pelo parto em si, que continuará sendo custeado pelo plano de saúde. A proposta foi apresentada pelo presidente da Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo (Sogesp), César Eduardo Fernandes.
 
No início da semana, o Conselho Federal de Medicina (CFM) aprovou parecer que permite aos obstetras conveniados estabelecer e cobrar valores específicos para acompanhar, presencialmente, as gestantes no momento do parto. Desta forma, os planos de saúde fariam apenas a cobertura do pré-natal.
 
Em entrevista à Agência Brasil, Fernandes disse que vê o pré-natal, a disponibilidade para realizar o parto e o parto em si como três procedimentos distintos. “Independentemente do que a paciente escolher, a operadora [do plano de saúde] deve arcar com sua responsabilidade e continuar pagando o parto. Se não, o médico vai ter que incorporar taxas que vão onerar mais a paciente.”
 
Para Fernandes, o parto é um procedimento único na medicina. “Ninguém fica disponível, por exemplo, para uma apendicite aguda. É o plantonista quem faz”, disse ele. Já o obstetra pode ficar dias, semanas ou meses à disposição da gestante, que faz questão de passar pelo parto com o mesmo obstetra do pré-natal, ressaltou.
 
“Achamos que é lícita a cobrança de honorário, mas não queremos que a paciente seja prejudicada. Nenhum médico pode desqualificar o trabalho prestado porque os honorários são baixos. A paciente não tem nada a ver com isso. Devemos dar respeito, acolhimento e criar um ambiente de conforto. Os honorários não estão defasados só na assistência ao parto, mas o que o paciente tem a ver com isso? Nada. O médico não pode se confundir.”
 
O presidente da Federação Brasileira de Associações de Ginecologia e Obstetrícia, Etelvino Trindade, considerou válida a proposta dos médicos paulistas, mas quer um debate mais prolongado sobre o assunto.
 
“É possível e é viável que o convênio continue pagando o parto ao obstetra”, disse Trindade. “O interesse do obstetra é ter melhores condições de trabalho, atender as pacientes e dar uma resposta efetiva e adequada. [Honorário extra] é uma remuneração justa, não é para ganhar demais”, completou.
 
Procurado pela Agência Brasil, o CFM informou que não recebeu oficialmente a proposta da Sogesp para alteração do parecer e que, assim que o documento for entregue, será analisado pelo órgão.
 
Fonte Agência Brasil