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sábado, 17 de novembro de 2012

HPV atinge 65% das mulheres na primeira relação sexual

090826mulher HPV atinge 65% das mulheres na primeira relação sexualInfecção prevalente em jovens de até 25 anos, o HPV – papilomavírus humano – contamina cerca de 65% das mulheres do mundo logo na primeira relação sexual.
 
O alerta foi divulgado  pela assessoria da Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo.
 
De acordo com a ginecologista do Hospital das Clínicas da FMUSP, ligado à secretária, doutora Elsa Gay, aproximadamente 32% das mulheres e 47% dos homens brasileiros iniciam a vida sexual antes dos 14 anos, idade em que nem sempre já tiveram informações sobre os riscos de doenças sexualmente transmissíveis. “Esse inicio precoce da vida sexual pede ainda mais prevenção que a esperada dos sexualmente ativos”, observa.
 
O HPV é uma doença tipicamente feminina, mas um dos vetores mais fortes de transmissão é o homem. “Estudos internacionais, envolvendo brasileiros, mexicanos e norte-americanos, mostraram que 73% dos brasileiros estudados apresentaram o DNA do vírus”, explica a ginecologista.
 
Noventa por centro das mulheres infectadas por HPV conseguem erradicar o vírus em até dois anos. Quando essa erradicação não ocorre e a infecção persiste, a paciente pode vir a ter complicações – como câncer de colo de útero – e necessita de constante acompanhamento médico.
 
Fatores como tabagismo e má-alimentação facilitam a infecção. “A mulher que toma pílula contraceptiva também acaba se protegendo menos na relação sexual”, ressalta a ginecologista.
 
O exame de Papanicolau é a forma mais confiável de diagnosticar tanto o HPV quanto outras DSTs. O papilomavírus humano é uma doença silenciosa e pode se apresentar de forma sintomática – com a formação de condilomas – ou assintomática.
 
O parto aconselhável para uma mãe portadora de condiloma acuminado é a cesariana. A preocupação dos médicos é que os filhos venham, depois de alguns anos, a apresentar condilomas na laringe. “É uma doença rara, mas é muito perigosa, pois dificulta a respiração”, comenta.
 
Outro pico de infecção ocorre em mulheres com mais de 50 anos. Segundo a médica, dois fatores podem estar relacionados com esse aumento. “Um deles é que a imunidade da mulher dessa faixa etária é mais baixa e a deixaria mais desprotegida. Outro fator seria a busca por parceiros mais jovens, tanto da própria mulher como de seu parceiro”, analisa.
 
Fonte Corposaun

Os cuidados com a primeira menstruação

Bem estar e saúde plena são o desejo de todas as pessoas, principalmente das mulheres. E o resultado não podia ser outro, de acordo com os dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) os homens vivem, em média, 69 anos enquanto as mulheres até os 76. Por isso, a importância da primeira consulta ao ginecologista, é ela que vai garantir um crescimento saudável e com qualidade de vida.

Segundo a médica ginecologista, Bruna V. Gonzalez de Carvalho, colaboradora do Instituto Med Prev a primeira consulta com o ginecologista é quando a menina cria o vínculo com o médico e recebe orientações de como funciona o organismo feminino.

“Nessa consulta, o médico irá principalmente orientar e discutir sobre o ciclo menstrual da paciente, verificar se ela tem cólica ou sintomas de TPM, por isso a importância desse primeiro contato, pois a partir daí o médico acompanhará toda a vida reprodutiva da menina, da mulher”, elucida a especialista.

Após a primeira relação sexual, alguns exames se tornam fundamentais para um acompanhamento mais aprofundado e um diagnóstico correto do organismo da mulher, como é o caso do exame papanicolau (mais conhecido como exame de colo de útero), o qual pode detectar doenças e infecções no útero da mulher, servindo para prevenir o câncer de colo de útero.

“O exame de colo de útero é imprescindível na vida mulher, é um exame que não se deve deixar de fazer. Exames de sangue também são muito importantes, e podem detectar, por exemplo, o porquê de a mulher estar engordando sem motivos”, explica a doutora.

Para ter uma qualidade de vida basta cuidar da saúde desde cedo. A primeira menstruação acontece entre 9 e 15 anos, mas a idade pode variar. Alguns sintomas podem indicar que a primeira menstruação está próxima, como: o crescimento e dores nas mamas, e o crescimento de pêlos pubianos e axilares.

As mães têm um importante papel nesse processo, por isso devem ajudar as filhas levando-as ao ginecologista de sua confiança desde a infância.
 
Fonte Corposaun

Combate à AIDS ganha novo aliado

Cientistas americanos desenvolveram um anel intravaginal que se mostrou eficiente em frear a transmissão do vírus HIV. O estudo foi conduzido pela Associação Americana de Cientistas Farmacêuticos de Illinois, nos Estados Unidos.
 
O anel reservatório, que deve ser instalado dentro da vagina, é formado por tubos plásticos que absorvem água. O aparelho vai liberar doses de uma droga que impede a instalação do vírus da imunodeficiência humana (HIV) no corpo, chamada tenofovir (TFV).
 
O aparelho deve ser trocado a cada 90 dias e apresenta uma tecnologia que permite que o TFV fique em atuação no corpo por este período, com quantidades liberadas diariamente. Isso faz da invenção uma revolução. Seu mecanismo de atuação pode servir de base para a aplicação de um variado leque de substâncias que não podem ser aplicados atualmente por causa da tecnologia disponível.
 
“Prevemos que este anel será capaz de lançar um espectro de drogas que atualmente não podem ser aplicadas devido a limitações da tecnologia”, disse Patrick Kiser, que liderou a pesquisa com seus colegas da Universidade de Utah, em parceria com uma organização de pesquisa líder em saúde reprodutiva. “Este anel é altamente adaptável para quase qualquer droga, a quantidade de fármaco distribuída a cada dia e a velocidade de libertação pode ser modificada facilmente”, completou o pesquisador.
 
A proteção garantida pelo anel liberando TFV constantemente é semelhante ou superior à proteção do gel vaginal de curta duração, se mostrando eficaz na redução do risco de infecção pelo HIV em mulheres. O cientista afirma que o próximo passo é adaptar e pesquisar anéis que possam liberar tanto o TFV quanto hormônios contraceptivos e outras substâncias preventivas à AIDS.
 
Fonte Corposaun

O papel dos pais para acabar com a adolescência sem fim

Cuidados excessivos por parte dos pais podem resultar em uma geração de adolescentes crescendo com menos independência, menos habilidades para resolver problemas simples (de lavar a própria roupa a escolher cursos que contribuam com seu aprendizado na carreira) e aumentando as chances de estarem despreparados para uma vida adulta.
 
Até mesmo jovens adultos mostram grande dependência de seus pais. Mais de 60% dos jovens americanos, por exemplo, com 23 anos e 30% dos indivíduos com 25 anos continuam financeiramente dependente de seus pais, diz uma pesquisa americana.
 
“Podemos dizer que há um ‘paradoxo do cuidado excessivo’”, diz Joseph Allen, pesquisador da Universidade de Virginia, EUA. “Atualmente os pais parecem tentar manter seus filhos próximos pelo maior tempo possível, e o que acaba acontecendo é termos diversos indivíduos despreparados para a vida adulta.”
 
Allen diz que o problema ocorre quando os pais resolvem os problemas dos filhos minando suas habilidades de tomarem alguma atitude. E é cada vez mais comum pais que tentam proteger seus filhos de se frustarem ou se desapontarem, o que naturalmente lhes deixaria mais independentes.
 
“Os pais precisam ensinar seus filhos a fazerem as coisas por si próprios, para que estes desenvolvam competências e confiança nas próprias ações”, diz Allen. “Costumamos dizer que os pais deviam ter um alarme que soasse cada vez que eles fizessem algo que impedisse o aprendizado dos filhos.”
 
Mas isso também não depende somente das atitudes parentais. Os próprios adolescentes deviam fazer algo, não somente por si próprios, mas pelos outros. Se engajar em atividades que contribuissem com outras pessoas – como trabalhos voluntários ou caridade – e mesmo tentando se comprometer a participar das despesas da casa poderia ser algo positivo para uma vivência adulta.
 
“Da mesma forma que os pais fazem pelos filhos como se estivesse fazendo para si próprios, esses jovens deviam fazer algo por alguém, de uma forma comprometida. Isso contribuiria para a construção do caráter desses indivíduos”, diz Claudia Allen, outra autora do estudo.
 
Outra coisa é o fato de que os adolescentes têm que estar preparados para errarem, para falhar eventualmente, e ter responsabilidade pelos seus atos, completa Joseph. “Lidar com os próprios erros é o que separa adultos de adolescentes.”
 
Indivíduos jovens aprendem por experiência, e todo pai deveria permitir e encorajar os filhos a experimentar oportunidades que os preparem para a vida adulta. “Cuidar dos filhos, em parte, é justamente pedir que eles façam algo em troca desses cuidados e isso é a principal contribuição que um pai pode fazer para o futuro de um filho”, finaliza Joseph.
 
Fonte O que eu tenho

Gestantes contratadas para vagas temporárias têm estabilidade

Novas regras do Tribunal Superior do Trabalho impedem patrões de demitirem empregadas até cinco meses após o parto
 
Brasília – Neste ano, empresários que contratarem funcionários temporários para o período das festas de Natal e Ano Novo devem ficar atentos a direitos extras conquistados por estes trabalhadores.
 
O Tribunal Superior do Trabalho (TST) modificou, no mês passado, seu entendimento nas súmulas 244 e 378, estendendo o direito à estabilidade no emprego aos contratos temporários, no caso dos empregados que sofram acidente de trabalho e de empregadas gestantes. Isso significa que o contrato firmado com tais funcionários muda de temporário para prazo indefinido em qualquer uma das situações, e eles não podem ser dispensados.
 
"No caso da mulher que fica grávida, a estabilidade prevista em lei vai desde a concepção até cinco meses após o parto. Já o funcionário que sofrer acidente de trabalho tem seu tempo de afastamento determinado pelo INSS [Instituto Nacional do Seguro Social], e depois não pode ser demitido por um ano", explica a advogada Daniela Moreira Sampaio Ribeiro, especialista em direito trabalhista.
 
A advogada esclarece que, a rigor, não há obrigatoriedade de cumprir a decisão do TST, uma vez que as súmulas editadas pelo órgão não têm força de lei. "O que a súmula está dizendo é que o tribunal pensa dessa forma. Não é obrigatório, mas, se o empregado recorre à Justiça, é certo que vai ganhar. Todos os tribunais e juízes costumam seguir a orientação do TST", destaca.
 
Daniela ressalta que o entendimento aplica-se a qualquer tipo de contrato com prazo definido. Além das contratações temporárias de fim de ano, estão incluídos, por exemplo, os contratos em caráter de experiência por um período de 90 dias.
 
Para o presidente do Sindicato do Comércio Varejista do Distrito Federal (Sindivarejista), Antônio Augusto de Morais, o entendimento do TST pode ter como consequência uma desvantagem para as mulheres no momento da contratação. "O lojista, o empresário, ao fazer a seleção de seus candidatos, poderá dar preferência ao funcionário do sexo masculino, por não existir obrigatoriedade de mantê-lo."
 
Morais ressalta, porém, que a prática de não dispensar funcionários que sofrem acidente de trabalho, mesmo que seu contrato seja temporário, já é vigente no mercado. "Nenhuma empresa vai demitir um trabalhador que se acidentou. O temporário goza de todos os direitos legais do efetivado, com exceção das férias proporcionais. Apenas o entendimento sobre as gestantes traz novidade", destaca o empresário.
 
Fonte iG