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segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Exames: Criofibrinogênio - (2.88.03.54)

Material a ser analisado: coleta de sangue venoso para determinação dos níveis de criofibrinogênio.
 
Tempo necessário para obter o material: 5 a 10 minutos.
 
Finalidade: a positividade para criofibrinogênio costuma estar associada a neoplasias ocultas (e tromboflebite migratória), colagenoses e urticária fria.
 
Valores normais: negativo.
 
Segurança dos resultados: boa.
 
Drogas que podem alterar os resultados: contraceptivos orais podem gerar resultados positivos.
 
Outros fatores que podem alterar os resultados: gravidez e diabetes melito podem gerar resultados positivos. O criofibrinogênio não será detectado a menos que as amostras de sangue EDA e heparinizado sejam enviadas ainda quentes ao laboratório.
 
Fontes:
- Manual de exames: Instituto de Patologia clinica Hermes Pardini 2003/2004
- A clínica e o laboratório - Alfonso Balcells Gorina, Medsi Editora 1996
- Henry: Clinical Diagnosis and Management by Laboratory Methods, 20th ed., 2001.
 
Por Boa Saúde

Fiocruz coordena pesquisa sobre perfil da enfermagem no Brasil

Estudo espera contar com a participação de cerca de 35 mil trabalhadores da área, selecionados por amostragem a partir da base de dados do Conselho Nacional de Enfermagem (Confen)
 
A Fiocruz coordena uma pesquisa que busca conhecer o perfil da enfermagem no Brasil quanto ao grau e ao tipo de formação dos profissionais. Sob responsabilidade do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Recursos Humanos em Saúde da Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca (Nerhus/Ensp/Fiocruz), o estudo espera contar com a participação de cerca de 35 mil trabalhadores da área, selecionados por amostragem a partir da base de dados do Conselho Nacional de Enfermagem (Confen).
 
No Brasil, há cerca de 1,8 milhões de profissionais registrados no Cofen nas categorias de enfermeiro, técnico de enfermagem e auxiliar de enfermagem, segundo informa o conselho. Para realizar o estudo, a equipe de pesquisadores selecionou uma amostra aleatória e enviou um questionário que pretende identificar: categoria profissional, estado de federação, cidade (interior ou capital), idade e sexo dos profissionais.
 
O levantamento conta com a colaboração dos profissionais. A coordenadora do estudo, Maria Helena Machado, informa que os formulários foram enviados com um envelope-resposta, de porte pago e que, portanto, não haverá despesas para remetê-los à coordenação da pesquisa. Segundo ela, esses profissionais e outros não selecionados na amostra, mas interessados em participar, podem responder o questionário no site da pesquisa.
 
O objetivo é identificar quem trabalha na área e de que modo o faz, saber quais os benefícios aos trabalhadores estão sendo concedidos, verificar se as mulheres dominam as vagas, compreender as relações e os processos de trabalho, entre outros aspectos. “Com isso, a pesquisa pretende ter o retrato da profissão e entregá-lo às autoridades com a intenção de formular e propor políticas corretas para esses trabalhadores”, diz Maria Helena.
 
Além da parceria entre a Fiocruz, o Cofen, a Associação Brasileira de Enfermagem (ABEn) e a Federação Nacional dos Enfermeiros (FNE), a pesquisa conta com o apoio do Ministério da Saúde, da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), da Rede ObservaRH, da Confederação Nacional dos Trabalhadores da Seguridade Social (CNTSS), da Confederação Nacional dos Trabalhadores da Saúde (CNTS), da Associação Nacional dos Auxiliares e Técnicos de Enfermagem (Anaten) e do Fórum Nacional dos Auxiliares e Técnicos de Enfermagem.
 
Fonte SáudeWeb

Genéricos crescem 16,6% no tri, mas ritmo de expansão diminui

Genéricos já somam 26,6% dos medicamentos vendidos no país e devem chegar a 30%de participação de mercado em 2013
 
As vendas de medicamentos genéricos registraram crescimento de 16,6% em volume no terceiro trimestre de 2012, informa a Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos (PróGenéricos). Foram comercializadas 179,7 milhões de unidades contra 154,1 milhões no mesmo período do ano anterior. Os dados são do IMS Health, principal instituto que audita o mercado farmacêutico no Brasil e no mundo.
 
Em valores, as vendas de genéricos movimentaram R$2,8 bilhões entre julho e setembro de 2012 contra R$2,3 bilhão no mesmo intervalo do ano passado, apresentando evolução de 21%.
 
DesaceleraçãoOs resultados obtidos pelo setor de genéricos no período, embora robustos, indicam uma desaceleração no ritmo de crescimento das vendas. Foi a menor expansão em um terceiro trimestre desde 2001, quando os genéricos começaram a ser vendidos no mercado brasileiro.
 
Para a presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos (PróGenéricos), Telma Salles, em termos macroeconômicos o resultado é bastante positivo para o setor, mas chama atenção pela diminuição do ritmo de crescimento. “Podemos ter nesse cenário algum reflexo de desaquecimento econômico ou comprometimento da renda”, analisa.
 
O desempenho das vendas de genéricos no período também já reflete no resultado de 2012 como um todo. No acumulado do ano, contabilizando as vendas em unidades entre janeiro e setembro, os genéricos apresentaram crescimento 19,8% em unidades. Em 2011, as vendas entre janeiro e setembro tiveram crescimento 31,8%, enquanto que em 2010, analisando o mesmo período apresentaram crescimento de 32,8%.
 
O mercado farmacêutico total também diminuiu o ritmo de crescimento no terceiro trimestre. O conjunto da indústria registrou vendas de 680,6 milhões de unidades entre julho e setembro de 2012 contra 606 milhões em igual período de 2011, registrando alta de 12%. No terceiro trimestre do ano passado o mercado farmacêutico apresentou crescimento de 13% nas vendas em relação a 2010.
 
A participação de mercado dos genéricos, porém, cresceu no terceiro trimestre de 2012. O setor tem hoje 26,6% de Market share contra 25,6% no ano passado. A ProGenéricos estima chegar a 30% no final de 2013.

Acesso e Carga Tributária
Os genéricos geraram R$30,4 bilhões de economia aos consumidores brasileiros, desde que começaram a ser comercializados e se configuram hoje no principal instrumento de acesso a medicamentos no país. Para a ProGenéricos, a diminuição do ritmo de crescimento do setor pode significar que menos cidadãos estariam se beneficiando dos genéricos e consequentemente não tomando nenhum tipo de medicamento. “Os genéricos funcionam como termômetro do acesso. Quanto mais vendidos, significa que mais pessoas estão podendo se medicar e deixando de ser excluídas do mercado”, explica Salles.
 
Ainda na avaliação da entidade, se a tendência de diminuição do ritmo de crescimento do setor prosseguir, alternativas para estimular as vendas precisam ser discutidas com o governo e toda sociedade. A mais importante seria a desoneração ou diminuição da carga tributária que pesa sobre o setor. “Em alguns estados brasileiros, o acumulado da carga tributária sobre medicamentos pode chegar a 37,5% ”, diz Salles.
 
Os genéricos arrecadaram R$10,1 bilhões de ICMS desde que começaram a ser comercializados. “ Esse valor representa 1/3 dos R$30,4 bilhões gerados em economia e pelo menos parte dele poderia estar na mão do consumidor se tivéssemos uma carga tributária mais justa”, conclui a executiva.

Fonte Pró Genéricos

60 dias para iniciar tratamento do câncer é colocado em cheque

Por Igor azevedo*
 
Advogado diz que provavelmente gestores do SUS - quando questionados sobre as razões do paciente esperar mais de 60 dias - alegarão que não havia recursos para cumprir a determinação legal
 
Em breve os hospitais públicos, assim como todas as instituições conveniadas ao Sistema Único de Saúde – SUS terão 60 dias para iniciar o tratamento de pacientes com câncer. O Congresso Nacional já aprovou e encaminhou a presidente da república, projeto de lei nesse sentido. Uma vez sancionada pelo chefe do executivo federal, a nova regra passará a valer 180 dias após a sua publicação no diário oficial.
 
O inicio do prazo para o tratamento será contado a partir do dia em que for firmado o diagnóstico em laudo patológico e poderá, inclusive, ser menor que 60 dias conforme a necessidade terapêutica do caso. Para efeito de cumprimento da determinação legal, será considerado iniciado o tratamento com a realização de terapia cirúrgica ou com o início de radioterapia ou de quimioterapia, a depender da necessidade do paciente.
 
A nova lei garante ainda acesso privilegiado a analgésicos opiáceos ou correlatos aos diagnosticados com neoplasia maligna (câncer) com manifestações dolorosas e obriga os Estados que apresentarem grandes espaços territoriais sem serviços especializados em oncologia a produzir planos regionais para superar essa situação.
 
A iniciativa é louvável no ponto em que estabelece um prazo máximo para o início do tratamento e demonstra que o Brasil realmente se preocupa em evitar a evolução da doença em razão da espera por atendimento. Entretanto, juridicamente, existem dois problemas que podem frustrar a efetividade da nova lei.
 
O primeiro obstáculo é a questão das penalidades pelo descumprimento. Uma vez que a lei determina que os administradores direta ou indiretamente responsáveis estarão sujeitos as penalidades administrativas, mas não determina quais serão estas penalidades. Por este motivo, não poderá haver punição antes da aprovação de outra lei especificando-as.
 
O outro grande problema será a falta de estrutura do Estado. Segundo pesquisas recentemente divulgadas pelo Tribunal de Contas da União – TCU, existe um déficit de 135 equipamentos de radioterapia, 44 de cirurgia e 39 de quimioterapia.
 
Mas a lei não determina que o tratamento comece em no máximo 60 dias? Embora a maioria acredite que se há lei, ela deve ser cumprida, quando a exigência é feita ao Estado não funciona bem assim, antes há que se observar o que no direito é chamado de reserva do possível.
 
Significa dizer que o Estado não será obrigado a cumprir certos tipos de determinações legais, ou pelo menos não sofrerá as consequências do seu descumprimento, caso o adimplemento da obrigação demande um esforço maior do que o que ele pode suportar. Assim, muito provavelmente, quando questionados sobre as razões do paciente ter esperado mais de 60 dias para o inicio dos tratamentos, os administradores alegarão em sua defesa que não havia recursos para cumprir a determinação legal e serão absolvidos.
 
Em 2011 um paciente já esperava, em média, de 30 a 120 dias, dependendo do tipo de intervenção médica, para iniciar um tratamento pelo SUS. Com o advento da nova lei, para não serem vítimas da falta de estrutura estatal e verem seu quadro se agravar, muitas pessoas poderão e, certamente, recorrerão ao judiciário para forçar o atendimento em até 60 dias e, com certeza, os magistrados concederão muitas liminares nesse sentido. Será que o sistema público de saúde terá condições de cumprir tais determinações judiciais?
 
A grande questão que se deve enfrentar para resguardar o direito a saúde dos pacientes com câncer, assim como o de todos os outros pacientes, é a falta de estrutura do Estado. A edição de novas leis não tem o poder de trazer efetividade nem qualidade ao sistema de saúde pública e, mesmo representando um avanço, é unanime entre os médicos que o inicio do tratamento do câncer deve ser imediato. Em alguns casos, 60 dias de espera pode representar a diferença entre a vida e morte. O problema no Brasil não é a falta de leis, mas a falta de leitos.

Dr. Igor Azevedo. Advogado Tributarista. Membro do Núcleo Saúde do MBAF Consultores e Advogados. Especialista em Direito Tributário
 
Fonte SaudeWeb

Estudos reabrem debate sobre o impacto de redes sociais na vida das pessoas

Qual o impacto das redes sociais na vida das pessoas? Elas nos aproximam ou nos afastam?
 
A discussão, que mobiliza acadêmicos desde que Orkut e Facebook se tornaram populares, ganhou novos capítulos recentemente, com o lançamento de dois livros de teorias opostas.
 
De um lado estão o sociólogo Barry Wellman, da Universidade de Toronto, e Lee Rainie, diretor do instituto Pew. Eles são autores de "Networked: The New Social Operating System" ("Em Rede: O Novo Sistema Social", sem edição em português), no qual defendem que esses sites são elementos de união.
 
Do outro lado, Andrew Keen, historiador, empreendedor pioneiro do Vale do Silício e autor de "Vertigem Digital" (Zahar, R$ 44,90), no qual procura explicar por que as redes sociais estão "dividindo, diminuindo e desorientando" seus usuários.
 
"Revolução Tripla"
Wellman e Rainie recorrem a pesquisas sobre o uso de tecnologia nos EUA, produzidas pelo instituto Pew, para argumentar que a sociedade está ficando mais integrada por três fatores, que eles definem como "revolução tripla".
 
O primeiro, do qual a web é peça-chave, é a substituição de grupos sociais coesos por redes interligadas entre si por vários indivíduos.
 
"No passado, as pessoas tinham círculos sociais pequenos, fechados, nos quais familiares, amigos próximos, vizinhos e líderes comunitários formavam uma rede de proteção e ajuda", escrevem os autores. "Este novo mundo de individualismo conectado gira em torno de grupos mais soltos e fragmentados que oferecem auxílio."
 
Segundo eles, completam essa "revolução" o aumento do acesso à banda larga e o uso disseminado de smartphones e tablets.
 
"Dizem que as redes sociais desagregam, mas não há nenhuma evidência sistemática de que isso esteja, de fato, ocorrendo", afirma Wellman, em videoconferência com a Folha.
 
Prisões de luxo
Já Andrew Keen utiliza como alegoria de sua tese uma prisão do castelo de Oxford que foi transformada em hotel cinco estrelas. Nela, um átrio central permitia que todos os prisioneiros fossem vigiados --hoje, as antigas celas viraram quartos luxuosos.
 
Para ele, assim são as redes sociais: parecem hotéis cinco estrelas, mas não passam de cadeias em que um preso vigia o outro constantemente. "Muito da minha conclusão foi derivado do meu próprio uso de redes sociais", afirma, por e-mail.
 
O uso que fazemos das redes sociais, diz, serve para nos manter ligados a nossas identidades virtuais, o que nos faz deixar de lado as reais.
 
Para Keen, uma frase de Sherry Turkle, professora do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts), resume sua opinião: "Entramos em rede porque estamos ocupados, mas acabamos passando mais tempo com a tecnologia e menos uns com os outros".
 
As redes em uso:
 
273
é o número médio de amigos que os brasileiros têm em redes sociais
 
91%
dos brasileiros com acesso à internet têm perfis em alguma rede social
 
69%
dos adultos que usam internet nos EUA têm perfis em redes sociais
 
92%
é para quanto sobe a porcentagem entre a população de 18 a 29 anos
 
Fontes: comScore, Ibope Mídia e Pew Research Center
 
Fonte Folhaonline