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terça-feira, 20 de novembro de 2012

A quantidade ideal de colágeno para o corpo

É difícil ingerir o suficiente desta proteína só com a alimentação, mas uso de suplemento ainda é controverso. Veja o que dizem os especialistas
 
Muito além de deixar cabelos, unhas e pele mais bonitos, o colágeno é essencial para a saúde dos ossos e das articulações.
 
Essa proteína fibrosa e insolúvel é encontrada principalmente em peixes, carne e ovos. Em geral, ela é mais facilmente absorvida pelo organismo quando é de origem animal.
 
“O colágeno é mais forte do que um fio de aço”, compara a nutricionista Nadia Lucila Rocha Brito, do Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas, de São Paulo.
 
Essencial para a cartilagem, a falta dessa substância pode colaborar para o aparecimento de doenças degenerativas da articulação como a osteoartrite.
 
“É uma das doenças mais frequentes e desabilitantes dessa parte do corpo”, diz a ortopedista Márcia Uchoa, do Projeto Artrose Recuperando Qualidade de Vida pela Educação (Parqve).
 
A forma mais incapacitante da doença se revela quando ela atinge os joelhos, impedindo a pessoa de se locomover, embora seja mais comum o acometimento das mãos.
 
A quantidade ideal diária de colágeno a ser ingerida varia de pessoa para pessoa. O cálculo deve ser realizado de acordo com o peso de cada um.
 
“O correto é ingerir 2g de proteína por quilo”, quantifica Nádia. Uma mulher de 60kg, por exemplo, precisaria de 120g de proteína para alcançar o valor indicado. Apesar de parecer pequeno, o número é difícil de ser alcançado.
 
A cada 100g de carne, uma rica fonte de colágeno, apenas 30g são de proteína. Portanto, para atingir o nível ideal seriam necessários 400g de carne por dia, quantidade muito acima do indicado pelos especialistas. Com isso, alguns nutricionistas têm recomendado a suplementação.
 
“Estudos mostram que apenas na região Sul do país o consumo está mais próximo do indicado, por isso o uso de suplemento pode ser uma boa opção”, diz a especialista.
 
Suplementar ou não: eis a questão
A indicação, no entanto, é controversa. “Acho que há um exagero na busca pelo colágeno, não vejo necessidade de uma suplementação. É possível encontrá-lo no salmão, no peito de peru, no queijo, é só ter uma alimentação adequada”, defende o nutrólogo Mohamad Baracat. O médico indica, além de dieta adequada, boas noites de sono, já que nesse período a pele aumenta a produção da proteína.
 
Alguns nutricionistas chegam a citar possíveis benefícios para a saúde do coração. No entanto, “não existe qualquer validação cientifica ou trabalho importante relacionando a utilização de suplementos de colágeno e qualquer melhora das funções do sistema cardiovascular”, afirma o cardilogista Daniel Magnoni, do Hospital do Coração (HCor), de São Paulo.
 
“Na literatura existem alguns trabalhos com suplementação de colágeno e melhora dos cabelos, unhas”, completa.
 
Fonte iG

Rio faz campanha para atrair doadores de sangue no estado

Rio de Janeiro - Para marcar o Dia Nacional do Doador de Sangue, comemorado no dia 25 de novembro, o governo do Rio de Janeiro inicia na próxima quarta-feira (21) uma série de ações para mobilizar a população a doar sangue. A estimativa da campanha é atrair cerca de 2 mil doadores até o dia 28 quando terminam as atividades.
 
Nos primeiros dois dias, vans da Secretaria Estadual de Saúde e do Hemorio vão ficar na Cinelândia, no centro da capital, para coletar sangue. Palestras e eventos ocorrerão na sede do hemocentro, como parte dos programas Clube 25 e Jovem Salva Vidas. A programação inclui a apresentação de coral e homenagem aos destaques do ano.
 
Moradores dos municípios de Itaboraí e São Gonçalo, na região metropolitana do Rio, também poderão participar da campanha por meio da Caravana do Doador. No dia 22, um ônibus sairá do Hospital Prefeito João Caffaro, em Itaboraí, com moradores da região até a sede do Hemorio. Ao longo do percurso, serão distribuídos folhetos sobre a importância de doar sangue. Os interessados em participar devem se inscrever na Unidade Transfusional do Hospital João Batista Caffaro pelo telefone (21) 3638-4547, ramal 229.
 
A diretora-geral do Hemorio, Clarisse Lobo, explicou que a mobilização foi uma iniciativa dos próprios moradores dos municípios. De acordo com ela, o hemocentro consegue atender 70% da necessidade de do estado e recebe 350 doadores por dia. Mas, segundo a diretora, o número não é o ideal. "É uma situação que temos que reverter e estes momentos são para promover a reflexão da comunidade", disse, acrescentando que o ideal é 500 doadores diários.
 
No último dia 11, a Central Única das Favelas (Cufa), distribuiu kits com panfletos explicativos para 80 comunidades participantes do torneio de futebol Taça das Favelas, no Parque de Madureira, na zona norte da cidade. O objetivo é incentivar a adesão de jovens e líderes comunitários ao programa Favela Sangue Bom, que irá promover grandes gincanas para abastecer os estoques dos hospitais públicos do Rio. A comunidade que conseguir convocar mais doadores será premiada com um trófeu.
 
Já o Instituto Nacional do Câncer (Inca), no centro do Rio, também promoverá na quarta-feira uma campanha de doação de sangue. O evento terá a presença dos padrinhos da campanha, o coreógrafo e dançarino Carlinhos de Jesus e a bailarina Ana Botafogo, além do grupo Caricatura Solidária, que distribuirá desenhos aos doadores.
 
A chefe do Setor de Hemoterapia do Inca, Iara Motta, alerta que o estoque de bolsas de sangue sempre diminui no fim do ano por causa das festas do Natal, do Ano Novo e das férias escolares, período em que as pessoas costumam viajar. Somente este mês, as doações caíram 30%. "Precisamos lembrar que o tratamento, as cirurgias, os transplantes continuam sendo realizados. Então, precisamos manter o estoque adequado para atender a todos os pacientes. É uma chamada de lembrança de que a gente continua atendendo", disse.
 
De acordo com Iara Motta, o recomendado é ter 80 doações por dia, porém atualmente o instituto recebe de 50 a 60 doações. Ela ressaltou que um doador pode salvar pelo menos três vidas. "Com as bolsas, a gente consegue multiplicar. As hemácias vão para um [paciente]. As plaquetas para um outro. Com uma única doação, a gente consegue salvar três vidas.”
 
O Inca atende cerca de 1,3 mil pacientes por mês. O instituto funciona de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 14h30, na Praça Cruz Vermelha, 23. O Hemorio funciona todos os dias, das 7h às 18h, incluindo sábados, domingos e feriados, na Rua Frei Caneca, número 8. O órgão é responsável por abastecer aproximadamente 180 unidades do Sistema Único de Saúde (SUS) com bolsas de sangue e hemoderivados.
 
Para doar sangue, é preciso ter entre 18 e 68 anos, pesar mais de 50 quilos, estar bem de saúde e apresentar um documento de identidade oficial com foto (como carteira de identidade ou carteira de habilitação). É recomendado evitar bebida alcóolica, alimentos gordurosos e fumo nas horas anteriores à doação.
 
Fonte Agência Brasil

São Paulo inicia operação para evitar epidemia de dengue no verão

São Paulo – Uma operação em todo o estado de São Paulo, envolvendo 25 mil agentes de saúde, vai tentar evitar uma epidemia de dengue durante o próximo verão. De ontem (19) até sexta-feira (23), os agentes vão visitar casas, serão feitos mutirões de limpeza para destruir os criadouros do mosquito Aedes aegypti, além de campanhas educativas.
 
Na capital paulista, 50 agentes da Superintendência de Controle de Endemias (Sucen) e funcionários da prefeitura devem visitar as casas nas áreas de maior risco ou que apresentaram alta transmissão para orientar a população e destruir os criadouros. Na Grande São Paulo, os casos caíram de 8,1 mil, de janeiro a outubro de 2011, para 2,1 mil no mesmo período deste ano.
 
“A capital não teve transmissão importante, [tendo em vista] o potencial pelo número de pessoas e complexidade da região”, avaliou Antônio Henrique Alves Gomes, diretor técnico da Sucen.
 
As atividades foram programadas, continuou o diretor, para o período anterior ao de maior incidência da doença, entre março e abril, como forma de prevenção da epidemia. “Nesta época do ano, de novembro até dezembro, a gente já consegue ter uma definição se o ano vai ter uma transmissão importante ou não. Quanto mais cedo começa a transmissão, maior é o número de casos no ano”, explicou.
 
Para este verão, segundo ele, as perspectivas são de aumento na incidência da doença. Algumas razões são a infestação mais alta no inverno do que a observada nos anos passados e a mudança nas gestões municipais, pois, em algumas cidades, a troca de prefeito acaba por interromper o trabalho de visita às casas feitas pelos agentes municipais.
 
Outro fator que pode elevar o número de doentes é a circulação do sorotipo 4 da dengue, que teve início em 2011 no estado. Os sintomas desse tipo de vírus é o mesmo dos outros sorotipos. No entanto, Antônio Gomes explica que, como ainda não foi registrada uma epidemia causada pelo sorotipo 4, a população está desprotegida. “Quando você contrai dengue por um sorotipo, você fica imunizado contra ele. Quem teve dengue tipo 1, nunca mais vai pegá-la, só os tipos 2, 3 ou 4.”
 
Desta forma, como os sorotipos 1, 2 e 3 são os mais comuns no estado, a população já tem imunidade. “A gente tem um histórico de dengue de mais de 20 anos no estado. Os três sorotipos já circularam em praticamente todas as regiões, boa parte da população é protegida contra eles,” explicou o diretor.
 
No comparativo entre as regiões paulistas, a maioria dos municípios conseguiu reduzir a incidência da dengue. As únicas exceções foram Araçatuba - onde os casos da doença subiram de 785, entre janeiro e outubro do ano passado, para 1,3 mil no mesmo período deste ano - e a Baixada Santista, que registrou mil casos, contra 663 em igual período do ano passado. “Elas [cidades da Baixada Santista e Araçatuba] não reduziram porque tiveram em 2011 um número muito baixo [de casos]. Se você olhar aqueles dados de 2011, é uma transmissão pequena, dado a importância dessas regiões”, disse .
 
Em todo o estado, a quantidade de infectados tem caído. Este ano, foram cerca de 21 mil casos, 76,5% menos que os registrados em igual período de 2011, segundo a Secretaria de Estado da Saúde. Durante 2010, 189,3 mil pessoas tiveram a doença.
 
Ribeirão Preto é uma regiões que necessitam de atenção, onde 24,4 mil pessoas tiveram dengue entre janeiro e outubro de 2011, quantidade três vezes superior à da Grande São Paulo, que registrou cerca de 8 mil infectados. “O oeste [paulista] tem condições climáticas que favorecem a proliferação do mosquito.” .
 
As cidades com temperaturas mais elevadas, como Ribeirão Preto, contribuem para a transmissão da dengue, pois o calor diminui o tempo de postura dos ovos até o desenvolvimento do mosquito adulto, acelerando a proliferação do Aedes aegypti. Nas regiões mais quentes, o tempo entre o mosquito picar uma pessoa infectada com o vírus e transmitir para outra pessoa pela picada é menor também.
 
Apesar das condições desfavoráveis, a incidência da dengue em Ribeirão Preto caiu para 1,1 mil nos primeiros dez meses do ano. Segundo o diretor, as ações de prevenção devem ser intensificadas no Vale do Paraíba e no litoral norte paulista, regiões com o maior índice de infecção este ano, cerca de 6,5 mil casos.
 
Fonte Agência Brasil

Ministério da Saúde diz que não incentiva internação compulsória de dependentes

Brasília – O coordenador adjunto de Saúde Mental do Ministério da Saúde, Leon Garcia, disse ontem (19) que o governo federal não incentiva a internação compulsória de dependentes de droga. O dirigente respondeu a participantes do seminário Álcool e Outras Drogas: Um Desafio para os Profissionais de Saúde, coordenado pelo Fórum dos Conselhos Federais da Área de Saúde, que criticaram a implantação de políticas desse tipo no país.
 
"Internação compulsória é uma política pobre feita para pobre. É uma estratégia de higienização para mostrar um país bonito nos eventos internacionais", disse o coordenador do Movimento Nacional de População de Rua (MNPR) e da Frente Nacional sobre Drogas e Direitos Humanos (FNDDH), Samuel Rodrigues.


O representante do Ministério da Saúde alegou que essas decisões se dão em âmbito estadual e municipal e garantiu que a política federal é para que essas internações sejam feitas apenas em casos extremos, nos quais haja risco de vida para o usuário.
 
"O ministério busca o diálogo, de forma a intervir e ampliar a rede de cuidados. O nosso objetivo é que a internação involuntária adquira novamente a dimensão que nunca deveria ter deixado de ter, quase nula. Que seja aplicada apenas em casos muito específicos", disse Garcia.
 
A conselheira do Conselho Nacional de Política sobre Drogas (Conad) Cristina Brites, de outro lado, disse que o poder aquisitivo pode influenciar no tratamento. "Ninguém pode negar que um policial, quando aborda um usuário de drogas, age dependendo do bairro onde vai atuar, dependendo da cor da pele da pessoa. Quando é negro, quando é pobre, quando está num bairro mais afastado, de certa forma a ação da polícia é mais repressora”.
 
Para Cristina Brites, o consumo de drogas de forma generalizada está ligado à classe social. A dependência se instalaria em um contexto de perda de sentido, estando ligada também a condições materiais. O jovem, segundo ela, "se coloca mais em risco quando tem menos acesso a informação, se coloca mais em risco quando não pode conversar sobre isso abertamente na escola, quando convive com o tráfico cotidianamente”.
 
As comunidades terapêuticas também receberam críticas. Os motivos são violação de direitos humanos, trabalhos forçados das pessoas em tratamento e más condições das instalações físicas. O governo é responsável diretamente por 25 centros de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (CAPSads). As demais comunidades que existem no país são iniciativas particulares. Muitas recebem auxílio governamental por meio de editais.
 
A intenção é que esses centros integrem a Rede de Atenção Psicossocial, instituída pela Portaria 3.088 de 23 de dezembro de 2011. A rede inclui o Sistema Único de Saúde (SUS), facilitando a fiscalização e o envolvimento da família no tratamento. No entanto, de acordo com o coordenador adjunto Leon Garcia, o ministério não tem tido sucesso nessa integração e tem encontrado resistência por parte das comunidades.
 
"A gente sabia que era um problema complexo, que não vai conseguir resgatar o atraso de muitos anos de política em um ano só. Temos um horizonte de trabalhar até 2014 para ter uma rede mínima de cuidados efetivos nesse campo de álcool e drogas", informou.
 
Até 2014, o Ministério da Saúde vai investir R$ 4 bilhões no Programa Crack, É Possível Vencer, destinado ao tratamento e combate à dependência da droga. Desses, R$ 2 bilhões serão destinados diretamente para tratamento. Esse ano, foram lançados editais que visam a atender a pelo menos nove projetos de comunidades terapêuticas com cerca de R$ 900 mil.
 
Fonte Agência Brasil

Anvisa muda regras para termos nutricionais nos rótulos dos alimentos

Brasília - A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) mudou as regras para o uso de termos, como light, baixo, rico e não contém, nos rótulos de alimentos. Chamados tecnicamente de alegações nutricionais, tratam-se de informações para descrever o nível (absoluto ou relativo) de determinados nutrientes ou o valor energético dos alimentos.
 
A palavra light, por exemplo, só poderá ser utilizada se o produto tiver algum nutriente com valor reduzido em relação à versão convencional (alimento de referência). O termo era permitido tanto em alimentos com redução de algum nutriente quanto naqueles com baixo teor de algum nutriente, sem comparar com os produtos de referência. Segundo a Anvisa, os consumidores e profissionais de saúde encontravam dificuldades em reconhecer as diferenças entre os produtos com a indicação light.
 
Em relação aos termos fonte de proteína e alto teor de proteínas, foram estipulados critérios para quantidade e qualidade mínimas. De acordo com a agência reguladora, a ideia é coibir o uso das informações de forma enganosa, por exemplo, em alimentos com quantidade de proteínas incompletas ou de baixa qualidade.
 
A nova resolução da Anvisa, a RDC 54/2012, alterou também a base de cálculo para o uso dessas informações. Atualmente, a base é 100g ou ml do alimento para fazer o cálculo. Com a mudança, o cálculo deverá ser feito a partir de uma porção do alimento. Segundo a agência reguladora, a nova base de cálculo impede confusão na hora de comparar produtos, além de facilitar ao consumidor saber a quantidade exata de ingestão de determinado nutriente.
 
As empresas têm até o dia 1º de janeiro de 2014 para adequar os rótulos. Os fabricantes não são obrigados a divulgar as alegações nutricionais. Os produtos fabricados no período de adaptação poderão ser comercializados até o fim de seu prazo de validade. Com a nova resolução, o Brasil passa a ter os mesmos regulamentos técnicos de rotulagem nutricional do Mercosul, o que facilita a livre circulação dos alimentos entre os países do bloco.
 
As novas normas também valem para as informações desse tipo veiculadas em anúncios nos meios de comunicação.
 
Fonte Agência Brasil